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sábado, 10 de abril de 2010

O VERDE DO VERDE !!!!!!!

Você sabia que a cor verde é tóxico e não-ecológico?

A cor verde é usada como um emblema da ecologia. Na verdade, existem muitos produtos e artigos que pretendem ser ambientalmente amigável usando a cor verde para destacar a sua responsabilidade ambiental. No entanto, um relatório feito pelo químico alemão Michael Braungart ao The New York Times explica que o plástico com pigmento verde ou ainda o papel impresso com tinta verde são fontes de poluentes.

Co-autor do livro sobre design sustentável Cradle to Cradle, Braungart explica que a cor verde é tão difícil de se obter que na maioria das vezes são usados substâncias altamente tóxicas para estabilizá-lo. Assim, os plásticos e os papéis com pigmento verde não podem ser reciclados de forma segura, pois podem contaminar tudo aquilo que estiver em contato.

Alice Rawsthorn, no blog ecologiablog, cita alguns exemplos. O pigmento verde 7, o tipo de verde mais usado, é um pigmento orgânico, mas contém cloro. O pigmento verde 36 é composto de átomos de cloro e bromo, enquanto o pigmento verde 50 tem cobalto, titânio, níquel e óxido de zinco.

Segundo o artigo, muitas paredes pintadas com tinta verde, muito populares nos séculos 18 e 19, continham arsênico. Aparentemente, uma das pinturas, o verde de Scheele, pintado na Suécia na década de 1770, é considerado por alguns historiadores a causa da morte de Napoleão Bonaparte em 1821, pois uma pintura com essa cor cobria sua cela úmida na ilha de Santa Helena.

Longe de ser amigável com o meio ambiente… Quem diria? São fatos realmente curiosos.

O VERDE DO VERDE !!!!!!!

Você sabia que a cor verde é tóxico e não-ecológico?

A cor verde é usada como um emblema da ecologia. Na verdade, existem muitos produtos e artigos que pretendem ser ambientalmente amigável usando a cor verde para destacar a sua responsabilidade ambiental. No entanto, um relatório feito pelo químico alemão Michael Braungart ao The New York Times explica que o plástico com pigmento verde ou ainda o papel impresso com tinta verde são fontes de poluentes.

Co-autor do livro sobre design sustentável Cradle to Cradle, Braungart explica que a cor verde é tão difícil de se obter que na maioria das vezes são usados substâncias altamente tóxicas para estabilizá-lo. Assim, os plásticos e os papéis com pigmento verde não podem ser reciclados de forma segura, pois podem contaminar tudo aquilo que estiver em contato.

Alice Rawsthorn, no blog ecologiablog, cita alguns exemplos. O pigmento verde 7, o tipo de verde mais usado, é um pigmento orgânico, mas contém cloro. O pigmento verde 36 é composto de átomos de cloro e bromo, enquanto o pigmento verde 50 tem cobalto, titânio, níquel e óxido de zinco.

Segundo o artigo, muitas paredes pintadas com tinta verde, muito populares nos séculos 18 e 19, continham arsênico. Aparentemente, uma das pinturas, o verde de Scheele, pintado na Suécia na década de 1770, é considerado por alguns historiadores a causa da morte de Napoleão Bonaparte em 1821, pois uma pintura com essa cor cobria sua cela úmida na ilha de Santa Helena.

Longe de ser amigável com o meio ambiente… Quem diria? São fatos realmente curiosos.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Marina critica Lula por MP que regula terras na Amazônia

*Nota dos Editores
Interessante como se joga no lixo 30 anos de companheirismo...

SÃO PAULO - Um dia depois de oficializar sua filiação ao PV, a senadora Marina Silva (AC) deu sinais ontem sobre o tom do discurso que poderá adotar numa eventual campanha presidencial, atingindo em cheio o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina criticou o governo na área ambiental após seu desligamento do ministério. "Alguns retrocessos aconteceram depois dessa saída. A medida provisória (MP) que transferiu 67 milhões de hectares de terras na Amazônia para particulares quando precisávamos de apenas 7 milhões para atender 80% dos posseiros foi algo muito preocupante e, no meu entendimento, um retrocesso."

A senadora referiu-se à MP 458, aprovada neste ano, para regulamentar a situação fundiária na Amazônia Legal. Na época, ainda filiada ao PT, ela foi contra o texto. Ontem, Marina voltou a carga contra a medida e afirmou que a decisão do governo poderá levar a um aumento do desmatamento na Amazônia. "O desmatamento corre sério risco de crescer", afirmou ela, em entrevista ao Programa do Jô, na Rede Globo, exibido ontem à noite.

A senadora também citou outro caso em que considera ter ocorrido um prejuízo ao trabalho que vinha sendo conduzido por ela à frente do ministério. "Algumas outras pedras, como a proteção do patrimônio espeleológico do Brasil, que são as nossas cavernas, isso já retrocedeu", disse.

Apesar do discurso afiado contra o governo, de um aumento de sua exposição à mídia nos últimos dias e do clima de lançamento de sua candidatura anteontem no evento de filiação ao PV, Marina repetiu que não está nada decidido sobre uma candidatura à Presidência da República. "Candidatura é algo a ser discutido em 2010", disse. Indagada após a entrevista pelos repórteres se apoiaria o PT num eventual segundo turno, depois de toda a sua trajetória no partido, Marina desconversou. "Por que você está eliminando meu partido no primeiro turno? Não tem sentido sua pergunta." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Marina critica Lula por MP que regula terras na Amazônia

*Nota dos Editores
Interessante como se joga no lixo 30 anos de companheirismo...

SÃO PAULO - Um dia depois de oficializar sua filiação ao PV, a senadora Marina Silva (AC) deu sinais ontem sobre o tom do discurso que poderá adotar numa eventual campanha presidencial, atingindo em cheio o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina criticou o governo na área ambiental após seu desligamento do ministério. "Alguns retrocessos aconteceram depois dessa saída. A medida provisória (MP) que transferiu 67 milhões de hectares de terras na Amazônia para particulares quando precisávamos de apenas 7 milhões para atender 80% dos posseiros foi algo muito preocupante e, no meu entendimento, um retrocesso."

A senadora referiu-se à MP 458, aprovada neste ano, para regulamentar a situação fundiária na Amazônia Legal. Na época, ainda filiada ao PT, ela foi contra o texto. Ontem, Marina voltou a carga contra a medida e afirmou que a decisão do governo poderá levar a um aumento do desmatamento na Amazônia. "O desmatamento corre sério risco de crescer", afirmou ela, em entrevista ao Programa do Jô, na Rede Globo, exibido ontem à noite.

A senadora também citou outro caso em que considera ter ocorrido um prejuízo ao trabalho que vinha sendo conduzido por ela à frente do ministério. "Algumas outras pedras, como a proteção do patrimônio espeleológico do Brasil, que são as nossas cavernas, isso já retrocedeu", disse.

Apesar do discurso afiado contra o governo, de um aumento de sua exposição à mídia nos últimos dias e do clima de lançamento de sua candidatura anteontem no evento de filiação ao PV, Marina repetiu que não está nada decidido sobre uma candidatura à Presidência da República. "Candidatura é algo a ser discutido em 2010", disse. Indagada após a entrevista pelos repórteres se apoiaria o PT num eventual segundo turno, depois de toda a sua trajetória no partido, Marina desconversou. "Por que você está eliminando meu partido no primeiro turno? Não tem sentido sua pergunta." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Crítica a Gabeira cai mal

Afirmação de Zito de que o parlamentar do Partido Verde “não tem o cheiro do povo” desagrada presidentes do PV e PPS no Rio. Cesar Maia (DEM) prefere acreditar que ele foi mal interpretado

Rio - A afirmação do presidente regional do PSDB e prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito (PSDB), sobre o deputado federal e pré-candidato do PV ao governo do Rio, Fernando Gabeira, repercutiu mal nos partidos que articulam aliança em torno do parlamentar. Os presidentes de PV e PPS no Rio, o vereador Alfredo Sirkis e o deputado estadual Comte Bittencourt, respectivamente, não gostaram de Zito dizer que Gabeira “não tem o cheiro do povo” e que sua campanha não terá penetração na Baixada.

“Quem está insistindo para o Gabeira ser candidato são os tucanos. Essa declaração contraria as articulações que estão sendo feitas pelo governador (de São Paulo) José Serra e pelo (ex-presidente) Fernando Henrique Cardoso”, afirmou Sirkis.

Bittencourt lembrou que a campanha de Gabeira tem importância estratégica para o PSDB, pois oferecerá palanque forte no Rio para o candidato tucano na disputa presidencial. Além de Serra, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também pleiteia a vaga. “Gabeira une o PPS e é o nosso projeto para o Rio. Espero que o PSDB faça o mesmo. O Zito sabe da importância desse palanque para o nosso projeto nacional”, argumenta o presidente do PPS.

Principal líder do DEM no Rio, o ex-prefeito Cesar Maia prefere crer que Zito foi mal interpretado. “Recentemente, numa reunião na casa do (ex-governador) Marcello Alencar (PSDB), a atitude dele foi de convergência. Talvez tenha sido adjetivo empregado com duplo sentido”.

O deputado estadual Luiz Paulo (PSDB) disse que Zito tem legitimidade e apenas expressou sua opinião. “Mas a decisão do partido será no âmbito colegiado”, ressaltou. “Vamos deliberar essa questão até 3 de outubro”. O próprio Zito tentou baixar o tom e elogiou Gabeira. “É um homem preparado. Tem liderança intelectual. Mas isso não é fundamental para vencer eleição. É preciso apoio do povo”, reiterou.



Crítica a Gabeira cai mal

Afirmação de Zito de que o parlamentar do Partido Verde “não tem o cheiro do povo” desagrada presidentes do PV e PPS no Rio. Cesar Maia (DEM) prefere acreditar que ele foi mal interpretado

Rio - A afirmação do presidente regional do PSDB e prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito (PSDB), sobre o deputado federal e pré-candidato do PV ao governo do Rio, Fernando Gabeira, repercutiu mal nos partidos que articulam aliança em torno do parlamentar. Os presidentes de PV e PPS no Rio, o vereador Alfredo Sirkis e o deputado estadual Comte Bittencourt, respectivamente, não gostaram de Zito dizer que Gabeira “não tem o cheiro do povo” e que sua campanha não terá penetração na Baixada.

“Quem está insistindo para o Gabeira ser candidato são os tucanos. Essa declaração contraria as articulações que estão sendo feitas pelo governador (de São Paulo) José Serra e pelo (ex-presidente) Fernando Henrique Cardoso”, afirmou Sirkis.

Bittencourt lembrou que a campanha de Gabeira tem importância estratégica para o PSDB, pois oferecerá palanque forte no Rio para o candidato tucano na disputa presidencial. Além de Serra, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, também pleiteia a vaga. “Gabeira une o PPS e é o nosso projeto para o Rio. Espero que o PSDB faça o mesmo. O Zito sabe da importância desse palanque para o nosso projeto nacional”, argumenta o presidente do PPS.

Principal líder do DEM no Rio, o ex-prefeito Cesar Maia prefere crer que Zito foi mal interpretado. “Recentemente, numa reunião na casa do (ex-governador) Marcello Alencar (PSDB), a atitude dele foi de convergência. Talvez tenha sido adjetivo empregado com duplo sentido”.

O deputado estadual Luiz Paulo (PSDB) disse que Zito tem legitimidade e apenas expressou sua opinião. “Mas a decisão do partido será no âmbito colegiado”, ressaltou. “Vamos deliberar essa questão até 3 de outubro”. O próprio Zito tentou baixar o tom e elogiou Gabeira. “É um homem preparado. Tem liderança intelectual. Mas isso não é fundamental para vencer eleição. É preciso apoio do povo”, reiterou.



quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Marina Silva sai do PT - Leia a carta na íntegra

Brasília, 19 de agosto de 2009

Caro companheiro Ricardo Berzoini,

Tornou-se pública nas últimas semanas, tendo sido objeto de conversa fraterna entre nós, a reflexão política em que me encontro há algum tempo e que passou a exigir de mim definições, diante do convite do Partido Verde para uma construção programática capaz de apresentar ao Brasil um projeto nacional que expresse os conhecimentos, experiências e propostas voltados para um modelo de desenvolvimento em cujo cerne esteja a sustentabilidade ambiental, social e econômica.

O que antes era tratado em pequeno círculo de familiares, amigos e companheiros de trajetória política, foi muito ampliado pelo diálogo com lideranças e militantes do Partido dos Trabalhadores, a cujos argumentos e questionamentos me expus com lealdade e atenção. Não foi para mim um processo fácil. Ao contrário, foi intenso, profundamente marcado pela emoção e pela vinda à tona de cada momento significativo de uma trajetória de quase trinta anos, na qual ajudei a construir o sonho de um Brasil democrático, com justiça e inclusão social, com indubitáveis avanços materializados na eleição do Presidente Lula, em 2002.

Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade. Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades, mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.

Tenho a firme convicção de que essa decisão vai ao encontro do pensamento de milhares de pessoas no Brasil e no mundo, que há muitas décadas apontam objetivamente os equívocos da concepção do desenvolvimento centrada no crescimento material a qualquer custo, com ganhos exacerbados para poucos e resultados perversos para a maioria, ao custo, principalmente para os mais pobres, da destruição de recursos naturais e da qualidade de vida.

Tive a honra de ser ministra do Meio Ambiente do governo Lula e participei de importantes conquistas, das quais poderia citar, a título de exemplo, a queda do desmatamento na Amazônia, a estruturação e fortalecimento do sistema de licenciamento ambiental, a criação de 24 milhões de hectares de unidades de conservação federal, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro. Entendo, porém, que faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas.

É evidente que a resistência a essa mudança de enfoque não é exclusiva de governos. Ela está presente nos partidos políticos em geral e em vários setores da sociedade, que reagem a sair de suas práticas insustentáveis e pressionam as estruturas públicas para mantê-las.

Uma parte das pessoas com quem dialoguei nas últimas semanas perguntou-me por que não continuar fazendo esse embate dentro do PT. E chego à conclusão de que, após 30 anos de luta socioambiental no Brasil – com importantes experiências em curso, que deveriam ganhar escala nacional, provindas de governos locais e estaduais, agências federais, academia, movimentos sociais, empresas, comunidades locais e as organizações não-governamentais – é o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte por quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável, a fazer prosperar a mudança de valores e paradigmas que sinalizará um novo padrão de desenvolvimento para o País. Assim como vem sendo feito pelo próprio Partido dos Trabalhadores, desde sua origem, no que diz respeito à defesa da democracia com participação popular, da justiça social e dos direitos humanos.

Finalmente, agradeço a forma acolhedora e respeitosa com que me ouviu, estendendo a mesma gratidão a todos os militantes e dirigentes com quem dialoguei nesse período, particularmente a Aloizio Mercadante e a meus companheiros da bancada do Senado, que sempre me acolheram em todos esses momentos. E, de modo muito especial, quero me referir aos companheiros do Acre, de quem não me despedi, porque acredito firmemente que temos uma parceria indestrutível, acima de filiações partidárias. Não fiz nenhum movimento para que outros me acompanhassem na saída do PT, respeitando o espaço de exercício da cidadania política de cada militante. Não estou negando os imprescindíveis frutos das searas já plantadas, estou apenas me dispondo a continuar as semeaduras em outras searas.

Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos.

Saudações fraternas,

Marina Silva

Marina Silva sai do PT - Leia a carta na íntegra

Brasília, 19 de agosto de 2009

Caro companheiro Ricardo Berzoini,

Tornou-se pública nas últimas semanas, tendo sido objeto de conversa fraterna entre nós, a reflexão política em que me encontro há algum tempo e que passou a exigir de mim definições, diante do convite do Partido Verde para uma construção programática capaz de apresentar ao Brasil um projeto nacional que expresse os conhecimentos, experiências e propostas voltados para um modelo de desenvolvimento em cujo cerne esteja a sustentabilidade ambiental, social e econômica.

O que antes era tratado em pequeno círculo de familiares, amigos e companheiros de trajetória política, foi muito ampliado pelo diálogo com lideranças e militantes do Partido dos Trabalhadores, a cujos argumentos e questionamentos me expus com lealdade e atenção. Não foi para mim um processo fácil. Ao contrário, foi intenso, profundamente marcado pela emoção e pela vinda à tona de cada momento significativo de uma trajetória de quase trinta anos, na qual ajudei a construir o sonho de um Brasil democrático, com justiça e inclusão social, com indubitáveis avanços materializados na eleição do Presidente Lula, em 2002.

Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade. Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades, mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.

Tenho a firme convicção de que essa decisão vai ao encontro do pensamento de milhares de pessoas no Brasil e no mundo, que há muitas décadas apontam objetivamente os equívocos da concepção do desenvolvimento centrada no crescimento material a qualquer custo, com ganhos exacerbados para poucos e resultados perversos para a maioria, ao custo, principalmente para os mais pobres, da destruição de recursos naturais e da qualidade de vida.

Tive a honra de ser ministra do Meio Ambiente do governo Lula e participei de importantes conquistas, das quais poderia citar, a título de exemplo, a queda do desmatamento na Amazônia, a estruturação e fortalecimento do sistema de licenciamento ambiental, a criação de 24 milhões de hectares de unidades de conservação federal, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro. Entendo, porém, que faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas.

É evidente que a resistência a essa mudança de enfoque não é exclusiva de governos. Ela está presente nos partidos políticos em geral e em vários setores da sociedade, que reagem a sair de suas práticas insustentáveis e pressionam as estruturas públicas para mantê-las.

Uma parte das pessoas com quem dialoguei nas últimas semanas perguntou-me por que não continuar fazendo esse embate dentro do PT. E chego à conclusão de que, após 30 anos de luta socioambiental no Brasil – com importantes experiências em curso, que deveriam ganhar escala nacional, provindas de governos locais e estaduais, agências federais, academia, movimentos sociais, empresas, comunidades locais e as organizações não-governamentais – é o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte por quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável, a fazer prosperar a mudança de valores e paradigmas que sinalizará um novo padrão de desenvolvimento para o País. Assim como vem sendo feito pelo próprio Partido dos Trabalhadores, desde sua origem, no que diz respeito à defesa da democracia com participação popular, da justiça social e dos direitos humanos.

Finalmente, agradeço a forma acolhedora e respeitosa com que me ouviu, estendendo a mesma gratidão a todos os militantes e dirigentes com quem dialoguei nesse período, particularmente a Aloizio Mercadante e a meus companheiros da bancada do Senado, que sempre me acolheram em todos esses momentos. E, de modo muito especial, quero me referir aos companheiros do Acre, de quem não me despedi, porque acredito firmemente que temos uma parceria indestrutível, acima de filiações partidárias. Não fiz nenhum movimento para que outros me acompanhassem na saída do PT, respeitando o espaço de exercício da cidadania política de cada militante. Não estou negando os imprescindíveis frutos das searas já plantadas, estou apenas me dispondo a continuar as semeaduras em outras searas.

Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos.

Saudações fraternas,

Marina Silva

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Lula não fará apelo para que a senadora fique no PT e avalia que ela não tem um discurso amplo, mas um "samba de uma nota só"

Governo já se arma para rebater críticas de Marina

Planalto vai retrucar que desmatamento caiu depois que ela deixou o ministério

De Kennedy Alencar e Maria Clara Cabral:

Informado por aliados de que Marina Silva deixará o PT para disputar a Presidência pelo PV em 2010, o governo federal já engatilhou um discurso para rebater eventuais críticas da senadora do Acre.

Primeiro torpedo: o desmatamento caiu depois que Marina deixou o Ministério do Meio Ambiente, em maio de 2008. Entre agosto de 2008 e junho de 2009, o desmatamento na Amazônia teve queda de 55%.

Segundo torpedo: como responsável pela área ambiental por quase cinco anos e meio, ela não teria autoridade para fazer críticas ao governo.

A Folha ouviu esses dois argumentos de um auxiliar direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que avaliou que a eventual candidatura de Marina terá dificuldade para encontrar discurso contra a também eventual candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

Nas palavras de um ministro, Carlos Minc, que substituiu Marina, seria mais eficiente.

Aliados de Marina lembram que ela deixou o governo, de surpresa, alegando que fazia tal movimento para chamar a atenção sobre o crescimento do desmatamento e forçar Lula a tomar medidas para que houvesse redução.

Ou seja, como o desmatamento crescia, sua saída colocou o presidente na defensiva e o fez adotar medidas que reduziriam a derrubada de árvores na Amazônia a partir de agosto de 2008. Daí o dado de queda de 55% em 11 meses. Assinante do jornal leia mais em: Governo já se arma para rebater críticas de Marina

Lula não fará apelo para que a senadora fique no PT e avalia que ela não tem um discurso amplo, mas um "samba de uma nota só"

Governo já se arma para rebater críticas de Marina

Planalto vai retrucar que desmatamento caiu depois que ela deixou o ministério

De Kennedy Alencar e Maria Clara Cabral:

Informado por aliados de que Marina Silva deixará o PT para disputar a Presidência pelo PV em 2010, o governo federal já engatilhou um discurso para rebater eventuais críticas da senadora do Acre.

Primeiro torpedo: o desmatamento caiu depois que Marina deixou o Ministério do Meio Ambiente, em maio de 2008. Entre agosto de 2008 e junho de 2009, o desmatamento na Amazônia teve queda de 55%.

Segundo torpedo: como responsável pela área ambiental por quase cinco anos e meio, ela não teria autoridade para fazer críticas ao governo.

A Folha ouviu esses dois argumentos de um auxiliar direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que avaliou que a eventual candidatura de Marina terá dificuldade para encontrar discurso contra a também eventual candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

Nas palavras de um ministro, Carlos Minc, que substituiu Marina, seria mais eficiente.

Aliados de Marina lembram que ela deixou o governo, de surpresa, alegando que fazia tal movimento para chamar a atenção sobre o crescimento do desmatamento e forçar Lula a tomar medidas para que houvesse redução.

Ou seja, como o desmatamento crescia, sua saída colocou o presidente na defensiva e o fez adotar medidas que reduziriam a derrubada de árvores na Amazônia a partir de agosto de 2008. Daí o dado de queda de 55% em 11 meses. Assinante do jornal leia mais em: Governo já se arma para rebater críticas de Marina

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Gabeira deve assumir liderança do PV na Câmara

Corre a informação de que o Deputado Federal Fernando Gabeira (PV-RJ) poderia assumir a liderança do PV na Câmara dos Deputados. Seria uma das medidas envolvidas no processo de refundação do Partido Verde, que está sendo planejado pela própria legenda.

O atual líder, Sarney Filho (PV-MA), também chamado de Zequinha Sarney, já teria concordado com a mudança. Aliás, ele seria um dos que acredita que o PV precisa, para poder explorar todo o potencial de uma futura pré-candidatura à Presidência pelo partido de Marina Silva, melhorar sua imagem junto à opinião pública.

A liderança na Câmara ir parar nas mãos de um parlamentar bem visto e em alta como Gabeira seria o meio para começar a fazer isso.

A oficialização da mudança estaria dependendo apenas da concordância de Edson Duarte (PV-BA) e Roberto Santiago (PV-SP), deputados da partido que pleiteavam a posição.

Porém, parece que não existirão grandes problemas e que o PV poderá contar com Gabeira na liderança para ir preparando terreno, com a visibilidade saudável que o Deputado trará, para a candidatura de Marina Silva, que, para decolar, necessita dessas mudanças de rumo dentro do PV.

A grande questão é que não basta um membro da família Sarney deixar de ser o líder na Câmara para que o partido tenha feito uma “limpeza”.

O partido deveria, na verdade, convidá-lo a sair, se quiser se apresentar como alternativa ética e consciente.

Gabeira deve assumir liderança do PV na Câmara

Corre a informação de que o Deputado Federal Fernando Gabeira (PV-RJ) poderia assumir a liderança do PV na Câmara dos Deputados. Seria uma das medidas envolvidas no processo de refundação do Partido Verde, que está sendo planejado pela própria legenda.

O atual líder, Sarney Filho (PV-MA), também chamado de Zequinha Sarney, já teria concordado com a mudança. Aliás, ele seria um dos que acredita que o PV precisa, para poder explorar todo o potencial de uma futura pré-candidatura à Presidência pelo partido de Marina Silva, melhorar sua imagem junto à opinião pública.

A liderança na Câmara ir parar nas mãos de um parlamentar bem visto e em alta como Gabeira seria o meio para começar a fazer isso.

A oficialização da mudança estaria dependendo apenas da concordância de Edson Duarte (PV-BA) e Roberto Santiago (PV-SP), deputados da partido que pleiteavam a posição.

Porém, parece que não existirão grandes problemas e que o PV poderá contar com Gabeira na liderança para ir preparando terreno, com a visibilidade saudável que o Deputado trará, para a candidatura de Marina Silva, que, para decolar, necessita dessas mudanças de rumo dentro do PV.

A grande questão é que não basta um membro da família Sarney deixar de ser o líder na Câmara para que o partido tenha feito uma “limpeza”.

O partido deveria, na verdade, convidá-lo a sair, se quiser se apresentar como alternativa ética e consciente.