
A reforma política está na pauta do País. Ótima oportunidade para fazermos um balanço das nossas instituições, discutir defeitos e ressaltar virtudes (sim, elas existem!!). Nosso desafio é separar o joio do trigo.
Há inúmeras propostas no Congresso Nacional. A mais importante é a “lista fechada”. Na prática, isso significa que as pessoas passariam a votar em partidos e não mais em pessoas. Os nomes dos deputados federais, estaduais e vereadores que ocupariam as vagas seriam decididos previamente pelas próprias legendas.
A lista fechada possui pontos positivos. Destaca-se a maior facilidade de organizar as eleições e de fiscalizá-las. Mas ela possui um pecado original: ataca a grande qualidade do sistema político brasileiro, qual seja, a liberdade de acesso que os cidadãos possuem para entrar na vida política como candidatos.
Com a mudança, seria muito difícil se candidatar a um cargo eletivo. A “peneira” da lista fechada é muito rigorosa. Poucos podem fazer parte dela e existe uma luta feroz para ficar nas primeiras posições.
Com a lista aberta, há muito mais facilidade de candidatar-se e a chance de ser eleito só depende dos votos recebidos por cada um. A liberdade existente permite que qualquer brasileiro, desde que filiado e aprovado em convenção, possa colocar seu nome a serviço do Brasil.
Nosso sistema é altamente inclusivo e não deve ser alterado. Devemos melhorar seu funcionamento e tornar as campanhas mais baratas, justas e transparentes.
Vitor Paulo
Presidente Nacional do PRB
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