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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Para ler, pesquisar, registrar e não esquecer: 2012 é ano de eleições! “A LEI SOMOS NÓS”

Reportagem do amigo Marcelo Salles, publicada na edição de setembro da revista Retrato do Brasil, número 38. O filme Tropa de Elite 2, a ser lançado em breve, tem um personagem claramente inspirado no deputado Marcelo Freixo (PSOL), que presidiu a CPI das Milícias e está ameaçado, como você vai entender na reportagem. O deputado comentou no twitter: "Tropa de Elite 2, mais do que um relato da história do Nascimento, é um retrato muito contundente de como são e como funcionam as milícias." As ilustrações da reportagem que está neste NR na íntegra são de Pietro Antognioni.

Uma CPI indicou as soluções, mas para o governo do Rio de Janeiro não parece prioridade combater os grupos formados por agentes e ex-agentes públicos – as milícias –, que atuam em mais de 300 favelas

por Marcelo Salles

A entrevista do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) é concedida sob o olhar atento de três seguranças armados, companhia que passou a ser constante após as ameaças de morte que passou a receber desde que presidiu, em 2008, a CPI que investigou a ação das milícias no Rio de Janeiro. Tais grupos, que dominam centenas de favelas no estado, são formados por agentes públicos (ou ex-agentes), como policiais, bombeiros e agentes penitenciários.
Aos 43 anos, Freixo, que também é professor de História e mora numa casa alugada de dois quartos em Niterói – município fluminense onde nasceu e foi criado –, afirma que “milícia é máfia”. 
Esses grupos começaram a se organizar na favela Rio das Pedras, em Jacarepaguá, há cerca de 10 anos. Oficialmente, dizem combater traficantes varejistas – que negociam pequenas quantidades de drogas ilícitas – em troca de uma “taxa de proteção” cobrada aos moradores e comerciantes das regiões que dominam. Mas os fatos desmentem tal versão.
Das diversas denúncias de violações cometidas por milicianos, a mais famosa foi contra uma equipe do jornal carioca O DIA, em maio de 2008, na favela do Batan, na zona oeste da cidade, quando três profissionais foram por sete horas torturados com pontapés, socos, choques elétricos, roleta russa e sufocamento com saco plástico. O caso ganhou enorme repercussão.
Dois anos se passaram e, apesar dos 438 detidos e presos, os grupos continuam fortes e atuantes. “Esse assunto saiu da mídia, mas isso não quer dizer que saiu da realidade das pessoas”, afirma o parlamentar. Os números apresentados pelo presidente da CPI impressionam. Das 170 a 200 áreas controladas em 2008, hoje, pontua o deputado, são mais de 300. “E não controlam apenas favelas, mas regiões inteiras da cidade: bairros como Jacarepaguá e Campo Grande são dominados por milícias”, denuncia. 
Isso existe, explica, porque o braço econômico das milícias não foi atacado. Em Rio das Pedras, por exemplo, o transporte alternativo rende, por dia, 170 mil reais à quadrilha, segundo o presidente da CPI. “De dentro das prisões os líderes continuam comandando as milícias e todo o transporte alternativo da cidade está sob seu controle”, revela. “Eles não buscam justiça, buscam grana”, diz.

E mexer nesse vespeiro tem um custo pessoal ao parlamentar: a inteligência da polícia fluminense já identificou e desbaratou dois planos concretos para matá-lo – com pessoas contratadas e rotas preestabelecidas. Por esta razão, sua escolta pessoal é composta por 12 homens, que se revezam para proteger o deputado 24 horas por dia. Além dele, outras 16 autoridades no estado, em razão das milícias, necessitam de escolta armada.
No entanto, Freixo considera vencida a batalha da opinião pública. “Depois da CPI a milícia não é mais vista como um mal menor. Hoje, nenhuma autoridade pública defende milícia, como antes acontecia. 
O ex-prefeito César Maia chegou a chamar milícia de autodefesa comunitária e o atual prefeito Eduardo Paes chegou a dar como exemplo de polícia que funciona a ‘polícia mineira’ de Jacarepaguá”, relembra.
Procurado pela reportagem, César Maia argumentou que sua declaração foi distorcida. “Quem chamou a atenção para o crescimento das milícias foi a prefeitura e O Globo destacou. O que eu disse é que começam como segurança ou autodefesa das comunidades e depois passam a ser 'donas' das comunidades, ou seja, a declaração foi crítica”, rebate o ex-prefeito. Até o fechamento desta edição, a assessoria de imprensa de Eduardo Paes não se pronunciou sobre o caso.


Se tem milícia, tem morte
Entregue em 2009 às principais autoridades do Brasil e do Rio de Janeiro, com 58 propostas concretas para combater o problema, o relatório conclui, em linhas gerais, que a constituição desses grupos ocorre em razão da “omissão do Estado em promover políticas públicas de inclusão social e econômica”. 
O texto também cobra a responsabilidade de empresários que operam concessões públicas, como o transporte e a distribuição de gás, que são fontes de lucro das milícias. O relatório final da CPI pede o indiciamento de 225 pessoas acusadas de envolvimento com esses grupos criminosos.
Freixo diz ter conversado com o atual prefeito Eduardo Paes e solicitado licitações individuais para o transporte alternativo das vans. “Infelizmente, o prefeito não ouviu e licenciou todas as vans por meio de cooperativas, o que estimula o acesso das milícias a esse controle econômico.”
Procurada novamente, a assessoria da prefeitura informou que a questão deveria ser comentada pelo secretário de Transportes, Antonio Pereira Figueira, que também não retornou o contato da reportagem.
Além do transporte, outro ramo de negócio é o comércio do gás em botijão. Nas distribuidoras, uma unidade custa em média 35 reais, mas nas áreas dominadas chega a custar 50 reais. “O controle da distribuição de gás continua pífio”, critica Freixo. “A Agência Nacional de Petróleo [responsável pela fiscalização] tem cinco fiscais para todo o estado.”
Quem não se submete à ordem estabelecida é expulso do bairro ou simplesmente assassinado. “Onde tem milícia tem morte. O número de homicídios cresce assustadoramente nessas áreas dominadas e são os dados oficiais que apontam isso”, afirma o deputado, referindo-se aos dados oficiais divulgados mensalmente pelo Instituto de Segurança Pública, órgão ligado ao governo do Estado.
Por segurança, K.L, que mora em uma região dominada por milícias, não se identificou. Conta que cerca de 20 famílias foram expulsas do local desde a chegada dos milicianos. A regra é: “Quem se insurgir, se for trabalhador, a gente transforma em bandido e prende; se for bandido, a gente mata”. “Sequestros e torturas, como aconteceu com a equipe do jornal carioca, não são exceções, e sim uma regra”, revela. E conta um caso exemplar. Numa reunião na Associação de Moradores, um morador questionou as “taxas de segurança” cobradas. “Nem os traficantes cobravam, por que vocês vão cobrar?” A resposta veio com um golpe no rosto com uma pá de obra, na frente de todos. “Nas reuniões eles olham para as pessoas de forma ameaçadora e avisam que não adianta ir à delegacia porque, dizem, ‘a lei somos nós’”, desabafa K.L.
Nessa região, as taxas de proteção variam entre 15 e 50 reais mensais, com preços diferenciados entre as residências e os comércios. Até os trabalhadores informais, que fazem de suas casas pontos de venda, são taxados. O gás, assim como a assinatura de TV a cabo clandestina, popularmente conhecida como “gato-net”, só pode ser comprada dos milicianos. “Assim que eles chegaram, cadastraram todas as pessoas: identidade, CPF, conta de luz e telefone. E o mais importante para eles é o título de eleitor”, explica. O voto é o instrumento de barganha com os políticos na hora de negociar os currais eleitorais. Em troca dos “pacotes de votos”, os milicianos conseguem nomeações em delegacias e batalhões locais. Caso esses candidatos sejam eleitos, eles ganham a garantia de domínio do território – o que inclui a constituição de feudos nos quais, nos períodos eleitorais, apenas alguns candidatos podem fazer o corpo a corpo eleitoral. “Por isso também queria fazer um apelo para que o Tribunal Regional Eleitoral prestasse mais atenção”, finaliza K.L.
Na avaliação do deputado Marcelo Freixo, os milicianos ainda vão eleger novos representantes: “O projeto Ficha Limpa não vai adiantar. Eles vão lançar seus candidatos que não têm condenação e vão ser eleitos”, argumenta.
Procurada, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Rio de Janeiro argumentou que o combate às milícias, em razão da inexistência da tipificação desse crime, é difícil: “Para prender milicianos, a Secretaria precisa, por meio da Polícia Civil, investigar outros crimes, como formação de quadrilha, porte ilegal de armas, homicídio e formar o que os especialistas chamam de conjunto probatório – senão os criminosos são presos e soltos em seguida por falta de provas”.
A Secretaria diz ainda que o governo Sérgio Cabral foi o primeiro a enfrentar a situação e apresenta o número das prisões de milicianos efetuadas. Em 2006, cinco presos. No ano seguinte, 24. Em 2008, 78; em 2009, 250. Até maio deste ano, foram presas 81 pessoas acusadas de envolvimento com as milícias. A Secretaria ressalta que as investigações continuam e que a grande maioria destes que foram presos são policiais e ex-policiais, entre eles os vereadores Jerominho (PMDB) e Cristiano Girão (PMN), além do deputado Natalino (DEM), todos da base de apoio do governo estadual. A SSP, no entanto, não respondeu à questão de como agir para atingir o poderio econômico das milícias.

Raízes profundas
Para além do combate frontal a esses grupos criminosos, é preciso entender a lógica que os formou. Esta é a avaliação de Marcelo Burgos, professor de Sociologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro que avalia que a relação do estado com o mundo popular é a primeira coisa que deve mudar. “Ao mesmo tempo que há uma relação paternalista, a segurança pública é absolutamente repressiva, além de marginalizar e criminalizar esse mundo.”
Essa atitude distanciada das instituições do Estado para com as classes populares é o caldo de cultura que permite o surgimento de fenômenos como o varejo do tráfico e as milícias. “E as milícias são ainda piores, porque quando era o tráfico você falava que era o inimigo do Estado. Agora é o próprio Estado”, argumenta.
O sociólogo ressalta que o fenômeno tem raízes históricas profundas, desde a época do coronelismo – sistema de poder que vicejou no Brasil durante a República Velha (1889-1930) –, mas que foi impulsionado a partir do neoliberalismo dos anos 1990.
As milícias surgem no interior de um quadro de “aprofundamento da busca da igualdade, de uma sociedade mais democrática, mas profundamente marcada pela desigualdade de acesso à cidade, aos direitos civis e políticos. A segurança pública atravessa tudo isso porque está em jogo o direito de ir e vir, de votar, opinar e se organizar”, avalia o professor. E a luta por esses direitos acaba esbarrando nos interesses de alguns grupos e do que Burgos chama de “privatização da polícia”. Ainda que informal, essa “privatização” seria a utilização da máquina policial estatal e pública para gerir interesses de determinados grupos.
Na avaliação do professor, esses grupos possuem grande capacidade de transformar seu poder econômico em poder político, e vice-versa. “As milícias passaram a ter um capital político em algumas áreas a ponto de poderem garantir votos com mecanismos de coerção e de um controle totalitário de populações inteiras”, diz Burgos. Com relação à declaração do ex-prefeito César Maia sobre o aspecto de “autodefesa” que estaria contido nas milícias, rebate: “Ele [César Maia] estava correlacionado a uma máquina política que não dispensou o apoio das milícias. Milícia não é um processo orgânico e endógeno. É a presença de atores que de algum modo estão relacionados ao Estado. Sua fala foi cínica”, critica.
Enquanto não se enfrentam os braços econômicos das milícias, conforme argumenta Marcelo Freixo, ou se buscam transformar as condições históricas que favorecem o surgimento desses grupos, como preconiza Burgos, e enquanto os tribunais eleitorais engatinharem nesse tema, conforme salientou K.L, as milícias seguirão atuantes, inclusive, para além do Rio de Janeiro. Recentemente, em Pernambuco, um grupo de 26 milicianos foi preso, em Olinda, incluindo o vereador e policial militar aposentado Fernando Manoel da Silva (PTC). “Não há porque esse crime não se expandir para outros lugares do País. Milícia dá dinheiro. Vem de dentro do Estado, não é paralelo”, conclui o presidente da CPI, ainda sob os olhares atentos de seus seguranças. 
 

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Projeto de Lei de autoria do Senador Crivella - Dia Nacional da Marcha para Jesus


No próximo dia 3 de setembro o Presidente Lula assinará a Lei que cria oficialmente O DIA NACIONAL DA MARCHA PARA JESUS

Projeto de Lei de autoria do Senador Marcelo Crivella - PRB RJ

E como a Lei será sancionada já temos a data para 2010 que será em 5 de Junho, exatamente 60 dias após a Páscoa.

Mais uma vitória para os evangélicos e especialmente para os do Rio de Janeiro que podem testemunhar a atuação parlamentar do Senador Crivella de maneira ampla, geral e irrestrita.




Marcha para Jesus | Divulgação

De autoria do Senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), o Projeto de Lei nº 3234/08, que institui o Dia Nacional da Marcha para Jesus, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e remetido à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O projeto, que tem por objetivo promover a manifestação pública da fé cristã em todo o país, iniciou a tramitação no Senado e teve parecer aprovado por unanimidade na Câmara.

A comemoração será sempre no primeiro sábado subsequente aos 60 dias após a Páscoa.

(Agência Câmara)


Projeto de Lei de autoria do Senador Crivella - Dia Nacional da Marcha para Jesus


No próximo dia 3 de setembro o Presidente Lula assinará a Lei que cria oficialmente O DIA NACIONAL DA MARCHA PARA JESUS

Projeto de Lei de autoria do Senador Marcelo Crivella - PRB RJ

E como a Lei será sancionada já temos a data para 2010 que será em 5 de Junho, exatamente 60 dias após a Páscoa.

Mais uma vitória para os evangélicos e especialmente para os do Rio de Janeiro que podem testemunhar a atuação parlamentar do Senador Crivella de maneira ampla, geral e irrestrita.




Marcha para Jesus | Divulgação

De autoria do Senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), o Projeto de Lei nº 3234/08, que institui o Dia Nacional da Marcha para Jesus, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e remetido à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O projeto, que tem por objetivo promover a manifestação pública da fé cristã em todo o país, iniciou a tramitação no Senado e teve parecer aprovado por unanimidade na Câmara.

A comemoração será sempre no primeiro sábado subsequente aos 60 dias após a Páscoa.

(Agência Câmara)


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Lula, Cabral e Paes comemoram 150 anos da Igreja Presbiteriana

Extraído de: Governo do Estado do Rio de Janeiro

Por Guedes de Freitas

Com a Catedral Presbiteriana do Rio, no Centro da cidade, lotada por fiéis de todo o país e de 30 delegações estrangeiras, além da comissão executiva do Supremo Concílio, os presbiterianos comemoraram, na manhã desta quarta-feira, os 150 anos da chegada da religião ao Brasil com a realização de um ato cívico-religioso que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes. Por ocasião do centenário da igreja, o então presidente Juscelino Kubistchek também prestigiou as comemorações na catedral.

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No dia 12 de agosto de 1859, chegou ao Rio para pregar a doutrina presbiteriana, de inspiração calvinista, um jovem missionário americano, Ashbel Green Simonton. Esta é a data que marca o início da religião no Brasil, embora a fundação da igreja propriamente só tenha ocorrido em 1862. Além do ato cívico, nesta quarta-feira, foi inaugurado, ao meio-dia, um monumento escultório interativo do casal Simonton (Ashbel e Helen) na Praça Mauá e, às 19h30, será celebrado um culto solene na Catedral Presbiteriana.

Depois da saudação feita pelo reverendo Guilhermino Cunha, da Catedral Presbiteriana, Lula, em seu discurso, exaltou o trabalho dos líderes da Igreja Presbiteriana, desde o fundador até os atuais, que a transformou numa das mais importantes instituições religiosas do Brasil, pioneira na consolidação de um Estado laico no país.

- A semente plantada por Simonton encontrou solo fértil em meio ao nosso povo. Rapidamente, a igreja ganhou adeptos entre nós. E, sem divorciar-se dos laços históricos com o protestantismo europeu e americano, tornou-se uma religião de brasileiros que passaram a administrar a instituição, além de administrar os cultos. A institucionalidade alcançada ainda no Império se consolidou nesse século e meio de existência. E representou um fato fundamental para a criação de diversas outras denominações, contribuindo e muito para a diversidade e a liberdade religiosa no nosso país - definiu Lula.

O governador Sérgio Cabral exaltou o bom gosto do fundador da igreja no país quando, ao desembarcar, considerou o Rio o lugar mais lindo que já tinha visto na vida e, portanto, o escolheu para iniciar a sua pregação no Brasil. Cidade que, embora continuasse bela, infelizmente, lembrou Cabral, degradou-se muito nos últimos anos. Ele ressaltou, porém, que ela vem se recuperando, assim como todo o estado, graças à sua parceria com o governo federal, desde que assumiu o governo do estado.

- Como o reverendo Simonton, o presidente Lula ama esta cidade e este estado e tem sido um grande parceiro nas lutas que temos travado para melhorar a vida do nosso povo. Vivemos um grande momento de recuperação econômica e social, em função desse apoio. Nos próximos quatro anos, o Estado do Rio aumentará sua participação no Produto Interno Brasileiro (PIB) de 13% para 22% - ressaltou Cabral.

O governador destacou o papel da Igreja Presbiteriana na luta contra as desigualdades sociais e no esforço pela propagação da paz no estado.

- Se há algo que marca a Igreja Presbiteriana é a reputação de seus líderes, é a seriedade com que eles conduzem a palavra da fé sem o usufruto dessa palavra para diminuir o ser humano - concluiu.

Antes de Simonton, muitos protestantes tentaram pregar a religião no Brasil, mas as tentativas foram fracassadas, porque a Corte portuguesa, de profissão católica, resistia à presença de protestantes em sua maior colônia, cuja população era igualmente católica. Mas, em 1859, o pastor americano encontrou um país mais liberal do ponto de vista religioso e ele pôde iniciar seu trabalho com segurança. De 12 de agosto de 1859 a 12 de agosto de 2009, a instituição se expandiu, cresceu e consolidou suas bases no Brasil.

Também prestigiaram a solenidade o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, o senador Marcelo Crivela, a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, e a prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset, entre outros.


Autor: Por Guedes de Freitas

Lula, Cabral e Paes comemoram 150 anos da Igreja Presbiteriana

Extraído de: Governo do Estado do Rio de Janeiro

Por Guedes de Freitas

Com a Catedral Presbiteriana do Rio, no Centro da cidade, lotada por fiéis de todo o país e de 30 delegações estrangeiras, além da comissão executiva do Supremo Concílio, os presbiterianos comemoraram, na manhã desta quarta-feira, os 150 anos da chegada da religião ao Brasil com a realização de um ato cívico-religioso que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes. Por ocasião do centenário da igreja, o então presidente Juscelino Kubistchek também prestigiou as comemorações na catedral.

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No dia 12 de agosto de 1859, chegou ao Rio para pregar a doutrina presbiteriana, de inspiração calvinista, um jovem missionário americano, Ashbel Green Simonton. Esta é a data que marca o início da religião no Brasil, embora a fundação da igreja propriamente só tenha ocorrido em 1862. Além do ato cívico, nesta quarta-feira, foi inaugurado, ao meio-dia, um monumento escultório interativo do casal Simonton (Ashbel e Helen) na Praça Mauá e, às 19h30, será celebrado um culto solene na Catedral Presbiteriana.

Depois da saudação feita pelo reverendo Guilhermino Cunha, da Catedral Presbiteriana, Lula, em seu discurso, exaltou o trabalho dos líderes da Igreja Presbiteriana, desde o fundador até os atuais, que a transformou numa das mais importantes instituições religiosas do Brasil, pioneira na consolidação de um Estado laico no país.

- A semente plantada por Simonton encontrou solo fértil em meio ao nosso povo. Rapidamente, a igreja ganhou adeptos entre nós. E, sem divorciar-se dos laços históricos com o protestantismo europeu e americano, tornou-se uma religião de brasileiros que passaram a administrar a instituição, além de administrar os cultos. A institucionalidade alcançada ainda no Império se consolidou nesse século e meio de existência. E representou um fato fundamental para a criação de diversas outras denominações, contribuindo e muito para a diversidade e a liberdade religiosa no nosso país - definiu Lula.

O governador Sérgio Cabral exaltou o bom gosto do fundador da igreja no país quando, ao desembarcar, considerou o Rio o lugar mais lindo que já tinha visto na vida e, portanto, o escolheu para iniciar a sua pregação no Brasil. Cidade que, embora continuasse bela, infelizmente, lembrou Cabral, degradou-se muito nos últimos anos. Ele ressaltou, porém, que ela vem se recuperando, assim como todo o estado, graças à sua parceria com o governo federal, desde que assumiu o governo do estado.

- Como o reverendo Simonton, o presidente Lula ama esta cidade e este estado e tem sido um grande parceiro nas lutas que temos travado para melhorar a vida do nosso povo. Vivemos um grande momento de recuperação econômica e social, em função desse apoio. Nos próximos quatro anos, o Estado do Rio aumentará sua participação no Produto Interno Brasileiro (PIB) de 13% para 22% - ressaltou Cabral.

O governador destacou o papel da Igreja Presbiteriana na luta contra as desigualdades sociais e no esforço pela propagação da paz no estado.

- Se há algo que marca a Igreja Presbiteriana é a reputação de seus líderes, é a seriedade com que eles conduzem a palavra da fé sem o usufruto dessa palavra para diminuir o ser humano - concluiu.

Antes de Simonton, muitos protestantes tentaram pregar a religião no Brasil, mas as tentativas foram fracassadas, porque a Corte portuguesa, de profissão católica, resistia à presença de protestantes em sua maior colônia, cuja população era igualmente católica. Mas, em 1859, o pastor americano encontrou um país mais liberal do ponto de vista religioso e ele pôde iniciar seu trabalho com segurança. De 12 de agosto de 1859 a 12 de agosto de 2009, a instituição se expandiu, cresceu e consolidou suas bases no Brasil.

Também prestigiaram a solenidade o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, o senador Marcelo Crivela, a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, e a prefeita de São Gonçalo, Aparecida Panisset, entre outros.


Autor: Por Guedes de Freitas

sábado, 18 de julho de 2009

Mandato do vereador Eider Dantas é cassado

O vereador Eider Ribeiro Dantas Filho (DEM) teve o mandato cassado nesta sexta-feira pelo juiz da 228ª Zona Eleitoral, Eduardo Perez Ogberg. Segundo a sentença, Eider foi beneficiado pela pavimentação da Rua Orlando Carneiro, em Campo Grande (Zona Oeste) com o uso promocional de dinheiro público. Há cerca de um mês, o mesmo juiz afastou Carminha Jerominho da Câmara dos Vereadores. O secretário de Obras na época, Rodrigo Carvalho Ribeiro Dantas, filho do vereador cassado, foi quem determinou a obra. Pai e filho também receberam uma multa de 100 mil Ufir (cerca de R$ 100 mil) cada um. A execução é imediata.

O Ministério Público Eleitoral moveu a representação quando Eider Dantas ainda era candidato a vereador, a partir de procedimento aberto pela fiscalização da Propaganda Eleitoral do TRE-RJ. Os fiscais visitaram a obra levados por uma denúncia anônima. O trabalho de asfaltamento estava sendo realizado por servidores municipais da secretaria de Obras, com apoio de um caminhão com o símbolo da prefeitura do Rio.

Dantas teria prometido recapear a rua durante sua campanha. No local, foi encontrado muito material de campanha no carro do cabo eleitoral Marcelo de Almeida Assis, presidente da Associação de Moradores do lugar. Ele admitiu que trabalhava para Eider Dantas.

Improbidade administrativa

O Ministério Público do Rio de Janeiro entrou, em maio deste ano, com uma ação civil pública contra Eider Dantas, ex-secretário de obras do prefeito Cesar Maia, por improbidade administrativa. A ação se refere a irregularidades na construção da Cidade da Música, um complexo cultural, na Barra da Tijuca, que custou R$ 490 milhões.

Fonte: JB Online

Mandato do vereador Eider Dantas é cassado

O vereador Eider Ribeiro Dantas Filho (DEM) teve o mandato cassado nesta sexta-feira pelo juiz da 228ª Zona Eleitoral, Eduardo Perez Ogberg. Segundo a sentença, Eider foi beneficiado pela pavimentação da Rua Orlando Carneiro, em Campo Grande (Zona Oeste) com o uso promocional de dinheiro público. Há cerca de um mês, o mesmo juiz afastou Carminha Jerominho da Câmara dos Vereadores. O secretário de Obras na época, Rodrigo Carvalho Ribeiro Dantas, filho do vereador cassado, foi quem determinou a obra. Pai e filho também receberam uma multa de 100 mil Ufir (cerca de R$ 100 mil) cada um. A execução é imediata.

O Ministério Público Eleitoral moveu a representação quando Eider Dantas ainda era candidato a vereador, a partir de procedimento aberto pela fiscalização da Propaganda Eleitoral do TRE-RJ. Os fiscais visitaram a obra levados por uma denúncia anônima. O trabalho de asfaltamento estava sendo realizado por servidores municipais da secretaria de Obras, com apoio de um caminhão com o símbolo da prefeitura do Rio.

Dantas teria prometido recapear a rua durante sua campanha. No local, foi encontrado muito material de campanha no carro do cabo eleitoral Marcelo de Almeida Assis, presidente da Associação de Moradores do lugar. Ele admitiu que trabalhava para Eider Dantas.

Improbidade administrativa

O Ministério Público do Rio de Janeiro entrou, em maio deste ano, com uma ação civil pública contra Eider Dantas, ex-secretário de obras do prefeito Cesar Maia, por improbidade administrativa. A ação se refere a irregularidades na construção da Cidade da Música, um complexo cultural, na Barra da Tijuca, que custou R$ 490 milhões.

Fonte: JB Online

domingo, 14 de junho de 2009

Movimento Cívico Juntos Somos Fortes!

A Tragédia da Insegurança Pública no Rio de Janeiro

A Morte por R$ 30,00

Um Cidadão Fluminense Morre ou Desaparece por Hora

10.000 Morrem ou Desaparecem por Ano

CARTA ABERTA

Ao Povo Brasileiro;

À Mídia Nacional e Internacional;

Aos Policiais Militares;

Aos Bombeiros Militares; e

Aos Funcionários Públicos:

“O Movimento Cívico Juntos Somos Fortes!” nasceu do desdobramento das mobilizações cívicas ocorridas no Rio de Janeiro, nos anos de 2007 e 2008, quando Oficiais e Praças, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, no uso de seus direitos cidadãos, foram às ruas para cientificar à população fluminense sobre a grave crise vivenciada na segurança pública, diante do total descaso governamental, com os servidores públicos, que possuem a missão de servir e proteger os cidadãos fluminenses.

Os grupos mobilizados “Coronéis Barbonos” e “40 da Evaristos” encaminharam documentos formais ao Governador Sérgio Cabral (PMDB) e diante de sua total inércia, na adoção de medidas efetivas para solucionar a crise, foram às ruas, ordeira e pacificamente, realizando atos cívicos em Copacabana (2); Cinelândia (1) e ”Marchas Democráticas”(2) na orla do Leblon.

Informamos ao povo fluminense as nossas péssimas condições de trabalho, bem como, os nossos salários famélicos, espantando o cidadão fluminense, que surpreso não acreditava que arriscávamos as nossas vidas por cerca de R$ 30,00 por dia.

Os Oficiais e os Praças foram perseguidos pelo Governador Sérgio Cabral (PMDB) que os movimentou de OPM; puniu disciplinarmente; alterou leis; afastou de funções; cortou gratificações; impediu promoções e encerrou carreiras honradas.

Apesar de todas essas represálias, nós não desistimos e continuamos na luta, sobretudo através da internet, onde criamos a “blogosfera policial”, um fenômeno reconhecido internacionalmente, onde garantimos o nosso direito constitucional da liberdade de expressão.

Agora, voltaremos às ruas do Rio de Janeiro, mais uma vez, ordeira e pacificamente, considerando que a insegurança pública se agravou sobremaneira no atual Governo Estadual, se transformando em uma gigantesca tragédia, que resulta em milhares de assassinatos de cidadãos fluminenses.

A cada ano, mais de 10.000 cidadãos fluminenses são assassinados ou desaparecem (incendiados em fornos de micro-ondas, dados como alimento para porcos, sepultados em cemitérios clandestinos, etc) no Estado do Rio de Janeiro.

No dia 20 de junho de 2009, às 10:00 horas, realizaremos um ato cívico na Praia de Copacabana, na Avenida Atlântica com Avenida Princesa Izabel.

A luta é de todos nós, una-se a nós, mobilize-se e convoque seus amigos e familiares.

Venha salvar a si mesmo e aos seus entes amados, antes que eles possam ser a vítima da próxima hora.

Deus está conosco. MCJSF.

Movimento Cívico Juntos Somos Fortes!

A Tragédia da Insegurança Pública no Rio de Janeiro

A Morte por R$ 30,00

Um Cidadão Fluminense Morre ou Desaparece por Hora

10.000 Morrem ou Desaparecem por Ano

CARTA ABERTA

Ao Povo Brasileiro;

À Mídia Nacional e Internacional;

Aos Policiais Militares;

Aos Bombeiros Militares; e

Aos Funcionários Públicos:

“O Movimento Cívico Juntos Somos Fortes!” nasceu do desdobramento das mobilizações cívicas ocorridas no Rio de Janeiro, nos anos de 2007 e 2008, quando Oficiais e Praças, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, no uso de seus direitos cidadãos, foram às ruas para cientificar à população fluminense sobre a grave crise vivenciada na segurança pública, diante do total descaso governamental, com os servidores públicos, que possuem a missão de servir e proteger os cidadãos fluminenses.

Os grupos mobilizados “Coronéis Barbonos” e “40 da Evaristos” encaminharam documentos formais ao Governador Sérgio Cabral (PMDB) e diante de sua total inércia, na adoção de medidas efetivas para solucionar a crise, foram às ruas, ordeira e pacificamente, realizando atos cívicos em Copacabana (2); Cinelândia (1) e ”Marchas Democráticas”(2) na orla do Leblon.

Informamos ao povo fluminense as nossas péssimas condições de trabalho, bem como, os nossos salários famélicos, espantando o cidadão fluminense, que surpreso não acreditava que arriscávamos as nossas vidas por cerca de R$ 30,00 por dia.

Os Oficiais e os Praças foram perseguidos pelo Governador Sérgio Cabral (PMDB) que os movimentou de OPM; puniu disciplinarmente; alterou leis; afastou de funções; cortou gratificações; impediu promoções e encerrou carreiras honradas.

Apesar de todas essas represálias, nós não desistimos e continuamos na luta, sobretudo através da internet, onde criamos a “blogosfera policial”, um fenômeno reconhecido internacionalmente, onde garantimos o nosso direito constitucional da liberdade de expressão.

Agora, voltaremos às ruas do Rio de Janeiro, mais uma vez, ordeira e pacificamente, considerando que a insegurança pública se agravou sobremaneira no atual Governo Estadual, se transformando em uma gigantesca tragédia, que resulta em milhares de assassinatos de cidadãos fluminenses.

A cada ano, mais de 10.000 cidadãos fluminenses são assassinados ou desaparecem (incendiados em fornos de micro-ondas, dados como alimento para porcos, sepultados em cemitérios clandestinos, etc) no Estado do Rio de Janeiro.

No dia 20 de junho de 2009, às 10:00 horas, realizaremos um ato cívico na Praia de Copacabana, na Avenida Atlântica com Avenida Princesa Izabel.

A luta é de todos nós, una-se a nós, mobilize-se e convoque seus amigos e familiares.

Venha salvar a si mesmo e aos seus entes amados, antes que eles possam ser a vítima da próxima hora.

Deus está conosco. MCJSF.

sábado, 13 de junho de 2009

CONVITE

CONVITE

OAB condena política de extermínio

Reunião na OAB-RJ que tratou da política de segurança do governo Sérgio Cabral.

O presidente da OAB diz que a política é de extermínio. Já Tim Cahill, da Anistia Internacional, se confessa chocado.

Leia o que Cesar Maia publicou em seu blog:
(ex-blog do Cesar Maia em 10 de junho de 2009)

1. Presidente da OAB-RJ, Waldir Damous: - “Essa política de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro é excludente, de extermínio e de criminalização da pobreza”. Foi passado um filme de 6 minutos mostrando pessoas mortas, em sua maioria jovens. Lembrou-se a declaração feita pelo Cabral: “as mulheres pobres deveriam fazer aborto porque são fábricas de marginais”. Termina o filme com a foto de uma mulher negra, segurando uma criancinha e ambos seguram uma placa que diz: Nossa dor é comemorada como indicador de eficiência policial. O relatório entregue mostra o acirramento do processo de criminalização da pobreza e, consequentemente, da violação dos direitos. É um apanhado de denúncias que se deteve em casos concretos e recentes de violação dos Direitos Humanos.

2. OS MUROS. Presidente da Associação de Moradores da Rocinha disse: “Não mostramos apenas ser contrários ao MURO através de teoria, mas com plebiscito que gerou documento com a assinatura e RG dos moradores da Rocinha. Nós não queremos o muro!!”…

3. Leonardo Chaves, subprocurador de Direitos Humanos do Ministério Público Estadual, chamou a atenção para o fato da mesma empreiteira construir os dois muros – Rocinha e Dona Marta, justo onde não há crescimento horizontal…

4. Tim Cahill: – “Estou há 9 anos fazendo esse trabalho na Anistia Internacional, vindo ao Rio de Janeiro… O que acontece aqui é chocante, é uma decepção tremenda. Antigamente, se vinha até o Rio e se via o caso individual. Agora estamos vendo que isso é uma política de Estado, uma política discriminatória que tem reforçado o extermínio de uma classe, uma raça, jovens”.

5. Ainda Cahill: - “Dois exemplos nítidos que reforçam a adoção dessa política de exclusão que a cidade sofre são: a construção dos muros (um conceito de que essas comunidades não fazem parte da cidade). O outro exemplo é a criação das milícias que é o resultado de décadas de descaso, de impunidade, que ameaçando a democracia do RJ, em função da milícia ter entrando na política do Estado”.

OAB condena política de extermínio

Reunião na OAB-RJ que tratou da política de segurança do governo Sérgio Cabral.

O presidente da OAB diz que a política é de extermínio. Já Tim Cahill, da Anistia Internacional, se confessa chocado.

Leia o que Cesar Maia publicou em seu blog:
(ex-blog do Cesar Maia em 10 de junho de 2009)

1. Presidente da OAB-RJ, Waldir Damous: - “Essa política de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro é excludente, de extermínio e de criminalização da pobreza”. Foi passado um filme de 6 minutos mostrando pessoas mortas, em sua maioria jovens. Lembrou-se a declaração feita pelo Cabral: “as mulheres pobres deveriam fazer aborto porque são fábricas de marginais”. Termina o filme com a foto de uma mulher negra, segurando uma criancinha e ambos seguram uma placa que diz: Nossa dor é comemorada como indicador de eficiência policial. O relatório entregue mostra o acirramento do processo de criminalização da pobreza e, consequentemente, da violação dos direitos. É um apanhado de denúncias que se deteve em casos concretos e recentes de violação dos Direitos Humanos.

2. OS MUROS. Presidente da Associação de Moradores da Rocinha disse: “Não mostramos apenas ser contrários ao MURO através de teoria, mas com plebiscito que gerou documento com a assinatura e RG dos moradores da Rocinha. Nós não queremos o muro!!”…

3. Leonardo Chaves, subprocurador de Direitos Humanos do Ministério Público Estadual, chamou a atenção para o fato da mesma empreiteira construir os dois muros – Rocinha e Dona Marta, justo onde não há crescimento horizontal…

4. Tim Cahill: – “Estou há 9 anos fazendo esse trabalho na Anistia Internacional, vindo ao Rio de Janeiro… O que acontece aqui é chocante, é uma decepção tremenda. Antigamente, se vinha até o Rio e se via o caso individual. Agora estamos vendo que isso é uma política de Estado, uma política discriminatória que tem reforçado o extermínio de uma classe, uma raça, jovens”.

5. Ainda Cahill: - “Dois exemplos nítidos que reforçam a adoção dessa política de exclusão que a cidade sofre são: a construção dos muros (um conceito de que essas comunidades não fazem parte da cidade). O outro exemplo é a criação das milícias que é o resultado de décadas de descaso, de impunidade, que ameaçando a democracia do RJ, em função da milícia ter entrando na política do Estado”.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

MEC defende livro com tortura que o Rio recolhe - Governo distribuiu mais de 1,7 milhão de exemplares de obra polêmica para alunos de 9 anos

POR MARIA LUISA BARROS, RIO DE JANEIRO

Rio - O Ministério da Educação (MEC) condenou o recolhimento do polêmico livro de História com cenas de torturas indígenas utilizado por alunos da rede municipal do Rio e rejeitou o que considera uma ‘censura’. O ministério afirmou que a publicação foi distribuída este ano a 1.784.391 estudantes de escolas públicas do País. A gravura histórica do século 16 mostra o empalamento de um índio aprisionado por tupinambás. A cena, que chocou pais e levou a secretaria a substituir os exemplares, mostra uma índia introduzindo uma estaca no ânus de um inimigo.
Foto: Fábio Gonçalves / Agência O DIA
Alex Simoni, pai de aluno, criticou a gravura polêmica: “É uma imagem desnecessária para um livro didático para crianças de tão pouca idade”

A nova edição do livro ‘Projeto Pitanguá’, da Editora Moderna, que será usada em 2010, não tem mais a gravura. Ainda que a imagem fosse mantida, o MEC afirmou que não recolheria os exemplares que retratam cena clássica de canibalismo. Segundo o ministério, a publicação que traz a gravura do francês Theodore de Bry, feita em 1540, foi aprovada página por página por uma comissão de professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e incluída no Programa Nacional do Livro Didático.

Veja vídeo sobre livro para crianças tem gravura de tortura:



A secretária Cláudia Costin esclarece que os livros utilizados no município são escolhidos pelo próprio professor, a partir de uma lista do MEC. “Infelizmente esse livro estava na lista. A imagem é totalmente inadequada para o 4º ano”.

Ontem a secretaria iniciou o recolhimento dos exemplares. “É inaceitável que falhas como essa ocorram. Precisamos proteger os alunos e todo cuidado é pouco”, avaliou Cláudia Costin, orientando os pais a devolver o livro às escolas ou alertar para outras cenas impróprias no site da secretaria (www.rio.rj.gov.br/sme). Após a denúncia de O DIA, a secretária determinou levantamento para saber quantos exemplares foram adotados. A secretaria ainda vai insistir com a editora que substitua o livro por uma edição sem esta gravura, mas com o mesmo conteúdo.

Apostila vai substituir obra recolhida
POR MARIA LUISA BARROS, RIO DE JANEIRO

Estudantes do 4º Ano do Ensino Fundamental de escolas que adotaram o ‘Projeto Pitanguá’ vão receber apostilas elaboradas pela própria secretaria para concluir o ano. Ontem, alunos da Escola Municipal Cel. PM Flávio Martins Albuquerque, em Sulacap, ainda não haviam sido avisados do recolhimento.

Pais, como o segurança Alex Simoni, 32 anos, aprovaram a decisão: “Isso precisa realmente ser revisto. É uma imagem chocante para crianças de tão pouca idade”. A operadora de caixa Luzimilde Lima, 34 anos, concorda. “É uma imagem forte para crianças e desnecessária. A decisão de tirar a imagem foi acertada”, disse.

Cada uma das 1.062 escola da rede pública municipal do Rio recebeu R$ 550 para compra de livros no 11° Salão do Livro para Crianças e Jovens aberto ontem. O objetivo é aumentar o acervo das bibliotecas.

MEC defende livro com tortura que o Rio recolhe - Governo distribuiu mais de 1,7 milhão de exemplares de obra polêmica para alunos de 9 anos

POR MARIA LUISA BARROS, RIO DE JANEIRO

Rio - O Ministério da Educação (MEC) condenou o recolhimento do polêmico livro de História com cenas de torturas indígenas utilizado por alunos da rede municipal do Rio e rejeitou o que considera uma ‘censura’. O ministério afirmou que a publicação foi distribuída este ano a 1.784.391 estudantes de escolas públicas do País. A gravura histórica do século 16 mostra o empalamento de um índio aprisionado por tupinambás. A cena, que chocou pais e levou a secretaria a substituir os exemplares, mostra uma índia introduzindo uma estaca no ânus de um inimigo.
Foto: Fábio Gonçalves / Agência O DIA
Alex Simoni, pai de aluno, criticou a gravura polêmica: “É uma imagem desnecessária para um livro didático para crianças de tão pouca idade”

A nova edição do livro ‘Projeto Pitanguá’, da Editora Moderna, que será usada em 2010, não tem mais a gravura. Ainda que a imagem fosse mantida, o MEC afirmou que não recolheria os exemplares que retratam cena clássica de canibalismo. Segundo o ministério, a publicação que traz a gravura do francês Theodore de Bry, feita em 1540, foi aprovada página por página por uma comissão de professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e incluída no Programa Nacional do Livro Didático.

Veja vídeo sobre livro para crianças tem gravura de tortura:



A secretária Cláudia Costin esclarece que os livros utilizados no município são escolhidos pelo próprio professor, a partir de uma lista do MEC. “Infelizmente esse livro estava na lista. A imagem é totalmente inadequada para o 4º ano”.

Ontem a secretaria iniciou o recolhimento dos exemplares. “É inaceitável que falhas como essa ocorram. Precisamos proteger os alunos e todo cuidado é pouco”, avaliou Cláudia Costin, orientando os pais a devolver o livro às escolas ou alertar para outras cenas impróprias no site da secretaria (www.rio.rj.gov.br/sme). Após a denúncia de O DIA, a secretária determinou levantamento para saber quantos exemplares foram adotados. A secretaria ainda vai insistir com a editora que substitua o livro por uma edição sem esta gravura, mas com o mesmo conteúdo.

Apostila vai substituir obra recolhida
POR MARIA LUISA BARROS, RIO DE JANEIRO

Estudantes do 4º Ano do Ensino Fundamental de escolas que adotaram o ‘Projeto Pitanguá’ vão receber apostilas elaboradas pela própria secretaria para concluir o ano. Ontem, alunos da Escola Municipal Cel. PM Flávio Martins Albuquerque, em Sulacap, ainda não haviam sido avisados do recolhimento.

Pais, como o segurança Alex Simoni, 32 anos, aprovaram a decisão: “Isso precisa realmente ser revisto. É uma imagem chocante para crianças de tão pouca idade”. A operadora de caixa Luzimilde Lima, 34 anos, concorda. “É uma imagem forte para crianças e desnecessária. A decisão de tirar a imagem foi acertada”, disse.

Cada uma das 1.062 escola da rede pública municipal do Rio recebeu R$ 550 para compra de livros no 11° Salão do Livro para Crianças e Jovens aberto ontem. O objetivo é aumentar o acervo das bibliotecas.

Garotinho troca de partido para disputar eleição em 2010

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho vai trocar o PMDB pelo PR para disputar a eleição estadual do ano que vem. Ele se desfiliou de seu antigo partido nesta quarta-feira.

No Rio, o atual governador, Sérgio Cabral, é inimigo político de Garotinho e o principal nome do PMDB estadual atualmente. "O governo dele é do forte contra os fracos e do fraco contra os fortes, eu não posso aceitar isso", disse Garotinho, criticando, especificamente, a construção de muros nas favelas cariocas.

Garotinho vai disputar a eleição para o Governo contra o próprio Sérgio Cabral, que deve buscar a reeleição. Apesar da saída do marido, sua mulher, Rosinha Garotinho, continua no PMDB. Ela é prefeita do município de Campos, também no Rio de Janeiro.

Fonte: Band News