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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Tensão pré-eleitoral em Nova Iguaçu

Rio - Confirmando ou não sua candidatura ao governo do Rio, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), não comandará a cidade após abril. Acordo entre PT e PDT antes da campanha de reeleição do petista, em 2008, teria estabelecido que a vice-prefeita, Sheila Gama, administrará o município a partir do fim do prazo de descompatibilização para as eleições do ano que vem. Com isso, caso Lindberg não consiga apoio de seu partido para disputar o Palácio Guanabara, seu rumo deverá ser o Senado.

Foto: Agência O DIA
Foto: Agência O DIA
Líderes políticos de Nova Iguaçu confirmam o acordo. Lindberg diz que isso não existe. Ele afirma apenas que está ‘preparando’ Sheila e assessores para assumirem o município. “Não existe acordo ou pacto. Temos entendimento e proximidade. Sheila vai me substituir e terá meu apoio para administrar bem a cidade”, afirmou .

“Sei o que todo mundo sabe: Lindberg fez acordo com Sheila no qual ele sairia para disputar eleição para o governo ou o Senado”, afirma o presidente da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu, Marcos Fernandes (DEM).

“Alguém largaria o mandato de deputado sem ter a garantia que assumiria o cargo de prefeito depois?”, questiona o vereador e secretário de Finanças de Nova Iguaçu, Carlos Ferreira, o Ferreirinha (PT), referindo-se ao fato de Sheila Gama ter renunciado ao seu mandato na Alerj para ser vice de Lindberg.

O petista tem longa jornada. Seu principal problema é articulação promovida pelo governador Sérgio Cabral e seus aliados. Eles tentam diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o enquadramento de Lindberg, para o PT do Rio se aliar ao PMDB pela reeleição de Cabral já no primeiro turno. O principal argumento é a aliança nacional dos dois partidos em favor da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à presidência. Lindberg depende também da composição do PT e do PMDB nas disputas pelo governo em outros estados, como a Bahia.


Enquanto o quadro não se define, Lindberg segue articulando. Sua afinação com o PDT é tão grande que líderes pedetistas já sinalizam com convites para ele entrar no partido. O problema é o prazo exíguo. Pela lei eleitoral, o prefeito de Nova Iguaçu teria que mudar de partido até 3 de outubro — um ano antes da eleição.


Outro impedimento é a pré-candidatura do deputado e apresentador de TV Wagner Montes, principal puxador de votos do PDT do Rio. Apesar de o parlamentar não gostar muito da ideia, pois prefere seguir na Alerj, o comando nacional do PDT não quer dispor agora deste capital político — Montes é um dos líderes de pesquisas ao governo.

“A campanha custa uns R$ 30 milhões. Se o partido bancar com recursos próprios e sem contribuições de empresas que nos deixem de rabo preso, concorro”, sinalizou Montes.

Principal articulador político do PDT na Baixada e vice-prefeito de São João de Meriti, Carlos Correia afirma que o partido deve seguir com Lindberg caso Montes não concorra. “Seu perfil é de defender os fracos e oprimidos, dentro da nossa linha. Ele é um brizolista”, afirma.


Procurados por O DIA em seus gabinetes e na residência, Sheila Gama e o marido, o conselheiro do TCE Aluisio Gama, não foram localizados.

Juiz poderá virar prefeito

Caso Sheila Gama assuma a Prefeitura de Nova Iguaçu e, durante o início do mandato, precise se ausentar do cargo, quem assumirá será o juiz diretor do Fórum de Nova Iguaçu. A situação inusitada está prevista na Lei Orgânica do município. Primeiro na nova linha sucessória, o presidente da Câmara, vereador Marcos Fernandes (DEM), estará impedido de exercer o cargo porque concorrerá a uma vaga na Assembleia Legislativa.

Os acordos entre PT e PDT de divisão de mandatos não costumam dar certo. Em 1998, uma aliança elegeu Saturnino Braga (PT) senador pelo Rio, com o atual ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), como primeiro suplente. Braga ficaria nos primeiros quatro anos do mandato, Lupi nos últimos. O petista acabou não cumprindo o combinado, e o pedetista chegou procurar a Justiça para fazer valer o seu ‘direito’. Mas perdeu.

Indefinição de crime gera medo nos bastidores da política

Considerado braço-direito da vice-prefeita Sheila Gama (PDT), o empresário Luiz Carlos Duarte Baptista, o Carlinhos da Tinguá, 67 anos, foi assassinado na manhã do dia 19 de março, na Via Light, em Nova Iguaçu. As circunstâncias do crime estão longe de um esclarecimento, conforme inquérito policial da 52ª DP (Nova Iguaçu).

Amiga de Carlinhos, Sheila Gama disse, à época do crime, que não tinha dúvidas que os autores dos disparos — dois homens numa moto — foram os mesmos que, em 6 de fevereiro, invadiram armados a sede do PDT, em Nova Iguaçu. Como não encontravam o que procuravam, foram embora. Neste dia, Carlinhos e Sheila chegaram atrasados à reunião.

O clima de medo ronda os bastidores da política no município e ninguém fala sobre os motivos que teriam levado à morte do empresário, um dos mais bem sucedidos na região. Ele chegou a ser presidente da escola de samba Beija-Flor em 1993.

O secretário de Economia e Finanças de Nova Iguaçu, Carlos Ferreira, o Ferreirinha (PT), afirma que a falta de solução do crime gera instabilidade. Em sua opinião, Sheila fará um governo de coalização com o PT, mas disse não ter dúvidas de que o marido dela, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Aluísio Gama, terá papel importante no governo, sobretudo por já ter sido prefeito de Nova Iguaçu de 1989 a 1993.

Reportagem de Alfredo Junqueira e Marcos Galvão

Tensão pré-eleitoral em Nova Iguaçu

Rio - Confirmando ou não sua candidatura ao governo do Rio, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), não comandará a cidade após abril. Acordo entre PT e PDT antes da campanha de reeleição do petista, em 2008, teria estabelecido que a vice-prefeita, Sheila Gama, administrará o município a partir do fim do prazo de descompatibilização para as eleições do ano que vem. Com isso, caso Lindberg não consiga apoio de seu partido para disputar o Palácio Guanabara, seu rumo deverá ser o Senado.

Foto: Agência O DIA
Foto: Agência O DIA
Líderes políticos de Nova Iguaçu confirmam o acordo. Lindberg diz que isso não existe. Ele afirma apenas que está ‘preparando’ Sheila e assessores para assumirem o município. “Não existe acordo ou pacto. Temos entendimento e proximidade. Sheila vai me substituir e terá meu apoio para administrar bem a cidade”, afirmou .

“Sei o que todo mundo sabe: Lindberg fez acordo com Sheila no qual ele sairia para disputar eleição para o governo ou o Senado”, afirma o presidente da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu, Marcos Fernandes (DEM).

“Alguém largaria o mandato de deputado sem ter a garantia que assumiria o cargo de prefeito depois?”, questiona o vereador e secretário de Finanças de Nova Iguaçu, Carlos Ferreira, o Ferreirinha (PT), referindo-se ao fato de Sheila Gama ter renunciado ao seu mandato na Alerj para ser vice de Lindberg.

O petista tem longa jornada. Seu principal problema é articulação promovida pelo governador Sérgio Cabral e seus aliados. Eles tentam diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o enquadramento de Lindberg, para o PT do Rio se aliar ao PMDB pela reeleição de Cabral já no primeiro turno. O principal argumento é a aliança nacional dos dois partidos em favor da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à presidência. Lindberg depende também da composição do PT e do PMDB nas disputas pelo governo em outros estados, como a Bahia.


Enquanto o quadro não se define, Lindberg segue articulando. Sua afinação com o PDT é tão grande que líderes pedetistas já sinalizam com convites para ele entrar no partido. O problema é o prazo exíguo. Pela lei eleitoral, o prefeito de Nova Iguaçu teria que mudar de partido até 3 de outubro — um ano antes da eleição.


Outro impedimento é a pré-candidatura do deputado e apresentador de TV Wagner Montes, principal puxador de votos do PDT do Rio. Apesar de o parlamentar não gostar muito da ideia, pois prefere seguir na Alerj, o comando nacional do PDT não quer dispor agora deste capital político — Montes é um dos líderes de pesquisas ao governo.

“A campanha custa uns R$ 30 milhões. Se o partido bancar com recursos próprios e sem contribuições de empresas que nos deixem de rabo preso, concorro”, sinalizou Montes.

Principal articulador político do PDT na Baixada e vice-prefeito de São João de Meriti, Carlos Correia afirma que o partido deve seguir com Lindberg caso Montes não concorra. “Seu perfil é de defender os fracos e oprimidos, dentro da nossa linha. Ele é um brizolista”, afirma.


Procurados por O DIA em seus gabinetes e na residência, Sheila Gama e o marido, o conselheiro do TCE Aluisio Gama, não foram localizados.

Juiz poderá virar prefeito

Caso Sheila Gama assuma a Prefeitura de Nova Iguaçu e, durante o início do mandato, precise se ausentar do cargo, quem assumirá será o juiz diretor do Fórum de Nova Iguaçu. A situação inusitada está prevista na Lei Orgânica do município. Primeiro na nova linha sucessória, o presidente da Câmara, vereador Marcos Fernandes (DEM), estará impedido de exercer o cargo porque concorrerá a uma vaga na Assembleia Legislativa.

Os acordos entre PT e PDT de divisão de mandatos não costumam dar certo. Em 1998, uma aliança elegeu Saturnino Braga (PT) senador pelo Rio, com o atual ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), como primeiro suplente. Braga ficaria nos primeiros quatro anos do mandato, Lupi nos últimos. O petista acabou não cumprindo o combinado, e o pedetista chegou procurar a Justiça para fazer valer o seu ‘direito’. Mas perdeu.

Indefinição de crime gera medo nos bastidores da política

Considerado braço-direito da vice-prefeita Sheila Gama (PDT), o empresário Luiz Carlos Duarte Baptista, o Carlinhos da Tinguá, 67 anos, foi assassinado na manhã do dia 19 de março, na Via Light, em Nova Iguaçu. As circunstâncias do crime estão longe de um esclarecimento, conforme inquérito policial da 52ª DP (Nova Iguaçu).

Amiga de Carlinhos, Sheila Gama disse, à época do crime, que não tinha dúvidas que os autores dos disparos — dois homens numa moto — foram os mesmos que, em 6 de fevereiro, invadiram armados a sede do PDT, em Nova Iguaçu. Como não encontravam o que procuravam, foram embora. Neste dia, Carlinhos e Sheila chegaram atrasados à reunião.

O clima de medo ronda os bastidores da política no município e ninguém fala sobre os motivos que teriam levado à morte do empresário, um dos mais bem sucedidos na região. Ele chegou a ser presidente da escola de samba Beija-Flor em 1993.

O secretário de Economia e Finanças de Nova Iguaçu, Carlos Ferreira, o Ferreirinha (PT), afirma que a falta de solução do crime gera instabilidade. Em sua opinião, Sheila fará um governo de coalização com o PT, mas disse não ter dúvidas de que o marido dela, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Aluísio Gama, terá papel importante no governo, sobretudo por já ter sido prefeito de Nova Iguaçu de 1989 a 1993.

Reportagem de Alfredo Junqueira e Marcos Galvão

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Lindberg Farias: Por que três palanque-Prefeito de Nova Iguaçu-RJ


Rio - O Rio de Janeiro será palco decisivo nas eleições de 2010. Aqui, havia os que defendiam um único palanque para Dilma Rousseff. Seria bom para Sérgio Cabral. Mas seria bom para Dilma? Não.

Teríamos Fernando Gabeira apoiando José Serra com força na capital e Anthony Garotinho Garotinho, no interior e na região metropolitana, como segundo palanque tucano. E Dilma, imprensada no palanque único de Cabral.

A tese do palanque único começou a ser desmontada com a filiação de Garotinho ao PR. Dilma ganhou o apoio de Garotinho e tirou o palanque de Serra

A minha pré-candidatura pelo PT é outro importante reforço para Dilma. Além de mobilizar a militância de esquerda — não vai ser a máquina do PMDB em seus escritórios que agitará as ruas por Dilma —, a nossa candidatura ajudará na disputa com Gabeira pelos votos entre jovens e eleitores que têm na esquerda uma referência.

E isso não atrapalha a aliança com o PMDB? Não é só no Rio de Janeiro que vão existir vários palanques. Na Bahia, o governador é do PT e o PMDB lançou Geddel Vireira Lima. Na relação Cabral-Lula, é o governador quem deve ao presidente, não o contrário. Pedir ao PT para não ter candidato é inaceitável. Significa diminuir nossa bancada de deputados e deixar o governo de Dilma refém do velho PMDB.

Quem entende de eleição, sabe que ter entre 9 e 10% (última pesquisa do IBPS) a essa altura é fantástico. É uma candidatura que tem tudo para crescer com um discurso popular e de esquerda, como fazia Brizola, no Rio, e faz, hoje, Lula nacionalmente e transformar-se na grande onda das eleições ao governo do Rio em 2010.

Lindberg Farias: Por que três palanque-Prefeito de Nova Iguaçu-RJ


Rio - O Rio de Janeiro será palco decisivo nas eleições de 2010. Aqui, havia os que defendiam um único palanque para Dilma Rousseff. Seria bom para Sérgio Cabral. Mas seria bom para Dilma? Não.

Teríamos Fernando Gabeira apoiando José Serra com força na capital e Anthony Garotinho Garotinho, no interior e na região metropolitana, como segundo palanque tucano. E Dilma, imprensada no palanque único de Cabral.

A tese do palanque único começou a ser desmontada com a filiação de Garotinho ao PR. Dilma ganhou o apoio de Garotinho e tirou o palanque de Serra

A minha pré-candidatura pelo PT é outro importante reforço para Dilma. Além de mobilizar a militância de esquerda — não vai ser a máquina do PMDB em seus escritórios que agitará as ruas por Dilma —, a nossa candidatura ajudará na disputa com Gabeira pelos votos entre jovens e eleitores que têm na esquerda uma referência.

E isso não atrapalha a aliança com o PMDB? Não é só no Rio de Janeiro que vão existir vários palanques. Na Bahia, o governador é do PT e o PMDB lançou Geddel Vireira Lima. Na relação Cabral-Lula, é o governador quem deve ao presidente, não o contrário. Pedir ao PT para não ter candidato é inaceitável. Significa diminuir nossa bancada de deputados e deixar o governo de Dilma refém do velho PMDB.

Quem entende de eleição, sabe que ter entre 9 e 10% (última pesquisa do IBPS) a essa altura é fantástico. É uma candidatura que tem tudo para crescer com um discurso popular e de esquerda, como fazia Brizola, no Rio, e faz, hoje, Lula nacionalmente e transformar-se na grande onda das eleições ao governo do Rio em 2010.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Eduardo Paes faz promoção pessoal em site da Prefeitura

Parece que as desventuras do Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), não chegam ao final. Depois de recebermos as notícias de que as escolas municipais estão sem comida, de que o tal choque de ordem está gerando uma máfia de subornos e de que o Prefeito tentou privatizar a saúde e a educação através das organizações sociais, entre outras, ficamos sabendo, agora, que o Prefeito faz promoção pessoal no site da Prefeitura do Rio.

É isso mesmo que vocês leram. Ao que parece, Paes disponibiliza no site do Palácio da Cidade, que tem sua manutenção paga com o dinheiro do contribuinte carioca e que deveria ser um canal de comunicação entre o cidadão e a Prefeitura, links dos perfis pessoais dele em sites de relacionamento.

Resumindo, o site era usado não para facilitar o acesso do cidadão com relação ao Prefeito da cidade, e sim, para propagandear o político Eduardo Paes.

A mesma notícia que me deixou a par disso conta que um vereador, Carlo Caiado do DEM, já enviou denúncia ao Ministério Público Estadual que trata deste abuso cometido pelo Prefeito no que tange o Portal da Prefeitura.

Seja qual for o resultado da denúncia do Vereador Caiado, o importante é que fica, infelizmente para o Rio, mais uma mácula no currículo de Paes. Neste caso do uso do portal público para promoção de seu âmbito privado, o Prefeito afrontou totalmente o princípio da impessoalidade da Administração Pública.

Mais uma vergonha.

O parcela da população carioca que votou em Paes se arrepende hoje amargamente.

Perspectiva Política

Eduardo Paes faz promoção pessoal em site da Prefeitura

Parece que as desventuras do Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), não chegam ao final. Depois de recebermos as notícias de que as escolas municipais estão sem comida, de que o tal choque de ordem está gerando uma máfia de subornos e de que o Prefeito tentou privatizar a saúde e a educação através das organizações sociais, entre outras, ficamos sabendo, agora, que o Prefeito faz promoção pessoal no site da Prefeitura do Rio.

É isso mesmo que vocês leram. Ao que parece, Paes disponibiliza no site do Palácio da Cidade, que tem sua manutenção paga com o dinheiro do contribuinte carioca e que deveria ser um canal de comunicação entre o cidadão e a Prefeitura, links dos perfis pessoais dele em sites de relacionamento.

Resumindo, o site era usado não para facilitar o acesso do cidadão com relação ao Prefeito da cidade, e sim, para propagandear o político Eduardo Paes.

A mesma notícia que me deixou a par disso conta que um vereador, Carlo Caiado do DEM, já enviou denúncia ao Ministério Público Estadual que trata deste abuso cometido pelo Prefeito no que tange o Portal da Prefeitura.

Seja qual for o resultado da denúncia do Vereador Caiado, o importante é que fica, infelizmente para o Rio, mais uma mácula no currículo de Paes. Neste caso do uso do portal público para promoção de seu âmbito privado, o Prefeito afrontou totalmente o princípio da impessoalidade da Administração Pública.

Mais uma vergonha.

O parcela da população carioca que votou em Paes se arrepende hoje amargamente.

Perspectiva Política

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Depoimento enviado por e-mail - Denúncia

Quando chove, temos enchentes; trânsito berando o caos; atropelamentos quase que rotineiros…

De onde estamos falando?

Avenida das Américas na altura do Recreio dos Bandeirantes, logo após o supermercado Mundial.

A região que tem um IPTU alto, habitando pela classe média e classe média alta carioca tem sido alvo de assaltos, trânsito desmedidos, atropelamentos por falta de sinais e/ou passarelas e agora devido a falta de obras estruturais nas vias públicas temos mais uma vítima.

Só que dessa vez é um assessor do nosso digníssimo prefeito Eduardo Paes, o mesmo que vem se empenhando num choque de ordem desmedido na zona oeste.

O tempo e o dinheiro que tem sido empregado em derrubar moradias que foram construídas de forma irregular e com os olhos da prefeitura deixando crescer desordenadamente poderia e deveria ser empregado na melhoria da pista do Recreio como o alargamento e melhoras no meio fio.
Dia desses na altura do posto texaco quase capotei pela falta de sinalização do retorno.

Até quando vamos viver esse esquecimento da necessidade do BÁSICO?

Esse crescimento desmedido do Recreio dos Bandeirantes, liberação de novas construções, e as calçadas ainda de areia?

Isso é ultrajante!

Vamos ver se agora que o Sr. Prefeito sentirá no seu gabinete o mesmo fará algo em favor da localidade, ou será esse assessor só mais uma vítima do descaso?

Depoimento enviado por e-mail - Denúncia

Quando chove, temos enchentes; trânsito berando o caos; atropelamentos quase que rotineiros…

De onde estamos falando?

Avenida das Américas na altura do Recreio dos Bandeirantes, logo após o supermercado Mundial.

A região que tem um IPTU alto, habitando pela classe média e classe média alta carioca tem sido alvo de assaltos, trânsito desmedidos, atropelamentos por falta de sinais e/ou passarelas e agora devido a falta de obras estruturais nas vias públicas temos mais uma vítima.

Só que dessa vez é um assessor do nosso digníssimo prefeito Eduardo Paes, o mesmo que vem se empenhando num choque de ordem desmedido na zona oeste.

O tempo e o dinheiro que tem sido empregado em derrubar moradias que foram construídas de forma irregular e com os olhos da prefeitura deixando crescer desordenadamente poderia e deveria ser empregado na melhoria da pista do Recreio como o alargamento e melhoras no meio fio.
Dia desses na altura do posto texaco quase capotei pela falta de sinalização do retorno.

Até quando vamos viver esse esquecimento da necessidade do BÁSICO?

Esse crescimento desmedido do Recreio dos Bandeirantes, liberação de novas construções, e as calçadas ainda de areia?

Isso é ultrajante!

Vamos ver se agora que o Sr. Prefeito sentirá no seu gabinete o mesmo fará algo em favor da localidade, ou será esse assessor só mais uma vítima do descaso?

domingo, 28 de junho de 2009

Esta acontecendo agora!!!!

Moradores do Recreio - TERREIRÃO estão mobilizados e caminhando pelas ruas do bairro contra as atitudes do Prefeito Eduardo Paes que já anunciou que irá derrubar outros prédios na localidade.
Infelizmente o povo do Rio de Janeiro vive sem orientação.
Orientação de seus direitos e deveres.
Irregularidades existem em todos os segmentos, setores da administração da prefeitura.
Quando obras, irregulares ou não, iniciaram no Terreirão e isso não foi emjaneiro deste anos.
Alguns moradores estão na localidade há mais de 20 anos...
Claro que Eduardo Paes não era o prefeito... é o seu primeiro mandato... mais, porem, entretanto a FOLHA REPUBLICANA revitalizando a memória nacional e carioca solicita que seu eleitores procurem conhecer o passado político de Eduardo Paes e tirem sua s conclusões.
Estarei buscando o currículo do prefeito e publicarei para que todos possam saber a sua origem e o que ele poderia ter feito ou não.
Toda ação provoca uma reação.
precisamos de um município com ordem, com certeza.
Precisamos de um município com ordem que não faça discriminação social e econômica.
Cariocas fiquem atentos como está sendo administrado o município e o Estado.
Em 2010 é a nossa oportunidade de mudar parte deste quadro trágico.

Esta acontecendo agora!!!!

Moradores do Recreio - TERREIRÃO estão mobilizados e caminhando pelas ruas do bairro contra as atitudes do Prefeito Eduardo Paes que já anunciou que irá derrubar outros prédios na localidade.
Infelizmente o povo do Rio de Janeiro vive sem orientação.
Orientação de seus direitos e deveres.
Irregularidades existem em todos os segmentos, setores da administração da prefeitura.
Quando obras, irregulares ou não, iniciaram no Terreirão e isso não foi emjaneiro deste anos.
Alguns moradores estão na localidade há mais de 20 anos...
Claro que Eduardo Paes não era o prefeito... é o seu primeiro mandato... mais, porem, entretanto a FOLHA REPUBLICANA revitalizando a memória nacional e carioca solicita que seu eleitores procurem conhecer o passado político de Eduardo Paes e tirem sua s conclusões.
Estarei buscando o currículo do prefeito e publicarei para que todos possam saber a sua origem e o que ele poderia ter feito ou não.
Toda ação provoca uma reação.
precisamos de um município com ordem, com certeza.
Precisamos de um município com ordem que não faça discriminação social e econômica.
Cariocas fiquem atentos como está sendo administrado o município e o Estado.
Em 2010 é a nossa oportunidade de mudar parte deste quadro trágico.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Secretaria vai recolher no Rio livro didático com figura imprópria para crianças...DEPOIS QUE ENTORNAM O CALDO!!!!!!



RIO - O livro didático de história da Coleção Projeto Pitanguá, da editora Moderna, será recolhido da rede municipal de ensino do Rio por ter uma gravura do pintor francês Theodor de Bry considerada inapropriada para os alunos do 4º ano do ensino fundamental. A figura feita em 1540 mostra um empalamento (ritual de tribos indígenas do século XVI, em que povos tupis executavam seus adversários e introduziam uma estaca pelo ânus que atravessava os órgãos até chegar à boca). Segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME), o Ministério da Educação (MEC) já foi notificado sobre o caso.

Uma apostila será distribuída pela SME do Rio de Janeiro para não prejudicar os alunos do quarto ano do ensino fundamental. Porém, a data para a substituição ainda não foi divulgada. Como são os professores que escolhem os livros, a secretaria ainda não tem uma estimativa de quantos alunos estão usando o material.

" É inaceitável que falhas como essa ocorram. Consideramos esse tipo de imagem inadequada e já estamos recolhendo os livros (Claudia Costin) "

Em nota, a secretaria esclarece que os livros didáticos utilizados na rede de ensino do Rio são escolhidos pelo próprio professor, a partir de uma lista elaborada, avaliada e determinada pelo MEC, dentro do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Todos os estados e municípios recebem livros didáticos a partir do mesmo sistema, com exceção do Estado de São Paulo.

- É inaceitável que falhas como essa ocorram. Consideramos esse tipo de imagem inadequada para alunos do 4º Ano e já estamos recolhendo os exemplares desse livro. Precisamos proteger os alunos e todo cuidado é pouco - afirmou a secretária municipal de Educação, Claudia Costin, ressaltando ainda que os pais podem devolver o livro às escolas.

Livro com conteúdo impróprio

Um levantamento junto às escolas está sendo feito para saber quantos exemplares do livro foram adotados. A SME vai tentar junto à Editora Moderna, responsável pela publicação, a substituição do livro por uma edição diferente, mas com o mesmo conteúdo didático do 4º Ano.

De acordo com a assessoria de comunicação do MEC, o orgão respeita a decisão da secretária Claudia Costin, mas não vê nenhum problema na gravuna, já que a mesma está exposta na Biblioteca Mario de Andrade em São Paulo.

A Editora Moderna informou, em nota, que todas as ilustrações da edição 2005 do livro Pitanguá - História 3 são reproduções de pinturas ou gravuras históricas presentes em museus, bibliotecas e acervos públicos cuja visita faz parte do currículo extracurricular dos estudantes dessa faixa etária. Por se tratarem de material histórico, inserido num livro de estudo de História, as ilustrações devem ser analisadas dentro de seu contexto de época e de cultura.

Secretaria vai recolher no Rio livro didático com figura imprópria para crianças...DEPOIS QUE ENTORNAM O CALDO!!!!!!



RIO - O livro didático de história da Coleção Projeto Pitanguá, da editora Moderna, será recolhido da rede municipal de ensino do Rio por ter uma gravura do pintor francês Theodor de Bry considerada inapropriada para os alunos do 4º ano do ensino fundamental. A figura feita em 1540 mostra um empalamento (ritual de tribos indígenas do século XVI, em que povos tupis executavam seus adversários e introduziam uma estaca pelo ânus que atravessava os órgãos até chegar à boca). Segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME), o Ministério da Educação (MEC) já foi notificado sobre o caso.

Uma apostila será distribuída pela SME do Rio de Janeiro para não prejudicar os alunos do quarto ano do ensino fundamental. Porém, a data para a substituição ainda não foi divulgada. Como são os professores que escolhem os livros, a secretaria ainda não tem uma estimativa de quantos alunos estão usando o material.

" É inaceitável que falhas como essa ocorram. Consideramos esse tipo de imagem inadequada e já estamos recolhendo os livros (Claudia Costin) "

Em nota, a secretaria esclarece que os livros didáticos utilizados na rede de ensino do Rio são escolhidos pelo próprio professor, a partir de uma lista elaborada, avaliada e determinada pelo MEC, dentro do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Todos os estados e municípios recebem livros didáticos a partir do mesmo sistema, com exceção do Estado de São Paulo.

- É inaceitável que falhas como essa ocorram. Consideramos esse tipo de imagem inadequada para alunos do 4º Ano e já estamos recolhendo os exemplares desse livro. Precisamos proteger os alunos e todo cuidado é pouco - afirmou a secretária municipal de Educação, Claudia Costin, ressaltando ainda que os pais podem devolver o livro às escolas.

Livro com conteúdo impróprio

Um levantamento junto às escolas está sendo feito para saber quantos exemplares do livro foram adotados. A SME vai tentar junto à Editora Moderna, responsável pela publicação, a substituição do livro por uma edição diferente, mas com o mesmo conteúdo didático do 4º Ano.

De acordo com a assessoria de comunicação do MEC, o orgão respeita a decisão da secretária Claudia Costin, mas não vê nenhum problema na gravuna, já que a mesma está exposta na Biblioteca Mario de Andrade em São Paulo.

A Editora Moderna informou, em nota, que todas as ilustrações da edição 2005 do livro Pitanguá - História 3 são reproduções de pinturas ou gravuras históricas presentes em museus, bibliotecas e acervos públicos cuja visita faz parte do currículo extracurricular dos estudantes dessa faixa etária. Por se tratarem de material histórico, inserido num livro de estudo de História, as ilustrações devem ser analisadas dentro de seu contexto de época e de cultura.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

No Twitter tem começado uma piadinha que diz: Eduardo Paes é contra a especulação imobiliária… na Rocinha

E pelo jeito é a mais pura verdade se levarmos em conta o que o prefeito Cesar Maia denunciou em seu ex-blog do dia 29 de Maio e o que traz o Perspectiva Política. O atual prefeito do Rio simplesmente revogou um Decreto de 2000 em que dava a prioridade a construção de uma escola pública como contrapartida de empreitadas imobiliárias. O que permitiu que no município do Rio fosse construída praticamente uma sala de aula por dia.

Oras, se a lei municipal não mais obriga o que acha que as construtoras vão preferir: uma escola pública ou uma praça que ajuda a valorizar ainda mais o imóvel?
Resta dúvida?


E o pior, a imprensa tem passado longe disso… mas para dizer que tal obra poderia construir não sei quantas escolas, ah isso fala…

Fonte: diariodorio.com

No Twitter tem começado uma piadinha que diz: Eduardo Paes é contra a especulação imobiliária… na Rocinha

E pelo jeito é a mais pura verdade se levarmos em conta o que o prefeito Cesar Maia denunciou em seu ex-blog do dia 29 de Maio e o que traz o Perspectiva Política. O atual prefeito do Rio simplesmente revogou um Decreto de 2000 em que dava a prioridade a construção de uma escola pública como contrapartida de empreitadas imobiliárias. O que permitiu que no município do Rio fosse construída praticamente uma sala de aula por dia.

Oras, se a lei municipal não mais obriga o que acha que as construtoras vão preferir: uma escola pública ou uma praça que ajuda a valorizar ainda mais o imóvel?
Resta dúvida?


E o pior, a imprensa tem passado longe disso… mas para dizer que tal obra poderia construir não sei quantas escolas, ah isso fala…

Fonte: diariodorio.com

domingo, 31 de maio de 2009

E O PMDB NO RIO DE JANEIRO?



Antes do Carnaval o Senador Jarbas Vasconcellos deu uma entrevista à Páginas Amarelas da Veja dizendo que seu partido o PMDB era corrupto. E neste fim de semana seu colega de partido, o também Senador Pedro Simon, deu outra entrevista reafirmando que havia forte corrupção no partido.

O que foi dito por estes dois senadores é extremamente preocupante em nossa cidade, afinal o Prefeito Eduardo Paes, o presidente da Câmara é o Jorge Felippe, o Governador Sergio Cabral, o Presidente da ALERJ Jorge Picciani e o Senador Paulo Duque são TODOS do PMDB.



Vasconcelos e Simon não deram nomes mas é fato conhecido da relação que o PMDB tem com o governo. Daquela lista acima não há provas contra nenhum mas já houve alguns escândalos envolvendo o nome de alguns.
Fonte: diariodorio.com

E O PMDB NO RIO DE JANEIRO?



Antes do Carnaval o Senador Jarbas Vasconcellos deu uma entrevista à Páginas Amarelas da Veja dizendo que seu partido o PMDB era corrupto. E neste fim de semana seu colega de partido, o também Senador Pedro Simon, deu outra entrevista reafirmando que havia forte corrupção no partido.

O que foi dito por estes dois senadores é extremamente preocupante em nossa cidade, afinal o Prefeito Eduardo Paes, o presidente da Câmara é o Jorge Felippe, o Governador Sergio Cabral, o Presidente da ALERJ Jorge Picciani e o Senador Paulo Duque são TODOS do PMDB.



Vasconcelos e Simon não deram nomes mas é fato conhecido da relação que o PMDB tem com o governo. Daquela lista acima não há provas contra nenhum mas já houve alguns escândalos envolvendo o nome de alguns.
Fonte: diariodorio.com

terça-feira, 26 de maio de 2009

Crivella cobra instalação de comissão sobre pacto federativo


O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – Senador Inácio Arruda, eu vim aqui para falar uma coisa, mas antes eu gostaria de parabenizar o Senador Magno Malta por esse trabalho, por essa cruzada extraordinária que ele tem feito em favor das crianças, em favor do povo brasileiro. Ele tem lutado, muitas vezes até sozinho, nessa campanha, mas ele cresce diante desses desafios, enfrenta tudo. Já participou da CPI do Narcotráfico, tem experiência, é valente, é um homem de fé. Portanto, outro melhor não poderia estar desempenhando essa função. Peço a Deus e tenho certeza de que, com a graça de Deus e a força do povo, ele vai contribuir decisivamente para que o Brasil crie instrumentos para erradicar definitivamente esse hediondo crime contra a vida de nossas crianças.
Sr. Presidente, eu aqui vim fazer um apelo, porque, há um ano e meio, venho lutando para instalarmos no Senado Federal uma comissão que possa discutir o pacto federativo. Essa comissão, na semana passada, foi votada e aprovada. E aqui faço um apelo aos Srs. Líderes para indicarem, cada partido, três membros, e podermos nos debruçar sobre esse tema, que é dos mais relevantes e diz respeito aos interesses concretos de cada brasileiro. Não é apenas o arcabouço econômico, mas diminuirmos a tristeza, a angústia, a penúria que muitos desses 5.564 Municípios vivem hoje. E até já se tornou um termo comum dizer que os prefeitos vêm à Brasília com o “pires na mão”.
Agora mesmo, estava recebendo um altivo Prefeito do Município de Belford Roxo, na baixada fluminense, Alcides Rolim. Ele vem aqui penalizado, amargurado, entristecido porque, no seu Município, com 600 mil habitantes, apenas 30% têm água encanada.
Então, o senhor imagine! Neste Brasil tão rico, neste Brasil do pré-sal, mas também tão mal dividido, com tanta concentração de poder e renda, na baixada fluminense, no Município de Belford Roxo, de 600 mil habitantes, só 180 mil têm água em casa. O restante, 520 mil ou 420 mil, não possui sequer água nas torneiras das suas casas. A água ou é conseguida a uma distância de uma fonte qualquer, ou de poço, muitas vezes contaminado, porque também não há esgoto, e essas pessoas usam fossas, e essas fossas acabam percolando para o lençol freático.
Então, Sr. Presidente, como é que um Município com 600 mil habitantes não tem dinheiro para investir em saneamento? Isso é pacto federativo. Isso é distribuição de recursos fiscais.
Nós precisamos reestudar isso. E não é só isso não, Sr. Presidente. Talvez nós possamos adotar um pacto federativo semelhante ao que existe nos Estados Unidos. Lá, a política judiciária, o Código Penal é determinado nos Estados. Aliás, nos Estados Unidos, existe até o Senado Estadual. A legislação é bicameral no próprio Estado. Há os Deputados e os Senadores. Então, pode ser até carteira de motorista. Um jovem no interior de um país mais rural pode não estar preparado para dirigir automóvel, mas pode estar em São Paulo, com 15 ou 16 anos. Por quê? Porque ele tem muito mais contato com o trânsito, com o automóvel, com os veículos, porque o pai e a mãe têm carro, um irmão. Pode ser que tudo isso seja discutido em um novo pacto federativo.
Então, faço aqui um apelo, Sr. Presidente: que possamos instalar rapidamente esta comissão e nos debruçar sobre o tema. O senhor sabe que a Constituição Federal tem três artigos que tratam disso: arts. 22, 23 e 24. Esses três artigos falam das atribuições específicas da União: das concorrentes e das comuns. Esses três artigos são vagos. Há o §1º do art. 25 que, inclusive, diz que serão atribuição do Estado todas as atribuições não proibidas na Constituição. Isso é muito vago e causa conflito de toda espécie entre os entes federativos, para não citar aqui a guerra fiscal, que coloca brasileiros contra brasileiros, tentando atrair recursos, empreendimentos e investimentos para sua terra.
Tudo isso deve ser debatido nesta Casa. Este é o fórum. Esta é a agenda positiva. O Senado Federal deve isso à Nação, acho que a nossa Legislatura. Devemos levar essa discussão e, daqui a 120 dias, apresentarmos, para ser votado e discutido, um novo projeto de pacto federativo. É muito melhor do que ficarmos envolvidos aqui, toda hora, em escândalos, sendo pautados, muitas vezes, por uma imprensa apenas interessada em vender jornal com uma manchete sensacionalista.
Sr. Presidente, então, fica aqui o meu apelo aos Líderes desta Casa.
Era o que tinha a dizer.
Muito obrigado.

Da Redação / Agência Senado

Crivella cobra instalação de comissão sobre pacto federativo


O SR. MARCELO CRIVELLA (Bloco/PRB – RJ) – Senador Inácio Arruda, eu vim aqui para falar uma coisa, mas antes eu gostaria de parabenizar o Senador Magno Malta por esse trabalho, por essa cruzada extraordinária que ele tem feito em favor das crianças, em favor do povo brasileiro. Ele tem lutado, muitas vezes até sozinho, nessa campanha, mas ele cresce diante desses desafios, enfrenta tudo. Já participou da CPI do Narcotráfico, tem experiência, é valente, é um homem de fé. Portanto, outro melhor não poderia estar desempenhando essa função. Peço a Deus e tenho certeza de que, com a graça de Deus e a força do povo, ele vai contribuir decisivamente para que o Brasil crie instrumentos para erradicar definitivamente esse hediondo crime contra a vida de nossas crianças.
Sr. Presidente, eu aqui vim fazer um apelo, porque, há um ano e meio, venho lutando para instalarmos no Senado Federal uma comissão que possa discutir o pacto federativo. Essa comissão, na semana passada, foi votada e aprovada. E aqui faço um apelo aos Srs. Líderes para indicarem, cada partido, três membros, e podermos nos debruçar sobre esse tema, que é dos mais relevantes e diz respeito aos interesses concretos de cada brasileiro. Não é apenas o arcabouço econômico, mas diminuirmos a tristeza, a angústia, a penúria que muitos desses 5.564 Municípios vivem hoje. E até já se tornou um termo comum dizer que os prefeitos vêm à Brasília com o “pires na mão”.
Agora mesmo, estava recebendo um altivo Prefeito do Município de Belford Roxo, na baixada fluminense, Alcides Rolim. Ele vem aqui penalizado, amargurado, entristecido porque, no seu Município, com 600 mil habitantes, apenas 30% têm água encanada.
Então, o senhor imagine! Neste Brasil tão rico, neste Brasil do pré-sal, mas também tão mal dividido, com tanta concentração de poder e renda, na baixada fluminense, no Município de Belford Roxo, de 600 mil habitantes, só 180 mil têm água em casa. O restante, 520 mil ou 420 mil, não possui sequer água nas torneiras das suas casas. A água ou é conseguida a uma distância de uma fonte qualquer, ou de poço, muitas vezes contaminado, porque também não há esgoto, e essas pessoas usam fossas, e essas fossas acabam percolando para o lençol freático.
Então, Sr. Presidente, como é que um Município com 600 mil habitantes não tem dinheiro para investir em saneamento? Isso é pacto federativo. Isso é distribuição de recursos fiscais.
Nós precisamos reestudar isso. E não é só isso não, Sr. Presidente. Talvez nós possamos adotar um pacto federativo semelhante ao que existe nos Estados Unidos. Lá, a política judiciária, o Código Penal é determinado nos Estados. Aliás, nos Estados Unidos, existe até o Senado Estadual. A legislação é bicameral no próprio Estado. Há os Deputados e os Senadores. Então, pode ser até carteira de motorista. Um jovem no interior de um país mais rural pode não estar preparado para dirigir automóvel, mas pode estar em São Paulo, com 15 ou 16 anos. Por quê? Porque ele tem muito mais contato com o trânsito, com o automóvel, com os veículos, porque o pai e a mãe têm carro, um irmão. Pode ser que tudo isso seja discutido em um novo pacto federativo.
Então, faço aqui um apelo, Sr. Presidente: que possamos instalar rapidamente esta comissão e nos debruçar sobre o tema. O senhor sabe que a Constituição Federal tem três artigos que tratam disso: arts. 22, 23 e 24. Esses três artigos falam das atribuições específicas da União: das concorrentes e das comuns. Esses três artigos são vagos. Há o §1º do art. 25 que, inclusive, diz que serão atribuição do Estado todas as atribuições não proibidas na Constituição. Isso é muito vago e causa conflito de toda espécie entre os entes federativos, para não citar aqui a guerra fiscal, que coloca brasileiros contra brasileiros, tentando atrair recursos, empreendimentos e investimentos para sua terra.
Tudo isso deve ser debatido nesta Casa. Este é o fórum. Esta é a agenda positiva. O Senado Federal deve isso à Nação, acho que a nossa Legislatura. Devemos levar essa discussão e, daqui a 120 dias, apresentarmos, para ser votado e discutido, um novo projeto de pacto federativo. É muito melhor do que ficarmos envolvidos aqui, toda hora, em escândalos, sendo pautados, muitas vezes, por uma imprensa apenas interessada em vender jornal com uma manchete sensacionalista.
Sr. Presidente, então, fica aqui o meu apelo aos Líderes desta Casa.
Era o que tinha a dizer.
Muito obrigado.

Da Redação / Agência Senado

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Promotor pede suspensão dos direitos políticos de Cesar Maia

Ministério Público investiga gastos com Cidade da Música.
Além do ex-prefeito, ação também vale para outros responsáveis pela obra.

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo

O Ministério Público entrou, nesta quarta-feira (20), com uma ação civil pública pedindo a suspensão dos direitos políticos por oito anos do ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, e outros responsáveis pela obra da Cidade da Música, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, por improbidade administrativa.

Visite o site do RJTV Segundo o Ministério Público, a ação reúne, ainda, outros indícios de irregularidades, multas, além dos gastos com a inauguração realizada em dezembro. No total, o pedido de ressarcimento passa de R$ 1 bilhão.
O promotor Gustavo Nogueira, responsável pela investigação sobre os gastos com a Cidade da Música, pede, ainda, que as empreiteiras envolvidas não possam ser contratadas pelo poder público pelos próximos cinco anos.
Segundo relatório do MP, a obra do complexo custou, até agora, R$ 490 milhões, mais ainda do que se pensava. O promotor Gustavo Nogueira disse que, no início da obra, “vendeu-se a ideia de um custo de R$ 80 milhões, jamais negado pelo ex-prefeito Cesar Maia, como se o objetivo fosse ludibriar a população”.

Mesmo inacabada, a Cidade da Música foi inaugurada no dia 26 de dezembro de 2008 pelo então prefeito do Rio, Cesar Maia. O complexo conta com 90 mil metros quadrados e terá, além das salas de concerto e música de câmara, 13 salas de ensaio e salas de aula, restaurantes, lanchonetes e lojas.

Segundo o estudo da prefeitura do Rio, não há chance de o complexo ser reinaugurado ainda em 2009.

Projeto representa fraude à lei, diz promotor
saiba mais

*
MP pede devolução de R$ 145 milhões gastos com Cidade da Música
*
Após vistoria na Cidade da Música, MP decide processar ex-prefeito
*
Relatório sobre irregularidades na Cidade da Música será enviado ao MP
*
Relatório diz que gasto com a Cidade da Música será maior
*
Presidente do TCM critica auditoria da Cidade da Música
*
Prazo para obras da Cidade da Música será definido após auditoria

O promotor Gustavo Nogueira afirmou, ainda, que a maneira com que o projeto foi feito, com o fracionamento de uma obra única em várias etapas, editais e contratos, representa uma verdadeira fraude à lei.

“O próximo passo é o juiz analisar a petição e determinar a notificação dos réus, para eles apresentarem uma defesa preliminar. Depois, o juiz decide se aceita, ou não, a acusação que está sendo feita”, afirmou o promotor.

Esta primeira ação sobre a Cidade da Música prevê, em caso de condenação, o pagamento de indenização e, no máximo, a perda dos direitos políticos. Mas a Procuradoria Geral de Justiça já pediu cópias de todos os documentos e provas para decidir se serão abertas também ações criminais contra os acusados.

Defesa

O ex-prefeito Cesar Maia disse, em nota, que o promotor não ouviu depoimentos, não fez perícia e encaminhou o problema para o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
Já o ex-secretário municipal de Obras Eider Dantas se colocou à disposição do Ministério Público para qualquer esclarecimento. Dantas disse que vai encaminhar, nesta quinta-feira (21), ofícios à prefeitura cobrando a retomada imediata das obras.
As empresas, que formam o Consórcio Cidade da Música, também se colocaram à disposição da Justiça e dizem que todos os procedimentos foram corretos.

O promotor Gustavo Nogueira disse que não vai comentar as declarações.

Prefeitura e TCM vão investigar juntos

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, informou na terça-feira (19) que vai trabalhar em parceria com o Tribunal de Contas do Município (TCM) para apurar os gastos na construção da Cidade da Música. O anúncio foi feito durante um encontro com o presidente do TCM, Thiers Vianna Montebello.

Na segunda-feira (18), o presidente do TCM havia criticado o relatório preliminar elaborado pelo governo municipal que apontou que ainda seriam necessários R$ 150 milhões para concluir a obra.

O TCM fez 37 vistorias na Cidade da Música desde o início das obras, há seis anos. Em um dos relatórios, feito em abril, engenheiros verificaram que “todos os setores do empreendimento apresentam algum tipo de pendência” e apontaram erros na execução do projeto, como pisos soltos e materiais mal instalados.

Promotor pede suspensão dos direitos políticos de Cesar Maia

Ministério Público investiga gastos com Cidade da Música.
Além do ex-prefeito, ação também vale para outros responsáveis pela obra.

Do G1, no Rio, com informações da TV Globo

O Ministério Público entrou, nesta quarta-feira (20), com uma ação civil pública pedindo a suspensão dos direitos políticos por oito anos do ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, e outros responsáveis pela obra da Cidade da Música, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, por improbidade administrativa.

Visite o site do RJTV Segundo o Ministério Público, a ação reúne, ainda, outros indícios de irregularidades, multas, além dos gastos com a inauguração realizada em dezembro. No total, o pedido de ressarcimento passa de R$ 1 bilhão.
O promotor Gustavo Nogueira, responsável pela investigação sobre os gastos com a Cidade da Música, pede, ainda, que as empreiteiras envolvidas não possam ser contratadas pelo poder público pelos próximos cinco anos.
Segundo relatório do MP, a obra do complexo custou, até agora, R$ 490 milhões, mais ainda do que se pensava. O promotor Gustavo Nogueira disse que, no início da obra, “vendeu-se a ideia de um custo de R$ 80 milhões, jamais negado pelo ex-prefeito Cesar Maia, como se o objetivo fosse ludibriar a população”.

Mesmo inacabada, a Cidade da Música foi inaugurada no dia 26 de dezembro de 2008 pelo então prefeito do Rio, Cesar Maia. O complexo conta com 90 mil metros quadrados e terá, além das salas de concerto e música de câmara, 13 salas de ensaio e salas de aula, restaurantes, lanchonetes e lojas.

Segundo o estudo da prefeitura do Rio, não há chance de o complexo ser reinaugurado ainda em 2009.

Projeto representa fraude à lei, diz promotor
saiba mais

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MP pede devolução de R$ 145 milhões gastos com Cidade da Música
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Após vistoria na Cidade da Música, MP decide processar ex-prefeito
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Relatório sobre irregularidades na Cidade da Música será enviado ao MP
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Relatório diz que gasto com a Cidade da Música será maior
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Presidente do TCM critica auditoria da Cidade da Música
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Prazo para obras da Cidade da Música será definido após auditoria

O promotor Gustavo Nogueira afirmou, ainda, que a maneira com que o projeto foi feito, com o fracionamento de uma obra única em várias etapas, editais e contratos, representa uma verdadeira fraude à lei.

“O próximo passo é o juiz analisar a petição e determinar a notificação dos réus, para eles apresentarem uma defesa preliminar. Depois, o juiz decide se aceita, ou não, a acusação que está sendo feita”, afirmou o promotor.

Esta primeira ação sobre a Cidade da Música prevê, em caso de condenação, o pagamento de indenização e, no máximo, a perda dos direitos políticos. Mas a Procuradoria Geral de Justiça já pediu cópias de todos os documentos e provas para decidir se serão abertas também ações criminais contra os acusados.

Defesa

O ex-prefeito Cesar Maia disse, em nota, que o promotor não ouviu depoimentos, não fez perícia e encaminhou o problema para o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
Já o ex-secretário municipal de Obras Eider Dantas se colocou à disposição do Ministério Público para qualquer esclarecimento. Dantas disse que vai encaminhar, nesta quinta-feira (21), ofícios à prefeitura cobrando a retomada imediata das obras.
As empresas, que formam o Consórcio Cidade da Música, também se colocaram à disposição da Justiça e dizem que todos os procedimentos foram corretos.

O promotor Gustavo Nogueira disse que não vai comentar as declarações.

Prefeitura e TCM vão investigar juntos

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, informou na terça-feira (19) que vai trabalhar em parceria com o Tribunal de Contas do Município (TCM) para apurar os gastos na construção da Cidade da Música. O anúncio foi feito durante um encontro com o presidente do TCM, Thiers Vianna Montebello.

Na segunda-feira (18), o presidente do TCM havia criticado o relatório preliminar elaborado pelo governo municipal que apontou que ainda seriam necessários R$ 150 milhões para concluir a obra.

O TCM fez 37 vistorias na Cidade da Música desde o início das obras, há seis anos. Em um dos relatórios, feito em abril, engenheiros verificaram que “todos os setores do empreendimento apresentam algum tipo de pendência” e apontaram erros na execução do projeto, como pisos soltos e materiais mal instalados.