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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Marina critica Lula por MP que regula terras na Amazônia

*Nota dos Editores
Interessante como se joga no lixo 30 anos de companheirismo...

SÃO PAULO - Um dia depois de oficializar sua filiação ao PV, a senadora Marina Silva (AC) deu sinais ontem sobre o tom do discurso que poderá adotar numa eventual campanha presidencial, atingindo em cheio o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina criticou o governo na área ambiental após seu desligamento do ministério. "Alguns retrocessos aconteceram depois dessa saída. A medida provisória (MP) que transferiu 67 milhões de hectares de terras na Amazônia para particulares quando precisávamos de apenas 7 milhões para atender 80% dos posseiros foi algo muito preocupante e, no meu entendimento, um retrocesso."

A senadora referiu-se à MP 458, aprovada neste ano, para regulamentar a situação fundiária na Amazônia Legal. Na época, ainda filiada ao PT, ela foi contra o texto. Ontem, Marina voltou a carga contra a medida e afirmou que a decisão do governo poderá levar a um aumento do desmatamento na Amazônia. "O desmatamento corre sério risco de crescer", afirmou ela, em entrevista ao Programa do Jô, na Rede Globo, exibido ontem à noite.

A senadora também citou outro caso em que considera ter ocorrido um prejuízo ao trabalho que vinha sendo conduzido por ela à frente do ministério. "Algumas outras pedras, como a proteção do patrimônio espeleológico do Brasil, que são as nossas cavernas, isso já retrocedeu", disse.

Apesar do discurso afiado contra o governo, de um aumento de sua exposição à mídia nos últimos dias e do clima de lançamento de sua candidatura anteontem no evento de filiação ao PV, Marina repetiu que não está nada decidido sobre uma candidatura à Presidência da República. "Candidatura é algo a ser discutido em 2010", disse. Indagada após a entrevista pelos repórteres se apoiaria o PT num eventual segundo turno, depois de toda a sua trajetória no partido, Marina desconversou. "Por que você está eliminando meu partido no primeiro turno? Não tem sentido sua pergunta." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Marina critica Lula por MP que regula terras na Amazônia

*Nota dos Editores
Interessante como se joga no lixo 30 anos de companheirismo...

SÃO PAULO - Um dia depois de oficializar sua filiação ao PV, a senadora Marina Silva (AC) deu sinais ontem sobre o tom do discurso que poderá adotar numa eventual campanha presidencial, atingindo em cheio o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina criticou o governo na área ambiental após seu desligamento do ministério. "Alguns retrocessos aconteceram depois dessa saída. A medida provisória (MP) que transferiu 67 milhões de hectares de terras na Amazônia para particulares quando precisávamos de apenas 7 milhões para atender 80% dos posseiros foi algo muito preocupante e, no meu entendimento, um retrocesso."

A senadora referiu-se à MP 458, aprovada neste ano, para regulamentar a situação fundiária na Amazônia Legal. Na época, ainda filiada ao PT, ela foi contra o texto. Ontem, Marina voltou a carga contra a medida e afirmou que a decisão do governo poderá levar a um aumento do desmatamento na Amazônia. "O desmatamento corre sério risco de crescer", afirmou ela, em entrevista ao Programa do Jô, na Rede Globo, exibido ontem à noite.

A senadora também citou outro caso em que considera ter ocorrido um prejuízo ao trabalho que vinha sendo conduzido por ela à frente do ministério. "Algumas outras pedras, como a proteção do patrimônio espeleológico do Brasil, que são as nossas cavernas, isso já retrocedeu", disse.

Apesar do discurso afiado contra o governo, de um aumento de sua exposição à mídia nos últimos dias e do clima de lançamento de sua candidatura anteontem no evento de filiação ao PV, Marina repetiu que não está nada decidido sobre uma candidatura à Presidência da República. "Candidatura é algo a ser discutido em 2010", disse. Indagada após a entrevista pelos repórteres se apoiaria o PT num eventual segundo turno, depois de toda a sua trajetória no partido, Marina desconversou. "Por que você está eliminando meu partido no primeiro turno? Não tem sentido sua pergunta." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Nós só temos 24 horas para salvar milhões de hectares da Amazônia do desmatamento e destruição


Amigos,

É incrível, em apenas um dia mais de 13.000 brasileiros enviaram mensagens para o Presidente Lula pedindo para ele vetar as partes da Medida Provisória que vai privatizar a Amazônia. O Lula vai assinar a MP HOJE. Todos nós precisamos participar, para que a pressão pública consiga influenciar a sua decisão. Clique abaixo para enviar uma mensagem para o Presidente. Vamos tentar conseguir 20.000 mensagens até o final do dia - por isso encaminhe este alerta para seus amigos e familiares!

http://www.avaaz.org/po/lula_prazo_final

---------------------------------------------

Amigos,
Em 24 horas mais de 13.000 pessoas enviaram mensagns para o Presidente Lula pedindo para ele vetar partes da MP que irá privatizar a Amazônia. A pressão popular é fundamental nestes momentos decisivos até a MP ser assinada. Clique abaixo para enviar uma mensagem para o Lula, vamos mostrar pra ele que os brasileiros se importam com a Amazônia!

Mande uma mensagem pro Lula agora!


Nós só temos 24 horas para salvar milhões de hectares da Amazônia do desmatamento e destruição: está quinta-feira é o prazo final para o Presidente Lula decidir se vai vetar alguns pontos da Medida Provisória que irá privatizar partes da Amazônia pertencentes à União.

Duas semanas atrás a Avaaz enviou um alerta sobre a Medida Provisória (MP) 458 e mais de 14.000 pessoas congestionaram as linhas telefônicas do Gabinete Presidencial pedindo o veto das partes mais perigosas da MP. Dentro de 48 horas o Presidente declarou publicamente que iria vetar os pontos criticados pela campanha. Porém, desde então o Presidente tem sofrido uma forte pressão da bancada ruralista do governo, fazendo declarações preocupantes sobre o desenvolvimento da região Amazônica.

Nós temos menos de dois dias para persuadir o Presidente a manter a sua palavra. Neste momento crítico em que o Lula está decidindo o que vetar, a pressão popular poderá ter um papel decisivo para a proteção da Amazônia. Clique abaixo para enviar uma mensagem para o Lula AGORA, leva só dois minutos para registrar a sua participação:

http://www.avaaz.org/po/lula_prazo_final

A Medida Provisória 458 não é toda ruim, ela foi concebida para proteger pequenos agricultores que precisam do título legal das terras que ocupam. Porém, a MP foi manipulada pelos interesses do agronegócio, muitos dos quais são responsáveis pela ocupação violenta e ilegal de terras amazônicas. Se a MP for assinada na sua forma atual, os que mais tem serão os maiores beneficiários do programa do governo.

Nossas apelo para o Lula é:

1. Vetar a ocupação e exploração “indireta”, para que apenas as pessoas que moram nas terras tenham suas propriedades regulamentadas
2. Vetar regularização para empresas privadas, somente pessoas físicas devem ter direito à regularização
3. Proibir a comercialização das terras regularizadas por 10 anos, ao invés dos propostos 3 anos, evitando assim a especulação comercial das terras

Se milhares de pessoas enviarem uma mensagem, poderemos garantir a preservação de uma vasta área da floresta. Clique aqui para enviar uma mensagem para o Presidente Lula, usando a ferramenta do nosso site:

http://www.avaaz.org/po/lula_prazo_final

O destino da Amazônia será definido dramaticamente até o final desta semana. Certamente está não será a nossa batalha final para defender a Amazônia, mas é uma batalha importante. Vamos manter a pressão e mostrar para o Lula que os brasileiros se importam com a Amazônia!

Com esperança e convicção,

Alice, Graziela, Ben, Ricken, Luis, Paula, Pascal, Iain, Paul, Brett, Ben, Raj e toda a equipe Avaaz

Leia mais sobre o assunto:

Lula ainda não decidiu sobre veto à MP da Amazônia:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/06/18/lula-ainda-nao-decidiu-sobre-veto-mp-da-amazonia-756409274.asp

Lula adia prazo de decisão sobre polêmica lei de terras:
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1199964-5602,00-LULA+ADIA+PRAZO+DE+DECISAO+SOBRE+POLEMICA+LEI+DE+TERRAS.html

A MP 458 e o futuro da Amazônia:
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/06/10/a-mp-458-o-futuro-da-amazonia-194228.asp

Lula lança em MT programa para regularizar terras na Amazônia:
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,lula-lanca-em-mt-programa-para-regularizar-terras-na-amazonia,389988,0.htm

Lula defende medida que regulariza terras:
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2552106.xml&template=3898.dwt&edition=12561§ion=1007

Nós só temos 24 horas para salvar milhões de hectares da Amazônia do desmatamento e destruição


Amigos,

É incrível, em apenas um dia mais de 13.000 brasileiros enviaram mensagens para o Presidente Lula pedindo para ele vetar as partes da Medida Provisória que vai privatizar a Amazônia. O Lula vai assinar a MP HOJE. Todos nós precisamos participar, para que a pressão pública consiga influenciar a sua decisão. Clique abaixo para enviar uma mensagem para o Presidente. Vamos tentar conseguir 20.000 mensagens até o final do dia - por isso encaminhe este alerta para seus amigos e familiares!

http://www.avaaz.org/po/lula_prazo_final

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Amigos,
Em 24 horas mais de 13.000 pessoas enviaram mensagns para o Presidente Lula pedindo para ele vetar partes da MP que irá privatizar a Amazônia. A pressão popular é fundamental nestes momentos decisivos até a MP ser assinada. Clique abaixo para enviar uma mensagem para o Lula, vamos mostrar pra ele que os brasileiros se importam com a Amazônia!

Mande uma mensagem pro Lula agora!


Nós só temos 24 horas para salvar milhões de hectares da Amazônia do desmatamento e destruição: está quinta-feira é o prazo final para o Presidente Lula decidir se vai vetar alguns pontos da Medida Provisória que irá privatizar partes da Amazônia pertencentes à União.

Duas semanas atrás a Avaaz enviou um alerta sobre a Medida Provisória (MP) 458 e mais de 14.000 pessoas congestionaram as linhas telefônicas do Gabinete Presidencial pedindo o veto das partes mais perigosas da MP. Dentro de 48 horas o Presidente declarou publicamente que iria vetar os pontos criticados pela campanha. Porém, desde então o Presidente tem sofrido uma forte pressão da bancada ruralista do governo, fazendo declarações preocupantes sobre o desenvolvimento da região Amazônica.

Nós temos menos de dois dias para persuadir o Presidente a manter a sua palavra. Neste momento crítico em que o Lula está decidindo o que vetar, a pressão popular poderá ter um papel decisivo para a proteção da Amazônia. Clique abaixo para enviar uma mensagem para o Lula AGORA, leva só dois minutos para registrar a sua participação:

http://www.avaaz.org/po/lula_prazo_final

A Medida Provisória 458 não é toda ruim, ela foi concebida para proteger pequenos agricultores que precisam do título legal das terras que ocupam. Porém, a MP foi manipulada pelos interesses do agronegócio, muitos dos quais são responsáveis pela ocupação violenta e ilegal de terras amazônicas. Se a MP for assinada na sua forma atual, os que mais tem serão os maiores beneficiários do programa do governo.

Nossas apelo para o Lula é:

1. Vetar a ocupação e exploração “indireta”, para que apenas as pessoas que moram nas terras tenham suas propriedades regulamentadas
2. Vetar regularização para empresas privadas, somente pessoas físicas devem ter direito à regularização
3. Proibir a comercialização das terras regularizadas por 10 anos, ao invés dos propostos 3 anos, evitando assim a especulação comercial das terras

Se milhares de pessoas enviarem uma mensagem, poderemos garantir a preservação de uma vasta área da floresta. Clique aqui para enviar uma mensagem para o Presidente Lula, usando a ferramenta do nosso site:

http://www.avaaz.org/po/lula_prazo_final

O destino da Amazônia será definido dramaticamente até o final desta semana. Certamente está não será a nossa batalha final para defender a Amazônia, mas é uma batalha importante. Vamos manter a pressão e mostrar para o Lula que os brasileiros se importam com a Amazônia!

Com esperança e convicção,

Alice, Graziela, Ben, Ricken, Luis, Paula, Pascal, Iain, Paul, Brett, Ben, Raj e toda a equipe Avaaz

Leia mais sobre o assunto:

Lula ainda não decidiu sobre veto à MP da Amazônia:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/06/18/lula-ainda-nao-decidiu-sobre-veto-mp-da-amazonia-756409274.asp

Lula adia prazo de decisão sobre polêmica lei de terras:
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1199964-5602,00-LULA+ADIA+PRAZO+DE+DECISAO+SOBRE+POLEMICA+LEI+DE+TERRAS.html

A MP 458 e o futuro da Amazônia:
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/06/10/a-mp-458-o-futuro-da-amazonia-194228.asp

Lula lança em MT programa para regularizar terras na Amazônia:
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,lula-lanca-em-mt-programa-para-regularizar-terras-na-amazonia,389988,0.htm

Lula defende medida que regulariza terras:
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2552106.xml&template=3898.dwt&edition=12561§ion=1007

segunda-feira, 15 de junho de 2009

EXÉRCITO NA AMAZÔNIA por DRÁUZIO VARELLA



O depoimento de um cidadão isento das distorções que cometem nos gabinetes de ar condicionado de Brasília, no trato das questões das reservas indígenas, da política indigenista e da ausência do poder público nos confins da Amazônia!!!

A FORÇA DOS MILITARES NA AMAZÔNIA
Uma visão isenta da ação dos militares na Amazônia
Perfilados, os soldados aguardaram em posição de sentido, sob o sol do meio-dia. Eram homens de estatura mediana, pele bronzeada, olhos amendoados, maçãs do rosto salientes e cabelo espetado.

O observador desavisado que lhes analisasse os traços julgaria estar na Ásia.
No microfone, a palavra de ordem do capitão: 'Soldado Souza, etnia tucano'.
Um rapaz da primeira fila deu um passo adiante, resoluto, com o fuzil no ombro, e iniciou a oração do guerreiro da selva, no idioma natal. No fim, o grito de guerra dos pelotões da fronteira: "SELVA !!"

O segundo a repetir o texto foi um soldado da etnia desana, seguido de um baniua, um curipaco, um cubeu, um ianomâmi, um tariano e um hupda.

Todos repetiram o ritual do passo à frente e da oração nas línguas de seus povos; em comum, apenas o grito final: "SELVA !!!"

Depois, o pelotão inteiro cantou o hino nacional em português, a plenos pulmões.

Ouvir aquela diversidade de indígenas, característica das 22 etnias que habitam o extremo noroeste da Amazônia brasileira há 2.000 anos, cantando nosso hino no meio da floresta, trouxe à flor da pele
sentimentos de brasilidade que eu julgava esquecidos.

Para chegar à Cabeça do Cachorro é preciso ir a Manaus, viajar 1.146 quilômetros Rio Negro acima até avistar São Gabriel da Cachoeira, a maior cidade indígena do país.

De lá, até as fronteiras com a Colômbia e a Venezuela, pelos rios Uaupés, Tiquié, Içana, Cauaburi e uma infinidade de rios menores, só Deus sabe.

A duração da viagem depende das chuvas, das corredeiras e da época do ano, porque na bacia do Rio Negro o nível das águas pode subir mais de dez metros entre a vazante e o pico da cheia.

É um Brasil perdido no meio das florestas mais preservadas da Amazônia. Não fosse a presença militar, seria uma região entregue à própria sorte. Ou, pior, à sorte alheia.

O Comando dos Pelotões de Fronteira está sediado em São Gabriel. De lá partem as provisões e o apoio logístico para as unidades construídas à beira dos principais rios fronteiriços: Pari-Cachoeira, Iauaretê, Querari, Tunuí-Cachoeira, São Joaquim, Maturacá e Cucuí.

Anteriormente formado por militares de outros estados, os pelotões hoje recrutam soldados nas comunidades das redondezas. Essa opção foi feita por razões profissionais: 'O soldado do sul pode ser mais preparado intelectualmente, mas na selva ninguém se iguala ao indígena'.

Na entrada dos quartéis, uma placa dá idéia do esforço para construí-los naquele ermo: 'Da primeira tábua ao último prego, todo material empregado nessas instalações foi transportado nas asas da FAB'.

Os pelotões atraíram as populações indígenas de cada rio à beira do qual foram instalados: por causa da escola para as crianças e porque em suas imediações circula o bem mais raro da região: salário.

Para os militares e suas famílias, os indígenas conseguem vender algum artesanato, trocar farinha e frutas por gêneros de primeira necessidade, produtos de higiene e peças de vestuário.

No quartel existe possibilidade de acesso à assistência médica, ao dentista, à internet e aos aviões da FAB, em caso de acidente ou doença grave.

Cada pelotão é chefiado por um tenente com menos de 30 anos, obrigado a exercer o papel de comandante militar, prefeito, juiz de paz, delegado, gestor de assistência médico-odontológica,
administrador do programa de inclusão digital e o que mais for necessário assumir nas comunidades das imediações, esquecidas pelas autoridades federais, estaduais e municipais.

Tais serviços, de responsabilidade de ministérios e secretarias locais, são prestados pelas Forças Armadas sem qualquer dotação orçamentária suplementar.

Os quartéis são de um despojamento espartano. As dificuldades de abastecimento, os atrasos dos vôos causados por adversidades climáticas e avarias técnicas e o orçamento minguado das Forças Armadas tornam o dia-a-dia dos que vivem em pleno isolamento um ato de resistência permanente.

Esses militares anônimos, mal pagos, são os únicos responsáveis pela defesa dos limites de uma região conturbada pela proximidade das Farc e pelas rotas do narcotráfico. Não estivessem lá, quem estaria? "SELVA !!!"

Lema do soldado da Amazônia:
"Senhor, tu que ordenastes ao guerreiro de Selva, sobrepujai todos os vossos oponentes, dai-nos hoje da floresta, a sobriedade para resistir, a paciência para emboscar, a perseverança para sobreviver, a astúcia para dissimular, a fé para resistir e vencer, e daí-nos também senhor a esperança e a certeza do retorno, mas , se, defendendo essa brasileira Amazônia, tivermos que perecer, oh Deus, que façamos com dignidade e mereçamos a vitória, Selva!!!"

EXÉRCITO NA AMAZÔNIA por DRÁUZIO VARELLA



O depoimento de um cidadão isento das distorções que cometem nos gabinetes de ar condicionado de Brasília, no trato das questões das reservas indígenas, da política indigenista e da ausência do poder público nos confins da Amazônia!!!

A FORÇA DOS MILITARES NA AMAZÔNIA
Uma visão isenta da ação dos militares na Amazônia
Perfilados, os soldados aguardaram em posição de sentido, sob o sol do meio-dia. Eram homens de estatura mediana, pele bronzeada, olhos amendoados, maçãs do rosto salientes e cabelo espetado.

O observador desavisado que lhes analisasse os traços julgaria estar na Ásia.
No microfone, a palavra de ordem do capitão: 'Soldado Souza, etnia tucano'.
Um rapaz da primeira fila deu um passo adiante, resoluto, com o fuzil no ombro, e iniciou a oração do guerreiro da selva, no idioma natal. No fim, o grito de guerra dos pelotões da fronteira: "SELVA !!"

O segundo a repetir o texto foi um soldado da etnia desana, seguido de um baniua, um curipaco, um cubeu, um ianomâmi, um tariano e um hupda.

Todos repetiram o ritual do passo à frente e da oração nas línguas de seus povos; em comum, apenas o grito final: "SELVA !!!"

Depois, o pelotão inteiro cantou o hino nacional em português, a plenos pulmões.

Ouvir aquela diversidade de indígenas, característica das 22 etnias que habitam o extremo noroeste da Amazônia brasileira há 2.000 anos, cantando nosso hino no meio da floresta, trouxe à flor da pele
sentimentos de brasilidade que eu julgava esquecidos.

Para chegar à Cabeça do Cachorro é preciso ir a Manaus, viajar 1.146 quilômetros Rio Negro acima até avistar São Gabriel da Cachoeira, a maior cidade indígena do país.

De lá, até as fronteiras com a Colômbia e a Venezuela, pelos rios Uaupés, Tiquié, Içana, Cauaburi e uma infinidade de rios menores, só Deus sabe.

A duração da viagem depende das chuvas, das corredeiras e da época do ano, porque na bacia do Rio Negro o nível das águas pode subir mais de dez metros entre a vazante e o pico da cheia.

É um Brasil perdido no meio das florestas mais preservadas da Amazônia. Não fosse a presença militar, seria uma região entregue à própria sorte. Ou, pior, à sorte alheia.

O Comando dos Pelotões de Fronteira está sediado em São Gabriel. De lá partem as provisões e o apoio logístico para as unidades construídas à beira dos principais rios fronteiriços: Pari-Cachoeira, Iauaretê, Querari, Tunuí-Cachoeira, São Joaquim, Maturacá e Cucuí.

Anteriormente formado por militares de outros estados, os pelotões hoje recrutam soldados nas comunidades das redondezas. Essa opção foi feita por razões profissionais: 'O soldado do sul pode ser mais preparado intelectualmente, mas na selva ninguém se iguala ao indígena'.

Na entrada dos quartéis, uma placa dá idéia do esforço para construí-los naquele ermo: 'Da primeira tábua ao último prego, todo material empregado nessas instalações foi transportado nas asas da FAB'.

Os pelotões atraíram as populações indígenas de cada rio à beira do qual foram instalados: por causa da escola para as crianças e porque em suas imediações circula o bem mais raro da região: salário.

Para os militares e suas famílias, os indígenas conseguem vender algum artesanato, trocar farinha e frutas por gêneros de primeira necessidade, produtos de higiene e peças de vestuário.

No quartel existe possibilidade de acesso à assistência médica, ao dentista, à internet e aos aviões da FAB, em caso de acidente ou doença grave.

Cada pelotão é chefiado por um tenente com menos de 30 anos, obrigado a exercer o papel de comandante militar, prefeito, juiz de paz, delegado, gestor de assistência médico-odontológica,
administrador do programa de inclusão digital e o que mais for necessário assumir nas comunidades das imediações, esquecidas pelas autoridades federais, estaduais e municipais.

Tais serviços, de responsabilidade de ministérios e secretarias locais, são prestados pelas Forças Armadas sem qualquer dotação orçamentária suplementar.

Os quartéis são de um despojamento espartano. As dificuldades de abastecimento, os atrasos dos vôos causados por adversidades climáticas e avarias técnicas e o orçamento minguado das Forças Armadas tornam o dia-a-dia dos que vivem em pleno isolamento um ato de resistência permanente.

Esses militares anônimos, mal pagos, são os únicos responsáveis pela defesa dos limites de uma região conturbada pela proximidade das Farc e pelas rotas do narcotráfico. Não estivessem lá, quem estaria? "SELVA !!!"

Lema do soldado da Amazônia:
"Senhor, tu que ordenastes ao guerreiro de Selva, sobrepujai todos os vossos oponentes, dai-nos hoje da floresta, a sobriedade para resistir, a paciência para emboscar, a perseverança para sobreviver, a astúcia para dissimular, a fé para resistir e vencer, e daí-nos também senhor a esperança e a certeza do retorno, mas , se, defendendo essa brasileira Amazônia, tivermos que perecer, oh Deus, que façamos com dignidade e mereçamos a vitória, Selva!!!"

terça-feira, 9 de junho de 2009

A batalha da Amazônia

Por Luciano Martins Costa [Terça-Feira, 9 de Junho de 2009 às 09:39hs]
REVISTA FÓRUM

A imprensa parece ter comprado a guerra da bancada ruralista contra o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Tudo o que se noticia a respeito do ministro induz à imagem de que se trata de indivíduo de idéias erráticas e mais dado aos holofotes do que à ação. Mas existe aí muito mais em jogo do que o ego do antigo militante que foi transferido das praias cariocas para a Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Minc é hoje o único representante dos ambientalistas no primeiro escalão de um governo obcecado pelo desenvolvimento e sua fragilização diante da opinião pública pode levar o Brasil a decisões desastrosas em relação ao seu patrimônio ambiental.

Nesse cenário, torna-se ainda mais relevante o esforço feito pelo jornal O Estado de S.Paulo nos últimos dias para iluminar um pouco o tema. No domingo (7/6), a entrevista da secretária executiva do Ministério do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, contribuiu para restabelecer certa racionalidade que andava ausente no debate (ver aqui). Na edição de segunda-feira (8), é a vez da líder da bancada ruralista, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), expressar a opinião dos produtores rurais (ver aqui).

A partir dessas entrevistas, o leitor pode começar a formular uma idéia sobre o confronto que se trava no Congresso Nacional em torno da legislação de proteção ambiental e da proposta de legalização de terras na Amazônia.

Ir ao local
Mas falta muito para a imprensa dar uma contribuição efetiva ao debate, porque as frentes em disputa são muitas e complexas.

A bancada ruralista está apostando na municipalização do controle ambiental porque tem o poder em praticamente todos os municípios da fronteira agrícola amazônica. Seu poder foi composto pelo domínio da economia e dos meios de comunicação regionais, o que lhe permite eleger seguidamente os prefeitos nos municípios mais importantes.

Mas não se pode esquecer os assassinatos de líderes comunitários e militantes ambientalistas ocorridos nas últimas décadas como parte desse projeto de poder.

A intenção dos parlamentares que representam basicamente os criadores de gado e o agronegócio é usar essa influência para fazer um recorte por dentro da Amazônia e criar um fato consumado que deixaria Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e parte do Pará isolados da floresta, para mais adiante pleitear a exclusão dessas áreas da Amazônia Legal. Esse propósito vem sendo perseguido claramente há cerca de dez anos, mas a imprensa parece ignorá-lo, ou concorda com ele.

Entrevistas são uma boa fonte de informação, mas a reportagem no local ainda é a melhor maneira de contar uma história. E a imprensa anda muito longe da Amazônia.


Publicado originalmente no Observatório de Imprensa.

A batalha da Amazônia

Por Luciano Martins Costa [Terça-Feira, 9 de Junho de 2009 às 09:39hs]
REVISTA FÓRUM

A imprensa parece ter comprado a guerra da bancada ruralista contra o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Tudo o que se noticia a respeito do ministro induz à imagem de que se trata de indivíduo de idéias erráticas e mais dado aos holofotes do que à ação. Mas existe aí muito mais em jogo do que o ego do antigo militante que foi transferido das praias cariocas para a Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Minc é hoje o único representante dos ambientalistas no primeiro escalão de um governo obcecado pelo desenvolvimento e sua fragilização diante da opinião pública pode levar o Brasil a decisões desastrosas em relação ao seu patrimônio ambiental.

Nesse cenário, torna-se ainda mais relevante o esforço feito pelo jornal O Estado de S.Paulo nos últimos dias para iluminar um pouco o tema. No domingo (7/6), a entrevista da secretária executiva do Ministério do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, contribuiu para restabelecer certa racionalidade que andava ausente no debate (ver aqui). Na edição de segunda-feira (8), é a vez da líder da bancada ruralista, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), expressar a opinião dos produtores rurais (ver aqui).

A partir dessas entrevistas, o leitor pode começar a formular uma idéia sobre o confronto que se trava no Congresso Nacional em torno da legislação de proteção ambiental e da proposta de legalização de terras na Amazônia.

Ir ao local
Mas falta muito para a imprensa dar uma contribuição efetiva ao debate, porque as frentes em disputa são muitas e complexas.

A bancada ruralista está apostando na municipalização do controle ambiental porque tem o poder em praticamente todos os municípios da fronteira agrícola amazônica. Seu poder foi composto pelo domínio da economia e dos meios de comunicação regionais, o que lhe permite eleger seguidamente os prefeitos nos municípios mais importantes.

Mas não se pode esquecer os assassinatos de líderes comunitários e militantes ambientalistas ocorridos nas últimas décadas como parte desse projeto de poder.

A intenção dos parlamentares que representam basicamente os criadores de gado e o agronegócio é usar essa influência para fazer um recorte por dentro da Amazônia e criar um fato consumado que deixaria Mato Grosso, Rondônia, Tocantins e parte do Pará isolados da floresta, para mais adiante pleitear a exclusão dessas áreas da Amazônia Legal. Esse propósito vem sendo perseguido claramente há cerca de dez anos, mas a imprensa parece ignorá-lo, ou concorda com ele.

Entrevistas são uma boa fonte de informação, mas a reportagem no local ainda é a melhor maneira de contar uma história. E a imprensa anda muito longe da Amazônia.


Publicado originalmente no Observatório de Imprensa.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Heróis e traidores da pátria

Marcos Coimbra

Em recente reunião, debatendo sobre a grave questão da demarcação de áreas indígenas, em especial sobre a denominada região Raposa/Serra do Sol, e seus desdobramentos sobre o futuro do país, enquanto Nação soberana, independente e autônoma, surgiu em paralelo uma lúcida discussão sobre quem figura e quem figuraria na História do Brasil, como herói e como traidor da Pátria. Houve unanimidade quanto aos heróis. Afinal, não há como negar o exemplo de coragem, brasilidade e desprendimento de vultos como Tiradentes, Duque de Caixas, Barão do Rio Branco, Tamandaré, Brigadeiro Eduardo Gomes, Santos Dumont, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias, o índio Felipe Camarão, do anônimo soldado da FEB que lutou na Itália e outros.
Porém, no relativo aos traidores da Pátria houve dissenso. O ilustre brasileiro Jornalista Barbosa Lima Sobrinho já definia, com muita clareza, que no Brasil só existiam dois partidos políticos. O dos heróis, representados por Tiradentes e o dos seguidores do traidor Joaquim Silvério dos Reis. Mas, um participante argumentou, com propriedade, que Silvério teria sido um traidor sob a ótica de nós, brasileiros, mas não para os portugueses, a quem servia, sendo natural da nossa então matriz. Também foi lembrado o eterno Calabar, quase com unanimidade, mas apenas houve consenso em Judas, como traidor universal.
Analisando friamente, se isto é possível, a iminente perda de mais da metade do território nacional, representada, de início, pela demarcação irresponsável de vastas áreas do Brasil para indígenas (agora já criaram também os “quilombolas”), por “coincidência” justamente onde já estão mapeadas e conhecidas vastas riquezas e recursos naturais, que, no decorrer do tempo serão arrancadas do nosso país, sob qualquer pretexto, algumas reflexões se fazem necessárias.
Qual o país do mundo que, por “vontade própria”, sem o disparo de um tiro sequer, abre mão de um milímetro do seu território sem resistência armada? Em que lugar se escondem as autoridades (ir)responsáveis, por omissão, covardia, cumplicidade, leniência ou por outro motivo qualquer, que não reagem contra o crime de lesa-pátria a ser perpetrado? Onde está o povo brasileiro que assiste passivamente, anestesiado, amorfo, sem protesto à perda de recursos naturais que podem transformar o país em uma das maiores potências do mundo, propiciando uma elevada qualidade de vida aos seus cidadãos? Imaginem isto acontecendo na Argentina, por exemplo. Os bravos “hermanos” já estariam nas ruas, protestando em greve geral e com um feroz “panelaço”. Será que o Brasil não fabrica mais Homens como no passado, quando tivemos Plácido de Castro, Marcílio Dias e tantos outros?
A maioria de nosso povo não sabe o que está acontecendo de fato. Pensa apenas em sobreviver, com as “bolsas-esmolas” ou com os empregos de baixa remuneração existentes, ou talvez ocupados com o samba, o futebol e o carnaval. Porém, existe uma parcela do povo conhecedora do que está em jogo. E é justamente esta que decide. Ela está principalmente nos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. A disputa não é entre “arrozeiros” e índios desprotegidos da época de José de Alencar. Se o leitor quiser apurar o que está sendo escrito aqui, pode entrar nas páginas do Greenpeace, do WWF-Brasil, da FUNAI e outros menos votados. Vai encontrar uma perfeita sintonia, uma ação orquestrada entre eles, com o mesmo objetivo.
Não é por acaso que dirigentes de órgãos governamentais que decidem, ignorando o Congresso, os locais que devem ser ocupados nas demarcações foram, são ou serão integrantes das ONGs e assemelhados. Inclusive, alguns financiados por governos estrangeiros. O G-7 e até potências emergentes estão carentes de nióbio, petróleo, bauxita, urânio e outras riquezas encontradas em abundância exatamente nas áreas que estão sendo entregues. Por isto, eles querem a Serra da região Raposa/Serra do Sol. O argumento falacioso de que a propriedade da terra (solo e subsolo) é da União, possuindo os indígenas apenas o usufruto não se sustenta, quando observamos a prática nas regiões já demarcadas.
Não existem coincidências. Há planejamento e ação decorrente. Por que autoridades brasileiras assinaram na ONU a famigerada declaração universal dos direitos indígenas, ao contrário de EUA, Austrália, Nova Zelândia, etc.? Por que as Forças Armadas brasileiras estão sendo deliberadamente sucateadas, ao longo do tempo, retirando-lhes a capacidade de cumprir com sua destinação histórica e constitucional? Por que o cidadão brasileiro está sendo desarmado, através de campanhas financiadas do exterior, executadas por sicários estrategicamente posicionados, com ampla cobertura da mídia? Por que os órgãos de comunicação, com raras exceções, não divulgam a verdade sobre o assunto, ao invés de praticar o reducionismo de tentar iludir a opinião pública, desinformando por intermédio da falsa assertiva de que a luta é entre o fazendeiro branco mau e o índio desprotegido e nômade? Por que não esclarecem que estes índios falam inglês, usam celulares e PCs?
Por que a pressão externa intimidatória de organismos internacionais e governos estrangeiros que chegaram ao acinte de mandar um representante da ONU ao país, na véspera da decisão do STF? Por que permitir a “palhaçada” de índios com o diploma de advogado, de toga, pintados de guerra a exercer pressão psicológica dominante no plenário do STF? Por que se ater a tecnicidades jurídicas e figuras poéticas para tentar esconder a verdade? Por que ignorar que a maioria dos índios que defendem a posição do G-7 são orientados por órgãos estrangeiros, sendo movimentados de lugar, por ordem externa, de acordo com a existência de riquezas ou não nos territórios a serem ocupados? Por que ignorar os indígenas que são contra? Por que nossas autoridades não aprenderam com a dura lição da Iugoslávia, do Iraque, do Kosovo, da Ossétia do Sul, etc.? Por que atribuir a onze pessoas, nomeadas por indicação política, a incomensurável responsabilidade de decidir sobre o futuro do país?
Nossos descendentes reverenciarão quais novos heróis e desprezarão que novos traidores da Pátria?
Fonte: http://www.adesg.org.br/portal/canal-livre/leituras-selecionadas/70-herois-e-traidores-da-patria

Heróis e traidores da pátria

Marcos Coimbra

Em recente reunião, debatendo sobre a grave questão da demarcação de áreas indígenas, em especial sobre a denominada região Raposa/Serra do Sol, e seus desdobramentos sobre o futuro do país, enquanto Nação soberana, independente e autônoma, surgiu em paralelo uma lúcida discussão sobre quem figura e quem figuraria na História do Brasil, como herói e como traidor da Pátria. Houve unanimidade quanto aos heróis. Afinal, não há como negar o exemplo de coragem, brasilidade e desprendimento de vultos como Tiradentes, Duque de Caixas, Barão do Rio Branco, Tamandaré, Brigadeiro Eduardo Gomes, Santos Dumont, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias, o índio Felipe Camarão, do anônimo soldado da FEB que lutou na Itália e outros.
Porém, no relativo aos traidores da Pátria houve dissenso. O ilustre brasileiro Jornalista Barbosa Lima Sobrinho já definia, com muita clareza, que no Brasil só existiam dois partidos políticos. O dos heróis, representados por Tiradentes e o dos seguidores do traidor Joaquim Silvério dos Reis. Mas, um participante argumentou, com propriedade, que Silvério teria sido um traidor sob a ótica de nós, brasileiros, mas não para os portugueses, a quem servia, sendo natural da nossa então matriz. Também foi lembrado o eterno Calabar, quase com unanimidade, mas apenas houve consenso em Judas, como traidor universal.
Analisando friamente, se isto é possível, a iminente perda de mais da metade do território nacional, representada, de início, pela demarcação irresponsável de vastas áreas do Brasil para indígenas (agora já criaram também os “quilombolas”), por “coincidência” justamente onde já estão mapeadas e conhecidas vastas riquezas e recursos naturais, que, no decorrer do tempo serão arrancadas do nosso país, sob qualquer pretexto, algumas reflexões se fazem necessárias.
Qual o país do mundo que, por “vontade própria”, sem o disparo de um tiro sequer, abre mão de um milímetro do seu território sem resistência armada? Em que lugar se escondem as autoridades (ir)responsáveis, por omissão, covardia, cumplicidade, leniência ou por outro motivo qualquer, que não reagem contra o crime de lesa-pátria a ser perpetrado? Onde está o povo brasileiro que assiste passivamente, anestesiado, amorfo, sem protesto à perda de recursos naturais que podem transformar o país em uma das maiores potências do mundo, propiciando uma elevada qualidade de vida aos seus cidadãos? Imaginem isto acontecendo na Argentina, por exemplo. Os bravos “hermanos” já estariam nas ruas, protestando em greve geral e com um feroz “panelaço”. Será que o Brasil não fabrica mais Homens como no passado, quando tivemos Plácido de Castro, Marcílio Dias e tantos outros?
A maioria de nosso povo não sabe o que está acontecendo de fato. Pensa apenas em sobreviver, com as “bolsas-esmolas” ou com os empregos de baixa remuneração existentes, ou talvez ocupados com o samba, o futebol e o carnaval. Porém, existe uma parcela do povo conhecedora do que está em jogo. E é justamente esta que decide. Ela está principalmente nos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. A disputa não é entre “arrozeiros” e índios desprotegidos da época de José de Alencar. Se o leitor quiser apurar o que está sendo escrito aqui, pode entrar nas páginas do Greenpeace, do WWF-Brasil, da FUNAI e outros menos votados. Vai encontrar uma perfeita sintonia, uma ação orquestrada entre eles, com o mesmo objetivo.
Não é por acaso que dirigentes de órgãos governamentais que decidem, ignorando o Congresso, os locais que devem ser ocupados nas demarcações foram, são ou serão integrantes das ONGs e assemelhados. Inclusive, alguns financiados por governos estrangeiros. O G-7 e até potências emergentes estão carentes de nióbio, petróleo, bauxita, urânio e outras riquezas encontradas em abundância exatamente nas áreas que estão sendo entregues. Por isto, eles querem a Serra da região Raposa/Serra do Sol. O argumento falacioso de que a propriedade da terra (solo e subsolo) é da União, possuindo os indígenas apenas o usufruto não se sustenta, quando observamos a prática nas regiões já demarcadas.
Não existem coincidências. Há planejamento e ação decorrente. Por que autoridades brasileiras assinaram na ONU a famigerada declaração universal dos direitos indígenas, ao contrário de EUA, Austrália, Nova Zelândia, etc.? Por que as Forças Armadas brasileiras estão sendo deliberadamente sucateadas, ao longo do tempo, retirando-lhes a capacidade de cumprir com sua destinação histórica e constitucional? Por que o cidadão brasileiro está sendo desarmado, através de campanhas financiadas do exterior, executadas por sicários estrategicamente posicionados, com ampla cobertura da mídia? Por que os órgãos de comunicação, com raras exceções, não divulgam a verdade sobre o assunto, ao invés de praticar o reducionismo de tentar iludir a opinião pública, desinformando por intermédio da falsa assertiva de que a luta é entre o fazendeiro branco mau e o índio desprotegido e nômade? Por que não esclarecem que estes índios falam inglês, usam celulares e PCs?
Por que a pressão externa intimidatória de organismos internacionais e governos estrangeiros que chegaram ao acinte de mandar um representante da ONU ao país, na véspera da decisão do STF? Por que permitir a “palhaçada” de índios com o diploma de advogado, de toga, pintados de guerra a exercer pressão psicológica dominante no plenário do STF? Por que se ater a tecnicidades jurídicas e figuras poéticas para tentar esconder a verdade? Por que ignorar que a maioria dos índios que defendem a posição do G-7 são orientados por órgãos estrangeiros, sendo movimentados de lugar, por ordem externa, de acordo com a existência de riquezas ou não nos territórios a serem ocupados? Por que ignorar os indígenas que são contra? Por que nossas autoridades não aprenderam com a dura lição da Iugoslávia, do Iraque, do Kosovo, da Ossétia do Sul, etc.? Por que atribuir a onze pessoas, nomeadas por indicação política, a incomensurável responsabilidade de decidir sobre o futuro do país?
Nossos descendentes reverenciarão quais novos heróis e desprezarão que novos traidores da Pátria?
Fonte: http://www.adesg.org.br/portal/canal-livre/leituras-selecionadas/70-herois-e-traidores-da-patria

Ameaças Sobre a Internacionalização da Amazônia


(http://www.adesg.org.br/portal/noticias/73-ameacas-sobre-a-internacionalizacao-da-amazonia)
Foto: Representante da ADESG em Petrópolis, Hélio Moura Filho,General-de-Exéricito Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, ex-Comandante Militar da Amazônia, Magnífico Reitor da UCP, Engº José Luiz Rangel Sampaio Fernandes.


Ameaças Sobre a Internacionalização da Amazônia
Prezados Senhores,

Aconteceu no dia 04/06 no Salão Nobre da Universidade Católica de Petrópolis (UCP) magistral palestra proferida pelo GENERAL-DE-EXÉRCITO LUIZ GONZAGA SCHROEDER LESSA, ex-Comandante Militar da Amazônia, sobre o tema " Ameaças de Internacionalização da Amazônia ".
A referida palestra fora um sucesso, contando com a presença do Representante da ADESG em Petrópolis, Hélio Moura Filho, Magnífico Reitor da UCP, Engº José Luiz Rangel Sampaio Fernandes, Adesguianos, Rotaryanos, Profissionais Liberais, Militares das Forças Armadas e Polícia Militar e o ex-Ministro das Comunicações o Comandante Euclides Quandt de Oliveira e diversas personalidades formadores de opinião e muitos universitários.
Após o evento, houve um rico debate, onde o Palestrante profundo conhecedor da área tirou muitas dúvidas, esclarecendo a platéia os acontecimentos atuais daquela região, hoje notícia na mídia global.
Saudações, Hélio Moura Filho Representante da ADESG em Petrópolis Tel: 24 2245.0303

Ameaças Sobre a Internacionalização da Amazônia


(http://www.adesg.org.br/portal/noticias/73-ameacas-sobre-a-internacionalizacao-da-amazonia)
Foto: Representante da ADESG em Petrópolis, Hélio Moura Filho,General-de-Exéricito Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, ex-Comandante Militar da Amazônia, Magnífico Reitor da UCP, Engº José Luiz Rangel Sampaio Fernandes.


Ameaças Sobre a Internacionalização da Amazônia
Prezados Senhores,

Aconteceu no dia 04/06 no Salão Nobre da Universidade Católica de Petrópolis (UCP) magistral palestra proferida pelo GENERAL-DE-EXÉRCITO LUIZ GONZAGA SCHROEDER LESSA, ex-Comandante Militar da Amazônia, sobre o tema " Ameaças de Internacionalização da Amazônia ".
A referida palestra fora um sucesso, contando com a presença do Representante da ADESG em Petrópolis, Hélio Moura Filho, Magnífico Reitor da UCP, Engº José Luiz Rangel Sampaio Fernandes, Adesguianos, Rotaryanos, Profissionais Liberais, Militares das Forças Armadas e Polícia Militar e o ex-Ministro das Comunicações o Comandante Euclides Quandt de Oliveira e diversas personalidades formadores de opinião e muitos universitários.
Após o evento, houve um rico debate, onde o Palestrante profundo conhecedor da área tirou muitas dúvidas, esclarecendo a platéia os acontecimentos atuais daquela região, hoje notícia na mídia global.
Saudações, Hélio Moura Filho Representante da ADESG em Petrópolis Tel: 24 2245.0303

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Designados os nomes para a CPI da Amazônia


O presidente do Senado, José Sarney (PMDB), leu, nesta quinta-feira (28), a lista dos senadores que integrarão a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Amazônia. A finalidade da CPI é investigar, no prazo de 180 dias, fatos como o conflito gerado pela demarcação da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol; as denúncias de falta de assistência à saúde indígena e de serviços deficientes prestados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e pela Fundação Nacional da Saúde (Funasa); e o tamanho das áreas indígenas.

Os onze integrantes são, como titulares, os senadores Jayme Campos (DEM-MT), Gilberto Goellner (DEM-MT), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Aloizio Mercadante (PT-SP), João Ribeiro (PR-TO), Renato Casagrande (PSB-ES), Renan Calheiros (PMDB-AL), Francisco Dornelles (PP-RJ), Gilvam Borges (PMDB-AP), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Osmar Dias (PDT-PR).

Como suplentes, integrarão a CPI os senadores Adelmir Santana (DEM-DF), Arthur Virgílio (PSDB-AM), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Flávio Arns (PT-PR), Valter Pereira (PMDB-MS), Wellington Salgado (PMDB-MG) e João Vicente Claudino (PTB-PI).


A CPI foi criada por requerimento do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR).
Nelson Oliveira / Agência Senado

Designados os nomes para a CPI da Amazônia


O presidente do Senado, José Sarney (PMDB), leu, nesta quinta-feira (28), a lista dos senadores que integrarão a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Amazônia. A finalidade da CPI é investigar, no prazo de 180 dias, fatos como o conflito gerado pela demarcação da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol; as denúncias de falta de assistência à saúde indígena e de serviços deficientes prestados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) e pela Fundação Nacional da Saúde (Funasa); e o tamanho das áreas indígenas.

Os onze integrantes são, como titulares, os senadores Jayme Campos (DEM-MT), Gilberto Goellner (DEM-MT), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Aloizio Mercadante (PT-SP), João Ribeiro (PR-TO), Renato Casagrande (PSB-ES), Renan Calheiros (PMDB-AL), Francisco Dornelles (PP-RJ), Gilvam Borges (PMDB-AP), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Osmar Dias (PDT-PR).

Como suplentes, integrarão a CPI os senadores Adelmir Santana (DEM-DF), Arthur Virgílio (PSDB-AM), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Flávio Arns (PT-PR), Valter Pereira (PMDB-MS), Wellington Salgado (PMDB-MG) e João Vicente Claudino (PTB-PI).


A CPI foi criada por requerimento do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR).
Nelson Oliveira / Agência Senado

Esquema pode ter facilitado exportação de 4 mil caminhões de madeira ilegal


Ministério Público Federal investiga fraudes no governo do Pará.
Secretaria de Meio Ambiente abriu processo contra funcionário.


Do Globo Amazônia, com informações do Bom Dia Brasil
Um levantamento preliminar do Ministério Público Federal (MPF) indica que as empresas envolvidas em um esquema de fraudes de documentos no governo do Pará mandaram para o exterior 100 mil metros cúbicos de madeira ilegal, o suficiente para carregar cerca de 4 mil caminhões. O valor da madeira chega a aproximadamente R$ 30 milhões.

Visite o site do Bom Dia Brasil

Funcionários da Secretaria de Meio Ambiente são acusados de colaborar com o crime. O servidor Marcelo Silva Auzier, que controlava e emissão de licenças para transporte de madeira, está sendo processado administrativamente pelo governo.

Entenda como é possível ‘esquentar’ madeira ilegal .

Segundo a secretaria, ele foi um dos funcionários que participaram de um esquema para adulterar documentos e aumentar a quantidade de árvores que poderiam ser extraídas da floresta. Por telefone, Marcelo negou envolvimento e não quis gravar entrevista. As investigações revelaram que o esquema funcionava dentro da secretaria.
O MPF informou que a corrupção na secretaria de meio ambiente do Pará é ainda maior. Os procuradores identificaram 30 empresas que teriam se beneficiado de documentação fraudulenta para exportar madeira retirada ilegalmente da Floresta Amazônica.

Segundo o procurador Daniel Cézar Avelino, funcionários da secretaria receberam propina para inserir créditos falsos no sistema de comercialização de madeira do estado. Os créditos dão direito a uma documentação que serve para esquentar madeira ilegal.

“As grandes exportadoras estão se beneficiando desses créditos, ou seja, madeira destinada para fora do país”, diz o procurador da República Daniel Cézar Avelino. Como a documentação é original, não levantava suspeitas nos portos do Pará.

“A origem da madeira não é competência da Receita Federal, quando a mercadoria chega no porto de Belém, a receita já entende que todos os órgãos já realizaram a fiscalização necessária”, explica Plínio Matos Vieira, da Receita Federal/PA.

Se você vive ou viajou para a Amazônia e tem denúncias ou ideias para melhorar a proteção da floresta, entre em contato com o Globo Amazônia pelo e-mail globoamazonia@globo.com. Não se esqueça de colocar seu nome, e-mail, telefone e, se possível fotos ou vídeos.

Esquema pode ter facilitado exportação de 4 mil caminhões de madeira ilegal


Ministério Público Federal investiga fraudes no governo do Pará.
Secretaria de Meio Ambiente abriu processo contra funcionário.


Do Globo Amazônia, com informações do Bom Dia Brasil
Um levantamento preliminar do Ministério Público Federal (MPF) indica que as empresas envolvidas em um esquema de fraudes de documentos no governo do Pará mandaram para o exterior 100 mil metros cúbicos de madeira ilegal, o suficiente para carregar cerca de 4 mil caminhões. O valor da madeira chega a aproximadamente R$ 30 milhões.

Visite o site do Bom Dia Brasil

Funcionários da Secretaria de Meio Ambiente são acusados de colaborar com o crime. O servidor Marcelo Silva Auzier, que controlava e emissão de licenças para transporte de madeira, está sendo processado administrativamente pelo governo.

Entenda como é possível ‘esquentar’ madeira ilegal .

Segundo a secretaria, ele foi um dos funcionários que participaram de um esquema para adulterar documentos e aumentar a quantidade de árvores que poderiam ser extraídas da floresta. Por telefone, Marcelo negou envolvimento e não quis gravar entrevista. As investigações revelaram que o esquema funcionava dentro da secretaria.
O MPF informou que a corrupção na secretaria de meio ambiente do Pará é ainda maior. Os procuradores identificaram 30 empresas que teriam se beneficiado de documentação fraudulenta para exportar madeira retirada ilegalmente da Floresta Amazônica.

Segundo o procurador Daniel Cézar Avelino, funcionários da secretaria receberam propina para inserir créditos falsos no sistema de comercialização de madeira do estado. Os créditos dão direito a uma documentação que serve para esquentar madeira ilegal.

“As grandes exportadoras estão se beneficiando desses créditos, ou seja, madeira destinada para fora do país”, diz o procurador da República Daniel Cézar Avelino. Como a documentação é original, não levantava suspeitas nos portos do Pará.

“A origem da madeira não é competência da Receita Federal, quando a mercadoria chega no porto de Belém, a receita já entende que todos os órgãos já realizaram a fiscalização necessária”, explica Plínio Matos Vieira, da Receita Federal/PA.

Se você vive ou viajou para a Amazônia e tem denúncias ou ideias para melhorar a proteção da floresta, entre em contato com o Globo Amazônia pelo e-mail globoamazonia@globo.com. Não se esqueça de colocar seu nome, e-mail, telefone e, se possível fotos ou vídeos.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Projeto Rondon - Campi Avançados




CAMPIS AVANÇADOS
Luiz Mendonça
Jornalista e Conselheiro Nacional do Projeto Rondon
Artigo publicado no Jornal ADESGUIANO – Março de 2009 páginas 4

Atentem para o que lerão:
Autoridades brasileiras afirmaram, no Congresso Nacional, sobre as ONGs na Amazônia sem o controle pelo Governo, sobre as quais “muito pouco” se pode faze; considerando as limitações
Jurídicas. “Não podemos sequer saber o conteúdo dos interesses dessas organizações porque a Lei não permite”. Que absurdo! Que fragilidade!
Para encaminhar a solução deste problema é possível usar a experiência de 40 anos de Projeto Rondon, que mobilizou mais de 400 mil universitários e professores na luta pela integração e ocupação da Amazônia, com o programa Campi Avançados. Em 1989 havia, na Amazônia, 23 Campi, operados por 55 instituições de ensino de todo o país, sendo 35 universidades e 20 escolas de ensino superior!
Durante 22 anos os Campi existiram, equipados e funcionando, com alojamentos e demais instalações de apoio administrativo, salas de aula, laboratórios, ambulatórios, veículos, lanchas, barcos, proporcionando a mais de 120 mil participantes a oportunidade de conviver com realidades assimétricas e dispares.
Era o Projeto Rondon! Perguntem aos seus amigos: “Vocês já ouviram falar do Projeto Rondon¿” Registrem a resposta.
Mais do que prestarem serviços dos órgãos públicos municipais e estaduais, com levantamentos estatísticos, estudos de desenvolvimento; mais do que a assistência médico-social, odontológica, oftalmológica, preventiva, vacinação; mais do que toda a sorte de assistência social que os rondonistas propiciam às populações carentes ações que por si só justificam a existência do PROJETO RONDON.
Os Campi Avançados significaram a integração dos brasileiros com o país. E ainda mais: promoveram a troca de culturas, hábitos, religião e saberes dos múltiplos segmentos que compõe a Nação. Com eles criou-se o Programa de Interiorização, voltado para profissionais recém formados. Esse programa era o que modernamente pretende o governo para o aproveitamento dos jovens do serviço militar, não incorporados às Forças Armadas.

NOTA DOS EDITORES DA FOLHA REPUBLICANA:
A AMAZÔNIA É NOSSA!

Projeto Rondon - Campi Avançados




CAMPIS AVANÇADOS
Luiz Mendonça
Jornalista e Conselheiro Nacional do Projeto Rondon
Artigo publicado no Jornal ADESGUIANO – Março de 2009 páginas 4

Atentem para o que lerão:
Autoridades brasileiras afirmaram, no Congresso Nacional, sobre as ONGs na Amazônia sem o controle pelo Governo, sobre as quais “muito pouco” se pode faze; considerando as limitações
Jurídicas. “Não podemos sequer saber o conteúdo dos interesses dessas organizações porque a Lei não permite”. Que absurdo! Que fragilidade!
Para encaminhar a solução deste problema é possível usar a experiência de 40 anos de Projeto Rondon, que mobilizou mais de 400 mil universitários e professores na luta pela integração e ocupação da Amazônia, com o programa Campi Avançados. Em 1989 havia, na Amazônia, 23 Campi, operados por 55 instituições de ensino de todo o país, sendo 35 universidades e 20 escolas de ensino superior!
Durante 22 anos os Campi existiram, equipados e funcionando, com alojamentos e demais instalações de apoio administrativo, salas de aula, laboratórios, ambulatórios, veículos, lanchas, barcos, proporcionando a mais de 120 mil participantes a oportunidade de conviver com realidades assimétricas e dispares.
Era o Projeto Rondon! Perguntem aos seus amigos: “Vocês já ouviram falar do Projeto Rondon¿” Registrem a resposta.
Mais do que prestarem serviços dos órgãos públicos municipais e estaduais, com levantamentos estatísticos, estudos de desenvolvimento; mais do que a assistência médico-social, odontológica, oftalmológica, preventiva, vacinação; mais do que toda a sorte de assistência social que os rondonistas propiciam às populações carentes ações que por si só justificam a existência do PROJETO RONDON.
Os Campi Avançados significaram a integração dos brasileiros com o país. E ainda mais: promoveram a troca de culturas, hábitos, religião e saberes dos múltiplos segmentos que compõe a Nação. Com eles criou-se o Programa de Interiorização, voltado para profissionais recém formados. Esse programa era o que modernamente pretende o governo para o aproveitamento dos jovens do serviço militar, não incorporados às Forças Armadas.

NOTA DOS EDITORES DA FOLHA REPUBLICANA:
A AMAZÔNIA É NOSSA!