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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Em 1994, Jornal do Brasil foi alvo de processo movido por Sarney

Da Redação
Comunique-se

Mesmo tendo dito esta semana que nunca processou jornalistas, o presidente do Senado, José Sarney, acumula mais uma ação contra veículos de comunicação. Além de três ações contra o Jornal Pequeno, do Maranhão, e uma contra o colunista do Estadão e deputado de São Paulo João Mellão Neto, em 1994 o senador processou o Jornal do Brasil pela publicação de matérias sobre suas propriedades, máfia dos anões do Orçamento e denúncias de corrupção, informa o jornalista Dacio Malta, que na época era editor chefe do veículo, em seu blog.

De acordo com o jornalista, a ação movida por Sarney por danos morais exigia, como indenização, o montante de dez vezes o valor arrecadado com a venda e publicidade dos jornais que circularam com as matérias contestadas por Sarney.

A acusação
Após a publicação de matérias sobre o senador no jornal, a defesa de Sarney acusou o veículo de campanha infame contra ele.“Lastreados em fantasias e conjecturas, desencadeou o órgão de imprensa, mantido pelo Réu (JB), contra o Autor, a mais sórdida e ignominiosa campanha infamante, jamais movida a um homem público no Brasil”, alegavam os advogados de Sarney na época.

A defesa
“Não foi o ’Jornal do Brasil’ quem o feriu e magoou. Foi a sua própria conduta improbidosa, o seu desdém pela justificação dos seus atos, o seu comportamento, ora ostensivamente ilícito, ora no mínimo nebuloso (...) ao invés de fingir-se ultrajado, como nunca se sentiu realmente, tanto que se absteve de defender-se e explicar-se, de vir à luta contra todos os órgãos de imprensa, que se viram forçados a não ocultar do público os seus desmandos, os seus abusos, o seu descaso pelos deveres de bem governar...”, declarou a defesa do Jornal do Brasil, feita pelo advogado Sergio Bermudes, que ganhou a causa.

“A tática dele é brigar com um jornal apenas, mesmo os outros criticando suas ações. Acha que assim vai conseguir intimidar os outros jornais”, diz Malta, que acompanhou todo o caso.

Além desses cinco processos, recentemente o jornal O Estado de S. Paulo foi proibido de publicar matérias sobre a Operação Faktor, conhecida como Boi Barrica. Em caso de descumprimento, o jornal deverá R$ 150 mil por cada matéria publicada. Sarney negou que tenha relação com a decisão imposta ao jornal, alegando que a ação foi apresentada por seu filho, Fernando Sarney.

Em 1994, Jornal do Brasil foi alvo de processo movido por Sarney

Da Redação
Comunique-se

Mesmo tendo dito esta semana que nunca processou jornalistas, o presidente do Senado, José Sarney, acumula mais uma ação contra veículos de comunicação. Além de três ações contra o Jornal Pequeno, do Maranhão, e uma contra o colunista do Estadão e deputado de São Paulo João Mellão Neto, em 1994 o senador processou o Jornal do Brasil pela publicação de matérias sobre suas propriedades, máfia dos anões do Orçamento e denúncias de corrupção, informa o jornalista Dacio Malta, que na época era editor chefe do veículo, em seu blog.

De acordo com o jornalista, a ação movida por Sarney por danos morais exigia, como indenização, o montante de dez vezes o valor arrecadado com a venda e publicidade dos jornais que circularam com as matérias contestadas por Sarney.

A acusação
Após a publicação de matérias sobre o senador no jornal, a defesa de Sarney acusou o veículo de campanha infame contra ele.“Lastreados em fantasias e conjecturas, desencadeou o órgão de imprensa, mantido pelo Réu (JB), contra o Autor, a mais sórdida e ignominiosa campanha infamante, jamais movida a um homem público no Brasil”, alegavam os advogados de Sarney na época.

A defesa
“Não foi o ’Jornal do Brasil’ quem o feriu e magoou. Foi a sua própria conduta improbidosa, o seu desdém pela justificação dos seus atos, o seu comportamento, ora ostensivamente ilícito, ora no mínimo nebuloso (...) ao invés de fingir-se ultrajado, como nunca se sentiu realmente, tanto que se absteve de defender-se e explicar-se, de vir à luta contra todos os órgãos de imprensa, que se viram forçados a não ocultar do público os seus desmandos, os seus abusos, o seu descaso pelos deveres de bem governar...”, declarou a defesa do Jornal do Brasil, feita pelo advogado Sergio Bermudes, que ganhou a causa.

“A tática dele é brigar com um jornal apenas, mesmo os outros criticando suas ações. Acha que assim vai conseguir intimidar os outros jornais”, diz Malta, que acompanhou todo o caso.

Além desses cinco processos, recentemente o jornal O Estado de S. Paulo foi proibido de publicar matérias sobre a Operação Faktor, conhecida como Boi Barrica. Em caso de descumprimento, o jornal deverá R$ 150 mil por cada matéria publicada. Sarney negou que tenha relação com a decisão imposta ao jornal, alegando que a ação foi apresentada por seu filho, Fernando Sarney.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Psicóloga cristã pode perder registro por tratar homossexuais





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(Protesto em Brasília contra a ameaça à cassação de Rozângela Jstino)


No proximo dia 31 de Julho, a psicóloga Rozângela Alves Justino será julgada pelo Conselho Federal de Psicologia, acusada de contrariar resolução do referido organismo que determina que nenhum psicóloga pode tratar a homossexualidade.
Ela diz que o que faz é constitucional e legal. Se for cassada, continuará nas igrejas seu trabalho de apoio às pessoas que queriem deixar a homossexualidade.

DÊ A SUA OPINIÃO:

O Conselho Federal de Psicologia decide, no dia 31 de julho de 2009, se cassa a licença da psicóloga carioca Rozângela Alves Justino, que, neste caso, perderia o direito de trabalhar na sua profissão. Há dez anos o referido Conselho, em resolução específica, considerou que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão", determinando que:

. "Os psicólogos deverão contribuir, com seu conhecimento, para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de estigmatizações contra aqueles comportamentos ou práticas homoeróticas" (Art. 2°).
. "Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades" (Art 3° -- parágrafo único).

Fiz uma crítica, á epoca, a esta resolucao: A INTOLERÂNCIA DOS TOLERANTES.

No contexto desta ameaça de punição, o jornal paulista Folha de S. Paulo publicou longa matéria, inclusive uma entrevista com com Rozângela, em que o repórter se apresenta inicialmente como paciente interessado em deixar a homossexualidade.
Segundo a Folha, "a cassação de Rozângela, que atende no centro do Rio, foi pedida por associações gays e endossado por 71 psicólogos de diferentes conselhos regionais".

Sobre a entrevista publicada, a psicóloga Rozângela Justino, solicitada, enviou ao PRAZER DA PALAVRA a seguinte observação, abaixo transcrita:

"O repórter disfarçado de paciente distorceu várias das minhas falas e também uma das da Fernanda dizendo que ela após sair do lesbianismo passou a ter várias relações heterossexuais. Não costumo utilizar termos tais como CURA, DOENÇA, etc. Ele fez isto para me prejudicar – a impressão que tenho é que estamos diante de um grupo ligado ao crime organizado. Ele inclusive já sabe o meu endereço e vou ter que mudar de consultório ou mesmo não atender mais, pois os profissionais de psicologia ficam numa situação muito vulnerável!
Pretendo continuar trabalhando somente nas igrejas, porém preciso de sustento pessoal para, inclusive continuar, as minhas idas a Brasília para influenciar as políticas públicas. Vou precisar da ajuda das igrejas evangélicas.
(...) Vou pedir direito de resposta ao Jornal. Não seria bom colocar minha foto, pois quanto menos exposição de minha pessoa melhor".

A psicóloga Rozângela Justino está organizando um abaixo-assinado que defende os direitos de penamento (liberdade de consciência), exposição de idéias (liberdade de expressão, intelectual e científica) e associao para apoiar os que querem ser apoiados (liberdade de atuar e/ou fornecer informações à sociedade).
Diz o texto do manifesto: "É que abaixo assinamos em apoio à psicóloga Rozangela Alves Justino, CRP 05/4917, para que continue a incluir em seu atendimento profissional, também as pessoas que voluntariamente desejam deixar a atração pelo mesmo sexo e a realizar trabalhos preventivos, de forma a garantir este direito humano e constitucional. A psicóloga Rozangela Alves Justino prometeu e vem cumprindo o seu juramento quando da colação de grau que por meio do seu exercício profissional contribuiria para o desenvolvimento da Psicologia como ciência e profissão na direção das demandas da sociedade, promovendo saúde e qualidade de vida a cada sujeito e a todos os cidadãos e instituições cumprindo todos os princípios fundamentais e artigos que envolvem a sua responsabilidade segundo o seu Código de Ética Profissional".
Veja outras informções no blog da psicóloga Rozângela e no site da Abraceh.

Para participar/preparar o abaixo-assinado de apoio a Rozângela, CLIQUE AQUI para ver as instruções.

Psicóloga cristã pode perder registro por tratar homossexuais





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(Protesto em Brasília contra a ameaça à cassação de Rozângela Jstino)


No proximo dia 31 de Julho, a psicóloga Rozângela Alves Justino será julgada pelo Conselho Federal de Psicologia, acusada de contrariar resolução do referido organismo que determina que nenhum psicóloga pode tratar a homossexualidade.
Ela diz que o que faz é constitucional e legal. Se for cassada, continuará nas igrejas seu trabalho de apoio às pessoas que queriem deixar a homossexualidade.

DÊ A SUA OPINIÃO:

O Conselho Federal de Psicologia decide, no dia 31 de julho de 2009, se cassa a licença da psicóloga carioca Rozângela Alves Justino, que, neste caso, perderia o direito de trabalhar na sua profissão. Há dez anos o referido Conselho, em resolução específica, considerou que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão", determinando que:

. "Os psicólogos deverão contribuir, com seu conhecimento, para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de estigmatizações contra aqueles comportamentos ou práticas homoeróticas" (Art. 2°).
. "Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades" (Art 3° -- parágrafo único).

Fiz uma crítica, á epoca, a esta resolucao: A INTOLERÂNCIA DOS TOLERANTES.

No contexto desta ameaça de punição, o jornal paulista Folha de S. Paulo publicou longa matéria, inclusive uma entrevista com com Rozângela, em que o repórter se apresenta inicialmente como paciente interessado em deixar a homossexualidade.
Segundo a Folha, "a cassação de Rozângela, que atende no centro do Rio, foi pedida por associações gays e endossado por 71 psicólogos de diferentes conselhos regionais".

Sobre a entrevista publicada, a psicóloga Rozângela Justino, solicitada, enviou ao PRAZER DA PALAVRA a seguinte observação, abaixo transcrita:

"O repórter disfarçado de paciente distorceu várias das minhas falas e também uma das da Fernanda dizendo que ela após sair do lesbianismo passou a ter várias relações heterossexuais. Não costumo utilizar termos tais como CURA, DOENÇA, etc. Ele fez isto para me prejudicar – a impressão que tenho é que estamos diante de um grupo ligado ao crime organizado. Ele inclusive já sabe o meu endereço e vou ter que mudar de consultório ou mesmo não atender mais, pois os profissionais de psicologia ficam numa situação muito vulnerável!
Pretendo continuar trabalhando somente nas igrejas, porém preciso de sustento pessoal para, inclusive continuar, as minhas idas a Brasília para influenciar as políticas públicas. Vou precisar da ajuda das igrejas evangélicas.
(...) Vou pedir direito de resposta ao Jornal. Não seria bom colocar minha foto, pois quanto menos exposição de minha pessoa melhor".

A psicóloga Rozângela Justino está organizando um abaixo-assinado que defende os direitos de penamento (liberdade de consciência), exposição de idéias (liberdade de expressão, intelectual e científica) e associao para apoiar os que querem ser apoiados (liberdade de atuar e/ou fornecer informações à sociedade).
Diz o texto do manifesto: "É que abaixo assinamos em apoio à psicóloga Rozangela Alves Justino, CRP 05/4917, para que continue a incluir em seu atendimento profissional, também as pessoas que voluntariamente desejam deixar a atração pelo mesmo sexo e a realizar trabalhos preventivos, de forma a garantir este direito humano e constitucional. A psicóloga Rozangela Alves Justino prometeu e vem cumprindo o seu juramento quando da colação de grau que por meio do seu exercício profissional contribuiria para o desenvolvimento da Psicologia como ciência e profissão na direção das demandas da sociedade, promovendo saúde e qualidade de vida a cada sujeito e a todos os cidadãos e instituições cumprindo todos os princípios fundamentais e artigos que envolvem a sua responsabilidade segundo o seu Código de Ética Profissional".
Veja outras informções no blog da psicóloga Rozângela e no site da Abraceh.

Para participar/preparar o abaixo-assinado de apoio a Rozângela, CLIQUE AQUI para ver as instruções.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Patrocínios: carta à Dora Kramer

A Petrobras gostaria de esclarecer algumas informações publicadas hoje (10/06) em sua coluna. É importante ressaltar que não há “concorrência pública” para patrocínios, com ou sem Lei Rouanet. Os patrocínios são firmados através de contratação direta, por inexigibilidade de licitação, de acordo com o Decreto N. 2.745, de 24 de agosto de 1998, que regula os procedimentos licitatórios da Petrobras. Mesmo na Lei 8.666/93 eles seriam contratados da mesma forma.
A Companhia patrocina projetos que atendam às diretrizes e ações estratégicas da empresa, que estejam no entorno das unidades de negócio e, ainda, escolhidos via seleção pública para dora 2democratizar o acesso aos investimentos da Companhia.

O projeto da Fundação José Sarney foi enviado para avaliação da Petrobras após a aprovação pelo Ministério da Cultura. Ele foi patrocinado via Lei Rouanet que garante 100% de abatimento do valor no imposto de renda da Companhia. O projeto é relacionado à conservação de acervo histórico, um dos pilares do Programa Petrobras Cultural.

Como já informado, nos casos de utilização da Lei Rouanet, a prestação de contas pelo patrocinado é feita diretamente ao Ministério da Cultura (MinC).

Patrocínios: carta à Dora Kramer

A Petrobras gostaria de esclarecer algumas informações publicadas hoje (10/06) em sua coluna. É importante ressaltar que não há “concorrência pública” para patrocínios, com ou sem Lei Rouanet. Os patrocínios são firmados através de contratação direta, por inexigibilidade de licitação, de acordo com o Decreto N. 2.745, de 24 de agosto de 1998, que regula os procedimentos licitatórios da Petrobras. Mesmo na Lei 8.666/93 eles seriam contratados da mesma forma.
A Companhia patrocina projetos que atendam às diretrizes e ações estratégicas da empresa, que estejam no entorno das unidades de negócio e, ainda, escolhidos via seleção pública para dora 2democratizar o acesso aos investimentos da Companhia.

O projeto da Fundação José Sarney foi enviado para avaliação da Petrobras após a aprovação pelo Ministério da Cultura. Ele foi patrocinado via Lei Rouanet que garante 100% de abatimento do valor no imposto de renda da Companhia. O projeto é relacionado à conservação de acervo histórico, um dos pilares do Programa Petrobras Cultural.

Como já informado, nos casos de utilização da Lei Rouanet, a prestação de contas pelo patrocinado é feita diretamente ao Ministério da Cultura (MinC).

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Coluna do presidente Lula estreia dia 07/07

Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro


A partir do dia 07/07, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá um novo canal de comunicação com a sociedade. A coluna “O Presidente Responde”, será veiculada todas as terças-feiras nos jornais impressos interessados na publicação.

No espaço, o presidente irá responder perguntas formuladas pelos leitores. Caberá aos veículos enviá-las para a Secretaria de Imprensa do Planalto, que selecionará, semanalmente, três para serem respondidas.

As perguntas devem tratar de temas relacionados às políticas públicas, com relevância e interesse jornalístico. Todos os jornais receberão o mesmo material, que deverá ser publicado na íntegra. Cada texto terá aproximadamente 3,5 mil caracteres, com layout livre.

O cadastramento dos veículos foi aberto nesta segunda-feira (15/06). Os interessados devem preencher uma ficha que está disponível no site da Presidência.

Além da coluna, a Secretaria de Imprensa do Planalto planeja ainda para este ano a criação de um blog, um canal no Youtube e uma conta no Twitter. A idéia do governo é servir de fonte de informação diretamente para a população, sem a mediação e edição dos veículos.

Leia também:

Presidente Lula terá blog e coluna em jornais

Lula pretende criar coluna em jornais populares

Coluna do presidente Lula estreia dia 07/07

Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro


A partir do dia 07/07, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá um novo canal de comunicação com a sociedade. A coluna “O Presidente Responde”, será veiculada todas as terças-feiras nos jornais impressos interessados na publicação.

No espaço, o presidente irá responder perguntas formuladas pelos leitores. Caberá aos veículos enviá-las para a Secretaria de Imprensa do Planalto, que selecionará, semanalmente, três para serem respondidas.

As perguntas devem tratar de temas relacionados às políticas públicas, com relevância e interesse jornalístico. Todos os jornais receberão o mesmo material, que deverá ser publicado na íntegra. Cada texto terá aproximadamente 3,5 mil caracteres, com layout livre.

O cadastramento dos veículos foi aberto nesta segunda-feira (15/06). Os interessados devem preencher uma ficha que está disponível no site da Presidência.

Além da coluna, a Secretaria de Imprensa do Planalto planeja ainda para este ano a criação de um blog, um canal no Youtube e uma conta no Twitter. A idéia do governo é servir de fonte de informação diretamente para a população, sem a mediação e edição dos veículos.

Leia também:

Presidente Lula terá blog e coluna em jornais

Lula pretende criar coluna em jornais populares

terça-feira, 16 de junho de 2009

O que faz a mídia tedenciosa... alguns brasileiros aprenderam com eles!


A foto que deu origem a tudo isso

No dia que eclodiu a Intifada, Tuvia Grossman estava indo de taxi visitar o Muro das Lamentações. Sua imagem foi fortemente aproveitada pelos holofotes da mídia internacional...

No dia 30 de Setembro de 2000, o jornais The New York Times, Associated Press e outros grandes órgãos da mídia publicaram a foto de um jovem rapaz - ensangüentado e ferido - sob a mira do cacetete de um policial israelense. A legenda o identificava como uma vítima palestina das recentes manifestações -- com a clara implicação de que o soldado israelense era o que estava agredindo o rapaz.

A verdadeira identidade da vítima foi revelada quando o Dr. Aaron Grossman, de Chicago, enviou a seguinte carta ao Times:

"A respeito da foto na página A5 do soldado israelense e o palestino no Monte do Templo, aquele palestino é na verdade meu filho, Tuvia Grossman, um estudante judeu de Chicago. Ele, e dois de seus amigos, foram arrancados de seu táxi, enquanto viajavam em Jerusalém, por uma multidão de árabes palestinos, e foram severamente espancados.

A foto em questão não pode ter sido tirada no Monte do Templo, uma vez que não há postos de gasolina no Monte do Templo, e certamente não com inscrições em hebraico, como a que pode ser claramente vista atrás do soldado israelense que estava tentando proteger meu filho da multidão."


Em resposta, o New York Times publicou uma insignificante correção que identificava Tuvia Grossman como "um estudante americano em Israel" -- não um judeu que havia sido espancado por árabes. A "correção" também dizia que o "Sr. Grossman foi ferido" na "Cidade Velha de Jerusalém" -- apesar de o espancamento na verdade ter acontecido no bairro árabe de Wadi al Joz, e não na Cidade Velha.

Em resposta ao ultraje público que a correção inadequada causou, o New York Times publicou novamente a foto de Grossman -- desta vez com a legenda correta -- com um artigo completo detalhando seu quase-linchamento nas mãos de manifestantes palestinos.

Leia o depoimento de Tuvia Grossman em detalhes e em primeira pessoa sobre este acontecimento, num artigo intitulado "Vítima da Guerra da Mídia" http://www.aish.com/jewishissues/israeldiary/

A sangrenta foto de Tuvia Grossman se tornou um símbolo na batalha para assegurar que Israel receba uma cobertura justa da mídia, assim como toda nação merece.

Em abril de 2002, uma corte distrital em Paris exigiu uma indenização do jornal francês "Liberation" e da Associated Press para pagar danos a Grossman, no valor de 4.500,00 Euro.

A corte condenou a Associated Press por "apresentar erroneamente [Grossman] como membro da comunidade palestina, "enquanto a corte censurou o "Liberation" por "publicar a foto litigiosa com um comentário editado de maneira errônea, dando à figura um significado e um escopo que a foto não poderia ter."

===== ABUSO ÁRABE =====

Ainda mais notável é que grupos árabes adotaram a foto de Grossman em sua própria propaganda, cinicamente usando um judeu ensangüentado como símbolo da batalha palestina.

Um site oficial do governo egípcio usa a foto de Grossman em sua "Galeria de Fotos".

E o Centro de Informação Palestina, www.islam.net, incorporou a foto de Tuvia num banner em sua página principal, (O gráfico foi recentemente removido do site, mas está republicado aqui:)

Além disso, alguns grupos árabes convocaram para um boicote à Coca-Cola, por fazer negócios com Israel, e fizeram circular uma série de posters para divulgar sua causa. Um poster mostra o sangramento de Grossman justaposto ao logotipo da Coca-Cola, e o texto "Ao apoiar produtos americanos, você está apoiando Israel."

O site Snopes.com relata que, ironicamente, como Ramallah é sede de uma engarrafadora da Coca-Cola que emprega 400 residentes (e indiretamente cria emprego para outras centenas), e as indústrias da Coca-Cola nos países do Oriente Médio são operadas como negócios locais, qualquer boicote à Coca-Cola no Oriente Médio provavelmente causaria mais danos monetários aos árabes e palestinos do que aos americanos e israelenses.

Snopes.com nota outa ironia: A Pepsi tambám está na lista de boicotes árabes, com acusação de que o nome "Pepsi" é um acrônimo para 'Pay Every Penny to Save Israel' (Pague Cada Centavo para Salvar Israel) ou 'Pay Every Penny to the State of Israel.' (Pague Cada Centavo para o Estado de Israel). Como certa vez notou a Associated Press, "Chamar a Pepsi de um 'produto judaico' é irônico, dado que a Pepsi foi uma das muitas multinacionais que não fez negócios com Israel durante os 40 anos de boicote comercial árabe ao Estado Judeu."

E, é claro, a maior ironia de todas, é que a imagem escolhida no poster para representar o sofrimento palestino não foi outra senão a de Tuvia Grossman, quase espancado até a morte por uma multidão palestina.

O que faz a mídia tedenciosa... alguns brasileiros aprenderam com eles!


A foto que deu origem a tudo isso

No dia que eclodiu a Intifada, Tuvia Grossman estava indo de taxi visitar o Muro das Lamentações. Sua imagem foi fortemente aproveitada pelos holofotes da mídia internacional...

No dia 30 de Setembro de 2000, o jornais The New York Times, Associated Press e outros grandes órgãos da mídia publicaram a foto de um jovem rapaz - ensangüentado e ferido - sob a mira do cacetete de um policial israelense. A legenda o identificava como uma vítima palestina das recentes manifestações -- com a clara implicação de que o soldado israelense era o que estava agredindo o rapaz.

A verdadeira identidade da vítima foi revelada quando o Dr. Aaron Grossman, de Chicago, enviou a seguinte carta ao Times:

"A respeito da foto na página A5 do soldado israelense e o palestino no Monte do Templo, aquele palestino é na verdade meu filho, Tuvia Grossman, um estudante judeu de Chicago. Ele, e dois de seus amigos, foram arrancados de seu táxi, enquanto viajavam em Jerusalém, por uma multidão de árabes palestinos, e foram severamente espancados.

A foto em questão não pode ter sido tirada no Monte do Templo, uma vez que não há postos de gasolina no Monte do Templo, e certamente não com inscrições em hebraico, como a que pode ser claramente vista atrás do soldado israelense que estava tentando proteger meu filho da multidão."


Em resposta, o New York Times publicou uma insignificante correção que identificava Tuvia Grossman como "um estudante americano em Israel" -- não um judeu que havia sido espancado por árabes. A "correção" também dizia que o "Sr. Grossman foi ferido" na "Cidade Velha de Jerusalém" -- apesar de o espancamento na verdade ter acontecido no bairro árabe de Wadi al Joz, e não na Cidade Velha.

Em resposta ao ultraje público que a correção inadequada causou, o New York Times publicou novamente a foto de Grossman -- desta vez com a legenda correta -- com um artigo completo detalhando seu quase-linchamento nas mãos de manifestantes palestinos.

Leia o depoimento de Tuvia Grossman em detalhes e em primeira pessoa sobre este acontecimento, num artigo intitulado "Vítima da Guerra da Mídia" http://www.aish.com/jewishissues/israeldiary/

A sangrenta foto de Tuvia Grossman se tornou um símbolo na batalha para assegurar que Israel receba uma cobertura justa da mídia, assim como toda nação merece.

Em abril de 2002, uma corte distrital em Paris exigiu uma indenização do jornal francês "Liberation" e da Associated Press para pagar danos a Grossman, no valor de 4.500,00 Euro.

A corte condenou a Associated Press por "apresentar erroneamente [Grossman] como membro da comunidade palestina, "enquanto a corte censurou o "Liberation" por "publicar a foto litigiosa com um comentário editado de maneira errônea, dando à figura um significado e um escopo que a foto não poderia ter."

===== ABUSO ÁRABE =====

Ainda mais notável é que grupos árabes adotaram a foto de Grossman em sua própria propaganda, cinicamente usando um judeu ensangüentado como símbolo da batalha palestina.

Um site oficial do governo egípcio usa a foto de Grossman em sua "Galeria de Fotos".

E o Centro de Informação Palestina, www.islam.net, incorporou a foto de Tuvia num banner em sua página principal, (O gráfico foi recentemente removido do site, mas está republicado aqui:)

Além disso, alguns grupos árabes convocaram para um boicote à Coca-Cola, por fazer negócios com Israel, e fizeram circular uma série de posters para divulgar sua causa. Um poster mostra o sangramento de Grossman justaposto ao logotipo da Coca-Cola, e o texto "Ao apoiar produtos americanos, você está apoiando Israel."

O site Snopes.com relata que, ironicamente, como Ramallah é sede de uma engarrafadora da Coca-Cola que emprega 400 residentes (e indiretamente cria emprego para outras centenas), e as indústrias da Coca-Cola nos países do Oriente Médio são operadas como negócios locais, qualquer boicote à Coca-Cola no Oriente Médio provavelmente causaria mais danos monetários aos árabes e palestinos do que aos americanos e israelenses.

Snopes.com nota outa ironia: A Pepsi tambám está na lista de boicotes árabes, com acusação de que o nome "Pepsi" é um acrônimo para 'Pay Every Penny to Save Israel' (Pague Cada Centavo para Salvar Israel) ou 'Pay Every Penny to the State of Israel.' (Pague Cada Centavo para o Estado de Israel). Como certa vez notou a Associated Press, "Chamar a Pepsi de um 'produto judaico' é irônico, dado que a Pepsi foi uma das muitas multinacionais que não fez negócios com Israel durante os 40 anos de boicote comercial árabe ao Estado Judeu."

E, é claro, a maior ironia de todas, é que a imagem escolhida no poster para representar o sofrimento palestino não foi outra senão a de Tuvia Grossman, quase espancado até a morte por uma multidão palestina.

sábado, 6 de junho de 2009

NÃO ACESSE O LINK DA FOLHA... LEIA AQUI!

NÃO ACESSE O LINK DA FOLHA... LEIA AQUI!

Brasileiros nós queremos é que todas as empresas no Brasil tenham um blog para "vazar" suas reportagens.
Será que determinados jornais e meios de comunicação é que podem usar seus "poderes" para vazar reportagens que não acrescentam e criam bagunça social.
NUNCA BASEIEM-SE EM UM CANAL DE NOTÍCIAS.
LEMBREM-SE QUE ESTAMOS VIVENDO EM UMA DEMOCRACIA E TEMOS O DIREITO E DEVER DE PESQUISAR E BLOGAR


Petrobras usa blog para vazar reportagens

Alvo de CPI, estatal divulga e-mails com pedidos de informações para reportagens não concluídas; empresa diz que "não é ilegal"

Estatal criou site na internet para responder textos da imprensa e críticas feitas pela oposição após a criação de comissão no Senado

Alvo de uma CPI no Congresso, a Petrobras decidiu tornar públicos, em um blog que criou na internet, os e-mails enviados por jornalistas que procuram a assessoria de comunicação da empresa, no Rio, para obter informações e esclarecimentos para reportagens que ainda estão em andamento.

A empresa colocou o blog no ar no último dia 2, como parte da estratégia da comunicação lançada pela estatal após a abertura da CPI (http://petrobrasfatosedados.wordpress.com).

Na noite de ontem, o objeto de reportagens que a Folha ainda apura - com questões endereçadas à empresa, para que possa oferecer a sua versão dos fatos- foi publicado no blog pela Petrobras.

A Folha fez perguntas a respeito da contratação de advogados sem licitação, sobre os custos de um gasoduto no Amazonas e, por último, acerca de gastos com patrocínios de festas no Nordeste.

Questionado pela Folha, o gerente de imprensa da estatal, Lúcio Pimentel, disse que a Petrobras vai manter a decisão de divulgar e-mails de reportagens ainda em andamento. Disse que se trata de uma "política de transparência" adotada pela direção da empresa.

A atitude da Petrobras motivou os jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo" a indagar se a empresa havia pedido autorização à Folha para divulgar seus e-mails. A Petrobras respondeu: "Não houve divulgação do e-mail, e sim das perguntas e respostas dadas ao jornal [Folha]. No entendimento da Petrobras não há ilegalidade, pois o conteúdo divulgado é público".

NÃO ACESSE O LINK DA FOLHA... LEIA AQUI!

NÃO ACESSE O LINK DA FOLHA... LEIA AQUI!

Brasileiros nós queremos é que todas as empresas no Brasil tenham um blog para "vazar" suas reportagens.
Será que determinados jornais e meios de comunicação é que podem usar seus "poderes" para vazar reportagens que não acrescentam e criam bagunça social.
NUNCA BASEIEM-SE EM UM CANAL DE NOTÍCIAS.
LEMBREM-SE QUE ESTAMOS VIVENDO EM UMA DEMOCRACIA E TEMOS O DIREITO E DEVER DE PESQUISAR E BLOGAR


Petrobras usa blog para vazar reportagens

Alvo de CPI, estatal divulga e-mails com pedidos de informações para reportagens não concluídas; empresa diz que "não é ilegal"

Estatal criou site na internet para responder textos da imprensa e críticas feitas pela oposição após a criação de comissão no Senado

Alvo de uma CPI no Congresso, a Petrobras decidiu tornar públicos, em um blog que criou na internet, os e-mails enviados por jornalistas que procuram a assessoria de comunicação da empresa, no Rio, para obter informações e esclarecimentos para reportagens que ainda estão em andamento.

A empresa colocou o blog no ar no último dia 2, como parte da estratégia da comunicação lançada pela estatal após a abertura da CPI (http://petrobrasfatosedados.wordpress.com).

Na noite de ontem, o objeto de reportagens que a Folha ainda apura - com questões endereçadas à empresa, para que possa oferecer a sua versão dos fatos- foi publicado no blog pela Petrobras.

A Folha fez perguntas a respeito da contratação de advogados sem licitação, sobre os custos de um gasoduto no Amazonas e, por último, acerca de gastos com patrocínios de festas no Nordeste.

Questionado pela Folha, o gerente de imprensa da estatal, Lúcio Pimentel, disse que a Petrobras vai manter a decisão de divulgar e-mails de reportagens ainda em andamento. Disse que se trata de uma "política de transparência" adotada pela direção da empresa.

A atitude da Petrobras motivou os jornais "O Estado de S. Paulo" e "O Globo" a indagar se a empresa havia pedido autorização à Folha para divulgar seus e-mails. A Petrobras respondeu: "Não houve divulgação do e-mail, e sim das perguntas e respostas dadas ao jornal [Folha]. No entendimento da Petrobras não há ilegalidade, pois o conteúdo divulgado é público".

terça-feira, 2 de junho de 2009

Petrobras desmente notícia falsa publicada no jornal O Globo

Em nota pública de esclarecimento, a diretoria da Petrobras rebateu nesta segunda-feira (01/06/2009) informações inverídicas publicadas na edição deste domingo (31/05/2009) do Jornal O Globo sobre as operações da empresa.
Eu acredito na Petrobras.

Na nota, a estatal afirma que as informações publicadas no jornal são incompletas e induzem ao erro sobre as atividades da empresa. Sobre a acusação de falta de transparência nas operações, a estatal informa que todos os dados usados na confecção da matéria intitulada “Muita política e pouca transparência” constam do sítio da própria Companhia, “o que, por si só, contradiz o enunciado de falta de transparência”.

Em outro trecho da nota, a estatal afirma que as informações equivocadas da matéria são ideológicas e visam macular a imagem da Petrobras. “Trata-se, evidentemente, de um extrato de informações de livre interpretação de interessados em macular a imagem da Companhia e distorcer dados por ela disponibilizados, é portanto importante frisar, com objetivo de travar uma disputa ideológica e ou política partidária que não se coaduna com os interesses da empresa, seus acionistas privados e da maioria da população brasileira, representada pelo governo acionista majoritário da empresa”.

LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA http://www.informes.org.br/documentos/Nota%20petrobras.pdf

Petrobras desmente notícia falsa publicada no jornal O Globo

Em nota pública de esclarecimento, a diretoria da Petrobras rebateu nesta segunda-feira (01/06/2009) informações inverídicas publicadas na edição deste domingo (31/05/2009) do Jornal O Globo sobre as operações da empresa.
Eu acredito na Petrobras.

Na nota, a estatal afirma que as informações publicadas no jornal são incompletas e induzem ao erro sobre as atividades da empresa. Sobre a acusação de falta de transparência nas operações, a estatal informa que todos os dados usados na confecção da matéria intitulada “Muita política e pouca transparência” constam do sítio da própria Companhia, “o que, por si só, contradiz o enunciado de falta de transparência”.

Em outro trecho da nota, a estatal afirma que as informações equivocadas da matéria são ideológicas e visam macular a imagem da Petrobras. “Trata-se, evidentemente, de um extrato de informações de livre interpretação de interessados em macular a imagem da Companhia e distorcer dados por ela disponibilizados, é portanto importante frisar, com objetivo de travar uma disputa ideológica e ou política partidária que não se coaduna com os interesses da empresa, seus acionistas privados e da maioria da população brasileira, representada pelo governo acionista majoritário da empresa”.

LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA http://www.informes.org.br/documentos/Nota%20petrobras.pdf

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Marcelo Crivella





Data: 24/05/2009 Fonte: Jornal do Brasil

ARTIGO - Marcelo Crivella


Dom Eugenio Sales

Tive a oportunidade de estar algumas vezes com o cardeal dom Eugenio Sales. Nunca tratamos de política eleitoral. Falamos das preocupações que temos com uma sociedade que se afasta dos valores cristãos e navega a esmo nos ventos dos ódios e das paixões. Falamos de educação religiosa para as crianças, do perigo das drogas, da violência que nos atormenta.
Ele me contou da sua experiência no sertão da Paraíba, e do seu Rio Grande do Norte, onde nasceu e de onde não se esquece. De projetos de irrigação que, como sabemos, é uma dívida que cada brasileiro tem com seus irmãos do semi-árido, pelo muito que deles recebemos, não só em termos culturais, mas sobretudo
e principalmente pelo inestimável capital humano que, trabalhando longe da terra querida, construiu nossas metrópoles e essa imensa forja onde se retemperam as essências mais puras da nossa brasilidade, a capital da República, o maior monumento artístico de uma raça imbuída do espírito de nação. Nossos encontros foram momentos agradáveis quando tive a impressão de ver refletido no seu semblante a paz da sua consciência. Dom Eugenio tem uma vida social impecável. Modesto, humilde, conciliador e incansável, só por um momento deixou transparecer uma ponta de desgosto, quando se referindo aos problemas do sistema de saúde e da agonia dos enfermos na fila dos hospitais, notícia constante dos jornais, disse baixinho:
"Já não suporto mais isso".
Nossas conversas sempre se deram nas horas lentas do dia, como dizia padre Godinho, quando a tarde escorre calma para os braços do crespúculo, velho e cansado porteiro da noite. Nunca fiz a ele queixas de qualquer natureza nem dele recebi qualquer tipo de ponderação grave. Temos divergências doutrinárias, nesse supremo anseio de ser útil ao Evangelho de Cristo, mas temos o mesmo desejo de servir o próximo. Reparei que o cardeal não é homem da ribalta e do proscênio.
Só ocupa a cena quando convocado para servir a uma causa digna que dele dependa para um gesto distinto ou um conselho seguro, voltando logo em seguida, quase que anônimo e despercebido, para o fundo do palco, sem aceitar recompensas ou buscar a glória dos aplausos.
Foi assim que recentemente a nação assistiu com surpresa e gratidão seus feitos heroicos em uma época de profundas contradições, o período da revolução, quando ele abrigou, sustentou e encaminhou em segurança dezenas de refugiados, livrando-os da tortura, da perseguição e da morte.
Esses atos ficariam para sempre guardados no segredo da sua modéstia, como os gestos dos que sabem que Deus vê em secreto. Não fosse o trabalho investigativo da imprensa atuante, competente e moderna, não teríamos notícias disso.
É verdade que passamos por momentos sociais turbulentos e não são poucos os escândalos que enegrecem os céus da nação, carregados de nuvens tormentosas.
Dele jamais se ouviu uma frase precipitada, um julgamento apressado ou uma crítica mordaz, prenúncio das injúrias, infâmias e calúnias. Já há tantos insensatos de prontidão que se encarregam disso.
Ao invés de lançar a primeira pedra, ele é o que sempre foi, o sacerdote, o servidor do povo, o amigo de todos, o apóstolo das mãos estendidas que prefere construir a paz, não semear o ódio. Ao fim do dia, depois de mais um expediente no pequeno escritório, ele segue para sua residência no Sumaré. A caminho passa por tantos prédios bonitos com apartamentos exclusivos e não seria inadequado supor que não se cometeria qualquer injustiça se no melhor deles ele pudesse descansar.
Mas há que se respeitar quando alguém, por convicções próprias, decide exercer o direito de abrir mão do próprio direito. Um exemplo de idealismo e renúncia que não deve ser esquecido.

Marcelo Crivella SENADOR (PRB-RJ)

Marcelo Crivella





Data: 24/05/2009 Fonte: Jornal do Brasil

ARTIGO - Marcelo Crivella


Dom Eugenio Sales

Tive a oportunidade de estar algumas vezes com o cardeal dom Eugenio Sales. Nunca tratamos de política eleitoral. Falamos das preocupações que temos com uma sociedade que se afasta dos valores cristãos e navega a esmo nos ventos dos ódios e das paixões. Falamos de educação religiosa para as crianças, do perigo das drogas, da violência que nos atormenta.
Ele me contou da sua experiência no sertão da Paraíba, e do seu Rio Grande do Norte, onde nasceu e de onde não se esquece. De projetos de irrigação que, como sabemos, é uma dívida que cada brasileiro tem com seus irmãos do semi-árido, pelo muito que deles recebemos, não só em termos culturais, mas sobretudo
e principalmente pelo inestimável capital humano que, trabalhando longe da terra querida, construiu nossas metrópoles e essa imensa forja onde se retemperam as essências mais puras da nossa brasilidade, a capital da República, o maior monumento artístico de uma raça imbuída do espírito de nação. Nossos encontros foram momentos agradáveis quando tive a impressão de ver refletido no seu semblante a paz da sua consciência. Dom Eugenio tem uma vida social impecável. Modesto, humilde, conciliador e incansável, só por um momento deixou transparecer uma ponta de desgosto, quando se referindo aos problemas do sistema de saúde e da agonia dos enfermos na fila dos hospitais, notícia constante dos jornais, disse baixinho:
"Já não suporto mais isso".
Nossas conversas sempre se deram nas horas lentas do dia, como dizia padre Godinho, quando a tarde escorre calma para os braços do crespúculo, velho e cansado porteiro da noite. Nunca fiz a ele queixas de qualquer natureza nem dele recebi qualquer tipo de ponderação grave. Temos divergências doutrinárias, nesse supremo anseio de ser útil ao Evangelho de Cristo, mas temos o mesmo desejo de servir o próximo. Reparei que o cardeal não é homem da ribalta e do proscênio.
Só ocupa a cena quando convocado para servir a uma causa digna que dele dependa para um gesto distinto ou um conselho seguro, voltando logo em seguida, quase que anônimo e despercebido, para o fundo do palco, sem aceitar recompensas ou buscar a glória dos aplausos.
Foi assim que recentemente a nação assistiu com surpresa e gratidão seus feitos heroicos em uma época de profundas contradições, o período da revolução, quando ele abrigou, sustentou e encaminhou em segurança dezenas de refugiados, livrando-os da tortura, da perseguição e da morte.
Esses atos ficariam para sempre guardados no segredo da sua modéstia, como os gestos dos que sabem que Deus vê em secreto. Não fosse o trabalho investigativo da imprensa atuante, competente e moderna, não teríamos notícias disso.
É verdade que passamos por momentos sociais turbulentos e não são poucos os escândalos que enegrecem os céus da nação, carregados de nuvens tormentosas.
Dele jamais se ouviu uma frase precipitada, um julgamento apressado ou uma crítica mordaz, prenúncio das injúrias, infâmias e calúnias. Já há tantos insensatos de prontidão que se encarregam disso.
Ao invés de lançar a primeira pedra, ele é o que sempre foi, o sacerdote, o servidor do povo, o amigo de todos, o apóstolo das mãos estendidas que prefere construir a paz, não semear o ódio. Ao fim do dia, depois de mais um expediente no pequeno escritório, ele segue para sua residência no Sumaré. A caminho passa por tantos prédios bonitos com apartamentos exclusivos e não seria inadequado supor que não se cometeria qualquer injustiça se no melhor deles ele pudesse descansar.
Mas há que se respeitar quando alguém, por convicções próprias, decide exercer o direito de abrir mão do próprio direito. Um exemplo de idealismo e renúncia que não deve ser esquecido.

Marcelo Crivella SENADOR (PRB-RJ)