terça-feira, 18 de agosto de 2009

Lula não fará apelo para que a senadora fique no PT e avalia que ela não tem um discurso amplo, mas um "samba de uma nota só"

Governo já se arma para rebater críticas de Marina

Planalto vai retrucar que desmatamento caiu depois que ela deixou o ministério

De Kennedy Alencar e Maria Clara Cabral:

Informado por aliados de que Marina Silva deixará o PT para disputar a Presidência pelo PV em 2010, o governo federal já engatilhou um discurso para rebater eventuais críticas da senadora do Acre.

Primeiro torpedo: o desmatamento caiu depois que Marina deixou o Ministério do Meio Ambiente, em maio de 2008. Entre agosto de 2008 e junho de 2009, o desmatamento na Amazônia teve queda de 55%.

Segundo torpedo: como responsável pela área ambiental por quase cinco anos e meio, ela não teria autoridade para fazer críticas ao governo.

A Folha ouviu esses dois argumentos de um auxiliar direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que avaliou que a eventual candidatura de Marina terá dificuldade para encontrar discurso contra a também eventual candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

Nas palavras de um ministro, Carlos Minc, que substituiu Marina, seria mais eficiente.

Aliados de Marina lembram que ela deixou o governo, de surpresa, alegando que fazia tal movimento para chamar a atenção sobre o crescimento do desmatamento e forçar Lula a tomar medidas para que houvesse redução.

Ou seja, como o desmatamento crescia, sua saída colocou o presidente na defensiva e o fez adotar medidas que reduziriam a derrubada de árvores na Amazônia a partir de agosto de 2008. Daí o dado de queda de 55% em 11 meses. Assinante do jornal leia mais em: Governo já se arma para rebater críticas de Marina

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