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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Brasileiros que moram na Bolívia pedem ajuda a governo brasileiro

Representantes das famílias vindas do Acre e que atualmente vivem na Bolívia e têm até dezembro para saírem do país vizinho se reuniram com parlamentares ontem (3) na Central Única dos Trabalhadores (CUT). Eles pedem apoio ao governo brasileiro. As informações são do jornal A Tribuna, do Acre.

De acordo com o jornal, o presidente do Incra, Carlos Augusto Lima Paes, liberou na semana passada R$ 30 milhões para aquisição de propriedades para assentar os brasileiros que vivem na faixa de fronteira boliviana. Para isso, serão compradas 18 fazendas ao longo da BR-364. A estimativa, segundo relatório da Organização das Nações Unidas, é que existam por volta de mil famílias acrianas morando no país vizinho.

Segundo o vereador de Plácido de Castro, Rômulo Barros, por enquanto não houve expulsão, mas as mil famílias sofrem pressão psicológica dos bolivianos. O problema se estende por Brasileia, Epitaciolândia, Assis Brasil e Plácido de Castro. "Esse prazo é muito reduzido e queríamos, pelo menos, um tempo maior para resolver onde vamos assentar essa demanda humana", criticou o vereador.

O deputado Nilson Mourão disse que foi pedido um levantamento ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para saber quantos acrianos serão retirados do país andino e em quais áreas essas pessoas poderão ser assentadas no Estado.

Fonte: Amazonia.org.br

Brasileiros que moram na Bolívia pedem ajuda a governo brasileiro

Representantes das famílias vindas do Acre e que atualmente vivem na Bolívia e têm até dezembro para saírem do país vizinho se reuniram com parlamentares ontem (3) na Central Única dos Trabalhadores (CUT). Eles pedem apoio ao governo brasileiro. As informações são do jornal A Tribuna, do Acre.

De acordo com o jornal, o presidente do Incra, Carlos Augusto Lima Paes, liberou na semana passada R$ 30 milhões para aquisição de propriedades para assentar os brasileiros que vivem na faixa de fronteira boliviana. Para isso, serão compradas 18 fazendas ao longo da BR-364. A estimativa, segundo relatório da Organização das Nações Unidas, é que existam por volta de mil famílias acrianas morando no país vizinho.

Segundo o vereador de Plácido de Castro, Rômulo Barros, por enquanto não houve expulsão, mas as mil famílias sofrem pressão psicológica dos bolivianos. O problema se estende por Brasileia, Epitaciolândia, Assis Brasil e Plácido de Castro. "Esse prazo é muito reduzido e queríamos, pelo menos, um tempo maior para resolver onde vamos assentar essa demanda humana", criticou o vereador.

O deputado Nilson Mourão disse que foi pedido um levantamento ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para saber quantos acrianos serão retirados do país andino e em quais áreas essas pessoas poderão ser assentadas no Estado.

Fonte: Amazonia.org.br

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Onde estão os intelectuais brasileiros?


No Brasil do século XIX não havia espaços próprios para a intelectualidade. Já durante o Império, uma alternativa dos pensadores de então era a carreira na diplomacia, posto público que garantia ganho financeiro, permitindo atividade intelectual paralela. Só no século XX se dá a consolidação de instituições “propriamente intelec¬tuais”, como as universidades, abrindo “car¬reiras” autônomas e, a partir disso, ocorre a profissionalização da atividade. Por fim, no século XXI, a diversidade de funções desempenhadas pelos intelectuais abre espaço para novas e diferentes compreensões, o que pode confundir a sociedade no que diz respeito aos papéis representados por eles hoje.
Para a doutora em Sociologia na USP Angela Alonso, há “profissionais do conhecimento”, vinculados à universidade “da porta para dentro”; e há “intelectuais públicos”, empenhados na enunciação e posicionamento político. Muitos entendem que a universidade passou por um processo de burocratização, tornando-se um lócus de habilitações, mais instrumental do que especulativo. É o que pondera o jornalista Bernardo Kucinski, para quem a fase da grande sociologia se foi. “Não é mais a ciência dos gênios, é a ciência das carreiras”, argumenta. O status da carreira passa a se nortear por requisitos da universidade, como a “produtividade” mediante publicações, títulos, orientações. “Se quer ter uma trajetória bem-sucedida na academia, há pouco espaço para organizar manifestações a favor dos países do Terceiro Mundo”, provoca Fábio Pereira, jornalista e doutor em Comunicação pela UnB.
“No Brasil, infelizmente, há intelectuais que simplesmente fazem seu trabalho acadêmico. Eles estão pensando, produzindo novas ideias, livros, teses, mas não se envolvem em questões amplas, não estão preo¬cupados com engajamento. Contudo, um outro setor – além da atividade estrita, acadêmica – assume a disposição de responder às inquietações muitas vezes causadas pela sua própria realidade, pelo tempo presente, com atitudes políticas mais explícitas”, sustenta a historiadora Sílvia Miskulin.
A pluralidade de papéis ecoa na linha política. Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, construiu uma carreira intelectual, mas passou aos cânones da carreira política. De acordo com o historiador Francisco Alambert Junior, os intelectuais desta geração se dividem: os que se despolitizam, impregnados pela ideia-mestra de que “não há mais utopias”, dedicando-se unicamente à academia – onde, “a rigor, não há diferença entre um filósofo e um engenheiro, trata-se de técnica” –, e os que assumem novos ideais. Há também intelectuais de esquerda que içaram iniciativas. “A ficha número 1 de fundação do PT é do Mário Pedrosa, a número 2 é do Antonio Candido, a 3 é do Sérgio Buarque de Hollanda”, exemplifica Alambert.
A historiadora Maria Helena Capelato corrobora essas considerações e faz uma distinção entre os pensadores comprometidos com a vida política. “Há intelectuais ligados ao PSDB e ao PT; há aqueles engajados, mas sem vinculação partidária, e há os que apenas produzem conhecimento mantendo a velha postura, típica do século XIX do ‘sábio’ pensando e falando para si mesmo”, pondera.

“Bons tempos” Para quem se lembra dos “bons tempos” da intelectualidade brasileira – expressão que mereceria várias aspas –, a efervescência cultural durante a ditadura militar brasileira aglutinou artistas, jornalistas e intelectuais contra os sufocantes ares ditatoriais, arbitrariedades, repressão, censura, isto é, por uma causa comum. As manifestações culturais dessa época evidenciam disparidades entre o passado dos intelectuais acossados e o presente.
“Os intelectuais tiveram papel político muito importante na redemocratização do país; tanto os de esquerda como os de direita tomaram parte ativa na luta política, orientando-se por objetivos opostos, mas a partir de tentativas de intervenção direta nos rumos da História”, analisa Capelato. “Neste caso, participaram do debate político em prol de uma causa: a ditadura ou a sua derrubada. Mas nem sempre o intelectual tem esse papel e, no momento atual, acredito que vivemos uma fase de carência de ideias novas e reflexões aprofundadas sobre as questões mais importantes do Brasil e do mundo. Não poderia dizer quem são os nossos intelectuais hoje porque poucos têm contribuído por meio de debates, publicações ou interferências relevantes para a melhor compreensão dos problemas que vivemos e para apontar soluções novas. Acredito que, no momento, há um vazio de ideias”. A historiadora Maria Aparecida de Aquino concorda que “os intelectuais já tiveram uma posição mais proeminente” no debate político do Brasil. Entre as décadas de 1930 e 70, ela nota que havia uma postura mais incisiva. “Poderíamos ter uma atuação maior. Não é que sairíamos aí pela rua, fazendo passeata; não é isso, e sim ter uma presença mais forte”, reflete.
Alambert destaca que é preciso pensar no contexto sociopolítico em que os intelectuais da nova geração começaram a atuar. Aos 44 anos, ele narra que sua geração basicamente nasceu na ditadura, tendo passado os primeiros 18 anos de sua vida convivendo com o Estado autoritário. Os intelectuais da geração passada, por sua vez, nasceram durante o Estado Novo e alcançaram a vida adulta com a ditadura militar e, tavez por isso, tenham tido um comprometimento maior, por terem mais motivos “reais” para tanto. “Afinal, a ditadura é eminentemente anti-intelectual”, sustenta.
Mas, ainda que baqueados com as consequências do golpe principalmente após o AI-5, uma expressiva trupe de artistas e intelectuais, engajados e eufóricos, buscou novos caminhos e vias alternativas de expressão. Entretanto, Alambert adverte que “vulgarmente tendemos a identificar os intelectuais com a oposição e com a esquerda. Não era, nem nunca foi assim. Inclusive, há intelectuais que apoiaram o golpe; eram de direita e ultraconservadores; fizeram os jornais tais quais eles são no Brasil”, pondera. “Mas, sobretudo naquele momento, os intelectuais de esquerda – e isso é um evento único na história do Brasil – tiveram quase hegemonia no processo cultural, nas universidades, nos museus.”
Na década de 1980, marcada pela crise da China maoísta, da União Soviética stalinista e de Cuba, a esquerda aviltada viu-se à beira de um colapso. Nesse contexto, Alambert analisa que “o marxismo como forma essencial de crítica à sociedade capitalista quase cai, substituído por uma série de novas modas importadas, no prêt-à-porter internacional das ideias, de pós-estruturalismo, pós-modernismos, o retorno do discurso liberal, neoliberal, culturalismos”. Nos últimos anos, principalmente com Lula no poder, ele identifica um novo modismo: a ascensão de uma intelectua¬lidade de direita, com pensadores ultraconservadores conquistando espaços, inclusive com um expressivo veículo próprio, a revista Veja, “muito mais do que os liberais do Estadão”, alfineta Alambert. Todavia, ele vê uma tendência alternativa de jovens intelectuais propondo uma nova esquerda, um novo papel, buscando “construir uma nova coisa”.

Os intelectuais e a mídia Pode-se esperar dos intelectuais a crítica constante à realidade, especialmente com a ideia de Edward Said sobre o intelectual como “um perturbador do status quo”. Contudo, Angela afirma que “da mesma maneira como há os que criticam o status quo, há intelectuais que o legitimam, construindo as justificativas da ordem existente”.
Para a jornalista Michelle Prazeres, há quem pense “o intelectual no sentido pejorativo, sendo aquele que mergulha nos estudos e fica alheio ao mundo”, conceito do qual ela discorda. “Compartilho de uma concepção de intelectualidade a serviço da construção de algo, da produção do conhecimento a serviço da sociedade e – no limite – a serviço da política”. Gramsciana, a professora da PUC-SP se ancora no teórico, que “diz que o intelectual não seria afastado do mundo produtivo ou mergulhado na retórica abstrata, mas seria ao mesmo tempo especialista e político”. Ela acredita que os intelectuais seriam engrenagens do motor de transformação. “As outras são os partidos, ONGs, movimentos, grupos de jovens, enfim... O papel dos intelectuais é o de provocar, criar cenários, ensaiar, discutir, refletir, historicizar, recuperar experiências e histórias, contextualizar vivências, promover a reflexão a partir da teoria. Articulados com as demais engrenagens, eles podem provocar transformação. Mas nunca sozinhos”.
O filósofo e jornalista Paulo Pereira Lima caminha na mesma direção. “Gramsci falava de um intelectual orgânico, que tem pé no chão, contato direto com a realidade e não só com os livros empoeirados”. Para ele, é preciso aproximar a academia e a comunidade, mediante a sociedade civil organizada como movimentos sociais ou ONGs, cabendo ao intelectual a reflexão crítica da prática dos movimentos para consolidá-los como pauta política. “Por outro lado, o movimento social está criando seus próprios intelectuais”, diz, citando a Escola Nacional Florestan Fernandes – a “universidade popular” do MST – e a internacional Via Campesina. Exemplo maior seria o Fórum Social Mundial, “encontro de intelectuais engajados que acreditam na força de um movimento social, de uma mídia alternativa, de uma mídia livre. O Fórum é um momento de protesto e proposta”, acredita. Lima destaca que não se trata de os intelectuais se acostarem dos movimentos, usando-os como baluarte, mas seria necessário estabelecer uma relação dialética, casando prática e pensamento teórico, sob constante diálogo para trilhar caminhos melhores.
Na mídia, paira sobre o intelectual uma aura erudita que ora potencializa sua voz por seu prestígio como fontes de informação legítimas, ora o afasta por seu discurso demasiadamente teórico. “A imprensa é um grande espaço para os intelectuais, para o bem e para o mal”, avalia Angela. Já Maria Aparecida Aquino critica que, “principalmente nas instituições públicas mais tradicionais, às vezes há uma tendência de achar que a mídia é muito ligeira, que não é conhecimento com fundamentação teórica. Por isso, não há um namoro entre os intelectuais e a mídia”. Inspirados na Teoria Crítica dos frankfurtianos, há intelectuais que demonizam a mídia, acreditando que “o seu conhecimento será morto a partir do momento que for consumido pela indústria cultural”, esclarece.
No entanto, alicerçando-se na teoria de Michel de Certeau, Aquino discorda desse ponto de vista. “Devemos transformar em bom tudo aquilo que eventualmente poderia ser mal. Evidentemente devemos ser críticos em relação à mídia; não devemos viver um grande amor, mas dar à mídia a possibilidade de transformação, com a nossa opinião”, analisa. “Não adianta ficarmos nos intramuros de nossos prédios, com uma produção que é lida pelas bancas de nossas dissertações e teses. Quem mais lê nossos trabalhos? Para quem se divulga conhecimento? Se a relação com a mídia fosse melhor, mais articulada, com certeza nós teríamos realizado um pouco mais do nosso trabalho e de fato cumprido com nosso papel com a sociedade”.
Mas o sociólogo Marcelo Ridenti diferencia que “uma coisa é a participação dos intelectuais na mídia, outra coisa é a visibilidade”. Para ele, “as duas coisas são paralelas, mas não coincidem”, pois “a lógica da mídia é a pauta que vende mais”. Afinada com essa posição, Michelle Prazeres afirma que “a mídia hoje é um espaço de disputa de valores. O que acontece é que esta disputa é extremamente desigual, porque a liberdade de expressão no nosso país é para poucos, para aqueles que detêm o monopólio da comunicação. Em tese, a mídia seria o espaço de um debate plural e diverso, mas sabemos que não é isso que acontece”. Não raro, a mídia tradicional, fincada em valores predominantemente liberais e neoliberais, dá voz apenas a quem condiz com seu ideário.
Nessa disputa desigual, poucos intelectuais mais críticos furam o cerco com sua opinião, “mas nada se compara àqueles a quem diariamente são oferecidas páginas e mais páginas para defender suas ideias. O estrago que um intelectual pode fazer é potencialmente maior, já que a mídia costuma alçá-lo à condição de especialista. O especialista fala, é lei. O ‘doutor’ fala, é a verdade”, critica Prazeres. A conquista de legitimidade pelos intelectuais na mídia, portanto, implica muitos lados de muitas moedas. “Se todos fossem intelectuais, como afirma Gramsci, talvez os intelectuais não fossem tão escutados”, crê Fábio.
Alambert sustenta que as relações estremecidas entre jornalistas e intelectuais não é de hoje. “Historicamente, há uma oposição marcante, principalmente no final do século XIX e início do século XX, entre o intelectual acadêmico, erudito, culto, e o intelectual boêmio, cujo grande representante sempre foi o jornalista. Nos melhores momentos da história das ideias, essas duas figuras se cruzam”. Ele critica ainda a ideia de que a imprensa tradicional se constitui no único meio para o intelectual se aproximar da sociedade. “Não é”, dispara, questionando quem realmente lê jornais e revistas nesse país, quem está do outro lado. “Você está comunicando o quê? Para quem? Isso demanda uma outra busca de diálogo, e ele tem que passar forçosamente pela mídia? Intelectual não é guru, não ensina a verdade aos ignorantes, ao contrário, aprende com a realidade”. Ainda que o intelectual não seja o “dono da verdade”, há mentes pulsantes discutindo o Brasil e, por mais tímidas e descompassadas que às vezes possam aparentar, suas vozes são tudo, menos inexpressivas. F

O que é um intelectual
O Caso Dreyfus é emblemático para se buscar as raízes da expressão “intelectual”. Para Fábio, “a definição tradicional, nascida na França no início do século XX é do indivíduo que sai ocasionalmente da sua esfera de competências para se engajar no espaço público a favor de causas universais, ligadas ao direito do Homem”. Ilustraria essa definição o caso de Émile Zola em favor de Dreyfus, de Jean-Paul Sartre pela libertação da Argélia e de Michel Foucault sobre as condições de vida nas prisões francesas.
No entanto, além da definição clássica, Sílvia aponta outra ideia de intelectual que, sob uma perspectiva mais ampla, comportaria “todos aqueles que atuam no âmbito da produção de ideias; então, um professor pode ser um intelectual, um jornalista, um escritor, um artista”. Já Maria Helena considera que se alguém “produz um conhecimento novo, é um intelectual; se ele apenas o divulga, é um transmissor”. “O intelectual é um ator político que se vale de seus conhecimentos para pensar sobre as questões de seu tempo e sobre a sociedade em que vive”, ela define. Teoriza ainda, elucidando que “Ortega y Gasset e os intelectuais latino-americanos adotavam uma perspectiva ‘circunstancialista’ que permitia pensar o intelectual a partir de sua circunstância”. Mas Maria Helena pondera que “qualquer definição do intelectual é contestável, porque ela tem uma história que se modifica ao longo do tempo, como diz Jean-François Sirinelli. A própria história intelectual é um fenômeno recente, e que na França adquiriu reconhecimento entre historiadores a partir do momento em que teve início um debate sobre seu papel”. Apesar de serem históricas as definições dos intelectuais – sartreana (intelectual engajado), gramsciana (intelectual orgânico) ou intelectual descompromissado vivendo numa torre de marfim –, não se pode negar que essas posições continuem existindo nos dias de hoje”.
Para o ensaísta palestino-americano Edward Said, deve-se “insistir no fato de o intelectual ser um indivíduo com um papel público na sociedade, que não pode ser reduzido simplesmente a um profissional sem rosto”. Em Representações do Intelectual (Companhia das Letras, 2005), Said diz que o intelectual deve articular um ponto de vista, uma atitude e uma opinião para e por um público: “E esse papel encerra uma certa agudeza, pois não pode ser desempenhado sem a consciência de se ser alguém cuja função é levantar publicamente questões embaraçosas, confrontar ortodoxias e dogmas (mais do que produzi-los); isto é, alguém que não pode ser facilmente cooptado por governos ou corporações, e cuja raison d’être é representar todas as pessoas e todos os problemas que são sistematicamente esquecidos ou varridos para debaixo do tapete”.
Juliana Sayuri Ogassawara
http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=6979

Onde estão os intelectuais brasileiros?


No Brasil do século XIX não havia espaços próprios para a intelectualidade. Já durante o Império, uma alternativa dos pensadores de então era a carreira na diplomacia, posto público que garantia ganho financeiro, permitindo atividade intelectual paralela. Só no século XX se dá a consolidação de instituições “propriamente intelec¬tuais”, como as universidades, abrindo “car¬reiras” autônomas e, a partir disso, ocorre a profissionalização da atividade. Por fim, no século XXI, a diversidade de funções desempenhadas pelos intelectuais abre espaço para novas e diferentes compreensões, o que pode confundir a sociedade no que diz respeito aos papéis representados por eles hoje.
Para a doutora em Sociologia na USP Angela Alonso, há “profissionais do conhecimento”, vinculados à universidade “da porta para dentro”; e há “intelectuais públicos”, empenhados na enunciação e posicionamento político. Muitos entendem que a universidade passou por um processo de burocratização, tornando-se um lócus de habilitações, mais instrumental do que especulativo. É o que pondera o jornalista Bernardo Kucinski, para quem a fase da grande sociologia se foi. “Não é mais a ciência dos gênios, é a ciência das carreiras”, argumenta. O status da carreira passa a se nortear por requisitos da universidade, como a “produtividade” mediante publicações, títulos, orientações. “Se quer ter uma trajetória bem-sucedida na academia, há pouco espaço para organizar manifestações a favor dos países do Terceiro Mundo”, provoca Fábio Pereira, jornalista e doutor em Comunicação pela UnB.
“No Brasil, infelizmente, há intelectuais que simplesmente fazem seu trabalho acadêmico. Eles estão pensando, produzindo novas ideias, livros, teses, mas não se envolvem em questões amplas, não estão preo¬cupados com engajamento. Contudo, um outro setor – além da atividade estrita, acadêmica – assume a disposição de responder às inquietações muitas vezes causadas pela sua própria realidade, pelo tempo presente, com atitudes políticas mais explícitas”, sustenta a historiadora Sílvia Miskulin.
A pluralidade de papéis ecoa na linha política. Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, construiu uma carreira intelectual, mas passou aos cânones da carreira política. De acordo com o historiador Francisco Alambert Junior, os intelectuais desta geração se dividem: os que se despolitizam, impregnados pela ideia-mestra de que “não há mais utopias”, dedicando-se unicamente à academia – onde, “a rigor, não há diferença entre um filósofo e um engenheiro, trata-se de técnica” –, e os que assumem novos ideais. Há também intelectuais de esquerda que içaram iniciativas. “A ficha número 1 de fundação do PT é do Mário Pedrosa, a número 2 é do Antonio Candido, a 3 é do Sérgio Buarque de Hollanda”, exemplifica Alambert.
A historiadora Maria Helena Capelato corrobora essas considerações e faz uma distinção entre os pensadores comprometidos com a vida política. “Há intelectuais ligados ao PSDB e ao PT; há aqueles engajados, mas sem vinculação partidária, e há os que apenas produzem conhecimento mantendo a velha postura, típica do século XIX do ‘sábio’ pensando e falando para si mesmo”, pondera.

“Bons tempos” Para quem se lembra dos “bons tempos” da intelectualidade brasileira – expressão que mereceria várias aspas –, a efervescência cultural durante a ditadura militar brasileira aglutinou artistas, jornalistas e intelectuais contra os sufocantes ares ditatoriais, arbitrariedades, repressão, censura, isto é, por uma causa comum. As manifestações culturais dessa época evidenciam disparidades entre o passado dos intelectuais acossados e o presente.
“Os intelectuais tiveram papel político muito importante na redemocratização do país; tanto os de esquerda como os de direita tomaram parte ativa na luta política, orientando-se por objetivos opostos, mas a partir de tentativas de intervenção direta nos rumos da História”, analisa Capelato. “Neste caso, participaram do debate político em prol de uma causa: a ditadura ou a sua derrubada. Mas nem sempre o intelectual tem esse papel e, no momento atual, acredito que vivemos uma fase de carência de ideias novas e reflexões aprofundadas sobre as questões mais importantes do Brasil e do mundo. Não poderia dizer quem são os nossos intelectuais hoje porque poucos têm contribuído por meio de debates, publicações ou interferências relevantes para a melhor compreensão dos problemas que vivemos e para apontar soluções novas. Acredito que, no momento, há um vazio de ideias”. A historiadora Maria Aparecida de Aquino concorda que “os intelectuais já tiveram uma posição mais proeminente” no debate político do Brasil. Entre as décadas de 1930 e 70, ela nota que havia uma postura mais incisiva. “Poderíamos ter uma atuação maior. Não é que sairíamos aí pela rua, fazendo passeata; não é isso, e sim ter uma presença mais forte”, reflete.
Alambert destaca que é preciso pensar no contexto sociopolítico em que os intelectuais da nova geração começaram a atuar. Aos 44 anos, ele narra que sua geração basicamente nasceu na ditadura, tendo passado os primeiros 18 anos de sua vida convivendo com o Estado autoritário. Os intelectuais da geração passada, por sua vez, nasceram durante o Estado Novo e alcançaram a vida adulta com a ditadura militar e, tavez por isso, tenham tido um comprometimento maior, por terem mais motivos “reais” para tanto. “Afinal, a ditadura é eminentemente anti-intelectual”, sustenta.
Mas, ainda que baqueados com as consequências do golpe principalmente após o AI-5, uma expressiva trupe de artistas e intelectuais, engajados e eufóricos, buscou novos caminhos e vias alternativas de expressão. Entretanto, Alambert adverte que “vulgarmente tendemos a identificar os intelectuais com a oposição e com a esquerda. Não era, nem nunca foi assim. Inclusive, há intelectuais que apoiaram o golpe; eram de direita e ultraconservadores; fizeram os jornais tais quais eles são no Brasil”, pondera. “Mas, sobretudo naquele momento, os intelectuais de esquerda – e isso é um evento único na história do Brasil – tiveram quase hegemonia no processo cultural, nas universidades, nos museus.”
Na década de 1980, marcada pela crise da China maoísta, da União Soviética stalinista e de Cuba, a esquerda aviltada viu-se à beira de um colapso. Nesse contexto, Alambert analisa que “o marxismo como forma essencial de crítica à sociedade capitalista quase cai, substituído por uma série de novas modas importadas, no prêt-à-porter internacional das ideias, de pós-estruturalismo, pós-modernismos, o retorno do discurso liberal, neoliberal, culturalismos”. Nos últimos anos, principalmente com Lula no poder, ele identifica um novo modismo: a ascensão de uma intelectua¬lidade de direita, com pensadores ultraconservadores conquistando espaços, inclusive com um expressivo veículo próprio, a revista Veja, “muito mais do que os liberais do Estadão”, alfineta Alambert. Todavia, ele vê uma tendência alternativa de jovens intelectuais propondo uma nova esquerda, um novo papel, buscando “construir uma nova coisa”.

Os intelectuais e a mídia Pode-se esperar dos intelectuais a crítica constante à realidade, especialmente com a ideia de Edward Said sobre o intelectual como “um perturbador do status quo”. Contudo, Angela afirma que “da mesma maneira como há os que criticam o status quo, há intelectuais que o legitimam, construindo as justificativas da ordem existente”.
Para a jornalista Michelle Prazeres, há quem pense “o intelectual no sentido pejorativo, sendo aquele que mergulha nos estudos e fica alheio ao mundo”, conceito do qual ela discorda. “Compartilho de uma concepção de intelectualidade a serviço da construção de algo, da produção do conhecimento a serviço da sociedade e – no limite – a serviço da política”. Gramsciana, a professora da PUC-SP se ancora no teórico, que “diz que o intelectual não seria afastado do mundo produtivo ou mergulhado na retórica abstrata, mas seria ao mesmo tempo especialista e político”. Ela acredita que os intelectuais seriam engrenagens do motor de transformação. “As outras são os partidos, ONGs, movimentos, grupos de jovens, enfim... O papel dos intelectuais é o de provocar, criar cenários, ensaiar, discutir, refletir, historicizar, recuperar experiências e histórias, contextualizar vivências, promover a reflexão a partir da teoria. Articulados com as demais engrenagens, eles podem provocar transformação. Mas nunca sozinhos”.
O filósofo e jornalista Paulo Pereira Lima caminha na mesma direção. “Gramsci falava de um intelectual orgânico, que tem pé no chão, contato direto com a realidade e não só com os livros empoeirados”. Para ele, é preciso aproximar a academia e a comunidade, mediante a sociedade civil organizada como movimentos sociais ou ONGs, cabendo ao intelectual a reflexão crítica da prática dos movimentos para consolidá-los como pauta política. “Por outro lado, o movimento social está criando seus próprios intelectuais”, diz, citando a Escola Nacional Florestan Fernandes – a “universidade popular” do MST – e a internacional Via Campesina. Exemplo maior seria o Fórum Social Mundial, “encontro de intelectuais engajados que acreditam na força de um movimento social, de uma mídia alternativa, de uma mídia livre. O Fórum é um momento de protesto e proposta”, acredita. Lima destaca que não se trata de os intelectuais se acostarem dos movimentos, usando-os como baluarte, mas seria necessário estabelecer uma relação dialética, casando prática e pensamento teórico, sob constante diálogo para trilhar caminhos melhores.
Na mídia, paira sobre o intelectual uma aura erudita que ora potencializa sua voz por seu prestígio como fontes de informação legítimas, ora o afasta por seu discurso demasiadamente teórico. “A imprensa é um grande espaço para os intelectuais, para o bem e para o mal”, avalia Angela. Já Maria Aparecida Aquino critica que, “principalmente nas instituições públicas mais tradicionais, às vezes há uma tendência de achar que a mídia é muito ligeira, que não é conhecimento com fundamentação teórica. Por isso, não há um namoro entre os intelectuais e a mídia”. Inspirados na Teoria Crítica dos frankfurtianos, há intelectuais que demonizam a mídia, acreditando que “o seu conhecimento será morto a partir do momento que for consumido pela indústria cultural”, esclarece.
No entanto, alicerçando-se na teoria de Michel de Certeau, Aquino discorda desse ponto de vista. “Devemos transformar em bom tudo aquilo que eventualmente poderia ser mal. Evidentemente devemos ser críticos em relação à mídia; não devemos viver um grande amor, mas dar à mídia a possibilidade de transformação, com a nossa opinião”, analisa. “Não adianta ficarmos nos intramuros de nossos prédios, com uma produção que é lida pelas bancas de nossas dissertações e teses. Quem mais lê nossos trabalhos? Para quem se divulga conhecimento? Se a relação com a mídia fosse melhor, mais articulada, com certeza nós teríamos realizado um pouco mais do nosso trabalho e de fato cumprido com nosso papel com a sociedade”.
Mas o sociólogo Marcelo Ridenti diferencia que “uma coisa é a participação dos intelectuais na mídia, outra coisa é a visibilidade”. Para ele, “as duas coisas são paralelas, mas não coincidem”, pois “a lógica da mídia é a pauta que vende mais”. Afinada com essa posição, Michelle Prazeres afirma que “a mídia hoje é um espaço de disputa de valores. O que acontece é que esta disputa é extremamente desigual, porque a liberdade de expressão no nosso país é para poucos, para aqueles que detêm o monopólio da comunicação. Em tese, a mídia seria o espaço de um debate plural e diverso, mas sabemos que não é isso que acontece”. Não raro, a mídia tradicional, fincada em valores predominantemente liberais e neoliberais, dá voz apenas a quem condiz com seu ideário.
Nessa disputa desigual, poucos intelectuais mais críticos furam o cerco com sua opinião, “mas nada se compara àqueles a quem diariamente são oferecidas páginas e mais páginas para defender suas ideias. O estrago que um intelectual pode fazer é potencialmente maior, já que a mídia costuma alçá-lo à condição de especialista. O especialista fala, é lei. O ‘doutor’ fala, é a verdade”, critica Prazeres. A conquista de legitimidade pelos intelectuais na mídia, portanto, implica muitos lados de muitas moedas. “Se todos fossem intelectuais, como afirma Gramsci, talvez os intelectuais não fossem tão escutados”, crê Fábio.
Alambert sustenta que as relações estremecidas entre jornalistas e intelectuais não é de hoje. “Historicamente, há uma oposição marcante, principalmente no final do século XIX e início do século XX, entre o intelectual acadêmico, erudito, culto, e o intelectual boêmio, cujo grande representante sempre foi o jornalista. Nos melhores momentos da história das ideias, essas duas figuras se cruzam”. Ele critica ainda a ideia de que a imprensa tradicional se constitui no único meio para o intelectual se aproximar da sociedade. “Não é”, dispara, questionando quem realmente lê jornais e revistas nesse país, quem está do outro lado. “Você está comunicando o quê? Para quem? Isso demanda uma outra busca de diálogo, e ele tem que passar forçosamente pela mídia? Intelectual não é guru, não ensina a verdade aos ignorantes, ao contrário, aprende com a realidade”. Ainda que o intelectual não seja o “dono da verdade”, há mentes pulsantes discutindo o Brasil e, por mais tímidas e descompassadas que às vezes possam aparentar, suas vozes são tudo, menos inexpressivas. F

O que é um intelectual
O Caso Dreyfus é emblemático para se buscar as raízes da expressão “intelectual”. Para Fábio, “a definição tradicional, nascida na França no início do século XX é do indivíduo que sai ocasionalmente da sua esfera de competências para se engajar no espaço público a favor de causas universais, ligadas ao direito do Homem”. Ilustraria essa definição o caso de Émile Zola em favor de Dreyfus, de Jean-Paul Sartre pela libertação da Argélia e de Michel Foucault sobre as condições de vida nas prisões francesas.
No entanto, além da definição clássica, Sílvia aponta outra ideia de intelectual que, sob uma perspectiva mais ampla, comportaria “todos aqueles que atuam no âmbito da produção de ideias; então, um professor pode ser um intelectual, um jornalista, um escritor, um artista”. Já Maria Helena considera que se alguém “produz um conhecimento novo, é um intelectual; se ele apenas o divulga, é um transmissor”. “O intelectual é um ator político que se vale de seus conhecimentos para pensar sobre as questões de seu tempo e sobre a sociedade em que vive”, ela define. Teoriza ainda, elucidando que “Ortega y Gasset e os intelectuais latino-americanos adotavam uma perspectiva ‘circunstancialista’ que permitia pensar o intelectual a partir de sua circunstância”. Mas Maria Helena pondera que “qualquer definição do intelectual é contestável, porque ela tem uma história que se modifica ao longo do tempo, como diz Jean-François Sirinelli. A própria história intelectual é um fenômeno recente, e que na França adquiriu reconhecimento entre historiadores a partir do momento em que teve início um debate sobre seu papel”. Apesar de serem históricas as definições dos intelectuais – sartreana (intelectual engajado), gramsciana (intelectual orgânico) ou intelectual descompromissado vivendo numa torre de marfim –, não se pode negar que essas posições continuem existindo nos dias de hoje”.
Para o ensaísta palestino-americano Edward Said, deve-se “insistir no fato de o intelectual ser um indivíduo com um papel público na sociedade, que não pode ser reduzido simplesmente a um profissional sem rosto”. Em Representações do Intelectual (Companhia das Letras, 2005), Said diz que o intelectual deve articular um ponto de vista, uma atitude e uma opinião para e por um público: “E esse papel encerra uma certa agudeza, pois não pode ser desempenhado sem a consciência de se ser alguém cuja função é levantar publicamente questões embaraçosas, confrontar ortodoxias e dogmas (mais do que produzi-los); isto é, alguém que não pode ser facilmente cooptado por governos ou corporações, e cuja raison d’être é representar todas as pessoas e todos os problemas que são sistematicamente esquecidos ou varridos para debaixo do tapete”.
Juliana Sayuri Ogassawara
http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=6979

terça-feira, 2 de junho de 2009

Veja nomes de passageiros do voo AF 447, segundo familiares e empresas

Pessoas de diversas origens estão entre os passageiros do voo AF 447, da Air France, que saiu do Rio de Janeiro na noite de domingo (31) rumo a Paris e desapareceu sobre o Oceano Atlântico. A lista oficial com os nomes dos passageiros ainda não foi divulgada, mas familiares e empresas já começaram a apresentar nomes de quem embarcou. O voo levava 216 passageiros e 12 tripulantes, segundo a companhia aérea.


Ana Carolina Rodrigues

Ana Carolina Rodrigues é pesquisadora da organização não governamental Viva Rio e estava trabalhando junto com Pablo Dreyfus, outro passageiro, no projeto de proteção a jovens que vivem em territórios vulneráveis.

Antônio Augusto Gueiros

Antônio Augusto Gueiros, de 46 anos, é diretor de informática da Michelin, fabricante de pneus.

Christin Pieraerts

Christin Pieraerts, funcionária francesa da Michelin. Ela voltava para a França.

Deise Possamai

A catarinense de Nova Veneza, Deise Possamai, de 34 anos, é funcionária pública da prefeitura de Criciúma (SC) e viajava para fazer cursos na França.

Erich Heine

A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) confirmou em comunicado que o presidente de seu Conselho de Administração, Erich Heine, está entre os passageiros do voo. Ele ocupa o cargo desde maio de 2008 e viajava a trabalho para Paris.

Giovanni Batista Lenzi


O italiano Giovanni Batista Lenzi, deputado da Província Autônoma de Trento e Região Alto Adige, também veio ao Brasil para entregar uma doação às vítimas das enchentes que atingiram Santa Catarina.

Harald Maximillian Winner


O alemão Harald Maximillian Winner, 44 anos, iria à Alemanha para providenciar os documentos necessários para se casar no Brasil, segundo sua noiva, Helen Pedroso.

Hilton Jadir Silveira de Souza

A família de Hilton Jadir Silveira de Souza, de 50 anos, confirmou que ele estava no voo. Engenheiro da Petrobrás e natural de Montes Claros, Minas Gerais, ele ia para a Alemanha a serviço da empresa. A Petrobrás disse que só vai se pronunciar depois da divulgação da lista de passageiros.

Izabela Maria Furtado Kestler

A professora Izabela Maria Furtado Kestler, que leciona Literatura Alemã na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), seguia para Leipzing, na Alemanha, onde acontece um congresso na Assembleia da Sociedade Goethe-Weimar.

João Marques da Silva Filho


João Marques da Silva Filho, de 67 anos, que pertence ao quadro de gerentes do Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, viajava para acompanhar testes de equipamentos.

José Roberto Gomes

Segundo a assessoria da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC- Rio), o professor do departamento de administração José Roberto Gomes, de 50 anos, embarcou no domingo para participar de um congresso em Paris. O professor trabalhava há 9 anos na universidade e estava sozinho na viagem.

Juliana de Aquino

A cantora Juliana de Aquino, de 29 anos, mora há seis anos na Alemanha e veio a Brasília para visitar a família. Muito abalado, o pai disse ter certeza de que a filha estava a bordo do avião, pois conversou com ela por telefone pouco antes da decolagem.

Letícia Chem

Letícia Chem, 36 anos, viajava com os pais Roberto e Vera Chem para a Grécia.

Luigi Zortea

Prefeito de Canal San Bovo, em Trento, na Itália, Luigi Zortea também visitou o município de Gaspar (SC) para entregar doação no valor de 22,375 mil euros a um centro de apoio psicossocial às vítimas das enchentes em Santa Catarina.

Luiz Roberto Anastácio

Executivo da Michelin, fabricante de pneus, Luiz Roberto Anastácio, de 50 anos, é presidente da empresa para a América Latina.

Marcelo Parente Gomes de Oliveira


Chefe de gabinete do prefeito do Rio Eduardo Paes, Marcelo Parente Gomes de Oliveira, 38 anos, embarcou no voo AF 447 da Air France. A prefeitura informou que ele é advogado e professor de direito da PUC. Parente começou a trabalhar como assessor de Paes em 1993, na subprefeitura da Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Casado há 7 anos, ele não tem filhos e fazia uma viagem particular com a mulher.

Octavio Augusto Ceva Antunes


Octavio Augusto Ceva Antunes é professor do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e viajou para assistir a uma palestra. Entre 2004 e 2008, ele foi consultor da Organização Mundial de Saúde (OMS) na produção de fármacos anti-HIV.

Pablo Dreyfus

Pesquisador da organização não governamental Viva Rio, Pablo Dreyfus embarcou no voo 447 da Air France. Ele atua em pesquisas sobre a produção de armas no Brasil e atualmente trabalhava no projeto de proteção a jovens que vivem em territórios vulneráveis.

Príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança


A Casa Imperial do Brasil confirmou que o príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, de 26 anos, embarcou no voo 447 da Air France. Filho do príncipe Dom Antonio, ele é descendente de Dom Pedro II, e era o quarto na linha sucessória do trono. De acordo com informações de Carlos Eduardo Artagão, chanceler do Diretório Monárquico do Brasil, o príncipe é formado em administração de empresas e mora em Luxemburgo, e estava no país para visitar os pais.

Rino Zandonai


Diretor da Associazione Trentini Nel Mondo, o italiano Rino Zandonai veio ao Brasil para entregar uma doação a um centro de apoio psicossocial às vítimas das enchentes que atingiram Santa Catarina em novembro de 2008.

Roberto Corrêa Chem

O cirurgião plástico gaúcho Roberto Corrêa Chem, de 65 anos, é diretor do banco de peles e chefe do serviço de cirurgia plástica da Santa Casa de Porto Alegre. Ele viajava com a mulher e a filha para a Grécia.

Sílvio Barbato

O maestro Sílvio Barbato, ex-regente da Orquestra Sinfônica Brasileira e do Theatro Municipal do Rio, está entre os passageiros do voo AF 447 da Air France.

Vera Chem

Mulher do cirurgião Roberto Chem, Vera Chem, 63 anos, é psicóloga. Ela voava com o marido e a filha para a Grécia. O casal tem outros dois filhos, de 38 e 30 anos.

Fonte: G1

Veja nomes de passageiros do voo AF 447, segundo familiares e empresas

Pessoas de diversas origens estão entre os passageiros do voo AF 447, da Air France, que saiu do Rio de Janeiro na noite de domingo (31) rumo a Paris e desapareceu sobre o Oceano Atlântico. A lista oficial com os nomes dos passageiros ainda não foi divulgada, mas familiares e empresas já começaram a apresentar nomes de quem embarcou. O voo levava 216 passageiros e 12 tripulantes, segundo a companhia aérea.


Ana Carolina Rodrigues

Ana Carolina Rodrigues é pesquisadora da organização não governamental Viva Rio e estava trabalhando junto com Pablo Dreyfus, outro passageiro, no projeto de proteção a jovens que vivem em territórios vulneráveis.

Antônio Augusto Gueiros

Antônio Augusto Gueiros, de 46 anos, é diretor de informática da Michelin, fabricante de pneus.

Christin Pieraerts

Christin Pieraerts, funcionária francesa da Michelin. Ela voltava para a França.

Deise Possamai

A catarinense de Nova Veneza, Deise Possamai, de 34 anos, é funcionária pública da prefeitura de Criciúma (SC) e viajava para fazer cursos na França.

Erich Heine

A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) confirmou em comunicado que o presidente de seu Conselho de Administração, Erich Heine, está entre os passageiros do voo. Ele ocupa o cargo desde maio de 2008 e viajava a trabalho para Paris.

Giovanni Batista Lenzi


O italiano Giovanni Batista Lenzi, deputado da Província Autônoma de Trento e Região Alto Adige, também veio ao Brasil para entregar uma doação às vítimas das enchentes que atingiram Santa Catarina.

Harald Maximillian Winner


O alemão Harald Maximillian Winner, 44 anos, iria à Alemanha para providenciar os documentos necessários para se casar no Brasil, segundo sua noiva, Helen Pedroso.

Hilton Jadir Silveira de Souza

A família de Hilton Jadir Silveira de Souza, de 50 anos, confirmou que ele estava no voo. Engenheiro da Petrobrás e natural de Montes Claros, Minas Gerais, ele ia para a Alemanha a serviço da empresa. A Petrobrás disse que só vai se pronunciar depois da divulgação da lista de passageiros.

Izabela Maria Furtado Kestler

A professora Izabela Maria Furtado Kestler, que leciona Literatura Alemã na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), seguia para Leipzing, na Alemanha, onde acontece um congresso na Assembleia da Sociedade Goethe-Weimar.

João Marques da Silva Filho


João Marques da Silva Filho, de 67 anos, que pertence ao quadro de gerentes do Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco, viajava para acompanhar testes de equipamentos.

José Roberto Gomes

Segundo a assessoria da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC- Rio), o professor do departamento de administração José Roberto Gomes, de 50 anos, embarcou no domingo para participar de um congresso em Paris. O professor trabalhava há 9 anos na universidade e estava sozinho na viagem.

Juliana de Aquino

A cantora Juliana de Aquino, de 29 anos, mora há seis anos na Alemanha e veio a Brasília para visitar a família. Muito abalado, o pai disse ter certeza de que a filha estava a bordo do avião, pois conversou com ela por telefone pouco antes da decolagem.

Letícia Chem

Letícia Chem, 36 anos, viajava com os pais Roberto e Vera Chem para a Grécia.

Luigi Zortea

Prefeito de Canal San Bovo, em Trento, na Itália, Luigi Zortea também visitou o município de Gaspar (SC) para entregar doação no valor de 22,375 mil euros a um centro de apoio psicossocial às vítimas das enchentes em Santa Catarina.

Luiz Roberto Anastácio

Executivo da Michelin, fabricante de pneus, Luiz Roberto Anastácio, de 50 anos, é presidente da empresa para a América Latina.

Marcelo Parente Gomes de Oliveira


Chefe de gabinete do prefeito do Rio Eduardo Paes, Marcelo Parente Gomes de Oliveira, 38 anos, embarcou no voo AF 447 da Air France. A prefeitura informou que ele é advogado e professor de direito da PUC. Parente começou a trabalhar como assessor de Paes em 1993, na subprefeitura da Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Casado há 7 anos, ele não tem filhos e fazia uma viagem particular com a mulher.

Octavio Augusto Ceva Antunes


Octavio Augusto Ceva Antunes é professor do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e viajou para assistir a uma palestra. Entre 2004 e 2008, ele foi consultor da Organização Mundial de Saúde (OMS) na produção de fármacos anti-HIV.

Pablo Dreyfus

Pesquisador da organização não governamental Viva Rio, Pablo Dreyfus embarcou no voo 447 da Air France. Ele atua em pesquisas sobre a produção de armas no Brasil e atualmente trabalhava no projeto de proteção a jovens que vivem em territórios vulneráveis.

Príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança


A Casa Imperial do Brasil confirmou que o príncipe Pedro Luis de Orleans e Bragança, de 26 anos, embarcou no voo 447 da Air France. Filho do príncipe Dom Antonio, ele é descendente de Dom Pedro II, e era o quarto na linha sucessória do trono. De acordo com informações de Carlos Eduardo Artagão, chanceler do Diretório Monárquico do Brasil, o príncipe é formado em administração de empresas e mora em Luxemburgo, e estava no país para visitar os pais.

Rino Zandonai


Diretor da Associazione Trentini Nel Mondo, o italiano Rino Zandonai veio ao Brasil para entregar uma doação a um centro de apoio psicossocial às vítimas das enchentes que atingiram Santa Catarina em novembro de 2008.

Roberto Corrêa Chem

O cirurgião plástico gaúcho Roberto Corrêa Chem, de 65 anos, é diretor do banco de peles e chefe do serviço de cirurgia plástica da Santa Casa de Porto Alegre. Ele viajava com a mulher e a filha para a Grécia.

Sílvio Barbato

O maestro Sílvio Barbato, ex-regente da Orquestra Sinfônica Brasileira e do Theatro Municipal do Rio, está entre os passageiros do voo AF 447 da Air France.

Vera Chem

Mulher do cirurgião Roberto Chem, Vera Chem, 63 anos, é psicóloga. Ela voava com o marido e a filha para a Grécia. O casal tem outros dois filhos, de 38 e 30 anos.

Fonte: G1