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sexta-feira, 19 de março de 2010

Não será capa de nenhum jornal: Ministério Público determina que Serra

Do Blog do Favre.

O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de São Paulo anunciaram nesta quinta-feira (18) que encaminharam uma recomendação conjunta ao governo José Serra (PSDB)
para que todo o dinheiro desviado da saúde pública seja devolvido ao Fundo Estadual de Saúde.

Uma auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS – Denasus, do Ministério da Saúde, comprovou que o governo paulista desviou, em dois anos, R$ 2 bilhões em verbas que
deveriam ter sido aplicadas na saúde. A análise constatou que destes, pelo menos R$ 78 milhões foram investidos no mercado financeiro, apesar da crise de atendimento na saúde pública paulista.

O dinheiro do SUS que, por causa do desvio, vai para uma conta única do governo, por lei deveria ter sido destinado a programas de assistência farmacêutica, vigilância epidemiológica e combate à Aids e DST.

O MPF informou que a recomendação foi levada aos secretários estaduais de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, e da Fazenda, Mauro Ricardo Machado Costa. Ela estipula que sejam devolvidos todos os recursos do SUS mantidos em contas ou aplicações financeiras em nome do tesouro estadual à conta-corrente do Fundo Estadual de Saúde, num prazo de cinco dias a contar do momento em que o estado de São Paulo seja notificado.

No documento também é requerido que toda a movimentação de recursos do SUS seja enviada mensalmente ao Conselho Estadual de Saúde, para fins de fiscalização e acompanhamento. A
percepção é de que Serra não estaria, sequer, prestando contas ao
Conselho.

O promotor de Justiça Arthur Pinto Filho e as procuradoras da República Rose Santa Rosa e Sônia Maria Curvello, autores da recomendação, estipularam prazo de 20 dias úteis para que o
governo do Estado comprove o seu cumprimento.

Em caso de negativa ou ausência de resposta, outras medidas judiciais ou extrajudiciais
poderão ser aplicadas. Para os dois MPs, isto visa “assegurar à população do Estado de São Paulo a aplicação da integralidade dos recursos do SUS em ações e serviços de saúde, bem como a fiscalização da movimentação desses recursos pelo órgão de controle social”.

Desvios semelhantes também foram identificados pelo Denasus em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Segundo a auditoria, as irregularidades causaram prejuízo superior a R$ 6,5 bilhões ao sistema de saúde desses estados, afetando mais de 74 milhões de habitantes.

(Fonte boletim Brasília Confidencial)

Não será capa de nenhum jornal: Ministério Público determina que Serra

Do Blog do Favre.

O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de São Paulo anunciaram nesta quinta-feira (18) que encaminharam uma recomendação conjunta ao governo José Serra (PSDB)
para que todo o dinheiro desviado da saúde pública seja devolvido ao Fundo Estadual de Saúde.

Uma auditoria do Departamento Nacional de Auditoria do SUS – Denasus, do Ministério da Saúde, comprovou que o governo paulista desviou, em dois anos, R$ 2 bilhões em verbas que
deveriam ter sido aplicadas na saúde. A análise constatou que destes, pelo menos R$ 78 milhões foram investidos no mercado financeiro, apesar da crise de atendimento na saúde pública paulista.

O dinheiro do SUS que, por causa do desvio, vai para uma conta única do governo, por lei deveria ter sido destinado a programas de assistência farmacêutica, vigilância epidemiológica e combate à Aids e DST.

O MPF informou que a recomendação foi levada aos secretários estaduais de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, e da Fazenda, Mauro Ricardo Machado Costa. Ela estipula que sejam devolvidos todos os recursos do SUS mantidos em contas ou aplicações financeiras em nome do tesouro estadual à conta-corrente do Fundo Estadual de Saúde, num prazo de cinco dias a contar do momento em que o estado de São Paulo seja notificado.

No documento também é requerido que toda a movimentação de recursos do SUS seja enviada mensalmente ao Conselho Estadual de Saúde, para fins de fiscalização e acompanhamento. A
percepção é de que Serra não estaria, sequer, prestando contas ao
Conselho.

O promotor de Justiça Arthur Pinto Filho e as procuradoras da República Rose Santa Rosa e Sônia Maria Curvello, autores da recomendação, estipularam prazo de 20 dias úteis para que o
governo do Estado comprove o seu cumprimento.

Em caso de negativa ou ausência de resposta, outras medidas judiciais ou extrajudiciais
poderão ser aplicadas. Para os dois MPs, isto visa “assegurar à população do Estado de São Paulo a aplicação da integralidade dos recursos do SUS em ações e serviços de saúde, bem como a fiscalização da movimentação desses recursos pelo órgão de controle social”.

Desvios semelhantes também foram identificados pelo Denasus em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Segundo a auditoria, as irregularidades causaram prejuízo superior a R$ 6,5 bilhões ao sistema de saúde desses estados, afetando mais de 74 milhões de habitantes.

(Fonte boletim Brasília Confidencial)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

domingo, 30 de agosto de 2009

Conspiração contra Dilma Rousseff desmascarada

Todos viram o publicitário Alexandre Firmino dando instruções à esposa Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal, em seu depoimento no Senado.
Os senadores Jarbas Vasconcelos e Garibaldi Alves já se reuniram com o Alexandre Firmino, no tempo que ele era secretário-executivo do Ministério da Integração Regional de FHC.
Esse cargo era o segundo posto no ministério, logo abaixo do ministro. Durante algum tempo ele foi ministro interino.
Praticamente todos os senadores que eram parlamentares ou governadores do Norte e Nordeste, durante o segundo mandato de FHC, o conheciam.
Tasso Jereissati, José Agripino Maia, Mão Santa, Heráclito Fortes, Arthur Virgílio Neto, etc.
Todos o conheciam muito bem.
E todos fizeram cara de paisagem, na sessão do Senado, como se nunca o tivessem visto antes.
Alexandre Firmino participava dos encontros e convênios da SUDAM (Superintendência de desenvolvimento da Amazônia) e SUDENE (Superintendência de desenvolvimento da Amazônia).
A SUDAM e SUDENE foram extintas por FHC no fim do governo por excesso de corrupção. Só a SUDAM deixou um rombo de mais de 2 bilhões na época de FHC.
Foi uma conspiração inventada pela bancada de senadores demo-tucanos contra a Ministra Dilma Rousseff, para desgastar sua imagem com mentiras. Por trás estava o dedo de FHC e José Serra.
Uma vergonha termos no Brasil partidos e políticos de oposição com tamanha falta de caráter, capaz de agir com este tipo de ardil sujo e criminoso.

Conspiração contra Dilma Rousseff desmascarada

Todos viram o publicitário Alexandre Firmino dando instruções à esposa Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal, em seu depoimento no Senado.
Os senadores Jarbas Vasconcelos e Garibaldi Alves já se reuniram com o Alexandre Firmino, no tempo que ele era secretário-executivo do Ministério da Integração Regional de FHC.
Esse cargo era o segundo posto no ministério, logo abaixo do ministro. Durante algum tempo ele foi ministro interino.
Praticamente todos os senadores que eram parlamentares ou governadores do Norte e Nordeste, durante o segundo mandato de FHC, o conheciam.
Tasso Jereissati, José Agripino Maia, Mão Santa, Heráclito Fortes, Arthur Virgílio Neto, etc.
Todos o conheciam muito bem.
E todos fizeram cara de paisagem, na sessão do Senado, como se nunca o tivessem visto antes.
Alexandre Firmino participava dos encontros e convênios da SUDAM (Superintendência de desenvolvimento da Amazônia) e SUDENE (Superintendência de desenvolvimento da Amazônia).
A SUDAM e SUDENE foram extintas por FHC no fim do governo por excesso de corrupção. Só a SUDAM deixou um rombo de mais de 2 bilhões na época de FHC.
Foi uma conspiração inventada pela bancada de senadores demo-tucanos contra a Ministra Dilma Rousseff, para desgastar sua imagem com mentiras. Por trás estava o dedo de FHC e José Serra.
Uma vergonha termos no Brasil partidos e políticos de oposição com tamanha falta de caráter, capaz de agir com este tipo de ardil sujo e criminoso.

Lina Vieira foi a SP no dia em que se encontrou com Dilma

BRASÍLIA - O Portal Contas Abertas revela que a ex-secretária da Fazenda Lina Vieira viajou a São Paulo no mesmo dia em que ocorreu o encontro com a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que a ex-secretária esteve no Palácio em outubro do ano passado. A visita de Lina aconteceu no dia 9 de outubro (quinta-feira), com ingresso às 10h e saída às 11h29, segundo Jucá. No mesmo dia, de acordo com informações do Siafi, sistema que registra receitas e despesas da União, consta viagem de Lina Vieira a São Paulo. A ex-secretária recebeu R$ 307,18 referente a uma diária e meia na capital paulista. Com isto, Lina teria viajado para São Paulo na tarde ou noite do dia 9 e retornado a Brasília no dia seguinte.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência havia se limitado, até então, em nota oficial divulgada na semana passada, a informar que a ex-secretária não teria ido ao Palácio em novembro e dezembro de 2008. Apenas nesta quinta-feira, quase três semanas depois da revelação pela ex-secretária do eventual encontro com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foram apresentados registros da entrada de Lina Vieira em outubro, com o horário preciso de entrada e saída.

Ontem, Romero Jucá confirmou os termos do edital de contratação de que existiam registros de acesso armazenados por seis meses, tal como apontou matéria do Contas Abertas. Em seu discurso, o líder do governo mostrou documentos que comprovam o registro de quatro entradas da ex-secretária no Planalto: uma em outubro do ano passado e outras três entre janeiro e maio deste ano. Jucá mostrou as datas com base em anotações feitas por seguranças do Palácio. Segundo ele, 'são anotações feitas à mão ou registradas no crachá'.

O líder do governo esclareceu que Lina Vieira não recebeu crachá porque ingressou pela garagem do Palácio, onde o procedimento adotado para receber autoridades é apenas anotar os nomes.

Jucá avaliou como 'exagero' que Lina considerasse o mês de outubro como 'final do ano', já que a ex-secretária afirmou que o encontro com Dilma teria ocorrido no final de 2008.

Segundo Jucá, as câmeras do circuito interno de TV do Palácio do Planalto têm capacidade de armazenar as imagens captadas no local por apenas 30 dias. - A guarda de imagens na exigência do edital foi de 30 dias - afirmou. O edital informa, porém, que as gravações das câmeras deveriam ser armazenadas “por um período não inferior a 30 dias, devendo ainda os mesmos (gravadores digitais) ser apoiados por um sistema de backup”.

Já os registros de acesso de pessoas e veículos ao Palácio do Planalto, segundo o edital, deveriam ser guardados em um banco de dados específico, com capacidade de armazenamento por um período “mínimo de seis meses”. A partir de então, os dados deveriam ser “transferidos definitivamente para uma unidade de backup”.

Informações do Portal Contas Abertas

Lina Vieira foi a SP no dia em que se encontrou com Dilma

BRASÍLIA - O Portal Contas Abertas revela que a ex-secretária da Fazenda Lina Vieira viajou a São Paulo no mesmo dia em que ocorreu o encontro com a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que a ex-secretária esteve no Palácio em outubro do ano passado. A visita de Lina aconteceu no dia 9 de outubro (quinta-feira), com ingresso às 10h e saída às 11h29, segundo Jucá. No mesmo dia, de acordo com informações do Siafi, sistema que registra receitas e despesas da União, consta viagem de Lina Vieira a São Paulo. A ex-secretária recebeu R$ 307,18 referente a uma diária e meia na capital paulista. Com isto, Lina teria viajado para São Paulo na tarde ou noite do dia 9 e retornado a Brasília no dia seguinte.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência havia se limitado, até então, em nota oficial divulgada na semana passada, a informar que a ex-secretária não teria ido ao Palácio em novembro e dezembro de 2008. Apenas nesta quinta-feira, quase três semanas depois da revelação pela ex-secretária do eventual encontro com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foram apresentados registros da entrada de Lina Vieira em outubro, com o horário preciso de entrada e saída.

Ontem, Romero Jucá confirmou os termos do edital de contratação de que existiam registros de acesso armazenados por seis meses, tal como apontou matéria do Contas Abertas. Em seu discurso, o líder do governo mostrou documentos que comprovam o registro de quatro entradas da ex-secretária no Planalto: uma em outubro do ano passado e outras três entre janeiro e maio deste ano. Jucá mostrou as datas com base em anotações feitas por seguranças do Palácio. Segundo ele, 'são anotações feitas à mão ou registradas no crachá'.

O líder do governo esclareceu que Lina Vieira não recebeu crachá porque ingressou pela garagem do Palácio, onde o procedimento adotado para receber autoridades é apenas anotar os nomes.

Jucá avaliou como 'exagero' que Lina considerasse o mês de outubro como 'final do ano', já que a ex-secretária afirmou que o encontro com Dilma teria ocorrido no final de 2008.

Segundo Jucá, as câmeras do circuito interno de TV do Palácio do Planalto têm capacidade de armazenar as imagens captadas no local por apenas 30 dias. - A guarda de imagens na exigência do edital foi de 30 dias - afirmou. O edital informa, porém, que as gravações das câmeras deveriam ser armazenadas “por um período não inferior a 30 dias, devendo ainda os mesmos (gravadores digitais) ser apoiados por um sistema de backup”.

Já os registros de acesso de pessoas e veículos ao Palácio do Planalto, segundo o edital, deveriam ser guardados em um banco de dados específico, com capacidade de armazenamento por um período “mínimo de seis meses”. A partir de então, os dados deveriam ser “transferidos definitivamente para uma unidade de backup”.

Informações do Portal Contas Abertas

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Pesquisa dá Dilma atrás de Marina em dois cenários

O tamanho do estrago feito pela senadora Marina Silva (PT-AC) na candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) finalmente vem a público, em números precisos, em 4 das 81 páginas da pesquisa que o PV encomendou em julho e só anteontem foi entregue, inteiramente tabulada, pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). No confronto direto entre Marina e Dilma, em quatro cenários, a senadora perde em um, empata em outro e ganha em dois.

A primeira dessas tabelas mostra José Serra (PSDB) com 28% das preferências e Ciro Gomes (PSB) com 16%, seguidos de Dilma (14%), Heloísa Helena (PSOL) com 13% e Marina em quinto, com 10%. Na segunda, sem Heloísa, Marina sobe e empata com Dilma em 14% (Serra lidera com 30% e Ciro fica com 22%). A virada da ex-ministra do Meio Ambiente aparece quando Ciro também é tirado da disputa. Nessa hipótese, Serra sobe para 37% e Marina vence Dilma por 24% a 16%. E na última hipótese, em que Aécio entra no lugar de Serra e Ciro continua de fora, Marina aparece em primeiro lugar com 27% das intenções de voto, contra 25% do governador mineiro e 19% de Dilma.

A pesquisa, coordenada por Antonio Lavareda, foi feita por telefone entre 22 e 23 de julho - há 20 dias, portanto - e ouviu 2 mil eleitores de todo o País. A "margem de erro máxima para os totais", como define o pesquisador, é de 2,2%. Ele recorre a essa expressão porque, segundo explicou, essa margem "pode ser maior em universos menores dentro da pesquisa". O próprio Lavareda se diz surpreso com esses resultados. "Eu e a torcida do Flamengo", afirma. O fato de ser feita por telefone, garante, não torna a consulta inferior às realizadas por outros métodos. "Veja que, nas pesquisas em domicílios, muitos moradores de apartamento ficam de fora porque o zelador não deixa entrar". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pesquisa dá Dilma atrás de Marina em dois cenários

O tamanho do estrago feito pela senadora Marina Silva (PT-AC) na candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) finalmente vem a público, em números precisos, em 4 das 81 páginas da pesquisa que o PV encomendou em julho e só anteontem foi entregue, inteiramente tabulada, pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). No confronto direto entre Marina e Dilma, em quatro cenários, a senadora perde em um, empata em outro e ganha em dois.

A primeira dessas tabelas mostra José Serra (PSDB) com 28% das preferências e Ciro Gomes (PSB) com 16%, seguidos de Dilma (14%), Heloísa Helena (PSOL) com 13% e Marina em quinto, com 10%. Na segunda, sem Heloísa, Marina sobe e empata com Dilma em 14% (Serra lidera com 30% e Ciro fica com 22%). A virada da ex-ministra do Meio Ambiente aparece quando Ciro também é tirado da disputa. Nessa hipótese, Serra sobe para 37% e Marina vence Dilma por 24% a 16%. E na última hipótese, em que Aécio entra no lugar de Serra e Ciro continua de fora, Marina aparece em primeiro lugar com 27% das intenções de voto, contra 25% do governador mineiro e 19% de Dilma.

A pesquisa, coordenada por Antonio Lavareda, foi feita por telefone entre 22 e 23 de julho - há 20 dias, portanto - e ouviu 2 mil eleitores de todo o País. A "margem de erro máxima para os totais", como define o pesquisador, é de 2,2%. Ele recorre a essa expressão porque, segundo explicou, essa margem "pode ser maior em universos menores dentro da pesquisa". O próprio Lavareda se diz surpreso com esses resultados. "Eu e a torcida do Flamengo", afirma. O fato de ser feita por telefone, garante, não torna a consulta inferior às realizadas por outros métodos. "Veja que, nas pesquisas em domicílios, muitos moradores de apartamento ficam de fora porque o zelador não deixa entrar". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Gabeira acerta com PSDB candidatura no Rio

RIO - Fenômeno nas eleições municipais no ano passado, neste momento a opção do deputado federal Fernando Gabeira (PV) é sair como candidato a governador do Estado do Rio em 2010 apoiado pelo PSDB. Na semana passada, Gabeira conversou com o governador de São Paulo, José Serra, e com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo, dois entusiastas da candidatura do deputado ao governo do Estado do Rio no ano que vem.

Nas eleições de 2008, aliado ao PSDB, PPS e DEM, Gabeira perdeu por apenas 55,7 mil votos do atual prefeito, Eduardo Paes (PMDB). Na época, recebeu forte apoio financeiro dos tucanos, que tinha como representante na chapa o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha. O PSDB deu R$ 1 milhão à campanha de Gabeira a prefeito.

" Eles querem que a gente saia com candidatura ao governo " , disse. A opção pelo Senado foi deixada para trás, diz. " A situação lá está muito complicada. Precisaria entrar para mudar e teria que ter pelo menos dez senadores " , afirmou, sem esperanças de renovação na Casa em 2010.

Um dos desafios de sua candidatura será conjugar no primeiro turno a eventual candidatura da senadora Marina Silva pelo PV com a candidatura tucana à Presidência. " Não sei como será, mas gostaria de contar com o apoio do PSDB " , disse o deputado do PV ao Valor. Uma das possibilidades é Gabeira subir no palanque dos dois candidatos presidenciais. Para Serra, Gabeira seria o palanque ideal no Estado para fazer frente ao apoio que Cabral (PMDB), pré-candidato à reeleição, dará à virtual candidata do PT, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. " Essa é a opção, ter dois palanques " , diz o vereador Alfredo Sirkis (PV-RJ). Hoje Gabeira se reúne com Marina para tratar do assunto.

A pré-candidatura Gabeira deve complicar o quadro eleitoral para o governador Sérgio Cabral. Em pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS) realizada entre 23 e 27 de julho com 2 mil eleitores no Estado, Cabral apareceu com 28% das intenções de voto, seguido por Gabeira, com 21%. O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) obteve 17%, enquanto o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), tinha 9%. Cabral luta para ter menos concorrentes e tenta tirar da disputa Lindberg Farias, do PT.

Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador do Rio tem tentado convencer Dilma a tirar Lindberg da corrida ao governo estadual. Uma das alternativas para Lindberg seria concorrer ao Senado .

No PV do Rio, existem ainda diferenças com o DEM, especialmente com o ex-prefeito da capital, Cesar Maia, que tem declarado apoio a Gabeira. A avaliação de políticos do PV é de que a eventual aliança com o ex-prefeito, que deve concorrer ao Senado, vai contra o discurso de renovação de Gabeira. Em 2008, Maia fechou com Gabeira no segundo turno, após a derrota da deputada federal Solange Amaral (DEM).

(Ana Paula Grabois | Valor Econômico)

Gabeira acerta com PSDB candidatura no Rio

RIO - Fenômeno nas eleições municipais no ano passado, neste momento a opção do deputado federal Fernando Gabeira (PV) é sair como candidato a governador do Estado do Rio em 2010 apoiado pelo PSDB. Na semana passada, Gabeira conversou com o governador de São Paulo, José Serra, e com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo, dois entusiastas da candidatura do deputado ao governo do Estado do Rio no ano que vem.

Nas eleições de 2008, aliado ao PSDB, PPS e DEM, Gabeira perdeu por apenas 55,7 mil votos do atual prefeito, Eduardo Paes (PMDB). Na época, recebeu forte apoio financeiro dos tucanos, que tinha como representante na chapa o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha. O PSDB deu R$ 1 milhão à campanha de Gabeira a prefeito.

" Eles querem que a gente saia com candidatura ao governo " , disse. A opção pelo Senado foi deixada para trás, diz. " A situação lá está muito complicada. Precisaria entrar para mudar e teria que ter pelo menos dez senadores " , afirmou, sem esperanças de renovação na Casa em 2010.

Um dos desafios de sua candidatura será conjugar no primeiro turno a eventual candidatura da senadora Marina Silva pelo PV com a candidatura tucana à Presidência. " Não sei como será, mas gostaria de contar com o apoio do PSDB " , disse o deputado do PV ao Valor. Uma das possibilidades é Gabeira subir no palanque dos dois candidatos presidenciais. Para Serra, Gabeira seria o palanque ideal no Estado para fazer frente ao apoio que Cabral (PMDB), pré-candidato à reeleição, dará à virtual candidata do PT, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. " Essa é a opção, ter dois palanques " , diz o vereador Alfredo Sirkis (PV-RJ). Hoje Gabeira se reúne com Marina para tratar do assunto.

A pré-candidatura Gabeira deve complicar o quadro eleitoral para o governador Sérgio Cabral. Em pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS) realizada entre 23 e 27 de julho com 2 mil eleitores no Estado, Cabral apareceu com 28% das intenções de voto, seguido por Gabeira, com 21%. O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) obteve 17%, enquanto o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), tinha 9%. Cabral luta para ter menos concorrentes e tenta tirar da disputa Lindberg Farias, do PT.

Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador do Rio tem tentado convencer Dilma a tirar Lindberg da corrida ao governo estadual. Uma das alternativas para Lindberg seria concorrer ao Senado .

No PV do Rio, existem ainda diferenças com o DEM, especialmente com o ex-prefeito da capital, Cesar Maia, que tem declarado apoio a Gabeira. A avaliação de políticos do PV é de que a eventual aliança com o ex-prefeito, que deve concorrer ao Senado, vai contra o discurso de renovação de Gabeira. Em 2008, Maia fechou com Gabeira no segundo turno, após a derrota da deputada federal Solange Amaral (DEM).

(Ana Paula Grabois | Valor Econômico)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Dilma atinge 16% em cenário com Serra, que se mantém estável

Ciro tem 15%; aumenta percentual dos que conhecem a ministra da Casa Civil


A primeira pesquisa realizada pelo Datafolha após a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, ter revelado que está se tratando de um câncer no sistema linfático mostra que a provável candidata do PT à Presidência segue tendência ascendente. A ministra foi a única dos possíveis candidatos que obteve variações acima da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O peessedebista José Serra continua favorito, liderando com taxas que variam de 35% a 42%, com exceção de cenário em que é incluído o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se Lula pudesse concorrer a um terceiro mandato, teria hoje 47% das intenções de voto, vantagem de 22 pontos sobre o tucano.

O levantamento também mostra que a taxa dos que declaram conhecer a ministra aumentou 12 pontos em dois meses.

O Datafolha ouviu 5.129 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 26 e 28 de maio de 2009.

Foram apresentados sete cenários aos entrevistados. Verifica-se uma tendência de crescimento da preferência por Dilma Rousseff nos três cenários no qual o nome da ministra é incluída.

No principal cenário apresentado aos entrevistados, o percentual de intenção de voto em José Serra era de 38% em março de 2008, passou a 41% em novembro, se manteve idêntico em março deste ano e volta hoje a 38%. A taxa dos que votariam em Dilma Rousseff era de 3% em março do ano passado, subiu para 8% em novembro, foi a 11% em março deste ano e chega agora a 16%. Hoje, a ministra empata com Ciro Gomes (PSB), que oscilou de 16% na pesquisa anterior para 15% no levantamento atual. Em março do ano passado Ciro tinha 20 pontos de vantagem em relação a Dilma (20% a 3%). Heloísa Helena (PSOL), que chegou a ter 14% em 2008, oscilou de 11% no levantamento anterior para 10% hoje. Votariam em branco ou anulariam o voto 13% e declaram-se indecisos 8%, percentuais idênticos aos registrados em março.

Um segundo cenário considera a hipótese de que Aécio Neves seja o candidato do PSDB à Presidência. Nesse caso, Ciro Gomes fica em primeiro lugar, com 24% das intenções de voto. Dilma fica na segunda colocação, com 19%, empatada tecnicamente com Heloísa Helena, que obtém 15% das preferências. É importante ressaltar que, como o empate se dá no limite da margem de erro, é mais provável que a ministra esteja à frente. Além disso, mais uma vez a ascensão da petista é nítida. De 4% em março do ano passado (27 pontos atrás de Ciro), ela subiu para 9% em novembro, chegou a 12% em março deste ano e atinge agora 19% (cinco pontos de desvantagem em relação ao socialista). Quase um terço (28%) dos entrevistados não mostra preferência por nenhum desses possíveis candidatos: 18% declaram que votariam em branco ou anulariam o voto, e 10% não saberiam em quem votar.

Também foi considerada uma hipótese com os nomes de José Serra e Aécio Neves – nesse caso, um dos dois teria de mudar de partido. Esse cenário foi testado três vezes: em novembro do ano passado, Serra tinha 36% das intenções de voto. Em março deste ano, oscilou para 35%, percentual que mantém hoje. Ciro Gomes obteve 14% nas três pesquisas. Já o percentual de preferência por Dilma Rousseff dobrou de novembro para hoje: era de 7%, subiu para 11% em março e chega agora a 14%. Heloísa Helena obteve 13% no primeiro levantamento, oscilou para 12% no segundo e tem hoje 10% das preferências. Aécio Neves, que tinha 12% nos dois primeiros levantamentos, caiu para 9%.

A pesquisa mostra que, hoje, apenas um nome teria condições de bater José Serra: o atual presidente, Lula, que precisaria de uma mudança na lei eleitoral para poder concorrer a um terceiro mandato.

Lula atinge 47% das intenções de voto, uma vantagem de 22 pontos em relação ao tucano, que obtém 25% das preferências. Ciro Gomes (8%) e Heloísa Helena (7%) ficam bem atrás.

Também foram testados como possíveis candidatos do PT os ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Fernando Haddad (Educação) e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Os três ficam em último lugar nos cenários dos quais participam.

No cenário com Palocci, Serra obtém 41% das intenções de voto, Ciro Gomes atinge 18% e, Heloísa Helena, 14%. Apenas 3% votariam no ex-ministro.

Quando Haddad é o representante do PT, Serra, mais uma vez, fica com 41%, seguido por Ciro Gomes (19%) e Heloísa Helena (14%). O ministro da Educação atinge 2% das preferências. Esse percentual é idêntico ao obtido por Patrus Ananias, que, como ocorre nos outros cenários, é superado pelo governador de São Paulo (42%), pelo possível candidato socialista (18%) e pela provável candidata do PSOL (14%).

Levando-se em consideração o cenário principal da pesquisa, verifica-se que, entre os brasileiros com nível superior de escolaridade, a diferença entre Serra e Dilma é de 11 pontos percentuais, metade da registrada nacionalmente: nesse estrato, o tucano tem 33% (cinco pontos percentuais abaixo de sua média nacional) e a petista atinge 22% (seis pontos acima da média).

Algo semelhante ocorre entre os que têm renda familiar acima de 10 salários mínimos. Nesse segmento, Serra tem 34% (quatro pontos abaixo da média) e Dilma fica com 23% (sete pontos acima da média).

Entre os que moram no Nordeste, a diferença é de dez pontos percentuais: 29% para Serra, 19% para Dilma.

Entre os brasileiros que declaram ter tomado conhecimento da doença de Dilma Rousseff, a ministra atinge 22% das intenções de voto, taxa seis pontos superior à média que ela obtém nacionalmente. Nesse segmento, José Serra tem 35% das preferências. Entre os que se dizem bem informados sobre o problema de saúde da ministra ocorre empate: 32% dizem que vão votar na petista, ante 30% que preferem o tucano.

Dizem, espontaneamente, que gostariam de votar pela reeleição de Lula em 2010, 27% dos brasileiros. Eram 25% em março. O favorito José Serra é citado de maneira espontânea por 5%. Dilma Rousseff é mencionada por 4% e Aécio Neves obtém 2% de menções espontâneas. Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Heloísa Helena atingem 1% de menções espontâneas, cada.









Taxa dos que declaram conhecer Dilma Rousseff aumenta 12 pontos em dois meses

O crescimento da força eleitoral de Dilma Rousseff é acompanhada pelo aumento no percentual de brasileiros que dizem conhecê-la. Em março, 53% dos brasileiros diziam conhecer a ministra, dos quais 12% se declaravam bem informados a respeito dela. Hoje, a taxa dos que afirmam conhecer a petista é 12 pontos maior, tendo chegado a 65%, sendo que 21% se consideram bem informados a respeito da possível candidata a presidente.

O percentual dos que dizem conhecer Dilma, hoje, é ligeiramente superior ao dos que declaram conhecer o tucano Aécio Neves (oscilou de 62% para 61%).

Assim como ocorreu com Aécio, as taxas de conhecimento dos demais candidatos oscilaram dentro da margem de erro.

José Serra é o provável candidato à Presidência mais conhecido pelos brasileiros: 95% dos entrevistados afirmam conhecê-lo, mesma taxa registrada em março. O peessedebista tem taxa parecida com a obtida pelo presidente Lula, conhecido por 98%; o petista não foi incluído na pesquisa anterior. O percentual dos que dizem conhecer Ciro Gomes oscilou de 86% em março para 88% hoje e a taxa dos que afirmam conhecer Heloísa Helena variou de 72% para 73%.

O ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, é conhecido por 55%. Os outros dois petistas incluídos no levantamento são os menos conhecidos pela população. Apenas 17% declaram conhecer Patrus Ananias, e 16% dizem saber quem é Fernando Haddad.


Para 81%, ministra agiu bem ao se pronunciar sobre tratamento

Chega a 81% a taxa de brasileiros que acham que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, agiu bem ao anunciar publicamente que está se tratando de um câncer no sistema linfático.

A maioria (65%) dos brasileiros diz ter tomado conhecimento da doença de Dilma. Desses, 23% declaram estar bem informados, 32% se consideram mais ou menos informados e 10% se dizem mal informados a respeito. O percentual dos que dizem ter tomado conhecimento desse problema de saúde entre os que têm intenção de votar na ministra varia de 84% a 88%, dependendo do cenário.

Sabem dizer que Dilma está se tratando de um câncer linfático ou linfoma 13%; dizem que se trata de um câncer, sem especificar qual, 64%. Cerca de um quinto (19%) não sabe dizer que de doença a ministra está se tratando.


Honestidade, experiência e passado político são características mais valorizadas em candidato a presidente

Na hora de escolher um candidato a presidente a maioria dos brasileiros valoriza honestidade, experiência administrativa e passado político. Para 92% é muito importante que o candidato nunca tenha se envolvido em casos de corrupção, 85% dão muita importância ao fato dele ter experiência administrativa e75% consideram de vital importância que ele tenha um passado político conhecido.

Na opinião de 45% é muito importante que o candidato à Presidência não tenha problemas de saúde; 19% acham esse aspecto um pouco importante e 34% não dão importância às condições de saúde do candidato. Entre os que têm intenção de votar na ministra Dilma Rousseff, que anunciou publicamente estar se tratando de um câncer no sistema linfático, a taxa dos que dizem não dar importância à saúde do candidato na hora do voto varia de 40% a 42%, dependendo do cenário pesquisado.

A parcela dos que acham muito (31%) ou um pouco (18%) importante que o candidato seja religioso empata com a dos que não dão importância a esse aspecto (49%).

Cerca de um terço (29%) acha muito importante que o candidato a presidente seja casado; 15% consideram tal característica um pouco importante. A maior parte (54%) não dá importância ao estado conjugal ou civil do candidato.

A maioria dos entrevistados não dá importância ao fato do candidato ser pobre (73%) ou rico (79%), homem (70%) ou mulher (71%).

O apoio do presidente Lula a um candidato a presidente nas eleições do ano que vem poderia levar 41% dos brasileiros a votar nesse candidato. Essa taxa é idêntica à dos que se dizem indiferentes ao apoio do petista. Apenas 13% afirmam que rejeitariam um candidato que tivesse o aval de Lula. Entre os que têm intenção de votar na ministra Dilma Rousseff, candidata do presidente, chega a 69% a taxa dos que afirmam que o apoio do petista poderia ser um fator positivo a se levar em conta na hora do voto.


Aumenta apoio a direito de Lula concorrer a terceiro mandato

Para 47% dos brasileiros a lei eleitoral deveria ser mudada para que o presidente Lula tenha o direito de concorrer a um terceiro mandato na próxima eleição. Esse percentual empata com o dos que são contra a mudança na lei (49%). A pesquisa anterior sobre o tema, realizada em novembro de 2007, mostrava ampla vantagem para os que se posicionavam contra o direito a um terceiro mandato (65% a 31%). Em relação àquele levantamento, a taxa dos que eram a favor da preservação da lei caiu 16 pontos percentuais; a dos que acham que o petista deve ser habilitado a concorrer pela terceira vez consecutiva ao Planalto teve idêntica variação percentual, no sentido inverso, ou seja, subiu 16 pontos.

Entre os que aprovam o desempenho do presidente 59% acham que a lei deveria ser modificada para que Lula concorra mais uma vez à Presidência em 2010, ante 37% que acham que ela deveria ficar como está. A opinião de que Lula deve ser impedido de tentar um terceiro mandato na próxima eleição presidencial é de 72% entre os que acham que ele vem fazendo um governo regular e chega a 91% entre os que reprovam seu desempenho.

Mesmo os brasileiros que têm intenção de votar em Dilma Rousseff, candidata publicamente apoiada por Lula, apóiam, em sua maioria (61% deles), que a lei seja alterada para que o presidente concorra novamente no ano que vem.

Quando se pergunta, de maneira geral, sem mencionar especificamente o atual ocupante do cargo, se os presidentes da República teriam o direito de concorrer a um terceiro mandato, 49% se mostram favoráveis, percentual 15 pontos superior à registrada em novembro de 2007. A taxa dos que acham que os presidentes não deveriam ter esse direito caiu de 63% para 48% (15 pontos).

A maioria continua sendo contra o direito de que prefeitos (60%) e governadores (58%) concorram a um terceiro mandato. Porém, também houve aumento nas taxas dos que apóiam essa chance, tanto para os chefes do Poder Executivo Municipal (de 30% para 35%), quanto para os que chefiam o Executivo Estadual (de 31% para 38%).


São Paulo, 29 de maio de 2009.

Dilma atinge 16% em cenário com Serra, que se mantém estável

Ciro tem 15%; aumenta percentual dos que conhecem a ministra da Casa Civil


A primeira pesquisa realizada pelo Datafolha após a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, ter revelado que está se tratando de um câncer no sistema linfático mostra que a provável candidata do PT à Presidência segue tendência ascendente. A ministra foi a única dos possíveis candidatos que obteve variações acima da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O peessedebista José Serra continua favorito, liderando com taxas que variam de 35% a 42%, com exceção de cenário em que é incluído o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se Lula pudesse concorrer a um terceiro mandato, teria hoje 47% das intenções de voto, vantagem de 22 pontos sobre o tucano.

O levantamento também mostra que a taxa dos que declaram conhecer a ministra aumentou 12 pontos em dois meses.

O Datafolha ouviu 5.129 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 26 e 28 de maio de 2009.

Foram apresentados sete cenários aos entrevistados. Verifica-se uma tendência de crescimento da preferência por Dilma Rousseff nos três cenários no qual o nome da ministra é incluída.

No principal cenário apresentado aos entrevistados, o percentual de intenção de voto em José Serra era de 38% em março de 2008, passou a 41% em novembro, se manteve idêntico em março deste ano e volta hoje a 38%. A taxa dos que votariam em Dilma Rousseff era de 3% em março do ano passado, subiu para 8% em novembro, foi a 11% em março deste ano e chega agora a 16%. Hoje, a ministra empata com Ciro Gomes (PSB), que oscilou de 16% na pesquisa anterior para 15% no levantamento atual. Em março do ano passado Ciro tinha 20 pontos de vantagem em relação a Dilma (20% a 3%). Heloísa Helena (PSOL), que chegou a ter 14% em 2008, oscilou de 11% no levantamento anterior para 10% hoje. Votariam em branco ou anulariam o voto 13% e declaram-se indecisos 8%, percentuais idênticos aos registrados em março.

Um segundo cenário considera a hipótese de que Aécio Neves seja o candidato do PSDB à Presidência. Nesse caso, Ciro Gomes fica em primeiro lugar, com 24% das intenções de voto. Dilma fica na segunda colocação, com 19%, empatada tecnicamente com Heloísa Helena, que obtém 15% das preferências. É importante ressaltar que, como o empate se dá no limite da margem de erro, é mais provável que a ministra esteja à frente. Além disso, mais uma vez a ascensão da petista é nítida. De 4% em março do ano passado (27 pontos atrás de Ciro), ela subiu para 9% em novembro, chegou a 12% em março deste ano e atinge agora 19% (cinco pontos de desvantagem em relação ao socialista). Quase um terço (28%) dos entrevistados não mostra preferência por nenhum desses possíveis candidatos: 18% declaram que votariam em branco ou anulariam o voto, e 10% não saberiam em quem votar.

Também foi considerada uma hipótese com os nomes de José Serra e Aécio Neves – nesse caso, um dos dois teria de mudar de partido. Esse cenário foi testado três vezes: em novembro do ano passado, Serra tinha 36% das intenções de voto. Em março deste ano, oscilou para 35%, percentual que mantém hoje. Ciro Gomes obteve 14% nas três pesquisas. Já o percentual de preferência por Dilma Rousseff dobrou de novembro para hoje: era de 7%, subiu para 11% em março e chega agora a 14%. Heloísa Helena obteve 13% no primeiro levantamento, oscilou para 12% no segundo e tem hoje 10% das preferências. Aécio Neves, que tinha 12% nos dois primeiros levantamentos, caiu para 9%.

A pesquisa mostra que, hoje, apenas um nome teria condições de bater José Serra: o atual presidente, Lula, que precisaria de uma mudança na lei eleitoral para poder concorrer a um terceiro mandato.

Lula atinge 47% das intenções de voto, uma vantagem de 22 pontos em relação ao tucano, que obtém 25% das preferências. Ciro Gomes (8%) e Heloísa Helena (7%) ficam bem atrás.

Também foram testados como possíveis candidatos do PT os ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Fernando Haddad (Educação) e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. Os três ficam em último lugar nos cenários dos quais participam.

No cenário com Palocci, Serra obtém 41% das intenções de voto, Ciro Gomes atinge 18% e, Heloísa Helena, 14%. Apenas 3% votariam no ex-ministro.

Quando Haddad é o representante do PT, Serra, mais uma vez, fica com 41%, seguido por Ciro Gomes (19%) e Heloísa Helena (14%). O ministro da Educação atinge 2% das preferências. Esse percentual é idêntico ao obtido por Patrus Ananias, que, como ocorre nos outros cenários, é superado pelo governador de São Paulo (42%), pelo possível candidato socialista (18%) e pela provável candidata do PSOL (14%).

Levando-se em consideração o cenário principal da pesquisa, verifica-se que, entre os brasileiros com nível superior de escolaridade, a diferença entre Serra e Dilma é de 11 pontos percentuais, metade da registrada nacionalmente: nesse estrato, o tucano tem 33% (cinco pontos percentuais abaixo de sua média nacional) e a petista atinge 22% (seis pontos acima da média).

Algo semelhante ocorre entre os que têm renda familiar acima de 10 salários mínimos. Nesse segmento, Serra tem 34% (quatro pontos abaixo da média) e Dilma fica com 23% (sete pontos acima da média).

Entre os que moram no Nordeste, a diferença é de dez pontos percentuais: 29% para Serra, 19% para Dilma.

Entre os brasileiros que declaram ter tomado conhecimento da doença de Dilma Rousseff, a ministra atinge 22% das intenções de voto, taxa seis pontos superior à média que ela obtém nacionalmente. Nesse segmento, José Serra tem 35% das preferências. Entre os que se dizem bem informados sobre o problema de saúde da ministra ocorre empate: 32% dizem que vão votar na petista, ante 30% que preferem o tucano.

Dizem, espontaneamente, que gostariam de votar pela reeleição de Lula em 2010, 27% dos brasileiros. Eram 25% em março. O favorito José Serra é citado de maneira espontânea por 5%. Dilma Rousseff é mencionada por 4% e Aécio Neves obtém 2% de menções espontâneas. Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Heloísa Helena atingem 1% de menções espontâneas, cada.









Taxa dos que declaram conhecer Dilma Rousseff aumenta 12 pontos em dois meses

O crescimento da força eleitoral de Dilma Rousseff é acompanhada pelo aumento no percentual de brasileiros que dizem conhecê-la. Em março, 53% dos brasileiros diziam conhecer a ministra, dos quais 12% se declaravam bem informados a respeito dela. Hoje, a taxa dos que afirmam conhecer a petista é 12 pontos maior, tendo chegado a 65%, sendo que 21% se consideram bem informados a respeito da possível candidata a presidente.

O percentual dos que dizem conhecer Dilma, hoje, é ligeiramente superior ao dos que declaram conhecer o tucano Aécio Neves (oscilou de 62% para 61%).

Assim como ocorreu com Aécio, as taxas de conhecimento dos demais candidatos oscilaram dentro da margem de erro.

José Serra é o provável candidato à Presidência mais conhecido pelos brasileiros: 95% dos entrevistados afirmam conhecê-lo, mesma taxa registrada em março. O peessedebista tem taxa parecida com a obtida pelo presidente Lula, conhecido por 98%; o petista não foi incluído na pesquisa anterior. O percentual dos que dizem conhecer Ciro Gomes oscilou de 86% em março para 88% hoje e a taxa dos que afirmam conhecer Heloísa Helena variou de 72% para 73%.

O ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, é conhecido por 55%. Os outros dois petistas incluídos no levantamento são os menos conhecidos pela população. Apenas 17% declaram conhecer Patrus Ananias, e 16% dizem saber quem é Fernando Haddad.


Para 81%, ministra agiu bem ao se pronunciar sobre tratamento

Chega a 81% a taxa de brasileiros que acham que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, agiu bem ao anunciar publicamente que está se tratando de um câncer no sistema linfático.

A maioria (65%) dos brasileiros diz ter tomado conhecimento da doença de Dilma. Desses, 23% declaram estar bem informados, 32% se consideram mais ou menos informados e 10% se dizem mal informados a respeito. O percentual dos que dizem ter tomado conhecimento desse problema de saúde entre os que têm intenção de votar na ministra varia de 84% a 88%, dependendo do cenário.

Sabem dizer que Dilma está se tratando de um câncer linfático ou linfoma 13%; dizem que se trata de um câncer, sem especificar qual, 64%. Cerca de um quinto (19%) não sabe dizer que de doença a ministra está se tratando.


Honestidade, experiência e passado político são características mais valorizadas em candidato a presidente

Na hora de escolher um candidato a presidente a maioria dos brasileiros valoriza honestidade, experiência administrativa e passado político. Para 92% é muito importante que o candidato nunca tenha se envolvido em casos de corrupção, 85% dão muita importância ao fato dele ter experiência administrativa e75% consideram de vital importância que ele tenha um passado político conhecido.

Na opinião de 45% é muito importante que o candidato à Presidência não tenha problemas de saúde; 19% acham esse aspecto um pouco importante e 34% não dão importância às condições de saúde do candidato. Entre os que têm intenção de votar na ministra Dilma Rousseff, que anunciou publicamente estar se tratando de um câncer no sistema linfático, a taxa dos que dizem não dar importância à saúde do candidato na hora do voto varia de 40% a 42%, dependendo do cenário pesquisado.

A parcela dos que acham muito (31%) ou um pouco (18%) importante que o candidato seja religioso empata com a dos que não dão importância a esse aspecto (49%).

Cerca de um terço (29%) acha muito importante que o candidato a presidente seja casado; 15% consideram tal característica um pouco importante. A maior parte (54%) não dá importância ao estado conjugal ou civil do candidato.

A maioria dos entrevistados não dá importância ao fato do candidato ser pobre (73%) ou rico (79%), homem (70%) ou mulher (71%).

O apoio do presidente Lula a um candidato a presidente nas eleições do ano que vem poderia levar 41% dos brasileiros a votar nesse candidato. Essa taxa é idêntica à dos que se dizem indiferentes ao apoio do petista. Apenas 13% afirmam que rejeitariam um candidato que tivesse o aval de Lula. Entre os que têm intenção de votar na ministra Dilma Rousseff, candidata do presidente, chega a 69% a taxa dos que afirmam que o apoio do petista poderia ser um fator positivo a se levar em conta na hora do voto.


Aumenta apoio a direito de Lula concorrer a terceiro mandato

Para 47% dos brasileiros a lei eleitoral deveria ser mudada para que o presidente Lula tenha o direito de concorrer a um terceiro mandato na próxima eleição. Esse percentual empata com o dos que são contra a mudança na lei (49%). A pesquisa anterior sobre o tema, realizada em novembro de 2007, mostrava ampla vantagem para os que se posicionavam contra o direito a um terceiro mandato (65% a 31%). Em relação àquele levantamento, a taxa dos que eram a favor da preservação da lei caiu 16 pontos percentuais; a dos que acham que o petista deve ser habilitado a concorrer pela terceira vez consecutiva ao Planalto teve idêntica variação percentual, no sentido inverso, ou seja, subiu 16 pontos.

Entre os que aprovam o desempenho do presidente 59% acham que a lei deveria ser modificada para que Lula concorra mais uma vez à Presidência em 2010, ante 37% que acham que ela deveria ficar como está. A opinião de que Lula deve ser impedido de tentar um terceiro mandato na próxima eleição presidencial é de 72% entre os que acham que ele vem fazendo um governo regular e chega a 91% entre os que reprovam seu desempenho.

Mesmo os brasileiros que têm intenção de votar em Dilma Rousseff, candidata publicamente apoiada por Lula, apóiam, em sua maioria (61% deles), que a lei seja alterada para que o presidente concorra novamente no ano que vem.

Quando se pergunta, de maneira geral, sem mencionar especificamente o atual ocupante do cargo, se os presidentes da República teriam o direito de concorrer a um terceiro mandato, 49% se mostram favoráveis, percentual 15 pontos superior à registrada em novembro de 2007. A taxa dos que acham que os presidentes não deveriam ter esse direito caiu de 63% para 48% (15 pontos).

A maioria continua sendo contra o direito de que prefeitos (60%) e governadores (58%) concorram a um terceiro mandato. Porém, também houve aumento nas taxas dos que apóiam essa chance, tanto para os chefes do Poder Executivo Municipal (de 30% para 35%), quanto para os que chefiam o Executivo Estadual (de 31% para 38%).


São Paulo, 29 de maio de 2009.