sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Eleitores do Rio de Janeiro: Dilma não precisa dele no Congresso

Diante da recente catástrofe no Rio de Janeiro (este artigo atem-se à tragédia na capital do Rio, para se ter um parâmetro), muita gente entende que não é hora de achar os culpados, mas de resolver os problemas. Discordo. Como cidadão carioca e cristã, penso que tenho o direito e o dever de manifestar-me, sob pena de praticar o pecado da omissão. Neste momento angustiante, o mais correto é achar os culpados e concomitantemente resolver os problemas, socorrer os desabrigados e procurar os corpos soterrados. Os culpados não podem ser esquecidos, jamais. Todos sabemos que após a poeira baixar, os culpados não serão procurados e sequer incomodados. É sempre assim. Ou não estou falando a verdade!

A nociva dinastia César Maia
Durante dezesseis anos o município do Rio de Janeiro foi governado pelo mesmo grupo político – o de César Maia (1993 – 2008).

César Maia (foto) é uma figura estranha, que parece não gostar de ninguém.
Quem não se lembra que governo federal foi obrigado a decretar estado de calamidade pública no setor hospitalar do SUS (Sistema Único de Saúde) do Rio de Janeiro, em 2005, quando César Maia era prefeito?
Quem não se lembra que diante da crise na Saúde, e em meio intervenção federal, César Maia decretou a exoneração dos diretores de quatro dos seis hospitais que estavam sob intervenção – o da Lagoa, do Andaraí, de Jacarepaguá, de Ipanema, o Souza Aguiar e o Miguel Couto e a demissão de 336 funcionários, no total; além da suspensão de licitações para obras nestas unidades?
Quem não se lembra da epidemia de dengue no Rio, em 2008, onde César Maia foi muito criticado devido sua pífia atuação diante do quadro alarmante de dengue, onde dezenas de vidas foram ceifadas? Tal desleixo levou muitas pessoas apelidarem a epidemia de dengue, de ‘EpideMaia’.
Não quero aqui perder muito meu tempo para ficar lembrando dos fatos desastrosos de César Maia, à frente do governo municipal do Rio, mas diante da recente desgraça que se abateu sobre o Rio, há algo que tem que ser lembrado diuturnamente – é a construção da Cidade da Música, que recebeu o nome de Roberto Marinho, situada na Barra da Tijuca. Uma das maiores afrontas ao povo carioca, por parte de César Maia.
As obras daquela aberração carioca começaram em 2003, com um custo inicial estimado em R$ 80 milhões de reais. Hoje, além de não estar pronta, aquele elefante branco, apelidado de ‘complexo cultural’, já consumiu dos cofres públicos mais de R$ 500 milhões de reais.

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