segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Profissionais de ensino fazem protesto na Alerj na próxima quarta-feira
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Gabeira acerta com PSDB candidatura no Rio
RIO - Fenômeno nas eleições municipais no ano passado, neste momento a opção do deputado federal Fernando Gabeira (PV) é sair como candidato a governador do Estado do Rio em 2010 apoiado pelo PSDB. Na semana passada, Gabeira conversou com o governador de São Paulo, José Serra, e com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo, dois entusiastas da candidatura do deputado ao governo do Estado do Rio no ano que vem.
" Eles querem que a gente saia com candidatura ao governo " , disse. A opção pelo Senado foi deixada para trás, diz. " A situação lá está muito complicada. Precisaria entrar para mudar e teria que ter pelo menos dez senadores " , afirmou, sem esperanças de renovação na Casa em 2010.
Um dos desafios de sua candidatura será conjugar no primeiro turno a eventual candidatura da senadora Marina Silva pelo PV com a candidatura tucana à Presidência. " Não sei como será, mas gostaria de contar com o apoio do PSDB " , disse o deputado do PV ao Valor. Uma das possibilidades é Gabeira subir no palanque dos dois candidatos presidenciais. Para Serra, Gabeira seria o palanque ideal no Estado para fazer frente ao apoio que Cabral (PMDB), pré-candidato à reeleição, dará à virtual candidata do PT, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. " Essa é a opção, ter dois palanques " , diz o vereador Alfredo Sirkis (PV-RJ). Hoje Gabeira se reúne com Marina para tratar do assunto.
A pré-candidatura Gabeira deve complicar o quadro eleitoral para o governador Sérgio Cabral. Em pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS) realizada entre 23 e 27 de julho com 2 mil eleitores no Estado, Cabral apareceu com 28% das intenções de voto, seguido por Gabeira, com 21%. O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) obteve 17%, enquanto o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), tinha 9%. Cabral luta para ter menos concorrentes e tenta tirar da disputa Lindberg Farias, do PT.
Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador do Rio tem tentado convencer Dilma a tirar Lindberg da corrida ao governo estadual. Uma das alternativas para Lindberg seria concorrer ao Senado .
No PV do Rio, existem ainda diferenças com o DEM, especialmente com o ex-prefeito da capital, Cesar Maia, que tem declarado apoio a Gabeira. A avaliação de políticos do PV é de que a eventual aliança com o ex-prefeito, que deve concorrer ao Senado, vai contra o discurso de renovação de Gabeira. Em 2008, Maia fechou com Gabeira no segundo turno, após a derrota da deputada federal Solange Amaral (DEM).
(Ana Paula Grabois | Valor Econômico)
Gabeira acerta com PSDB candidatura no Rio
RIO - Fenômeno nas eleições municipais no ano passado, neste momento a opção do deputado federal Fernando Gabeira (PV) é sair como candidato a governador do Estado do Rio em 2010 apoiado pelo PSDB. Na semana passada, Gabeira conversou com o governador de São Paulo, José Serra, e com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo, dois entusiastas da candidatura do deputado ao governo do Estado do Rio no ano que vem.
" Eles querem que a gente saia com candidatura ao governo " , disse. A opção pelo Senado foi deixada para trás, diz. " A situação lá está muito complicada. Precisaria entrar para mudar e teria que ter pelo menos dez senadores " , afirmou, sem esperanças de renovação na Casa em 2010.
Um dos desafios de sua candidatura será conjugar no primeiro turno a eventual candidatura da senadora Marina Silva pelo PV com a candidatura tucana à Presidência. " Não sei como será, mas gostaria de contar com o apoio do PSDB " , disse o deputado do PV ao Valor. Uma das possibilidades é Gabeira subir no palanque dos dois candidatos presidenciais. Para Serra, Gabeira seria o palanque ideal no Estado para fazer frente ao apoio que Cabral (PMDB), pré-candidato à reeleição, dará à virtual candidata do PT, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. " Essa é a opção, ter dois palanques " , diz o vereador Alfredo Sirkis (PV-RJ). Hoje Gabeira se reúne com Marina para tratar do assunto.
A pré-candidatura Gabeira deve complicar o quadro eleitoral para o governador Sérgio Cabral. Em pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS) realizada entre 23 e 27 de julho com 2 mil eleitores no Estado, Cabral apareceu com 28% das intenções de voto, seguido por Gabeira, com 21%. O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) obteve 17%, enquanto o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), tinha 9%. Cabral luta para ter menos concorrentes e tenta tirar da disputa Lindberg Farias, do PT.
Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador do Rio tem tentado convencer Dilma a tirar Lindberg da corrida ao governo estadual. Uma das alternativas para Lindberg seria concorrer ao Senado .
No PV do Rio, existem ainda diferenças com o DEM, especialmente com o ex-prefeito da capital, Cesar Maia, que tem declarado apoio a Gabeira. A avaliação de políticos do PV é de que a eventual aliança com o ex-prefeito, que deve concorrer ao Senado, vai contra o discurso de renovação de Gabeira. Em 2008, Maia fechou com Gabeira no segundo turno, após a derrota da deputada federal Solange Amaral (DEM).
(Ana Paula Grabois | Valor Econômico)
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Lindberg Farias: Por que três palanque-Prefeito de Nova Iguaçu-RJ
Rio - O Rio de Janeiro será palco decisivo nas eleições de 2010. Aqui, havia os que defendiam um único palanque para Dilma Rousseff. Seria bom para Sérgio Cabral. Mas seria bom para Dilma? Não.
Teríamos Fernando Gabeira apoiando José Serra com força na capital e Anthony Garotinho Garotinho, no interior e na região metropolitana, como segundo palanque tucano. E Dilma, imprensada no palanque único de Cabral.
A tese do palanque único começou a ser desmontada com a filiação de Garotinho ao PR. Dilma ganhou o apoio de Garotinho e tirou o palanque de Serra
A minha pré-candidatura pelo PT é outro importante reforço para Dilma. Além de mobilizar a militância de esquerda — não vai ser a máquina do PMDB em seus escritórios que agitará as ruas por Dilma —, a nossa candidatura ajudará na disputa com Gabeira pelos votos entre jovens e eleitores que têm na esquerda uma referência.
E isso não atrapalha a aliança com o PMDB? Não é só no Rio de Janeiro que vão existir vários palanques. Na Bahia, o governador é do PT e o PMDB lançou Geddel Vireira Lima. Na relação Cabral-Lula, é o governador quem deve ao presidente, não o contrário. Pedir ao PT para não ter candidato é inaceitável. Significa diminuir nossa bancada de deputados e deixar o governo de Dilma refém do velho PMDB.
Quem entende de eleição, sabe que ter entre 9 e 10% (última pesquisa do IBPS) a essa altura é fantástico. É uma candidatura que tem tudo para crescer com um discurso popular e de esquerda, como fazia Brizola, no Rio, e faz, hoje, Lula nacionalmente e transformar-se na grande onda das eleições ao governo do Rio em 2010.
Lindberg Farias: Por que três palanque-Prefeito de Nova Iguaçu-RJ
Rio - O Rio de Janeiro será palco decisivo nas eleições de 2010. Aqui, havia os que defendiam um único palanque para Dilma Rousseff. Seria bom para Sérgio Cabral. Mas seria bom para Dilma? Não.
Teríamos Fernando Gabeira apoiando José Serra com força na capital e Anthony Garotinho Garotinho, no interior e na região metropolitana, como segundo palanque tucano. E Dilma, imprensada no palanque único de Cabral.
A tese do palanque único começou a ser desmontada com a filiação de Garotinho ao PR. Dilma ganhou o apoio de Garotinho e tirou o palanque de Serra
A minha pré-candidatura pelo PT é outro importante reforço para Dilma. Além de mobilizar a militância de esquerda — não vai ser a máquina do PMDB em seus escritórios que agitará as ruas por Dilma —, a nossa candidatura ajudará na disputa com Gabeira pelos votos entre jovens e eleitores que têm na esquerda uma referência.
E isso não atrapalha a aliança com o PMDB? Não é só no Rio de Janeiro que vão existir vários palanques. Na Bahia, o governador é do PT e o PMDB lançou Geddel Vireira Lima. Na relação Cabral-Lula, é o governador quem deve ao presidente, não o contrário. Pedir ao PT para não ter candidato é inaceitável. Significa diminuir nossa bancada de deputados e deixar o governo de Dilma refém do velho PMDB.
Quem entende de eleição, sabe que ter entre 9 e 10% (última pesquisa do IBPS) a essa altura é fantástico. É uma candidatura que tem tudo para crescer com um discurso popular e de esquerda, como fazia Brizola, no Rio, e faz, hoje, Lula nacionalmente e transformar-se na grande onda das eleições ao governo do Rio em 2010.