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domingo, 11 de abril de 2010

Catástrofes no Rio de Janeiro e a Cidade da Música de César Maia: desumanidade

Diante da recente catástrofe no Rio de Janeiro (este artigo atem-se à tragédia na capital do Rio, para se ter um parâmetro), muita gente entende que não é hora de achar os culpados, mas de resolver os problemas. Discordo. Como cidadão carioca e cristão, penso que tenho o direito e o dever de manifestar-me, sob pena de praticar o pecado da omissão. Neste momento angustiante, o mais correto é achar os culpados e concomitantemente resolver os problemas, socorrer os desabrigados e procurar os corpos soterrados. Os culpados não podem ser esquecidos, jamais. Todos sabemos que após a poeira baixar, os culpados não serão procurados e sequer incomodados. É sempre assim. Ou não estou falando a verdade!

Durante dezesseis anos o município do Rio de Janeiro foi governado pelo mesmo grupo político – o de César Maia (1993 – 2008).

César Maia (foto) é uma figura estranha, que parece não gostar de ninguém.

Quem não se lembra que governo federal foi obrigado a decretar estado de calamidade pública no setor hospitalar do SUS (Sistema Único de Saúde) do Rio de Janeiro, em 2005, quando César Maia era prefeito?

Quem não se lembra que diante da crise na Saúde, e em meio intervenção federal, César Maia decretou a exoneração dos diretores de quatro dos seis hospitais que estavam sob intervenção – o da Lagoa, do Andaraí, de Jacarepaguá, de Ipanema, o Souza Aguiar e o Miguel Couto e a demissão de 336 funcionários, no total; além da suspensão de licitações para obras nestas unidades?

Quem não se lembra da epidemia de dengue no Rio, em 2008, onde César Maia foi muito criticado devido sua pífia atuação diante do quadro alarmante de dengue, onde dezenas de vidas foram ceifadas? Tal desleixo levou muitas pessoas apelidarem a epidemia de dengue, de ‘EpideMaia’.

Não quero aqui perder muito meu tempo para ficar lembrando dos fatos desastrosos de César Maia, à frente do governo municipal do Rio, mas diante da recente desgraça que se abateu sobre o Rio, há algo que tem que ser lembrado diuturnamente – é a construção da Cidade da Música, que recebeu o nome de Roberto Marinho, situada na Barra da Tijuca. Uma das maiores afrontas ao povo carioca, por parte de César Maia.

As obras daquela aberração carioca começaram em 2003, com um custo inicial estimado em R$ 80 milhões de reais. Hoje, além de não estar pronta, aquele elefante branco já consumiu dos cofres públicos mais de R$ 500 milhões de reais.

Por conta desse rio de dinheiro em torno da construção, foi criada na Câmara de Vereadores do Rio a CPI da Cidade da Música para investigar os gastos na obra. Segundo os cálculos dessa CPI, seriam necessários R$ 700 milhões para finalizar o projeto (recursos estes que dão para construir 14.000 casas populares).

Devido às recentes chuvas que causaram enormes problemas para a cidade do Rio de Janeiro (sem citar Niterói e outros), o prefeito Eduardo Paes solicitou ao governo federal que libere uma verba de R$ 370 milhões para a realização de obras estruturais na cidade, a fim de se evitar problemas vindouros semelhantes aos recentes.

Comparemos agora:

Tem algo de errado aí?

Onde está César Maia para explicar essa comparação?

Alguém será responsabilizado por esses gastos absurdos?

Em suma, a Bíblia é clara:

César Maia é pré-candidato ao Senado Federal, mas nem o candidato ao governo do estado do Rio, Fernando Gabeira, quer Maia na coligação, tamanha é a rejeição dessa figura da política carioca.

Caso César Maia insista, implore, chore e realmente venha como candidato ao Senado, diante do exposto caberá ao povo do Rio a (ir)responsabilidade de escolhê-lo ou não, para nos ‘representar’ em Brasília.

O Rio não merece César Maia, pois se estivesse em Brasília, certamente deveria estar nos representando como seu filho Rodrigo Maia (deputado federal) nos representa (no dia da importante votação em favor do Rio de Janeiro, pelos royalties do petróleo, Rodrigo Maia foi um dos deputados do Rio que não compareceu à votação para defender o Rio). Sinceramente, não sei que tipo de espírito tem essa gente.


É possível verificar alguns projetos para a construção de casas boas e com um custo pequeno. Há alguns projetos em outros estados, mas quero ater-me ao Rio. É o caso do Projeto Cimento Social, de autoria do Senador Marcelo Crivella (foto).

Segundo matéria publicada no Jornal O Dia, de 16 de julho de 2009, a construção de casas em placas de argamassa custa, em média, R$ 50 mil. Crivella construiu algumas casas no Morro da Providência e segundo a matéria, com dinheiro advindos dos direitos autorais pela venda de seus CDs e DVDs, pois ele também é cantor gospel.

Veja a matéria jornalística, mostrando a construção das casas (um detalhe: são casas muito boas)

Youtube

Vamos às contas:

R$ 700.000.000 (setecentos milhões) – Cidade da Música de César Maia

R$ 50.000 (cinquenta mil) – Casa popular do Projeto Cimento Social

Dividindo 700.000.000 por 50.000 = 14.000 casas populares

Nota-se portanto que apenas nesse exemplo 14.000 famílias (calculando por baixo, supomos que cada família tenha 4 integrantes. Seriam 56.000 pessoas) poderiam estar morando dignamente e, quem sabe, muitas delas não estariam agora enlutadas por terem perdido seus entes queridos.

Peçamos a Deus sabedoria para saber escolher melhor nossos representantes.

Oremos por César Maia para que tenha um coração contrito.

Oremos pelo senador Crivella para que Deus continue dando-lhe sua graça e que o Projeto Cimento Social seja levado adiante.

E que tenhamos sensatez e expurguemos da política algumas figuras abjetas.

Quantcast

Catástrofes no Rio de Janeiro e a Cidade da Música de César Maia: desumanidade

Diante da recente catástrofe no Rio de Janeiro (este artigo atem-se à tragédia na capital do Rio, para se ter um parâmetro), muita gente entende que não é hora de achar os culpados, mas de resolver os problemas. Discordo. Como cidadão carioca e cristão, penso que tenho o direito e o dever de manifestar-me, sob pena de praticar o pecado da omissão. Neste momento angustiante, o mais correto é achar os culpados e concomitantemente resolver os problemas, socorrer os desabrigados e procurar os corpos soterrados. Os culpados não podem ser esquecidos, jamais. Todos sabemos que após a poeira baixar, os culpados não serão procurados e sequer incomodados. É sempre assim. Ou não estou falando a verdade!

Durante dezesseis anos o município do Rio de Janeiro foi governado pelo mesmo grupo político – o de César Maia (1993 – 2008).

César Maia (foto) é uma figura estranha, que parece não gostar de ninguém.

Quem não se lembra que governo federal foi obrigado a decretar estado de calamidade pública no setor hospitalar do SUS (Sistema Único de Saúde) do Rio de Janeiro, em 2005, quando César Maia era prefeito?

Quem não se lembra que diante da crise na Saúde, e em meio intervenção federal, César Maia decretou a exoneração dos diretores de quatro dos seis hospitais que estavam sob intervenção – o da Lagoa, do Andaraí, de Jacarepaguá, de Ipanema, o Souza Aguiar e o Miguel Couto e a demissão de 336 funcionários, no total; além da suspensão de licitações para obras nestas unidades?

Quem não se lembra da epidemia de dengue no Rio, em 2008, onde César Maia foi muito criticado devido sua pífia atuação diante do quadro alarmante de dengue, onde dezenas de vidas foram ceifadas? Tal desleixo levou muitas pessoas apelidarem a epidemia de dengue, de ‘EpideMaia’.

Não quero aqui perder muito meu tempo para ficar lembrando dos fatos desastrosos de César Maia, à frente do governo municipal do Rio, mas diante da recente desgraça que se abateu sobre o Rio, há algo que tem que ser lembrado diuturnamente – é a construção da Cidade da Música, que recebeu o nome de Roberto Marinho, situada na Barra da Tijuca. Uma das maiores afrontas ao povo carioca, por parte de César Maia.

As obras daquela aberração carioca começaram em 2003, com um custo inicial estimado em R$ 80 milhões de reais. Hoje, além de não estar pronta, aquele elefante branco já consumiu dos cofres públicos mais de R$ 500 milhões de reais.

Por conta desse rio de dinheiro em torno da construção, foi criada na Câmara de Vereadores do Rio a CPI da Cidade da Música para investigar os gastos na obra. Segundo os cálculos dessa CPI, seriam necessários R$ 700 milhões para finalizar o projeto (recursos estes que dão para construir 14.000 casas populares).

Devido às recentes chuvas que causaram enormes problemas para a cidade do Rio de Janeiro (sem citar Niterói e outros), o prefeito Eduardo Paes solicitou ao governo federal que libere uma verba de R$ 370 milhões para a realização de obras estruturais na cidade, a fim de se evitar problemas vindouros semelhantes aos recentes.

Comparemos agora:

Tem algo de errado aí?

Onde está César Maia para explicar essa comparação?

Alguém será responsabilizado por esses gastos absurdos?

Em suma, a Bíblia é clara:

César Maia é pré-candidato ao Senado Federal, mas nem o candidato ao governo do estado do Rio, Fernando Gabeira, quer Maia na coligação, tamanha é a rejeição dessa figura da política carioca.

Caso César Maia insista, implore, chore e realmente venha como candidato ao Senado, diante do exposto caberá ao povo do Rio a (ir)responsabilidade de escolhê-lo ou não, para nos ‘representar’ em Brasília.

O Rio não merece César Maia, pois se estivesse em Brasília, certamente deveria estar nos representando como seu filho Rodrigo Maia (deputado federal) nos representa (no dia da importante votação em favor do Rio de Janeiro, pelos royalties do petróleo, Rodrigo Maia foi um dos deputados do Rio que não compareceu à votação para defender o Rio). Sinceramente, não sei que tipo de espírito tem essa gente.


É possível verificar alguns projetos para a construção de casas boas e com um custo pequeno. Há alguns projetos em outros estados, mas quero ater-me ao Rio. É o caso do Projeto Cimento Social, de autoria do Senador Marcelo Crivella (foto).

Segundo matéria publicada no Jornal O Dia, de 16 de julho de 2009, a construção de casas em placas de argamassa custa, em média, R$ 50 mil. Crivella construiu algumas casas no Morro da Providência e segundo a matéria, com dinheiro advindos dos direitos autorais pela venda de seus CDs e DVDs, pois ele também é cantor gospel.

Veja a matéria jornalística, mostrando a construção das casas (um detalhe: são casas muito boas)

Youtube

Vamos às contas:

R$ 700.000.000 (setecentos milhões) – Cidade da Música de César Maia

R$ 50.000 (cinquenta mil) – Casa popular do Projeto Cimento Social

Dividindo 700.000.000 por 50.000 = 14.000 casas populares

Nota-se portanto que apenas nesse exemplo 14.000 famílias (calculando por baixo, supomos que cada família tenha 4 integrantes. Seriam 56.000 pessoas) poderiam estar morando dignamente e, quem sabe, muitas delas não estariam agora enlutadas por terem perdido seus entes queridos.

Peçamos a Deus sabedoria para saber escolher melhor nossos representantes.

Oremos por César Maia para que tenha um coração contrito.

Oremos pelo senador Crivella para que Deus continue dando-lhe sua graça e que o Projeto Cimento Social seja levado adiante.

E que tenhamos sensatez e expurguemos da política algumas figuras abjetas.

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sábado, 18 de julho de 2009

Crivella entrega 3 casas no Morro da Providência

O estigma de morar em uma lugar feio que acompanha muitos dos moradorores das comunidades carentes do Rio, pode ser quebrado com um projeto que teve início nesta sexta-feira com a entrega de três casas à três mães que perderam os filhos barbaramente, no caso do Morro da Providência, Centro do Rio, ano passado.

O “Cimento Social” de autoria do Senador Marcelo Crivella tem o objetivo de contruir ou mesmo reformar completamente as casas da comunidade.

– O projeto prevê três casos: o que as casas que podem ser reformadas, as que tiveram de ser derrubadas e essas que estão sendo entregues que foram erguidas do chão – explicou o senador.

As primeiras casas foram entregues nesta sexta e foram erguidas em apenas 3 dias. De acordo com o senador, os trabalhadores que ergueram as construções tem idade entre 16 e 30 anos. Os homens foram divididos em três equipes que disputaram para ver qual dos grupos terminava primeiro.

O responsável pelo empreendimento, Wander Dantas, diz que todos os 102 funcionários empregados no “Cimento Social” são da comunidade da Providência.

­ – É muito gratificante para mim, quando cheguei aqui no morro, vi muitos homens desempregados, ex-presidiários e ligados ao tráfico de drogas. O projeto mudou a vida deles. Na próxima entrega do “Cimento Social” nós prometemos erguer as casas em apenas 2 dias – garantiu Dantas.

O conjunto com as três casas foi batizado pelo senador de “Vila José de Alencar e Dona Marisa” em homenagem ao vice-presidente da república, José de Alencar e a primeira-dama, Marisa Letícia.

As residências são funcionais, de segundo andar e três cômodos. De acordo com o coordenador do projeto, até oito pessoas podem morar em uma casa do “Cimento Social”. O senador Marcelo Crivella defende que tudo o que um projeto como o do Morro da Providência necessita, está no Brasil.

- Não precisa trazer chinês, japonês e nem americano é só dar oportunidade para a rapaziada, como dizia aquela música “eu acredito é na rapaziada…” Tudo o que nós precisamos, o Brasil tem. A paz é fruto da justiça e o povo do Morro da Providência merece justiça.

Nova chance

Um dos operários Alexandro de Medeiros, de 23 anos, estava exultante com o resultado conseguido pelas equipes do “Cimento Social”. Alexandro contou que além de ex-presidiário, também foi soldado do tráfico na própria comunidade.

- Eu estava desempregado porque fui preso, acertei minhas contas com a justiça, mas antes daqui, já estava novamente na boca de fumo. Foi quando me chamaram para trabalhar.

Embora não compense a dor da perda de um filho, as casas entregues tiveram um destino especial: as beneficiadas foram as mães dos três rapazes mortos ano passado ao serem sequestrados e levados por militares do exército a traficantes de uma facção rival do morro da Mineira, no Catumbi.

Os rapazes Deivão Wilson, Marcos Paulo da Silva,e Wellington Gonzaga Costa foram sequestrados pelos militares quando voltavam de uma baile funk no morro da Mangueira.

Ainda segundo Marcelo Crivella, o projeto deve se estender por todo o Morro da Providência.

Fonte: JB Online

Crivella entrega 3 casas no Morro da Providência

O estigma de morar em uma lugar feio que acompanha muitos dos moradorores das comunidades carentes do Rio, pode ser quebrado com um projeto que teve início nesta sexta-feira com a entrega de três casas à três mães que perderam os filhos barbaramente, no caso do Morro da Providência, Centro do Rio, ano passado.

O “Cimento Social” de autoria do Senador Marcelo Crivella tem o objetivo de contruir ou mesmo reformar completamente as casas da comunidade.

– O projeto prevê três casos: o que as casas que podem ser reformadas, as que tiveram de ser derrubadas e essas que estão sendo entregues que foram erguidas do chão – explicou o senador.

As primeiras casas foram entregues nesta sexta e foram erguidas em apenas 3 dias. De acordo com o senador, os trabalhadores que ergueram as construções tem idade entre 16 e 30 anos. Os homens foram divididos em três equipes que disputaram para ver qual dos grupos terminava primeiro.

O responsável pelo empreendimento, Wander Dantas, diz que todos os 102 funcionários empregados no “Cimento Social” são da comunidade da Providência.

­ – É muito gratificante para mim, quando cheguei aqui no morro, vi muitos homens desempregados, ex-presidiários e ligados ao tráfico de drogas. O projeto mudou a vida deles. Na próxima entrega do “Cimento Social” nós prometemos erguer as casas em apenas 2 dias – garantiu Dantas.

O conjunto com as três casas foi batizado pelo senador de “Vila José de Alencar e Dona Marisa” em homenagem ao vice-presidente da república, José de Alencar e a primeira-dama, Marisa Letícia.

As residências são funcionais, de segundo andar e três cômodos. De acordo com o coordenador do projeto, até oito pessoas podem morar em uma casa do “Cimento Social”. O senador Marcelo Crivella defende que tudo o que um projeto como o do Morro da Providência necessita, está no Brasil.

- Não precisa trazer chinês, japonês e nem americano é só dar oportunidade para a rapaziada, como dizia aquela música “eu acredito é na rapaziada…” Tudo o que nós precisamos, o Brasil tem. A paz é fruto da justiça e o povo do Morro da Providência merece justiça.

Nova chance

Um dos operários Alexandro de Medeiros, de 23 anos, estava exultante com o resultado conseguido pelas equipes do “Cimento Social”. Alexandro contou que além de ex-presidiário, também foi soldado do tráfico na própria comunidade.

- Eu estava desempregado porque fui preso, acertei minhas contas com a justiça, mas antes daqui, já estava novamente na boca de fumo. Foi quando me chamaram para trabalhar.

Embora não compense a dor da perda de um filho, as casas entregues tiveram um destino especial: as beneficiadas foram as mães dos três rapazes mortos ano passado ao serem sequestrados e levados por militares do exército a traficantes de uma facção rival do morro da Mineira, no Catumbi.

Os rapazes Deivão Wilson, Marcos Paulo da Silva,e Wellington Gonzaga Costa foram sequestrados pelos militares quando voltavam de uma baile funk no morro da Mangueira.

Ainda segundo Marcelo Crivella, o projeto deve se estender por todo o Morro da Providência.

Fonte: JB Online

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Construção em tempo recorde na Providência




Projeto Cimento Social é retomado em ‘competição’ na comunidade do Centro do Rio. Operários ergueram três casas em apenas três dias

Rio - Três casas construídas em apenas três dias na ‘velocidade 5’. A proeza, conquistada em uma gincana com o suor de 90 homens, é o cartão de visita na tentativa de convencer o governo federal a voltar a investir no projeto Cimento Social, que visa a recuperar e a construir unidades habitacionais no Morro da Providência. Ali, nasceu a primeira das 968 favelas do Rio de Janeiro.

Na retomada do projeto, serão entregues amanhã as três primeiras casas. Três equipes de 30 homens disputaram para ver quem terminava primeiro a residência. São unidades de 60 metros quadrados de dois andares, com sala, cozinha e banheiro no primeiro piso e dois quartos, no segundo. Um dos dormitórios pode ser dividido em dois cômodos. O melhor para a família que vai ocupar o imóvel é que toda a mobília vem junto: armários planejados, cozinha e móveis.

O objetivo é sensibilizar o Ministério das Cidades. “Estou levando a nossa ideia ao ministro (das Cidades) Márcio Fortes, e acho inclusive que pode ser adotada no programa ‘Minha casa, minha vida’, do governo federal”, disse o senador Marcelo Crivella (PRB), durante visita realizada ontem para conferir os arremates finais nas residências. Os beneficiados com as primeiras casas serão anunciados na hora.

Ainda não estão definidas, após a entrega das três casas, quais serão as áreas atingidas. “Começamos novas etapas. Vamos identificar locais de maior necessidade para fazer as intervenções”, promete.

Cada casa, na subida da Providência, custou R$ 50 mil e foi construída em placas de argamassa. O dinheiro, segundo Crivella, veio dos direitos autorais pela venda de seus CDs e DVDs. Ele é cantor gospel.

O senador destaca o avanço social, bem além das paredes de argamassa. Acentua que cem pessoas receberam treinamento para atuar da fundação ao telhado. “É bom ressaltar que toda a mão de obra é local. Estamos trabalhando com algumas pessoas que antes trabalhavam com o tráfico e agora estão lutando com carteira assinada para mudar de vida”, afirma ele, que viajou ontem para visitar o vice-presidente José Alencar, em tratamento contra o câncer em São Paulo.

O Cimento Social estava parado desde junho do ano passado por decisão da Justiça Eleitoral. O TRE autorizou na época que as obras de reforma fossem concluídas só em mutirão. Foram reformadas 55 casas.

A proibição de continuidade das obras ocorreu logo depois da morte de três jovens. Militares do Exército, que garantiam a obra desde dezembro de 2007, foram acusados de prender e entregá-los a bandidos do Morro da Mineira, comunidade rival.

Há dois meses, o projeto ergueu residência modelo na Providência e a entregou a família que estava com o barraco em ruínas. As três novas unidades seguem o padrão. “Há casas que não adiantam ser reformadas. Precisam ser jogadas no chão e reconstruídas. Para isso, desenvolvemos tecnologia. São 72 horas de trabalho e um sonho realizado”, finaliza.

A PRIMEIRA CONTA BANCÁRIA
Trabalhadores da força-tarefa vibram com melhorias

Três equipes de 30 homens correram contra o tempo para concluir as casas. Até ontem à tarde, a Azul liderava com pequena vantagem sobre a Verde e a Vermelha. A que terminar a obra primeiro receberá uma surpresa.

A Favela da Providência surgiu no mapa em 1898. Mil pessoas que ocupavam o cortiço Cabeça de Porco, que fora demolido, resolveram reconstruir os primeiros barracos no morro.

“Muitos trabalhadores que contratamos na obra nunca tiveram conta bancária”, surpreende-se Vander Dantas, coordenador da força-tarefa.

O servente Reinaldo Ramos, 30, vivia há dois anos de biscates. “Quero progredir e me tornar um bom pedreiro”, conta ele, que se comove com as melhorias nas casas dos vizinhos. “Quem chega à Rodoviária Novo Rio e olha o morro vê que ele já tem outro aspecto”, orgulha-se.

Construção em tempo recorde na Providência




Projeto Cimento Social é retomado em ‘competição’ na comunidade do Centro do Rio. Operários ergueram três casas em apenas três dias

Rio - Três casas construídas em apenas três dias na ‘velocidade 5’. A proeza, conquistada em uma gincana com o suor de 90 homens, é o cartão de visita na tentativa de convencer o governo federal a voltar a investir no projeto Cimento Social, que visa a recuperar e a construir unidades habitacionais no Morro da Providência. Ali, nasceu a primeira das 968 favelas do Rio de Janeiro.

Na retomada do projeto, serão entregues amanhã as três primeiras casas. Três equipes de 30 homens disputaram para ver quem terminava primeiro a residência. São unidades de 60 metros quadrados de dois andares, com sala, cozinha e banheiro no primeiro piso e dois quartos, no segundo. Um dos dormitórios pode ser dividido em dois cômodos. O melhor para a família que vai ocupar o imóvel é que toda a mobília vem junto: armários planejados, cozinha e móveis.

O objetivo é sensibilizar o Ministério das Cidades. “Estou levando a nossa ideia ao ministro (das Cidades) Márcio Fortes, e acho inclusive que pode ser adotada no programa ‘Minha casa, minha vida’, do governo federal”, disse o senador Marcelo Crivella (PRB), durante visita realizada ontem para conferir os arremates finais nas residências. Os beneficiados com as primeiras casas serão anunciados na hora.

Ainda não estão definidas, após a entrega das três casas, quais serão as áreas atingidas. “Começamos novas etapas. Vamos identificar locais de maior necessidade para fazer as intervenções”, promete.

Cada casa, na subida da Providência, custou R$ 50 mil e foi construída em placas de argamassa. O dinheiro, segundo Crivella, veio dos direitos autorais pela venda de seus CDs e DVDs. Ele é cantor gospel.

O senador destaca o avanço social, bem além das paredes de argamassa. Acentua que cem pessoas receberam treinamento para atuar da fundação ao telhado. “É bom ressaltar que toda a mão de obra é local. Estamos trabalhando com algumas pessoas que antes trabalhavam com o tráfico e agora estão lutando com carteira assinada para mudar de vida”, afirma ele, que viajou ontem para visitar o vice-presidente José Alencar, em tratamento contra o câncer em São Paulo.

O Cimento Social estava parado desde junho do ano passado por decisão da Justiça Eleitoral. O TRE autorizou na época que as obras de reforma fossem concluídas só em mutirão. Foram reformadas 55 casas.

A proibição de continuidade das obras ocorreu logo depois da morte de três jovens. Militares do Exército, que garantiam a obra desde dezembro de 2007, foram acusados de prender e entregá-los a bandidos do Morro da Mineira, comunidade rival.

Há dois meses, o projeto ergueu residência modelo na Providência e a entregou a família que estava com o barraco em ruínas. As três novas unidades seguem o padrão. “Há casas que não adiantam ser reformadas. Precisam ser jogadas no chão e reconstruídas. Para isso, desenvolvemos tecnologia. São 72 horas de trabalho e um sonho realizado”, finaliza.

A PRIMEIRA CONTA BANCÁRIA
Trabalhadores da força-tarefa vibram com melhorias

Três equipes de 30 homens correram contra o tempo para concluir as casas. Até ontem à tarde, a Azul liderava com pequena vantagem sobre a Verde e a Vermelha. A que terminar a obra primeiro receberá uma surpresa.

A Favela da Providência surgiu no mapa em 1898. Mil pessoas que ocupavam o cortiço Cabeça de Porco, que fora demolido, resolveram reconstruir os primeiros barracos no morro.

“Muitos trabalhadores que contratamos na obra nunca tiveram conta bancária”, surpreende-se Vander Dantas, coordenador da força-tarefa.

O servente Reinaldo Ramos, 30, vivia há dois anos de biscates. “Quero progredir e me tornar um bom pedreiro”, conta ele, que se comove com as melhorias nas casas dos vizinhos. “Quem chega à Rodoviária Novo Rio e olha o morro vê que ele já tem outro aspecto”, orgulha-se.