Parlamento é para produzir resultados
“A razão (da saída), como expliquei em plenário, é a minha discordância política sobre os rumos da Comissão presidida pela vereadora Lilian Sá, do PR. Há muito tempo já vinha sinalizando para a vereadora o meu desconforto em pertencer a uma Comissão que não se reunia, não produzia relatórios e era conduzida unilateralmente de acordo com a agenda pessoal e os critérios de interesses particulares da vereadora. Ontem, no entanto, no plenário da Câmara, a vereadora reagiu tomando como ofensa pessoal a minha posição que se baseava em critérios unicamente políticos. Participo de outras Comissões, como a dos ambulantes, presidida pelo Vereador Reimont, do PT, da qual sou relator, que está conseguindo resultados excelentes como a atualização da Lei 1876, que pela primeira vez terá como colaboradores os próprios trabalhadores do comércio de rua, e isto é fruto de um esforço coletivo. O mesmo posso dizer da Comissão de Segurança, presidida pelo vereador Sirkis, do PV. Também merece destaque a CPI do Hospital de Acari, presidida pelo Vereador Paulo Pinheiro, do PPS, da qual sou relator. Acredito que as reuniões semanais, os relatórios, as discussões entre os membros da Comissão, o esforço conjunto dos assessores é o que possibilita construir um trabalho que vai além do resultado eleitoral para este ou aquele nome: o benefício é para a população da cidade.
Como membro da Comissão e preocupado com o alastramento do crack nas comunidades pobres do Rio, convidei Lilian Sá para participar de um debate público no plenário da Câmara sobre a disseminação do uso do crack entre crianças e adolescentes e ela sequer compareceu. Autoridades de Saúde, de Segurança Pública, representantes do Ministério Público, o Sub-Secretário de Ação Social, psiquiatras, médicos, pesquisadores, estudantes do segundo grau, representantes de entidades civis ligadas às comunidades do Jacarezinho e Mangueira: todos os convidados compareceram ou mandaram representantes. Outros vereadores vieram (…) mas a Presidente da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da Câmara do Rio não foi porque, segundo disse ontem em plenário, “foi um evento pessoal do vereador”.
Eu e minha assessoria nos concentramos no trabalho, que não é pouco. (…)a Comissão da Criança e do Adolescente é de grande importância e precisa encontrar seu eixo para realizar o que precisa ser feito: cobrar do poder público as políticas sociais e os investimentos necessários para resgatar a infância e a adolecência do caos em que se encontra”.
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