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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Esperamos que Lula mantenha sua palavra para Crivella

A última cartada de Picciani

Depois de unir sua campanha a de Lindberg Farias, Jorge Picciani ainda tenta conseguir uma mensagem de apoio de Lula para o seu programa de TV. Hoje, Lula aparece em propagandas de Lindberg e Marcelo Crivella. Como não há um vídeo pedindo voto para os dois ao mesmo tempo, o PMDB-RJ não considera absurdo o presidente pedir votos para três candidatos ao Senado no Rio de Janeiro em inserções diferentes.

Mesmo assim, a tendência é que o pedido não seja aceito e o programa seguirá usando um vídeo de Lula elogiando Picciani em 2002.

Por Lauro Jardim

Esperamos que Lula mantenha sua palavra para Crivella

A última cartada de Picciani

Depois de unir sua campanha a de Lindberg Farias, Jorge Picciani ainda tenta conseguir uma mensagem de apoio de Lula para o seu programa de TV. Hoje, Lula aparece em propagandas de Lindberg e Marcelo Crivella. Como não há um vídeo pedindo voto para os dois ao mesmo tempo, o PMDB-RJ não considera absurdo o presidente pedir votos para três candidatos ao Senado no Rio de Janeiro em inserções diferentes.

Mesmo assim, a tendência é que o pedido não seja aceito e o programa seguirá usando um vídeo de Lula elogiando Picciani em 2002.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Presidente Lula estaria pressionando Sérgio Cabral para excluir Picciani e incluir Crivella na chapa para o Senado

O que está sendo tratado nos bastidores, aliás, nem estão mais nos bastidores, já está saindo em alguns jornais e blogs é que o presidente Lula estaria pressionando o governador Sérgio Cabral a incluir em sua chapa o Senador Marcelo Crivella. Como serão duas vagas em disputa para o Senado, o PT ficaria com uma delas, tendo como candidato o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias e a outra vaga, que está com o PMDB, tem como pré-candidato o presidente da ALERJ, Jorge Picciani. No entanto, Lula teria pedido a Cabral que sacrificasse a candidatura de Picciani, para incluir Crivella na chapa.

Picciani não abre mão e tem o controle do PMDB fluminense e com isso, na convenção, dificilmente perderia a vaga. Lula, por sua vez, trabalharia para Crivella e Lindberg.

Publicado por Guilherme

Xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Presidente Lula estaria pressionando Sérgio Cabral para excluir Picciani e incluir Crivella na chapa para o Senado

O que está sendo tratado nos bastidores, aliás, nem estão mais nos bastidores, já está saindo em alguns jornais e blogs é que o presidente Lula estaria pressionando o governador Sérgio Cabral a incluir em sua chapa o Senador Marcelo Crivella. Como serão duas vagas em disputa para o Senado, o PT ficaria com uma delas, tendo como candidato o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias e a outra vaga, que está com o PMDB, tem como pré-candidato o presidente da ALERJ, Jorge Picciani. No entanto, Lula teria pedido a Cabral que sacrificasse a candidatura de Picciani, para incluir Crivella na chapa.

Picciani não abre mão e tem o controle do PMDB fluminense e com isso, na convenção, dificilmente perderia a vaga. Lula, por sua vez, trabalharia para Crivella e Lindberg.

Publicado por Guilherme

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Segurança de Cabral é suspeito de chacina

RIO - O cabo da Polícia Militar Emerson Meirelles, acusado de ser um dos assassinos da chacina em que quatro pessoas foram mortas, no sábado, na Ilha de Guaratiba, era integrante da segurança da família do governador Sérgio Cabral, segundo uma nota enviada no domingo pelo Palácio Guanabara. O cabo, suspeito de integrar uma milícia, era lotado na Diretoria Geral de Pessoal da Polícia Militar, e foi preso por envolvimento nos assassinatos, numa guerra ligada à disputa de milicianos pelo serviço de distribuição de TV a cabo clandestina na região.

Na manhã desta segunda-feira, o governador Sergio Cabral declarou esta manhã que não conhecia o cabo da PM. Ele afirmou ainda que ficou preocupado porque o policial fazia a segurança particular de um de seus filhos. O governador disse, no entanto, que confia no trabalho realizado pelo Gabinete Militar do governo, e que foi informado de não havia nenhum tipo indício de envolvimento do cabo em crimes.

- Isso foi muto grave. Graça a Deus nossa polícia o prendeu. E se for comprovado, como me parece que tem todos os indícios, que ele participava deste tipo de atividadae e participou do cirme. Para mim, policiais que se envolvem com crime são duas vezes bandidos. Ele te que ser punido rigorosamente, sendo expulso da polícia e sendo preso - declarou Cabral, que na manhã desta segunda-feira participou da abertura do seminário "Cenários e perspectivas para o Brasil", realizado como parte das comemorações pelos 40 anos do caderno de Economia do jornal o GLOBO.

No domingo, Cabral já havia determinado rigor máximo na punição do policial, que poderá culminar em sua expulsão da PM. Ele vai responder a inquérito administrativo e Inquérito Policial Militar (IPM). Além de Emerson, seu irmão, o cabo da PM Cleiton Meirelles, lotado no Batalhão de Choque da Polícia Militar, também está preso no Batalhão Especial Prisional, em Benfica.

O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou que as investigações demonstram que o crime pode estar relacionado a uma ação de milicianos da região.

- Vamos atuar contra esses grupos, sejam eles formados por policiais civis, militares ou federais. Se confirmada a participação dos policiais na chacina, os dois suspeitos serão expulsos da corporação - disse Beltrame, acrescentando que cerca de 160 milicianos foram presos desde que assumiu a secretaria.

Sobrevivente reconheceu PMs, segundo delegado

A quarta mulher assassinada no sábado foi identificada como Raíssa, pela Polícia Civil, que ainda trabalha na identificação da vítima. De acordo com o delegado Renato Soares Vieira, titular da 43ª DP (Guaratiba), ela aparenta ter 28 anos. Os outros mortos são Flávio Augusto Silva, de 15 anos, Luana Cristina Nascimento Ramos, de 26, e Michel Barbosa, de 19. Os corpos foram encontrados no início da tarde de anteontem, na Estrada de Guaratiba, na altura do número 963. Um casal estava dentro de um fusca prateado e as outras vítimas estavam perto do veículo. No carro, foram encontradas dezenas de fichas de cobrança do serviço de TV a cabo.

Cléber Santos Moreira, que seria marido de Luana, foi baleado de raspão na cabeça, mas conseguiu fugir pela mata e foi levado ao Hospital Rocha Faria, em Campo Grande. O delegado confirmou que Cléber reconheceu os PMs e afirmou que as armas usadas pelos dois policiais serão enviadas para a perícia.

No fim de março, três homens também foram mortos a tiros após saírem de um bar na Ilha de Guaratiba. Os corpos foram encontrados perto de um carro, que pertencia ao pai de uma das vítimas.

Fonte: Antero Gomes - Extra e Simone Cândida - O Globo

Segurança de Cabral é suspeito de chacina

RIO - O cabo da Polícia Militar Emerson Meirelles, acusado de ser um dos assassinos da chacina em que quatro pessoas foram mortas, no sábado, na Ilha de Guaratiba, era integrante da segurança da família do governador Sérgio Cabral, segundo uma nota enviada no domingo pelo Palácio Guanabara. O cabo, suspeito de integrar uma milícia, era lotado na Diretoria Geral de Pessoal da Polícia Militar, e foi preso por envolvimento nos assassinatos, numa guerra ligada à disputa de milicianos pelo serviço de distribuição de TV a cabo clandestina na região.

Na manhã desta segunda-feira, o governador Sergio Cabral declarou esta manhã que não conhecia o cabo da PM. Ele afirmou ainda que ficou preocupado porque o policial fazia a segurança particular de um de seus filhos. O governador disse, no entanto, que confia no trabalho realizado pelo Gabinete Militar do governo, e que foi informado de não havia nenhum tipo indício de envolvimento do cabo em crimes.

- Isso foi muto grave. Graça a Deus nossa polícia o prendeu. E se for comprovado, como me parece que tem todos os indícios, que ele participava deste tipo de atividadae e participou do cirme. Para mim, policiais que se envolvem com crime são duas vezes bandidos. Ele te que ser punido rigorosamente, sendo expulso da polícia e sendo preso - declarou Cabral, que na manhã desta segunda-feira participou da abertura do seminário "Cenários e perspectivas para o Brasil", realizado como parte das comemorações pelos 40 anos do caderno de Economia do jornal o GLOBO.

No domingo, Cabral já havia determinado rigor máximo na punição do policial, que poderá culminar em sua expulsão da PM. Ele vai responder a inquérito administrativo e Inquérito Policial Militar (IPM). Além de Emerson, seu irmão, o cabo da PM Cleiton Meirelles, lotado no Batalhão de Choque da Polícia Militar, também está preso no Batalhão Especial Prisional, em Benfica.

O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou que as investigações demonstram que o crime pode estar relacionado a uma ação de milicianos da região.

- Vamos atuar contra esses grupos, sejam eles formados por policiais civis, militares ou federais. Se confirmada a participação dos policiais na chacina, os dois suspeitos serão expulsos da corporação - disse Beltrame, acrescentando que cerca de 160 milicianos foram presos desde que assumiu a secretaria.

Sobrevivente reconheceu PMs, segundo delegado

A quarta mulher assassinada no sábado foi identificada como Raíssa, pela Polícia Civil, que ainda trabalha na identificação da vítima. De acordo com o delegado Renato Soares Vieira, titular da 43ª DP (Guaratiba), ela aparenta ter 28 anos. Os outros mortos são Flávio Augusto Silva, de 15 anos, Luana Cristina Nascimento Ramos, de 26, e Michel Barbosa, de 19. Os corpos foram encontrados no início da tarde de anteontem, na Estrada de Guaratiba, na altura do número 963. Um casal estava dentro de um fusca prateado e as outras vítimas estavam perto do veículo. No carro, foram encontradas dezenas de fichas de cobrança do serviço de TV a cabo.

Cléber Santos Moreira, que seria marido de Luana, foi baleado de raspão na cabeça, mas conseguiu fugir pela mata e foi levado ao Hospital Rocha Faria, em Campo Grande. O delegado confirmou que Cléber reconheceu os PMs e afirmou que as armas usadas pelos dois policiais serão enviadas para a perícia.

No fim de março, três homens também foram mortos a tiros após saírem de um bar na Ilha de Guaratiba. Os corpos foram encontrados perto de um carro, que pertencia ao pai de uma das vítimas.

Fonte: Antero Gomes - Extra e Simone Cândida - O Globo

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pesquisa dá Dilma atrás de Marina em dois cenários

O tamanho do estrago feito pela senadora Marina Silva (PT-AC) na candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) finalmente vem a público, em números precisos, em 4 das 81 páginas da pesquisa que o PV encomendou em julho e só anteontem foi entregue, inteiramente tabulada, pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). No confronto direto entre Marina e Dilma, em quatro cenários, a senadora perde em um, empata em outro e ganha em dois.

A primeira dessas tabelas mostra José Serra (PSDB) com 28% das preferências e Ciro Gomes (PSB) com 16%, seguidos de Dilma (14%), Heloísa Helena (PSOL) com 13% e Marina em quinto, com 10%. Na segunda, sem Heloísa, Marina sobe e empata com Dilma em 14% (Serra lidera com 30% e Ciro fica com 22%). A virada da ex-ministra do Meio Ambiente aparece quando Ciro também é tirado da disputa. Nessa hipótese, Serra sobe para 37% e Marina vence Dilma por 24% a 16%. E na última hipótese, em que Aécio entra no lugar de Serra e Ciro continua de fora, Marina aparece em primeiro lugar com 27% das intenções de voto, contra 25% do governador mineiro e 19% de Dilma.

A pesquisa, coordenada por Antonio Lavareda, foi feita por telefone entre 22 e 23 de julho - há 20 dias, portanto - e ouviu 2 mil eleitores de todo o País. A "margem de erro máxima para os totais", como define o pesquisador, é de 2,2%. Ele recorre a essa expressão porque, segundo explicou, essa margem "pode ser maior em universos menores dentro da pesquisa". O próprio Lavareda se diz surpreso com esses resultados. "Eu e a torcida do Flamengo", afirma. O fato de ser feita por telefone, garante, não torna a consulta inferior às realizadas por outros métodos. "Veja que, nas pesquisas em domicílios, muitos moradores de apartamento ficam de fora porque o zelador não deixa entrar". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pesquisa dá Dilma atrás de Marina em dois cenários

O tamanho do estrago feito pela senadora Marina Silva (PT-AC) na candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) finalmente vem a público, em números precisos, em 4 das 81 páginas da pesquisa que o PV encomendou em julho e só anteontem foi entregue, inteiramente tabulada, pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). No confronto direto entre Marina e Dilma, em quatro cenários, a senadora perde em um, empata em outro e ganha em dois.

A primeira dessas tabelas mostra José Serra (PSDB) com 28% das preferências e Ciro Gomes (PSB) com 16%, seguidos de Dilma (14%), Heloísa Helena (PSOL) com 13% e Marina em quinto, com 10%. Na segunda, sem Heloísa, Marina sobe e empata com Dilma em 14% (Serra lidera com 30% e Ciro fica com 22%). A virada da ex-ministra do Meio Ambiente aparece quando Ciro também é tirado da disputa. Nessa hipótese, Serra sobe para 37% e Marina vence Dilma por 24% a 16%. E na última hipótese, em que Aécio entra no lugar de Serra e Ciro continua de fora, Marina aparece em primeiro lugar com 27% das intenções de voto, contra 25% do governador mineiro e 19% de Dilma.

A pesquisa, coordenada por Antonio Lavareda, foi feita por telefone entre 22 e 23 de julho - há 20 dias, portanto - e ouviu 2 mil eleitores de todo o País. A "margem de erro máxima para os totais", como define o pesquisador, é de 2,2%. Ele recorre a essa expressão porque, segundo explicou, essa margem "pode ser maior em universos menores dentro da pesquisa". O próprio Lavareda se diz surpreso com esses resultados. "Eu e a torcida do Flamengo", afirma. O fato de ser feita por telefone, garante, não torna a consulta inferior às realizadas por outros métodos. "Veja que, nas pesquisas em domicílios, muitos moradores de apartamento ficam de fora porque o zelador não deixa entrar". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Dilma atinge 16% em cenário com Serra, que se mantém estável

Ciro tem 15%; aumenta percentual dos que conhecem a ministra da Casa Civil


A primeira pesquisa realizada pelo Datafolha após a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, ter revelado que está se tratando de um câncer no sistema linfático mostra que a provável candidata do PT à Presidência segue tendência ascendente. A ministra foi a única dos possíveis candidatos que obteve variações acima da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O peessedebista José Serra continua favorito, liderando com taxas que variam de 35% a 42%, com exceção de cenário em que é incluído o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se Lula pudesse concorrer a um terceiro mandato, teria hoje 47% das intenções de voto, vantagem de 22 pontos sobre o tucano.

O levantamento também mostra que a taxa dos que declaram conhecer a ministra aumentou 12 pontos em dois meses.

O Datafolha ouviu 5.129 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 26 e 28 de maio de 2009.

Foram apresentados sete cenários aos entrevistados. Verifica-se uma tendência de crescimento da preferência por Dilma Rousseff nos três cenários no qual o nome da ministra é incluída.

No principal cenário apresentado aos entrevistados, o percentual de intenção de voto em José Serra era de 38% em março de 2008, passou a 41% em novembro, se manteve idêntico em março deste ano e volta hoje a 38%. A taxa dos que votariam em Dilma Rousseff era de 3% em março do ano passado, subiu para 8% em novembro, foi a 11% em março deste ano e chega agora a 16%. Hoje, a ministra empata com Ciro Gomes (PSB), que oscilou de 16% na pesquisa anterior para 15% no levantamento atual. Em março do ano passado Ciro tinha 20 pontos de vantagem em relação a Dilma (20% a 3%). Heloísa Helena (PSOL), que chegou a ter 14% em 2008, oscilou de 11% no levantamento anterior para 10% hoje. Votariam em branco ou anulariam o voto 13% e declaram-se indecisos 8%, percentuais idênticos aos registrados em março.

Um segundo cenário considera a hipótese de que Aécio Neves seja o candidato do PSDB à Presidência. Nesse caso, Ciro Gomes fica em primeiro lugar, com 24% das intenções de voto. Dilma fica na segunda colocação, com 19%, empatada tecnicamente com Heloísa Helena, que obtém 15% das preferências. É importante ressaltar que, como o empate se dá no limite da margem de erro, é mais provável que a ministra esteja à frente. Além disso, mais uma vez a ascensão da petista é nítida. De 4% em março do ano passado (27 pontos atrás de Ciro), ela subiu para 9% em novembro, chegou a 12% em março deste ano e atinge agora 19% (cinco pontos de desvantagem em relação ao socialista). Quase um terço (28%) dos entrevistados não mostra preferência por nenhum desses possíveis candidatos: 18% declaram que votariam em branco ou anulariam o voto, e 10% não saberiam em quem votar.

Também foi considerada uma hipótese com os nomes de José Serra e Aécio Neves – nesse caso, um dos dois teria de mudar de partido. Esse cenário foi testado três vezes: em novembro do ano passado, Serra tinha 36% das intenções de voto. Em março deste ano, oscilou para 35%, percentual que mantém hoje. Ciro Gomes obteve 14% nas três pesquisas. Já o percentual de preferência por Dilma Rousseff dobrou de novembro para hoje: era de 7%, subiu para 11% em março e chega agora a 14%. Heloísa Helena obteve 13% no primeiro levantamento, oscilou para 12% no segundo e tem hoje 10% das preferências. Aécio Neves, que tinha 12% nos dois primeiros levantamentos, caiu para 9%.

A pesquisa mostra que, hoje, apenas um nome teria condições de bater José Serra: o atual presidente, Lula, que precisaria de uma mudança na lei eleitoral para poder concorrer a um terceiro mandato.

Lula atinge 47% das intenções de voto, uma vantagem de 22 pontos em relação ao tucano, que obtém 25% das preferências. Ciro Gomes (8%) e Heloísa Helena (7%) ficam bem atrás.

Também foram testados como possíveis candidatos do PT os ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Fernando Haddad (Educação) e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Os três ficam em último lugar nos cenários dos quais participam.

No cenário com Palocci, Serra obtém 41% das intenções de voto, Ciro Gomes atinge 18% e, Heloísa Helena, 14%. Apenas 3% votariam no ex-ministro.

Quando Haddad é o representante do PT, Serra, mais uma vez, fica com 41%, seguido por Ciro Gomes (19%) e Heloísa Helena (14%). O ministro da Educação atinge 2% das preferências. Esse percentual é idêntico ao obtido por Patrus Ananias, que, como ocorre nos outros cenários, é superado pelo governador de São Paulo (42%), pelo possível candidato socialista (18%) e pela provável candidata do PSOL (14%).

Levando-se em consideração o cenário principal da pesquisa, verifica-se que, entre os brasileiros com nível superior de escolaridade, a diferença entre Serra e Dilma é de 11 pontos percentuais, metade da registrada nacionalmente: nesse estrato, o tucano tem 33% (cinco pontos percentuais abaixo de sua média nacional) e a petista atinge 22% (seis pontos acima da média).

Algo semelhante ocorre entre os que têm renda familiar acima de 10 salários mínimos. Nesse segmento, Serra tem 34% (quatro pontos abaixo da média) e Dilma fica com 23% (sete pontos acima da média).

Entre os que moram no Nordeste, a diferença é de dez pontos percentuais: 29% para Serra, 19% para Dilma.

Entre os brasileiros que declaram ter tomado conhecimento da doença de Dilma Rousseff, a ministra atinge 22% das intenções de voto, taxa seis pontos superior à média que ela obtém nacionalmente. Nesse segmento, José Serra tem 35% das preferências. Entre os que se dizem bem informados sobre o problema de saúde da ministra ocorre empate: 32% dizem que vão votar na petista, ante 30% que preferem o tucano.

Dizem, espontaneamente, que gostariam de votar pela reeleição de Lula em 2010, 27% dos brasileiros. Eram 25% em março. O favorito José Serra é citado de maneira espontânea por 5%. Dilma Rousseff é mencionada por 4% e Aécio Neves obtém 2% de menções espontâneas. Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Heloísa Helena atingem 1% de menções espontâneas, cada.









Taxa dos que declaram conhecer Dilma Rousseff aumenta 12 pontos em dois meses

O crescimento da força eleitoral de Dilma Rousseff é acompanhada pelo aumento no percentual de brasileiros que dizem conhecê-la. Em março, 53% dos brasileiros diziam conhecer a ministra, dos quais 12% se declaravam bem informados a respeito dela. Hoje, a taxa dos que afirmam conhecer a petista é 12 pontos maior, tendo chegado a 65%, sendo que 21% se consideram bem informados a respeito da possível candidata a presidente.

O percentual dos que dizem conhecer Dilma, hoje, é ligeiramente superior ao dos que declaram conhecer o tucano Aécio Neves (oscilou de 62% para 61%).

Assim como ocorreu com Aécio, as taxas de conhecimento dos demais candidatos oscilaram dentro da margem de erro.

José Serra é o provável candidato à Presidência mais conhecido pelos brasileiros: 95% dos entrevistados afirmam conhecê-lo, mesma taxa registrada em março. O peessedebista tem taxa parecida com a obtida pelo presidente Lula, conhecido por 98%; o petista não foi incluído na pesquisa anterior. O percentual dos que dizem conhecer Ciro Gomes oscilou de 86% em março para 88% hoje e a taxa dos que afirmam conhecer Heloísa Helena variou de 72% para 73%.

O ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, é conhecido por 55%. Os outros dois petistas incluídos no levantamento são os menos conhecidos pela população. Apenas 17% declaram conhecer Patrus Ananias, e 16% dizem saber quem é Fernando Haddad.


Para 81%, ministra agiu bem ao se pronunciar sobre tratamento

Chega a 81% a taxa de brasileiros que acham que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, agiu bem ao anunciar publicamente que está se tratando de um câncer no sistema linfático.

A maioria (65%) dos brasileiros diz ter tomado conhecimento da doença de Dilma. Desses, 23% declaram estar bem informados, 32% se consideram mais ou menos informados e 10% se dizem mal informados a respeito. O percentual dos que dizem ter tomado conhecimento desse problema de saúde entre os que têm intenção de votar na ministra varia de 84% a 88%, dependendo do cenário.

Sabem dizer que Dilma está se tratando de um câncer linfático ou linfoma 13%; dizem que se trata de um câncer, sem especificar qual, 64%. Cerca de um quinto (19%) não sabe dizer que de doença a ministra está se tratando.


Honestidade, experiência e passado político são características mais valorizadas em candidato a presidente

Na hora de escolher um candidato a presidente a maioria dos brasileiros valoriza honestidade, experiência administrativa e passado político. Para 92% é muito importante que o candidato nunca tenha se envolvido em casos de corrupção, 85% dão muita importância ao fato dele ter experiência administrativa e75% consideram de vital importância que ele tenha um passado político conhecido.

Na opinião de 45% é muito importante que o candidato à Presidência não tenha problemas de saúde; 19% acham esse aspecto um pouco importante e 34% não dão importância às condições de saúde do candidato. Entre os que têm intenção de votar na ministra Dilma Rousseff, que anunciou publicamente estar se tratando de um câncer no sistema linfático, a taxa dos que dizem não dar importância à saúde do candidato na hora do voto varia de 40% a 42%, dependendo do cenário pesquisado.

A parcela dos que acham muito (31%) ou um pouco (18%) importante que o candidato seja religioso empata com a dos que não dão importância a esse aspecto (49%).

Cerca de um terço (29%) acha muito importante que o candidato a presidente seja casado; 15% consideram tal característica um pouco importante. A maior parte (54%) não dá importância ao estado conjugal ou civil do candidato.

A maioria dos entrevistados não dá importância ao fato do candidato ser pobre (73%) ou rico (79%), homem (70%) ou mulher (71%).

O apoio do presidente Lula a um candidato a presidente nas eleições do ano que vem poderia levar 41% dos brasileiros a votar nesse candidato. Essa taxa é idêntica à dos que se dizem indiferentes ao apoio do petista. Apenas 13% afirmam que rejeitariam um candidato que tivesse o aval de Lula. Entre os que têm intenção de votar na ministra Dilma Rousseff, candidata do presidente, chega a 69% a taxa dos que afirmam que o apoio do petista poderia ser um fator positivo a se levar em conta na hora do voto.


Aumenta apoio a direito de Lula concorrer a terceiro mandato

Para 47% dos brasileiros a lei eleitoral deveria ser mudada para que o presidente Lula tenha o direito de concorrer a um terceiro mandato na próxima eleição. Esse percentual empata com o dos que são contra a mudança na lei (49%). A pesquisa anterior sobre o tema, realizada em novembro de 2007, mostrava ampla vantagem para os que se posicionavam contra o direito a um terceiro mandato (65% a 31%). Em relação àquele levantamento, a taxa dos que eram a favor da preservação da lei caiu 16 pontos percentuais; a dos que acham que o petista deve ser habilitado a concorrer pela terceira vez consecutiva ao Planalto teve idêntica variação percentual, no sentido inverso, ou seja, subiu 16 pontos.

Entre os que aprovam o desempenho do presidente 59% acham que a lei deveria ser modificada para que Lula concorra mais uma vez à Presidência em 2010, ante 37% que acham que ela deveria ficar como está. A opinião de que Lula deve ser impedido de tentar um terceiro mandato na próxima eleição presidencial é de 72% entre os que acham que ele vem fazendo um governo regular e chega a 91% entre os que reprovam seu desempenho.

Mesmo os brasileiros que têm intenção de votar em Dilma Rousseff, candidata publicamente apoiada por Lula, apóiam, em sua maioria (61% deles), que a lei seja alterada para que o presidente concorra novamente no ano que vem.

Quando se pergunta, de maneira geral, sem mencionar especificamente o atual ocupante do cargo, se os presidentes da República teriam o direito de concorrer a um terceiro mandato, 49% se mostram favoráveis, percentual 15 pontos superior à registrada em novembro de 2007. A taxa dos que acham que os presidentes não deveriam ter esse direito caiu de 63% para 48% (15 pontos).

A maioria continua sendo contra o direito de que prefeitos (60%) e governadores (58%) concorram a um terceiro mandato. Porém, também houve aumento nas taxas dos que apóiam essa chance, tanto para os chefes do Poder Executivo Municipal (de 30% para 35%), quanto para os que chefiam o Executivo Estadual (de 31% para 38%).


São Paulo, 29 de maio de 2009.

Dilma atinge 16% em cenário com Serra, que se mantém estável

Ciro tem 15%; aumenta percentual dos que conhecem a ministra da Casa Civil


A primeira pesquisa realizada pelo Datafolha após a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, ter revelado que está se tratando de um câncer no sistema linfático mostra que a provável candidata do PT à Presidência segue tendência ascendente. A ministra foi a única dos possíveis candidatos que obteve variações acima da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O peessedebista José Serra continua favorito, liderando com taxas que variam de 35% a 42%, com exceção de cenário em que é incluído o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se Lula pudesse concorrer a um terceiro mandato, teria hoje 47% das intenções de voto, vantagem de 22 pontos sobre o tucano.

O levantamento também mostra que a taxa dos que declaram conhecer a ministra aumentou 12 pontos em dois meses.

O Datafolha ouviu 5.129 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 26 e 28 de maio de 2009.

Foram apresentados sete cenários aos entrevistados. Verifica-se uma tendência de crescimento da preferência por Dilma Rousseff nos três cenários no qual o nome da ministra é incluída.

No principal cenário apresentado aos entrevistados, o percentual de intenção de voto em José Serra era de 38% em março de 2008, passou a 41% em novembro, se manteve idêntico em março deste ano e volta hoje a 38%. A taxa dos que votariam em Dilma Rousseff era de 3% em março do ano passado, subiu para 8% em novembro, foi a 11% em março deste ano e chega agora a 16%. Hoje, a ministra empata com Ciro Gomes (PSB), que oscilou de 16% na pesquisa anterior para 15% no levantamento atual. Em março do ano passado Ciro tinha 20 pontos de vantagem em relação a Dilma (20% a 3%). Heloísa Helena (PSOL), que chegou a ter 14% em 2008, oscilou de 11% no levantamento anterior para 10% hoje. Votariam em branco ou anulariam o voto 13% e declaram-se indecisos 8%, percentuais idênticos aos registrados em março.

Um segundo cenário considera a hipótese de que Aécio Neves seja o candidato do PSDB à Presidência. Nesse caso, Ciro Gomes fica em primeiro lugar, com 24% das intenções de voto. Dilma fica na segunda colocação, com 19%, empatada tecnicamente com Heloísa Helena, que obtém 15% das preferências. É importante ressaltar que, como o empate se dá no limite da margem de erro, é mais provável que a ministra esteja à frente. Além disso, mais uma vez a ascensão da petista é nítida. De 4% em março do ano passado (27 pontos atrás de Ciro), ela subiu para 9% em novembro, chegou a 12% em março deste ano e atinge agora 19% (cinco pontos de desvantagem em relação ao socialista). Quase um terço (28%) dos entrevistados não mostra preferência por nenhum desses possíveis candidatos: 18% declaram que votariam em branco ou anulariam o voto, e 10% não saberiam em quem votar.

Também foi considerada uma hipótese com os nomes de José Serra e Aécio Neves – nesse caso, um dos dois teria de mudar de partido. Esse cenário foi testado três vezes: em novembro do ano passado, Serra tinha 36% das intenções de voto. Em março deste ano, oscilou para 35%, percentual que mantém hoje. Ciro Gomes obteve 14% nas três pesquisas. Já o percentual de preferência por Dilma Rousseff dobrou de novembro para hoje: era de 7%, subiu para 11% em março e chega agora a 14%. Heloísa Helena obteve 13% no primeiro levantamento, oscilou para 12% no segundo e tem hoje 10% das preferências. Aécio Neves, que tinha 12% nos dois primeiros levantamentos, caiu para 9%.

A pesquisa mostra que, hoje, apenas um nome teria condições de bater José Serra: o atual presidente, Lula, que precisaria de uma mudança na lei eleitoral para poder concorrer a um terceiro mandato.

Lula atinge 47% das intenções de voto, uma vantagem de 22 pontos em relação ao tucano, que obtém 25% das preferências. Ciro Gomes (8%) e Heloísa Helena (7%) ficam bem atrás.

Também foram testados como possíveis candidatos do PT os ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Fernando Haddad (Educação) e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Os três ficam em último lugar nos cenários dos quais participam.

No cenário com Palocci, Serra obtém 41% das intenções de voto, Ciro Gomes atinge 18% e, Heloísa Helena, 14%. Apenas 3% votariam no ex-ministro.

Quando Haddad é o representante do PT, Serra, mais uma vez, fica com 41%, seguido por Ciro Gomes (19%) e Heloísa Helena (14%). O ministro da Educação atinge 2% das preferências. Esse percentual é idêntico ao obtido por Patrus Ananias, que, como ocorre nos outros cenários, é superado pelo governador de São Paulo (42%), pelo possível candidato socialista (18%) e pela provável candidata do PSOL (14%).

Levando-se em consideração o cenário principal da pesquisa, verifica-se que, entre os brasileiros com nível superior de escolaridade, a diferença entre Serra e Dilma é de 11 pontos percentuais, metade da registrada nacionalmente: nesse estrato, o tucano tem 33% (cinco pontos percentuais abaixo de sua média nacional) e a petista atinge 22% (seis pontos acima da média).

Algo semelhante ocorre entre os que têm renda familiar acima de 10 salários mínimos. Nesse segmento, Serra tem 34% (quatro pontos abaixo da média) e Dilma fica com 23% (sete pontos acima da média).

Entre os que moram no Nordeste, a diferença é de dez pontos percentuais: 29% para Serra, 19% para Dilma.

Entre os brasileiros que declaram ter tomado conhecimento da doença de Dilma Rousseff, a ministra atinge 22% das intenções de voto, taxa seis pontos superior à média que ela obtém nacionalmente. Nesse segmento, José Serra tem 35% das preferências. Entre os que se dizem bem informados sobre o problema de saúde da ministra ocorre empate: 32% dizem que vão votar na petista, ante 30% que preferem o tucano.

Dizem, espontaneamente, que gostariam de votar pela reeleição de Lula em 2010, 27% dos brasileiros. Eram 25% em março. O favorito José Serra é citado de maneira espontânea por 5%. Dilma Rousseff é mencionada por 4% e Aécio Neves obtém 2% de menções espontâneas. Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Heloísa Helena atingem 1% de menções espontâneas, cada.









Taxa dos que declaram conhecer Dilma Rousseff aumenta 12 pontos em dois meses

O crescimento da força eleitoral de Dilma Rousseff é acompanhada pelo aumento no percentual de brasileiros que dizem conhecê-la. Em março, 53% dos brasileiros diziam conhecer a ministra, dos quais 12% se declaravam bem informados a respeito dela. Hoje, a taxa dos que afirmam conhecer a petista é 12 pontos maior, tendo chegado a 65%, sendo que 21% se consideram bem informados a respeito da possível candidata a presidente.

O percentual dos que dizem conhecer Dilma, hoje, é ligeiramente superior ao dos que declaram conhecer o tucano Aécio Neves (oscilou de 62% para 61%).

Assim como ocorreu com Aécio, as taxas de conhecimento dos demais candidatos oscilaram dentro da margem de erro.

José Serra é o provável candidato à Presidência mais conhecido pelos brasileiros: 95% dos entrevistados afirmam conhecê-lo, mesma taxa registrada em março. O peessedebista tem taxa parecida com a obtida pelo presidente Lula, conhecido por 98%; o petista não foi incluído na pesquisa anterior. O percentual dos que dizem conhecer Ciro Gomes oscilou de 86% em março para 88% hoje e a taxa dos que afirmam conhecer Heloísa Helena variou de 72% para 73%.

O ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, é conhecido por 55%. Os outros dois petistas incluídos no levantamento são os menos conhecidos pela população. Apenas 17% declaram conhecer Patrus Ananias, e 16% dizem saber quem é Fernando Haddad.


Para 81%, ministra agiu bem ao se pronunciar sobre tratamento

Chega a 81% a taxa de brasileiros que acham que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, agiu bem ao anunciar publicamente que está se tratando de um câncer no sistema linfático.

A maioria (65%) dos brasileiros diz ter tomado conhecimento da doença de Dilma. Desses, 23% declaram estar bem informados, 32% se consideram mais ou menos informados e 10% se dizem mal informados a respeito. O percentual dos que dizem ter tomado conhecimento desse problema de saúde entre os que têm intenção de votar na ministra varia de 84% a 88%, dependendo do cenário.

Sabem dizer que Dilma está se tratando de um câncer linfático ou linfoma 13%; dizem que se trata de um câncer, sem especificar qual, 64%. Cerca de um quinto (19%) não sabe dizer que de doença a ministra está se tratando.


Honestidade, experiência e passado político são características mais valorizadas em candidato a presidente

Na hora de escolher um candidato a presidente a maioria dos brasileiros valoriza honestidade, experiência administrativa e passado político. Para 92% é muito importante que o candidato nunca tenha se envolvido em casos de corrupção, 85% dão muita importância ao fato dele ter experiência administrativa e75% consideram de vital importância que ele tenha um passado político conhecido.

Na opinião de 45% é muito importante que o candidato à Presidência não tenha problemas de saúde; 19% acham esse aspecto um pouco importante e 34% não dão importância às condições de saúde do candidato. Entre os que têm intenção de votar na ministra Dilma Rousseff, que anunciou publicamente estar se tratando de um câncer no sistema linfático, a taxa dos que dizem não dar importância à saúde do candidato na hora do voto varia de 40% a 42%, dependendo do cenário pesquisado.

A parcela dos que acham muito (31%) ou um pouco (18%) importante que o candidato seja religioso empata com a dos que não dão importância a esse aspecto (49%).

Cerca de um terço (29%) acha muito importante que o candidato a presidente seja casado; 15% consideram tal característica um pouco importante. A maior parte (54%) não dá importância ao estado conjugal ou civil do candidato.

A maioria dos entrevistados não dá importância ao fato do candidato ser pobre (73%) ou rico (79%), homem (70%) ou mulher (71%).

O apoio do presidente Lula a um candidato a presidente nas eleições do ano que vem poderia levar 41% dos brasileiros a votar nesse candidato. Essa taxa é idêntica à dos que se dizem indiferentes ao apoio do petista. Apenas 13% afirmam que rejeitariam um candidato que tivesse o aval de Lula. Entre os que têm intenção de votar na ministra Dilma Rousseff, candidata do presidente, chega a 69% a taxa dos que afirmam que o apoio do petista poderia ser um fator positivo a se levar em conta na hora do voto.


Aumenta apoio a direito de Lula concorrer a terceiro mandato

Para 47% dos brasileiros a lei eleitoral deveria ser mudada para que o presidente Lula tenha o direito de concorrer a um terceiro mandato na próxima eleição. Esse percentual empata com o dos que são contra a mudança na lei (49%). A pesquisa anterior sobre o tema, realizada em novembro de 2007, mostrava ampla vantagem para os que se posicionavam contra o direito a um terceiro mandato (65% a 31%). Em relação àquele levantamento, a taxa dos que eram a favor da preservação da lei caiu 16 pontos percentuais; a dos que acham que o petista deve ser habilitado a concorrer pela terceira vez consecutiva ao Planalto teve idêntica variação percentual, no sentido inverso, ou seja, subiu 16 pontos.

Entre os que aprovam o desempenho do presidente 59% acham que a lei deveria ser modificada para que Lula concorra mais uma vez à Presidência em 2010, ante 37% que acham que ela deveria ficar como está. A opinião de que Lula deve ser impedido de tentar um terceiro mandato na próxima eleição presidencial é de 72% entre os que acham que ele vem fazendo um governo regular e chega a 91% entre os que reprovam seu desempenho.

Mesmo os brasileiros que têm intenção de votar em Dilma Rousseff, candidata publicamente apoiada por Lula, apóiam, em sua maioria (61% deles), que a lei seja alterada para que o presidente concorra novamente no ano que vem.

Quando se pergunta, de maneira geral, sem mencionar especificamente o atual ocupante do cargo, se os presidentes da República teriam o direito de concorrer a um terceiro mandato, 49% se mostram favoráveis, percentual 15 pontos superior à registrada em novembro de 2007. A taxa dos que acham que os presidentes não deveriam ter esse direito caiu de 63% para 48% (15 pontos).

A maioria continua sendo contra o direito de que prefeitos (60%) e governadores (58%) concorram a um terceiro mandato. Porém, também houve aumento nas taxas dos que apóiam essa chance, tanto para os chefes do Poder Executivo Municipal (de 30% para 35%), quanto para os que chefiam o Executivo Estadual (de 31% para 38%).


São Paulo, 29 de maio de 2009.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Oposição vai recorrer hoje do arquivamento das denúncias contra Sarney

Informa a Folha:

“A oposição vai recorrer nesta segunda-feira contra o arquivamento sumário de todas as acusações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que chegaram ao Conselho de Ética da Casa. DEM e PSDB prometem apresentar um recurso conjunto contra a decisão do presidente do conselho, Paulo Duque (PMDB-RJ), que arquivou 11 denúncias e representações contra Sarney na semana passada”.

Os membros da oposição esperam que o PT apóie, para não ficar mal com o eleitorado, pelo menos um dos recursos. Se isso ocorrer, a investigação de uma das denúncias será iniciada.

A oposição vê nesta única investigação uma boa chance de retirar Sarney. O PT ajudar a aprovar este recurso solitário pois quer menos desgaste junto à opinião pública de olho em 2010. O governo terá que engolir, afinal, não quer também que os petistas sejam expurgados do Congresso em 2010.

E o PMDB? Bem, o PMDB tem a falta de vergonha na cara de defender que todos os recursos sejam negados. Sem exceção. E a opinião pública que esperneie.

Se o PMDB, com métodos nada salutares, convencer o PT a fazer vista grossa, a oposição recorrerá ao Plenário da Casa.

Oposição vai recorrer hoje do arquivamento das denúncias contra Sarney

Informa a Folha:

“A oposição vai recorrer nesta segunda-feira contra o arquivamento sumário de todas as acusações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que chegaram ao Conselho de Ética da Casa. DEM e PSDB prometem apresentar um recurso conjunto contra a decisão do presidente do conselho, Paulo Duque (PMDB-RJ), que arquivou 11 denúncias e representações contra Sarney na semana passada”.

Os membros da oposição esperam que o PT apóie, para não ficar mal com o eleitorado, pelo menos um dos recursos. Se isso ocorrer, a investigação de uma das denúncias será iniciada.

A oposição vê nesta única investigação uma boa chance de retirar Sarney. O PT ajudar a aprovar este recurso solitário pois quer menos desgaste junto à opinião pública de olho em 2010. O governo terá que engolir, afinal, não quer também que os petistas sejam expurgados do Congresso em 2010.

E o PMDB? Bem, o PMDB tem a falta de vergonha na cara de defender que todos os recursos sejam negados. Sem exceção. E a opinião pública que esperneie.

Se o PMDB, com métodos nada salutares, convencer o PT a fazer vista grossa, a oposição recorrerá ao Plenário da Casa.

domingo, 9 de agosto de 2009

Crise na polícia Operação na Rocinha teria sido feita sem o conhecimento da Polícia Civil e MP para encontrar corpo de engenheira - RJ

RIO - Um esquema surpreendente montado nesta sexta-feira pela Polícia Militar para tentar dar uma reviravolta no caso da engenheira Patrícia Amieiro Franco, de 24 anos, desaparecida em junho de 2008 na Barra da Tijuca, desencadeou uma crise entre a instituição e a Polícia Civil. Sem avisar ao Ministério Público e à Polícia Civil, o serviço reservado (P-2) do 31º BPM (Recreio) encontrou uma suposta testemunha, chegando à versão de que a engenheira foi assassinada na Favela da Rocinha por traficantes e que era usuária de drogas. A mudança nos rumos da investigação ocorre justamente às vésperas de os quatro PMs acusados do crime, integrantes do mesmo quartel que apura o sumiço dela, participarem de uma audiência de instrução e julgamento - marcada para a próxima sexta-feira, no Fórum do Rio.

A PM encontrou a testemunha-chave por acaso. Na semana passada, o flanelinha Thiago Afonso Ferreira, de 22 anos, teve uma discussão com uma juíza na Barra e foi levado para a 16ª DP (Barra da Tijuca). Ao término do depoimento, Thiago teria pedido carona aos PMs, acabando por revelar que sabia onde estava o corpo de Patrícia. Thiago teria visto quando o carro da engenheira saiu da pista, bateu num poste e caiu nas pedras do Canal de Marapendi, por volta das 5h30m do dia 14 de junho do ano passado. Ele conta, em depoimento a policiais do 31º BPM, que na hora estava com quatro pessoas na festa de aniversário de um amigo, embaixo do viaduto que dá acesso à Barra, próximo ao Terminal Rodoviário da Praia dos Amores.

Surpreendentemente, os dois amigos de Thiago que estavam na festa, identificados por ele como Clei e Patrick, mototaxistas da Rocinha, lhe contaram que viram Patrícia na favela, antes do acidente, em companhia de um homem, dentro do carro, em frente à boca de fumo na Rua Ápia. Os amigos do flanelinha teriam lhe dito que um outro mototaxista, conhecido como Bim, se aproximou e mandou que Patrícia saísse. Um outro bandido teria levado a engenheira, num carro de cor escura, para o alto do morro, enquanto Bim ficara encarregado de dar sumiço no veículo. O corpo dela teria sido visto por Patrick na localidade conhecida como Hotel Esqueleto, o mesmo local onde fuzis roubados do Exército foram recuperados em 2006.

Com a finalidade de encontrar a ossada de Patrícia, até o Batalhão de Operação Especiais (Bope) foi mobilizado, nesta sexta-feira, para dar apoio ao 31º BPM.Além da tropa de elite, participaram da operação a Companhia de Cães, o Batalhão Florestal e o próprio 31º BPM, contando ainda com o auxílio de dois blindados e dois helicópteros da PM. Ao todo, foi mobilizado um efetivo de cem homens.

Crise na polícia Operação na Rocinha teria sido feita sem o conhecimento da Polícia Civil e MP para encontrar corpo de engenheira - RJ

RIO - Um esquema surpreendente montado nesta sexta-feira pela Polícia Militar para tentar dar uma reviravolta no caso da engenheira Patrícia Amieiro Franco, de 24 anos, desaparecida em junho de 2008 na Barra da Tijuca, desencadeou uma crise entre a instituição e a Polícia Civil. Sem avisar ao Ministério Público e à Polícia Civil, o serviço reservado (P-2) do 31º BPM (Recreio) encontrou uma suposta testemunha, chegando à versão de que a engenheira foi assassinada na Favela da Rocinha por traficantes e que era usuária de drogas. A mudança nos rumos da investigação ocorre justamente às vésperas de os quatro PMs acusados do crime, integrantes do mesmo quartel que apura o sumiço dela, participarem de uma audiência de instrução e julgamento - marcada para a próxima sexta-feira, no Fórum do Rio.

A PM encontrou a testemunha-chave por acaso. Na semana passada, o flanelinha Thiago Afonso Ferreira, de 22 anos, teve uma discussão com uma juíza na Barra e foi levado para a 16ª DP (Barra da Tijuca). Ao término do depoimento, Thiago teria pedido carona aos PMs, acabando por revelar que sabia onde estava o corpo de Patrícia. Thiago teria visto quando o carro da engenheira saiu da pista, bateu num poste e caiu nas pedras do Canal de Marapendi, por volta das 5h30m do dia 14 de junho do ano passado. Ele conta, em depoimento a policiais do 31º BPM, que na hora estava com quatro pessoas na festa de aniversário de um amigo, embaixo do viaduto que dá acesso à Barra, próximo ao Terminal Rodoviário da Praia dos Amores.

Surpreendentemente, os dois amigos de Thiago que estavam na festa, identificados por ele como Clei e Patrick, mototaxistas da Rocinha, lhe contaram que viram Patrícia na favela, antes do acidente, em companhia de um homem, dentro do carro, em frente à boca de fumo na Rua Ápia. Os amigos do flanelinha teriam lhe dito que um outro mototaxista, conhecido como Bim, se aproximou e mandou que Patrícia saísse. Um outro bandido teria levado a engenheira, num carro de cor escura, para o alto do morro, enquanto Bim ficara encarregado de dar sumiço no veículo. O corpo dela teria sido visto por Patrick na localidade conhecida como Hotel Esqueleto, o mesmo local onde fuzis roubados do Exército foram recuperados em 2006.

Com a finalidade de encontrar a ossada de Patrícia, até o Batalhão de Operação Especiais (Bope) foi mobilizado, nesta sexta-feira, para dar apoio ao 31º BPM.Além da tropa de elite, participaram da operação a Companhia de Cães, o Batalhão Florestal e o próprio 31º BPM, contando ainda com o auxílio de dois blindados e dois helicópteros da PM. Ao todo, foi mobilizado um efetivo de cem homens.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Paulo Duque informa na quarta-feira se aceita investigações contra Sarney

[Foto: presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, senador Paulo Duque (PMDB-RJ)]

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), convocou reunião do colegiado para as 15h desta quarta-feira (5), quando deverá se pronunciar se aceita ou não representações e denúncias contra o senador José Sarney (PMDB-AP). Na mesma reunião, deverá ser eleito o vice-presidente do Conselho.

Duas representações do PSOL e três denúncias do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) foram apresentadas no dia 15 de julho, dois dias antes do início do recesso. Pelo regimento, o presidente do Conselho tem cinco dias úteis para manifestar se aceita ou não as denúncias e representações - não são contados os dias de recesso.

Durante o recesso, o PSOL protocolou uma terceira representação e o PSDB apresentou três. Além disso, o senador Arthur Virgílio protocolou outras três denúncias para que seja investigado o presidente do Senado, duas delas assinadas com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

As ações protocoladas antes do recesso pedem investigações e questionam Sarney por conta dos chamados "atos administrativos secretos" do Senado, denúncias de desvio de verbas da Fundação José Sarney e empréstimos consignados concedidos a servidores do Senado com a interveniência de uma empresa do neto do presidente da Casa e a declarações de Sarney em plenário sobre sua participação na Fundação.

Nas representações propostas durante o recesso parlamentar, o PSDB pede em linhas gerais as mesmas providências que o senador Arthur Virgílio havia solicitado nas denúncias protocoladas no dia 15 de julho. Já a terceira representação do PSOL solicita que sejam investigadas denúncias de que a Fundação José Sarney seria responsável pelo desvio de cerca de R$ 500 mil recebidos da Petrobras a título de patrocínio cultura. Pede ainda a abertura de investigações sobre a notícia de que Sarney não teria declarado à Justiça Eleitoral uma casa onde mora em Brasília.

Da Redação / Agência Senado

Paulo Duque informa na quarta-feira se aceita investigações contra Sarney

[Foto: presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, senador Paulo Duque (PMDB-RJ)]

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), convocou reunião do colegiado para as 15h desta quarta-feira (5), quando deverá se pronunciar se aceita ou não representações e denúncias contra o senador José Sarney (PMDB-AP). Na mesma reunião, deverá ser eleito o vice-presidente do Conselho.

Duas representações do PSOL e três denúncias do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) foram apresentadas no dia 15 de julho, dois dias antes do início do recesso. Pelo regimento, o presidente do Conselho tem cinco dias úteis para manifestar se aceita ou não as denúncias e representações - não são contados os dias de recesso.

Durante o recesso, o PSOL protocolou uma terceira representação e o PSDB apresentou três. Além disso, o senador Arthur Virgílio protocolou outras três denúncias para que seja investigado o presidente do Senado, duas delas assinadas com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

As ações protocoladas antes do recesso pedem investigações e questionam Sarney por conta dos chamados "atos administrativos secretos" do Senado, denúncias de desvio de verbas da Fundação José Sarney e empréstimos consignados concedidos a servidores do Senado com a interveniência de uma empresa do neto do presidente da Casa e a declarações de Sarney em plenário sobre sua participação na Fundação.

Nas representações propostas durante o recesso parlamentar, o PSDB pede em linhas gerais as mesmas providências que o senador Arthur Virgílio havia solicitado nas denúncias protocoladas no dia 15 de julho. Já a terceira representação do PSOL solicita que sejam investigadas denúncias de que a Fundação José Sarney seria responsável pelo desvio de cerca de R$ 500 mil recebidos da Petrobras a título de patrocínio cultura. Pede ainda a abertura de investigações sobre a notícia de que Sarney não teria declarado à Justiça Eleitoral uma casa onde mora em Brasília.

Da Redação / Agência Senado

terça-feira, 21 de julho de 2009

Sobre Sarney e Vitorino Freire

Terça-feira, 21 de Julho de 2009

Emilio Azevedo*



Diz a sabedoria popular que uma mentira repetida mil vezes acaba se tornando verdade. No Maranhão, costuma-se repetir com insistência que José Sarney derrotou Vitorino Freire(foto al lado). Trata-se de uma afirmação que não condiz com a verdade. Nunca houve entre os dois um combate direto e definitivo. Algo que justificasse a tese da vitória de um sobre o outro.

 Narrarei aqui fatos históricos que apontam que o correto seria dizer que José Sarney apenas substituiu Vitorino Freire no comando da atrasada política maranhense. E substituir, mesmo que a contragosto do substituído, é muito diferente de derrotar.

 Primeiro é preciso ficar claro que Sarney é um produto do chamado vitorinismo. Ele começou na política maranhense protegido pelo pai, o desembargador Sarney Costa, amigo de Vitorino Freire e presidente do TRE, num período em que as eleições no Maranhão eram marcadas por enormes fraudes eleitorais, montados para ajudar os candidatos do vitorinismo.

 Em 1965 Sarney se elege governador do Maranhão iniciando ali a construção do seu próprio esquema de poder. Disputaram o governo naquela eleição três candidatos. Todos nascidos dentro PSD, isto é, no esquema vitorinista. Coincidentemente, nenhum dos três foi lançado pelo próprio Vitorino Freire, que chegou naquela eleição politicamente fraco, rompido com o então governador Newton Belo e sem o controle do PSD, o partido que simbolizava o seu poder no Maranhão. 

Os concorrentes de Sarney naquela eleição foram Renato Archer e Costa Rodrigues. Sem força para lançar um candidato de sua confiança, Vitorino acabou, por exclusão e sem entusiasmo, apoiando Renato. Um apoio que visava mais atrapalhar a candidatura de Costa Rodrigues (lançada por Newton Belo) do que propriamente ajudar Renato Archer a ganhar a eleição.

Newton e Vitorino travaram ali uma grande batalha pelo controle do PSD. Ao final não houve vencedor e o PSD ficou impedido de participar da eleição de 65, com Vitorino e Newton tendo que procurar outros partidos para poder participar daquele pleito.

 As chamadas Oposições Coligadas, grupo que reunia os adversários históricos de Vitorino, tinham no deputado federal Neiva Moreira uma opção para aquela disputa ao governo. Mas Neiva foi cassado pela ditadura e teve que ir para o exílio.

Diante da falta de alternativa a oposição decidiu apoiar Sarney, que havia sido um dos primeiros a brigar com o governador Newton Belo. Para que o apoio a Sarney fosse formalizado tiveram que ser superadas sérias divergências do passado, quando Sarney foi publicamente acusado por essa mesma oposição de ser beneficiado pela fraude eleitoral orquestrada por seu pai.

 Mas as Oposições Coligadas serviram para Sarney apenas como moldura. Ele ganhou aquela eleição de 1965 por conta do esfacelamento do PSD e, principalmente, do apoio que recebeu da ditadura militar instalada no Brasil no ano anterior. Foi a ditadura que determinou a vitória dele. Durante a campanha vieram vários generais e coronéis ao Maranhão a fim de garantir sua eleição. Até o acordo com a aposição maranhense foi articulado pelos militares golpistas.

 E se quem ganhou foi Sarney, quem perdeu foi o governador Newton Belo, que teve contra si na campanha Vitorino Freire e Sarney, seus antigos aliados. No início da gestão de Newton Belo, Sarney tinha cargos no governo, inclusive uma irmã, Conceição Sarney, que era da assessoria direta do governador. Newton Belo pagou um preço alto por suas posições e por ter isolado Vitorino Freire. Pressionado pela ditadura militar ele viu, ao final, as candidaturas de Sarney e Renato Archer trabalhando em sintonia contra Costa Rodrigues. Perdida a eleição ele acabou cassado pela ditadura, fato que agradou tanto a Sarney, quanto Vitorino.

 Benedito Buzar, um jornalista muito ligado ao esquema Sarney, em seu livro O vitorinismo, destaca que o deputado federal Cid Carvalho, ao lançar a candidatura de Renato ao governo disse na TV que as candidaturas de Renato Archer e Sarney abrem, pela primeira vez ao povo maranhense, uma perspectiva real de escolha. Um declaração despropositada se for levado em consideração que os três candidatos tinham exatamente a mesma origem, que por sinal, era também a mesma de Cid Carvalho, o PSD vitorinista.

 E o próprio Vitorino, em seu livro de memórias (A laje da raposa) diz com todas as letras que apoiou Renato sabendo que essa candidatura não venceria, servindo apenas para atrapalhar o candidato de Newton Belo e garantir a vitória de Sarney. No livro ele diz explicitamente que preferia Sarney do que qualquer um dos outros dois (Renato ou Costa Rodrigues).

 São fatos que reforçam a tese, defendida na dissertação de mestrado do historiador maranhense Wagner Cabral, quando ele defende que o que houve no Maranhão a partir de 1966 foi uma reestruturação do sistema oligárquico e não uma descontinuidade na política maranhense a partir da posse de Sarney.

 Juntos até a morte - No final de 1965, com Sarney já eleito governador, a ditadura militar extingue todos os partidos políticos do Brasil, criando em seguida duas novas siglas partidárias, a ARENA, para receber os aliados da ditadura, e o MDB, para os que queriam fazer uma oposição moderada e consentida.

 Sarney vai, obviamente, para a ARENA. E Vitorino Freire, ainda senador, também. No momento em que Sarney começa a substituir Vitorino no Maranhão, os dois, o antecessor e o substituto, voltaram a ser correligionários como nos velhos tempos do PSD, quando Vitorino arranjou para Sarney um dos primeiros empregos de sua vida, como assessor do governo de Eugênio Barros.

 Apesar dessa nova aproximação partidária (que durou mais de 11 anos, até a morte de Vitorino) surgiu depois uma inimizade entre eles. Mas antes, quando Sarney tomou posse como governador, Vitorino não lhe hostilizou. Em seu livro de memórias ele diz que logo após a posse de Sarney ele não fez nenhum ataque ao novo governador, deixando claro que queria continuar a manter com o eleito uma relação cordial.

Ainda em 1966, no primeiro ano do governo Sarney, Vitorino Freire, ainda senador, dá uma entrevista ao jornal Diário de Notícia e diz que não negaria sua colaboração ao governo em matéria de interesse público.

 Sarney, tendo linha direta com o ditador de plantão e sendo também o governador, achou, assim como seu antecessor Newton Belo, que não precisava, naquele momento, do decadente Vitorino. Era mais conveniente fazer o discurso da mudança e montar as bases que lhe permitiriam ocupar o espaço que estava vago no comando da política estadual.

 No final da década de 60, Vitorino não disputa a reeleição para o Senado. Estava inteiramente desarticulado de suas antigas bases no Maranhão (desarticulação feita pelo ex-governador Newton Belo) e sem força suficiente para, naquele momento, fazer valer sua vontade junto à ditadura. A partir dali, mesmo sem mandato, continuou a fazer política como membro do diretório nacional da ARENA, diretório esse que Sarney também fez parte.

 Sobre a inimizade entre os dois se percebe, no depoimento publicado no livro de memórias de Vitorino Freire, que ele não assimilou o discurso de mudança utilizado por Sarney. Além da retórica demagógica, uma tentativa frustrada de Sarney de tira-lo do diretório nacional deu um ponto final na relação.

 Em meados da década de 70, já com a inimizade estabelecida entre os dois, surge uma nova conjuntura. Nela Vitorino estava, em relação aos anos 60, mais forte dentro da ARENA pois tinha mais proximidade com o então presidente Geisel do que com o ex-presidente Castelo Branco, o primeiro após o golpe.

 Sarney, exercendo ali seu primeiro mandato de senador, aceita fazer dentro da ARENA um acordo com Vitorino em torno da escolha do futuro governador do Maranhão a ser indicado pela ditadura. E nesse momento foi Vitorino que não quis conversa. 

O general Ernesto Geisel, que era o presidente da época, concedeu uma entrevista nos anos 90 a dois pesquisadores da FGV (Maria Celina DAraújo e Celso Castro). Publicada num livro que levou o nome do ex-presidente ele conta, nessa entrevista, fatos da política maranhense dos anos 70. Diz que Sarney e Vitorino eram irreconciliáveis, afirmando também que Vitorino dizia desaforos de todo jeito sobre o Sarney.

 E os fatos mostram que não era só o presidente da república que conhecia os ataques de Vitorino a Sarney. Em 1977, já no final de sua vida e ainda membro da ARENA, o ex-senador do Maranhão disse para a revista Veja na edição de 12 de janeiro daquele ano que Sarney furta até cinzeiro de avião.

 E assim, fortalecido dentro da ARENA e falando grosso diante do presidente da república, Vitorino ainda conseguiu influenciar na escolha de um governador do Maranhão nos anos 70 (Nunes Freire) e deixou o seu filho, Luís Fernando, um apagado ex-deputado federal do PSD, com um mandato de senador do Maranhão até o ano de 1982, portanto, cinco anos depois de sua morte. E tudo articulado nos altos escalões da ditadura, a revelia de Sarney, o homem que, de fato, havia lhe substituído no Maranhão.

 Na eleição de 1974 Vitorino colocou seu filho como suplente de Henrique de La Roque, que disputou sozinho a eleição daquele ano para o Senado. Os militares, com base num acordo feito com Vitorino, chamaram La Roque para assumir uma vaga no Tribunal de Conta da União, deixando o caminho livre para o filho do velho cacique.

 Vitorino morreu em agosto de 1977 filiado a ARENA, o esteio do esquema Sarney no Maranhão. Sua morte deu fim a uma vida pública onde, com ou sem mandato, esteve próximo ao poder central do país. Uma proximidade que durou cinco décadas e que amparou sua vinda ao Maranhão nos anos 30 e depois nos anos 40.

 A partir dos fatos fica claro que Sarney nasceu no vitorinismo se beneficiou dele a partir de cargos, do PSD, dos palanques e das articulações junto a Justiça Eleitoral. Depois, quando esse mesmo Sarney substitui Vitorino, o antigo chefe político também soube participar do poder no Maranhão. E sob os ares do sarneysmo, a partir da ditadura militar, a mesma que botou Sarney no poder, Vitorino também tirou grandes vantagens.

 E assim se deu a substituição, com a decadência natural de um e o oportunismo e o despudor do outro. Sem o consentimento direto do substituído, mas com aproximações e afastamentos circunstanciais. E sem um confronto direto e definitivo. Enfim, sem uma batalha final que determinasse os vencidos e os vencedores.

 Mas, juntos ou separados, Sarney e Vitorino sempre utilizaram o Maranhão para ter poder. Um nasceu em Pernambuco e veio para cá em busca desse poder. O outro nasceu aqui e depois foi se eleger no Amapá para continuar mantendo o poder que tem aqui. E lá se vão 60 anos, seis décadas, um período onde a população desse Estado foi, de fato, a grande derrotada, pois esteve sempre inteiramente desprezada pelo poder conquistado, tanto pelo primeiro, como pelo segundo coronel.

 *Emílio Azevedo é jornalista com pós-graduação em políticas públicas. Enviado do Maranhão por Anselmo Raposo

Sobre Sarney e Vitorino Freire

Terça-feira, 21 de Julho de 2009

Emilio Azevedo*



Diz a sabedoria popular que uma mentira repetida mil vezes acaba se tornando verdade. No Maranhão, costuma-se repetir com insistência que José Sarney derrotou Vitorino Freire(foto al lado). Trata-se de uma afirmação que não condiz com a verdade. Nunca houve entre os dois um combate direto e definitivo. Algo que justificasse a tese da vitória de um sobre o outro.

 Narrarei aqui fatos históricos que apontam que o correto seria dizer que José Sarney apenas substituiu Vitorino Freire no comando da atrasada política maranhense. E substituir, mesmo que a contragosto do substituído, é muito diferente de derrotar.

 Primeiro é preciso ficar claro que Sarney é um produto do chamado vitorinismo. Ele começou na política maranhense protegido pelo pai, o desembargador Sarney Costa, amigo de Vitorino Freire e presidente do TRE, num período em que as eleições no Maranhão eram marcadas por enormes fraudes eleitorais, montados para ajudar os candidatos do vitorinismo.

 Em 1965 Sarney se elege governador do Maranhão iniciando ali a construção do seu próprio esquema de poder. Disputaram o governo naquela eleição três candidatos. Todos nascidos dentro PSD, isto é, no esquema vitorinista. Coincidentemente, nenhum dos três foi lançado pelo próprio Vitorino Freire, que chegou naquela eleição politicamente fraco, rompido com o então governador Newton Belo e sem o controle do PSD, o partido que simbolizava o seu poder no Maranhão. 

Os concorrentes de Sarney naquela eleição foram Renato Archer e Costa Rodrigues. Sem força para lançar um candidato de sua confiança, Vitorino acabou, por exclusão e sem entusiasmo, apoiando Renato. Um apoio que visava mais atrapalhar a candidatura de Costa Rodrigues (lançada por Newton Belo) do que propriamente ajudar Renato Archer a ganhar a eleição.

Newton e Vitorino travaram ali uma grande batalha pelo controle do PSD. Ao final não houve vencedor e o PSD ficou impedido de participar da eleição de 65, com Vitorino e Newton tendo que procurar outros partidos para poder participar daquele pleito.

 As chamadas Oposições Coligadas, grupo que reunia os adversários históricos de Vitorino, tinham no deputado federal Neiva Moreira uma opção para aquela disputa ao governo. Mas Neiva foi cassado pela ditadura e teve que ir para o exílio.

Diante da falta de alternativa a oposição decidiu apoiar Sarney, que havia sido um dos primeiros a brigar com o governador Newton Belo. Para que o apoio a Sarney fosse formalizado tiveram que ser superadas sérias divergências do passado, quando Sarney foi publicamente acusado por essa mesma oposição de ser beneficiado pela fraude eleitoral orquestrada por seu pai.

 Mas as Oposições Coligadas serviram para Sarney apenas como moldura. Ele ganhou aquela eleição de 1965 por conta do esfacelamento do PSD e, principalmente, do apoio que recebeu da ditadura militar instalada no Brasil no ano anterior. Foi a ditadura que determinou a vitória dele. Durante a campanha vieram vários generais e coronéis ao Maranhão a fim de garantir sua eleição. Até o acordo com a aposição maranhense foi articulado pelos militares golpistas.

 E se quem ganhou foi Sarney, quem perdeu foi o governador Newton Belo, que teve contra si na campanha Vitorino Freire e Sarney, seus antigos aliados. No início da gestão de Newton Belo, Sarney tinha cargos no governo, inclusive uma irmã, Conceição Sarney, que era da assessoria direta do governador. Newton Belo pagou um preço alto por suas posições e por ter isolado Vitorino Freire. Pressionado pela ditadura militar ele viu, ao final, as candidaturas de Sarney e Renato Archer trabalhando em sintonia contra Costa Rodrigues. Perdida a eleição ele acabou cassado pela ditadura, fato que agradou tanto a Sarney, quanto Vitorino.

 Benedito Buzar, um jornalista muito ligado ao esquema Sarney, em seu livro O vitorinismo, destaca que o deputado federal Cid Carvalho, ao lançar a candidatura de Renato ao governo disse na TV que as candidaturas de Renato Archer e Sarney abrem, pela primeira vez ao povo maranhense, uma perspectiva real de escolha. Um declaração despropositada se for levado em consideração que os três candidatos tinham exatamente a mesma origem, que por sinal, era também a mesma de Cid Carvalho, o PSD vitorinista.

 E o próprio Vitorino, em seu livro de memórias (A laje da raposa) diz com todas as letras que apoiou Renato sabendo que essa candidatura não venceria, servindo apenas para atrapalhar o candidato de Newton Belo e garantir a vitória de Sarney. No livro ele diz explicitamente que preferia Sarney do que qualquer um dos outros dois (Renato ou Costa Rodrigues).

 São fatos que reforçam a tese, defendida na dissertação de mestrado do historiador maranhense Wagner Cabral, quando ele defende que o que houve no Maranhão a partir de 1966 foi uma reestruturação do sistema oligárquico e não uma descontinuidade na política maranhense a partir da posse de Sarney.

 Juntos até a morte - No final de 1965, com Sarney já eleito governador, a ditadura militar extingue todos os partidos políticos do Brasil, criando em seguida duas novas siglas partidárias, a ARENA, para receber os aliados da ditadura, e o MDB, para os que queriam fazer uma oposição moderada e consentida.

 Sarney vai, obviamente, para a ARENA. E Vitorino Freire, ainda senador, também. No momento em que Sarney começa a substituir Vitorino no Maranhão, os dois, o antecessor e o substituto, voltaram a ser correligionários como nos velhos tempos do PSD, quando Vitorino arranjou para Sarney um dos primeiros empregos de sua vida, como assessor do governo de Eugênio Barros.

 Apesar dessa nova aproximação partidária (que durou mais de 11 anos, até a morte de Vitorino) surgiu depois uma inimizade entre eles. Mas antes, quando Sarney tomou posse como governador, Vitorino não lhe hostilizou. Em seu livro de memórias ele diz que logo após a posse de Sarney ele não fez nenhum ataque ao novo governador, deixando claro que queria continuar a manter com o eleito uma relação cordial.

Ainda em 1966, no primeiro ano do governo Sarney, Vitorino Freire, ainda senador, dá uma entrevista ao jornal Diário de Notícia e diz que não negaria sua colaboração ao governo em matéria de interesse público.

 Sarney, tendo linha direta com o ditador de plantão e sendo também o governador, achou, assim como seu antecessor Newton Belo, que não precisava, naquele momento, do decadente Vitorino. Era mais conveniente fazer o discurso da mudança e montar as bases que lhe permitiriam ocupar o espaço que estava vago no comando da política estadual.

 No final da década de 60, Vitorino não disputa a reeleição para o Senado. Estava inteiramente desarticulado de suas antigas bases no Maranhão (desarticulação feita pelo ex-governador Newton Belo) e sem força suficiente para, naquele momento, fazer valer sua vontade junto à ditadura. A partir dali, mesmo sem mandato, continuou a fazer política como membro do diretório nacional da ARENA, diretório esse que Sarney também fez parte.

 Sobre a inimizade entre os dois se percebe, no depoimento publicado no livro de memórias de Vitorino Freire, que ele não assimilou o discurso de mudança utilizado por Sarney. Além da retórica demagógica, uma tentativa frustrada de Sarney de tira-lo do diretório nacional deu um ponto final na relação.

 Em meados da década de 70, já com a inimizade estabelecida entre os dois, surge uma nova conjuntura. Nela Vitorino estava, em relação aos anos 60, mais forte dentro da ARENA pois tinha mais proximidade com o então presidente Geisel do que com o ex-presidente Castelo Branco, o primeiro após o golpe.

 Sarney, exercendo ali seu primeiro mandato de senador, aceita fazer dentro da ARENA um acordo com Vitorino em torno da escolha do futuro governador do Maranhão a ser indicado pela ditadura. E nesse momento foi Vitorino que não quis conversa. 

O general Ernesto Geisel, que era o presidente da época, concedeu uma entrevista nos anos 90 a dois pesquisadores da FGV (Maria Celina DAraújo e Celso Castro). Publicada num livro que levou o nome do ex-presidente ele conta, nessa entrevista, fatos da política maranhense dos anos 70. Diz que Sarney e Vitorino eram irreconciliáveis, afirmando também que Vitorino dizia desaforos de todo jeito sobre o Sarney.

 E os fatos mostram que não era só o presidente da república que conhecia os ataques de Vitorino a Sarney. Em 1977, já no final de sua vida e ainda membro da ARENA, o ex-senador do Maranhão disse para a revista Veja na edição de 12 de janeiro daquele ano que Sarney furta até cinzeiro de avião.

 E assim, fortalecido dentro da ARENA e falando grosso diante do presidente da república, Vitorino ainda conseguiu influenciar na escolha de um governador do Maranhão nos anos 70 (Nunes Freire) e deixou o seu filho, Luís Fernando, um apagado ex-deputado federal do PSD, com um mandato de senador do Maranhão até o ano de 1982, portanto, cinco anos depois de sua morte. E tudo articulado nos altos escalões da ditadura, a revelia de Sarney, o homem que, de fato, havia lhe substituído no Maranhão.

 Na eleição de 1974 Vitorino colocou seu filho como suplente de Henrique de La Roque, que disputou sozinho a eleição daquele ano para o Senado. Os militares, com base num acordo feito com Vitorino, chamaram La Roque para assumir uma vaga no Tribunal de Conta da União, deixando o caminho livre para o filho do velho cacique.

 Vitorino morreu em agosto de 1977 filiado a ARENA, o esteio do esquema Sarney no Maranhão. Sua morte deu fim a uma vida pública onde, com ou sem mandato, esteve próximo ao poder central do país. Uma proximidade que durou cinco décadas e que amparou sua vinda ao Maranhão nos anos 30 e depois nos anos 40.

 A partir dos fatos fica claro que Sarney nasceu no vitorinismo se beneficiou dele a partir de cargos, do PSD, dos palanques e das articulações junto a Justiça Eleitoral. Depois, quando esse mesmo Sarney substitui Vitorino, o antigo chefe político também soube participar do poder no Maranhão. E sob os ares do sarneysmo, a partir da ditadura militar, a mesma que botou Sarney no poder, Vitorino também tirou grandes vantagens.

 E assim se deu a substituição, com a decadência natural de um e o oportunismo e o despudor do outro. Sem o consentimento direto do substituído, mas com aproximações e afastamentos circunstanciais. E sem um confronto direto e definitivo. Enfim, sem uma batalha final que determinasse os vencidos e os vencedores.

 Mas, juntos ou separados, Sarney e Vitorino sempre utilizaram o Maranhão para ter poder. Um nasceu em Pernambuco e veio para cá em busca desse poder. O outro nasceu aqui e depois foi se eleger no Amapá para continuar mantendo o poder que tem aqui. E lá se vão 60 anos, seis décadas, um período onde a população desse Estado foi, de fato, a grande derrotada, pois esteve sempre inteiramente desprezada pelo poder conquistado, tanto pelo primeiro, como pelo segundo coronel.

 *Emílio Azevedo é jornalista com pós-graduação em políticas públicas. Enviado do Maranhão por Anselmo Raposo