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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Água

A sede é mais mortal que a fome. Sem comida, se vive algumas semanas, mas sem bebida teríamos sorte se vivermos alguns dias. Só o ato de respirar é mais importante. Há milhares de anos, os primeiros homens tinham de ficar perto de rios ou algum suprimento de água fresca, já que não havia como transportá-la. Só nos últimos séculos a cerveja surgiu na Mesopotâmia e no Egito, quando o homem aprendeu a plantar a cevada e o trigo. Mais tarde, com os Gregos e Romanos, viria o apogeu do vinho. Platão via a bebida como uma maneira do homem testar a si mesmo, submetendo-se às paixões despertadas pela bebida: raiva, amor, orgulho, ignorância, ambição e covardia.

Depois vieram os destilados, quando os exploradores europeus estavam começando a abrir os caminhos marítimos do mundo. O Brasil se tornou produtor de aguardente de cana-de-açúcar e, a partir do melaço barato, os Estados Unidos iniciou a produção de rum que aos poucos foi cedendo lugar ao uísque, destilado de grãos de cereais fermentados.

Por ocasião da Revolução Científica, o café se tornaria a bebida do dia a dia. Era o tempo do saber e o homem trocou o poder entorpecente do álcool pelo efeito de despertar a atenção e manter a concentração nas discussões, para reforma do pensamento filosófico e lançar as bases do desenvolvimento da moderna ciência.

Com o avanço da ciência, sobretudo na Europa ocidental, e a riqueza obtida com a tecnologia resultante, começa a acontecer no mundo um processo de dominação empreendido pelas potências hegemônicas e a bebida tem um papel preponderante nisso. A Inglaterra, ao mesmo tempo que amplia seu domínio territorial, impõe o comercio do chá, que passa a ser a bebida de maior consumo no mundo.

No século XX, com a decadência das potências européias e a chegada da hegemonia norte-americana, o chá cede lugar a Coca-Cola, que se torna a marca do imperialismo americano no mundo pós-guerra.

Cerveja, vinho, destilados, café, chá, coca-cola, foram bebidas que dominaram os tempos e pelas quais se fizeram muitas guerras. No entanto, a velha e boa água, um tanto desprezada, voltaria a chamar a atenção do mundo e provocar preocupações, já que o aumento da população mundial, a devastação do meio ambiente, as mudanças climáticas por conta da poluição da atmosfera, a escassez de água no planeta, prevêem alguns, poderá ser a causa de um próximo conflito de alcance global. Por isso, apresentei no Senado Federal um projeto obrigando que os equipamentos e os produtos de limpeza e de higiene pessoal, bem como suas embalagens, sempre que destinados ao uso associado ao consumo de água, conterão mensagens de advertência sobre o risco de escassez e de incentivo ao consumo moderado de água. Um segundo projeto, obriga a construção de instalação de sistemas de coleta, armazenamento e utilização da água de chuva e de reutilização de águas servidas, nas construções públicas e privadas. O projeto ainda prevê que recursos do Sistema Financeiro da Habitação só poderão ser empregados nos projetos que contiverem previsão desses sistemas de coleta e armazenamento. Eu sei bem o valor da água. Na Fazenda Nova Canaã, que mantenho em Irecê, na Bahia, e onde chove muito pouco, implantei um projeto de irrigação, à base de gotejamento, para evitar desperdício e mau uso da água. De gota a gota, regamos doze mil pés de fruta-de-conde e ano passado colhemos mais de 500 mil frutas.

Com esse projeto trouxemos vida nova para centenas de famílias pobres do sertão. É isso aí. Nosso bem maior é a água. Sabendo usar, não vai faltar.

Senador Marcelo Crivella

Água

A sede é mais mortal que a fome. Sem comida, se vive algumas semanas, mas sem bebida teríamos sorte se vivermos alguns dias. Só o ato de respirar é mais importante. Há milhares de anos, os primeiros homens tinham de ficar perto de rios ou algum suprimento de água fresca, já que não havia como transportá-la. Só nos últimos séculos a cerveja surgiu na Mesopotâmia e no Egito, quando o homem aprendeu a plantar a cevada e o trigo. Mais tarde, com os Gregos e Romanos, viria o apogeu do vinho. Platão via a bebida como uma maneira do homem testar a si mesmo, submetendo-se às paixões despertadas pela bebida: raiva, amor, orgulho, ignorância, ambição e covardia.

Depois vieram os destilados, quando os exploradores europeus estavam começando a abrir os caminhos marítimos do mundo. O Brasil se tornou produtor de aguardente de cana-de-açúcar e, a partir do melaço barato, os Estados Unidos iniciou a produção de rum que aos poucos foi cedendo lugar ao uísque, destilado de grãos de cereais fermentados.

Por ocasião da Revolução Científica, o café se tornaria a bebida do dia a dia. Era o tempo do saber e o homem trocou o poder entorpecente do álcool pelo efeito de despertar a atenção e manter a concentração nas discussões, para reforma do pensamento filosófico e lançar as bases do desenvolvimento da moderna ciência.

Com o avanço da ciência, sobretudo na Europa ocidental, e a riqueza obtida com a tecnologia resultante, começa a acontecer no mundo um processo de dominação empreendido pelas potências hegemônicas e a bebida tem um papel preponderante nisso. A Inglaterra, ao mesmo tempo que amplia seu domínio territorial, impõe o comercio do chá, que passa a ser a bebida de maior consumo no mundo.

No século XX, com a decadência das potências européias e a chegada da hegemonia norte-americana, o chá cede lugar a Coca-Cola, que se torna a marca do imperialismo americano no mundo pós-guerra.

Cerveja, vinho, destilados, café, chá, coca-cola, foram bebidas que dominaram os tempos e pelas quais se fizeram muitas guerras. No entanto, a velha e boa água, um tanto desprezada, voltaria a chamar a atenção do mundo e provocar preocupações, já que o aumento da população mundial, a devastação do meio ambiente, as mudanças climáticas por conta da poluição da atmosfera, a escassez de água no planeta, prevêem alguns, poderá ser a causa de um próximo conflito de alcance global. Por isso, apresentei no Senado Federal um projeto obrigando que os equipamentos e os produtos de limpeza e de higiene pessoal, bem como suas embalagens, sempre que destinados ao uso associado ao consumo de água, conterão mensagens de advertência sobre o risco de escassez e de incentivo ao consumo moderado de água. Um segundo projeto, obriga a construção de instalação de sistemas de coleta, armazenamento e utilização da água de chuva e de reutilização de águas servidas, nas construções públicas e privadas. O projeto ainda prevê que recursos do Sistema Financeiro da Habitação só poderão ser empregados nos projetos que contiverem previsão desses sistemas de coleta e armazenamento. Eu sei bem o valor da água. Na Fazenda Nova Canaã, que mantenho em Irecê, na Bahia, e onde chove muito pouco, implantei um projeto de irrigação, à base de gotejamento, para evitar desperdício e mau uso da água. De gota a gota, regamos doze mil pés de fruta-de-conde e ano passado colhemos mais de 500 mil frutas.

Com esse projeto trouxemos vida nova para centenas de famílias pobres do sertão. É isso aí. Nosso bem maior é a água. Sabendo usar, não vai faltar.

Senador Marcelo Crivella

sábado, 18 de julho de 2009

Crivella entrega 3 casas no Morro da Providência

O estigma de morar em uma lugar feio que acompanha muitos dos moradorores das comunidades carentes do Rio, pode ser quebrado com um projeto que teve início nesta sexta-feira com a entrega de três casas à três mães que perderam os filhos barbaramente, no caso do Morro da Providência, Centro do Rio, ano passado.

O “Cimento Social” de autoria do Senador Marcelo Crivella tem o objetivo de contruir ou mesmo reformar completamente as casas da comunidade.

– O projeto prevê três casos: o que as casas que podem ser reformadas, as que tiveram de ser derrubadas e essas que estão sendo entregues que foram erguidas do chão – explicou o senador.

As primeiras casas foram entregues nesta sexta e foram erguidas em apenas 3 dias. De acordo com o senador, os trabalhadores que ergueram as construções tem idade entre 16 e 30 anos. Os homens foram divididos em três equipes que disputaram para ver qual dos grupos terminava primeiro.

O responsável pelo empreendimento, Wander Dantas, diz que todos os 102 funcionários empregados no “Cimento Social” são da comunidade da Providência.

­ – É muito gratificante para mim, quando cheguei aqui no morro, vi muitos homens desempregados, ex-presidiários e ligados ao tráfico de drogas. O projeto mudou a vida deles. Na próxima entrega do “Cimento Social” nós prometemos erguer as casas em apenas 2 dias – garantiu Dantas.

O conjunto com as três casas foi batizado pelo senador de “Vila José de Alencar e Dona Marisa” em homenagem ao vice-presidente da república, José de Alencar e a primeira-dama, Marisa Letícia.

As residências são funcionais, de segundo andar e três cômodos. De acordo com o coordenador do projeto, até oito pessoas podem morar em uma casa do “Cimento Social”. O senador Marcelo Crivella defende que tudo o que um projeto como o do Morro da Providência necessita, está no Brasil.

- Não precisa trazer chinês, japonês e nem americano é só dar oportunidade para a rapaziada, como dizia aquela música “eu acredito é na rapaziada…” Tudo o que nós precisamos, o Brasil tem. A paz é fruto da justiça e o povo do Morro da Providência merece justiça.

Nova chance

Um dos operários Alexandro de Medeiros, de 23 anos, estava exultante com o resultado conseguido pelas equipes do “Cimento Social”. Alexandro contou que além de ex-presidiário, também foi soldado do tráfico na própria comunidade.

- Eu estava desempregado porque fui preso, acertei minhas contas com a justiça, mas antes daqui, já estava novamente na boca de fumo. Foi quando me chamaram para trabalhar.

Embora não compense a dor da perda de um filho, as casas entregues tiveram um destino especial: as beneficiadas foram as mães dos três rapazes mortos ano passado ao serem sequestrados e levados por militares do exército a traficantes de uma facção rival do morro da Mineira, no Catumbi.

Os rapazes Deivão Wilson, Marcos Paulo da Silva,e Wellington Gonzaga Costa foram sequestrados pelos militares quando voltavam de uma baile funk no morro da Mangueira.

Ainda segundo Marcelo Crivella, o projeto deve se estender por todo o Morro da Providência.

Fonte: JB Online

Crivella entrega 3 casas no Morro da Providência

O estigma de morar em uma lugar feio que acompanha muitos dos moradorores das comunidades carentes do Rio, pode ser quebrado com um projeto que teve início nesta sexta-feira com a entrega de três casas à três mães que perderam os filhos barbaramente, no caso do Morro da Providência, Centro do Rio, ano passado.

O “Cimento Social” de autoria do Senador Marcelo Crivella tem o objetivo de contruir ou mesmo reformar completamente as casas da comunidade.

– O projeto prevê três casos: o que as casas que podem ser reformadas, as que tiveram de ser derrubadas e essas que estão sendo entregues que foram erguidas do chão – explicou o senador.

As primeiras casas foram entregues nesta sexta e foram erguidas em apenas 3 dias. De acordo com o senador, os trabalhadores que ergueram as construções tem idade entre 16 e 30 anos. Os homens foram divididos em três equipes que disputaram para ver qual dos grupos terminava primeiro.

O responsável pelo empreendimento, Wander Dantas, diz que todos os 102 funcionários empregados no “Cimento Social” são da comunidade da Providência.

­ – É muito gratificante para mim, quando cheguei aqui no morro, vi muitos homens desempregados, ex-presidiários e ligados ao tráfico de drogas. O projeto mudou a vida deles. Na próxima entrega do “Cimento Social” nós prometemos erguer as casas em apenas 2 dias – garantiu Dantas.

O conjunto com as três casas foi batizado pelo senador de “Vila José de Alencar e Dona Marisa” em homenagem ao vice-presidente da república, José de Alencar e a primeira-dama, Marisa Letícia.

As residências são funcionais, de segundo andar e três cômodos. De acordo com o coordenador do projeto, até oito pessoas podem morar em uma casa do “Cimento Social”. O senador Marcelo Crivella defende que tudo o que um projeto como o do Morro da Providência necessita, está no Brasil.

- Não precisa trazer chinês, japonês e nem americano é só dar oportunidade para a rapaziada, como dizia aquela música “eu acredito é na rapaziada…” Tudo o que nós precisamos, o Brasil tem. A paz é fruto da justiça e o povo do Morro da Providência merece justiça.

Nova chance

Um dos operários Alexandro de Medeiros, de 23 anos, estava exultante com o resultado conseguido pelas equipes do “Cimento Social”. Alexandro contou que além de ex-presidiário, também foi soldado do tráfico na própria comunidade.

- Eu estava desempregado porque fui preso, acertei minhas contas com a justiça, mas antes daqui, já estava novamente na boca de fumo. Foi quando me chamaram para trabalhar.

Embora não compense a dor da perda de um filho, as casas entregues tiveram um destino especial: as beneficiadas foram as mães dos três rapazes mortos ano passado ao serem sequestrados e levados por militares do exército a traficantes de uma facção rival do morro da Mineira, no Catumbi.

Os rapazes Deivão Wilson, Marcos Paulo da Silva,e Wellington Gonzaga Costa foram sequestrados pelos militares quando voltavam de uma baile funk no morro da Mangueira.

Ainda segundo Marcelo Crivella, o projeto deve se estender por todo o Morro da Providência.

Fonte: JB Online

quinta-feira, 2 de julho de 2009

PARA O POVO CARIOCA, PARA A NAÇÃO BRASILEIRA !


Resposta do Senador Crivella ao e-mail enviado por Cezar Lipe

Cezar Liper,

Quero manifestar, em primeiro lugar, a minha admiração por sua capacidade de superação às adversidades enfrentadas no curso da vida, um verdadeiro exemplo. Isso comprova também, mais uma vez, a infinita misericórdia de Deus.

Demorei na resposta porque viajei para o interior do Estado. Estive na sexta-feira com lideranças políticas de Saquarema e na inauguração da nova sede da seccional da OAB naquela cidade. No sábado, levei representantes da Caixa Econômica Federal, do Ministério das Cidades, da Casa Civil da Presidência da República e o Superintendente da Funasa para juntos com os prefeitos e secretários de Silva Jardim, Araruama e Iguaba Grande, tratar de projetos e liberação de recursos para o desenvolvimento econômico e social daquela região. Domingo estive pregando na Igreja Universal de Saracuruna, em Duque de Caxias. Só ontem retornei a Brasília.

Em relação à sua correspondência, devo dizer-lhe que recebo, mensalmente, milhares de cartas e e-mails vindos do Estado do Rio de Janeiro e de todo o País. Todas as mensagens, mesmo aquelas que trazem manifestação de desacordo às minhas ações, têm uma característica em comum: são respeitosas. Nesses mais de seis anos de mandato parlamentar, nunca ninguém, nem mesmo o menos esclarecido, foi tão arrogante, insolente e desrespeitoso quanto o senhor.

V. Sa. age como se fosse o dono da verdade e a verdade fosse só a sua. Mal informado a meu respeito e sobre os assuntos comentados no seu e-mail, V. Sa. pretende com isso clamar por um comportamento ético e moral na política. Mas que clamor é esse que leva uma pessoa, que se pretende ser o paladino da honestidade e da honradez, agir assim, de forma tão preconceituosa, injusta e desrespeitosa. Como todo brasileiro digno, quero um Brasil livre da corrupção.

Qualquer cidadão brasileiro tem o direito de cobrar ações dos políticos, assim como também o tem de discordar de seu trabalho. Mas V. Sa. não tem o direito de querer impor o seu ponto de vista e nos obrigar a aceitá-lo.

O cuidado com os pobres e necessitados, que clamam por melhores condições de vida,

É a razão maior da minha luta e dela eu não abro mão.
Respeito suas opiniões, mas não aceito a forma desrespeitosa como me foram apresentadas,

porque não é esse o tratamento que lhe dedico.

Não fiquei calado com relação as tantas denúncias publicadas contra senadores dessa Casa. Absolutamente! Como líder do meu partido disse em plenário que apoio a investigação do Ministério Público, da Polícia Federal, da Corregedoria do Senado e da Comissão de Ética. Disse que não aceitaria que uma só denúncia deixasse de ser investigada. Até porque não votei no Presidente Sarney e declarei isso publicamente da tribuna do Senado Federal. Não tenho cargos e nem devo favores a esse ou a qualquer outro presidente que dirigiu a Casa nessa legislatura.

Só não apoio condenação precipitada, sem direito a defesa, sem o contraditório, sem cumprir prazos e instâncias regimentais. Portanto meça suas palavras.

Vamos às respostas:

1. Quanto às críticas em relação ao jornal “O Globo”, V. Sa, não sabe, e por isso mesmo, não deveria se apressar a falar do que não sabe que já processei as empresas das organizações Globo algumas vezes. Umas ganhei; outras estão em andamento; e há as que, apesar das provas óbvias, não prosperam. É uma luta de Davi contra Golias, mas em nenhum momento eu me calei e muito menos consenti que tais mentiras se tornassem verdades. Registro que em todos os processos iniciados pelo Ministério Público a partir de calúnias publicadas no “O Globo” contra mim – repito, TODOS – fui absolvido. Anexo certidão expedida pelo STF, que é o foro competente no meu caso.

2. No tocante às dores da alma, que V. Sa. se refere, reitero que passei dez anos na África e dez anos não são dez dias, ou dez meses.
Doei mais de R$ 10 milhões em direitos autorais para a realização do Projeto Nordeste na Fazenda Nova Canaã, que é um exemplo para a Reforma Agrária do Brasil que hoje possue quase seis mil assentamentos, na maioria verdadeiras favelas rurais. Se V. Sa. não conhece é porque nunca se interessou em conhecer. E se não conhece, então com que autoridade critica? Ao menos entre no meu site e veja o filme ou se digne a perguntar à população de Irecê, no semi-árido da Bahia, o que acha do projeto. O senhor pode até menosprezar e dizer que não é importante e que fiz pouco. Talvez tenha até razão, pois gostaria de ter feito muito mais; no entanto, fiz o melhor que pude. Penso, por outro lado, no que o senhor fez pelos pobres, além de tentar remover favelas e mudar linhas de ônibus utilizadas pelos mais humildes, cujo único pecado foi o de terem a infelicidade de residirem próximo a sua casa.

3. O senhor afirma repetidamente que sou pago por seu salário. Pois bem, saiba que recebi, somente no período em que estou no Senado, mais de R$ 3,6 milhões em direitos autorais. Com o desconto de 27,5% de Imposto de Renda, recolhi quase R$ 1 milhão. Isso é mais do que o meu salário de senador durante todo o mandato. Observe, portanto, que eu pago mais a sua aposentadoria do que V. Sa. paga o meu salário de senador. No entanto, lamento dizer, que é uma pena perder tempo com uma conversa tão medíocre e mesquinha.

4. Quanto à habitação, fui relator de um projeto de iniciativa popular que, embora tivesse dois milhões de assinaturas, dormitava há catorze anos no Congresso. A matéria propunha criar o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social, que é na prática o retorno do sucesso do extinto BNH.Como relator, tive de convencer os senhores senadores de que o projeto não era inconstitucional, posto que muitos defendessem que a iniciativa para tal projeto era exclusiva do Presidente da República.
Ora, foi a minha tese, se todo poder emana do povo, não pode haver restrição à iniciativa popular. E essa tese foi vitoriosa e o projeto aprovado com apoio de quase todos os partidos. Na sanção da lei, com a presença de dezenas de organizações sociais e cooperativas de habitação, o Presidente Lula elogiou e agradeceu minha atuação. Hoje, o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social tem quase R$ 1,5 bilhão de reais no orçamento da República. Portanto, mais uma vez o senhor me acusa sem a devida razão. A obra do “Cimento Social” é uma iniciativa minha que se soma a isso, pois diante de um vergonhoso déficit habitacional de sete milhões de casas, todo o esforço nesse sentido ainda é pouco.

5. Não sei também onde V. Sa. quer chegar na sua existência, com tanto ódio e preconceito. Repudia a ONG Transparência Brasil por ter considerado meus projetos entre os mais relevantes apresentados nesta Casa. Sua atitude de questionar os critérios de avaliação da ONG, de forma tão leviana, só pode ser atribuída aos maus conselhos do rancor.
Mas Isso é inútil. Não mudará a avaliação daquela respeitada ONG nem o propósito que me acalenta ou a inspiração que me anima: lutar pelos mais humildes.

6. Quanto às denúncias que o senhor diz ter me apresentado no curso da campanha eleitoral, momento em que cheguei a trabalhar 16 horas por dia, pode ser que me tenha fugido. Vou considerar sua lembrança e enviar expediente ao presidente da Light, com cópia ao secretário estadual de meio ambiente e ao governador.

Finalmente devo dizer que acredito que movido por seus ressentimentos, o senhor irá procurar rebater tudo o que acabo de dizer. Isso torna inócuo qualquer esforço para tentar esclarecer os fatos.

Algo me diz que só o tempo poderá lhe provar as minhas intenções. Por isso, democraticamente, respeitando a sua opinião, mas discordando da maneira agressiva para comigo e indiretamente com todos que me elegeram, e foram mais de três milhões de fluminenses, fica aqui consignado que considero esgotada a possibilidade de continuar me correspondendo com V. Sa.

Que Deus o abençoe,
Marcelo Crivella

________________________ resposta enviada ao e-mail abaixo ______________________

Publicado em E-mail recebidos e respostas
Publicado por: Amigos do Crivella | 02/07/2009 (editar)
E-mail enviado por Cesar Lipe ao Senador Marcelo Crivella

Prezado Excelentíssimo Sr. Senador Marcelo Crivella,

Parabéns por contestar a má informação que sujaria o seu nome, pois se
eu estivesse no seu lugar também ficaria indignado. Entretanto,
Excelentíssimo, se fosse o senhor que estivesse no meu lugar, sabemos que o senhor convive com este senado ladrão, corrupto, omisso, inépto
e mentiroso, tendo a missão de legislar e fiscalizar o erário,
acredito que pensaria que o dinheiro que lhe pago para ser senador e
de ser chamado como tal, está muito mal empregado, pois o senhor ficou
recebendo o dinheiro do povo, caladinho, sem trabalhar, sem cumprir a
sua obrigação parlamentar.

Da mesma forma que o senhor está enviando mensagem para a Ouvidoria da
Barra para tentar limpar a sua imagem, poderia ter vindo para dizer
que no senado está a maior roubalheira e provar isso, mas o senhor
nada fez. Espero que não venha fazer como o presidente Lula faz,
dizendo que não sabia de nada, pois seria um motivo que o consenaria
mais, pois o povo não quer político “desligado”…, principalmente
quando ele está sendo roubado.
Pela sua resposta vejo que é nítida a sua preocupação em induzir o
povo “todo” a pensar que o senhor está isento de alguma coisa, mas
isso é um grande engano senador Crivella, pois a sua atitude é
comparável a de uma empregada doméstica que assiste o jardineiro
roubar a despensa de nossa casa, as jóias de família, tirar o dinheiro
do cofre e ao ser arguída dos motivos do jardineiro ter tido acesso
aos cômodos da casa se defende dizendo que é limpinha, que lava as
cenouras muito bem quando faz a comida.

Se o povo brasileiro com toda essa crise se tornar mais consciente, o
senhor e todos os demais que mantêm a sua postura, desaparecerão do
cenário político do Brasil nas próximas eleições !

*QUE O POVO NÃO VOTE MAIS EM QUEM JÁ TEVE MANDATO NAS PRÓXIMAS*


*ELEIÇÕES !*

*Saudações,*

*Cezar Liper*

PARA O POVO CARIOCA, PARA A NAÇÃO BRASILEIRA !


Resposta do Senador Crivella ao e-mail enviado por Cezar Lipe

Cezar Liper,

Quero manifestar, em primeiro lugar, a minha admiração por sua capacidade de superação às adversidades enfrentadas no curso da vida, um verdadeiro exemplo. Isso comprova também, mais uma vez, a infinita misericórdia de Deus.

Demorei na resposta porque viajei para o interior do Estado. Estive na sexta-feira com lideranças políticas de Saquarema e na inauguração da nova sede da seccional da OAB naquela cidade. No sábado, levei representantes da Caixa Econômica Federal, do Ministério das Cidades, da Casa Civil da Presidência da República e o Superintendente da Funasa para juntos com os prefeitos e secretários de Silva Jardim, Araruama e Iguaba Grande, tratar de projetos e liberação de recursos para o desenvolvimento econômico e social daquela região. Domingo estive pregando na Igreja Universal de Saracuruna, em Duque de Caxias. Só ontem retornei a Brasília.

Em relação à sua correspondência, devo dizer-lhe que recebo, mensalmente, milhares de cartas e e-mails vindos do Estado do Rio de Janeiro e de todo o País. Todas as mensagens, mesmo aquelas que trazem manifestação de desacordo às minhas ações, têm uma característica em comum: são respeitosas. Nesses mais de seis anos de mandato parlamentar, nunca ninguém, nem mesmo o menos esclarecido, foi tão arrogante, insolente e desrespeitoso quanto o senhor.

V. Sa. age como se fosse o dono da verdade e a verdade fosse só a sua. Mal informado a meu respeito e sobre os assuntos comentados no seu e-mail, V. Sa. pretende com isso clamar por um comportamento ético e moral na política. Mas que clamor é esse que leva uma pessoa, que se pretende ser o paladino da honestidade e da honradez, agir assim, de forma tão preconceituosa, injusta e desrespeitosa. Como todo brasileiro digno, quero um Brasil livre da corrupção.

Qualquer cidadão brasileiro tem o direito de cobrar ações dos políticos, assim como também o tem de discordar de seu trabalho. Mas V. Sa. não tem o direito de querer impor o seu ponto de vista e nos obrigar a aceitá-lo.

O cuidado com os pobres e necessitados, que clamam por melhores condições de vida,

É a razão maior da minha luta e dela eu não abro mão.
Respeito suas opiniões, mas não aceito a forma desrespeitosa como me foram apresentadas,

porque não é esse o tratamento que lhe dedico.

Não fiquei calado com relação as tantas denúncias publicadas contra senadores dessa Casa. Absolutamente! Como líder do meu partido disse em plenário que apoio a investigação do Ministério Público, da Polícia Federal, da Corregedoria do Senado e da Comissão de Ética. Disse que não aceitaria que uma só denúncia deixasse de ser investigada. Até porque não votei no Presidente Sarney e declarei isso publicamente da tribuna do Senado Federal. Não tenho cargos e nem devo favores a esse ou a qualquer outro presidente que dirigiu a Casa nessa legislatura.

Só não apoio condenação precipitada, sem direito a defesa, sem o contraditório, sem cumprir prazos e instâncias regimentais. Portanto meça suas palavras.

Vamos às respostas:

1. Quanto às críticas em relação ao jornal “O Globo”, V. Sa, não sabe, e por isso mesmo, não deveria se apressar a falar do que não sabe que já processei as empresas das organizações Globo algumas vezes. Umas ganhei; outras estão em andamento; e há as que, apesar das provas óbvias, não prosperam. É uma luta de Davi contra Golias, mas em nenhum momento eu me calei e muito menos consenti que tais mentiras se tornassem verdades. Registro que em todos os processos iniciados pelo Ministério Público a partir de calúnias publicadas no “O Globo” contra mim – repito, TODOS – fui absolvido. Anexo certidão expedida pelo STF, que é o foro competente no meu caso.

2. No tocante às dores da alma, que V. Sa. se refere, reitero que passei dez anos na África e dez anos não são dez dias, ou dez meses.
Doei mais de R$ 10 milhões em direitos autorais para a realização do Projeto Nordeste na Fazenda Nova Canaã, que é um exemplo para a Reforma Agrária do Brasil que hoje possue quase seis mil assentamentos, na maioria verdadeiras favelas rurais. Se V. Sa. não conhece é porque nunca se interessou em conhecer. E se não conhece, então com que autoridade critica? Ao menos entre no meu site e veja o filme ou se digne a perguntar à população de Irecê, no semi-árido da Bahia, o que acha do projeto. O senhor pode até menosprezar e dizer que não é importante e que fiz pouco. Talvez tenha até razão, pois gostaria de ter feito muito mais; no entanto, fiz o melhor que pude. Penso, por outro lado, no que o senhor fez pelos pobres, além de tentar remover favelas e mudar linhas de ônibus utilizadas pelos mais humildes, cujo único pecado foi o de terem a infelicidade de residirem próximo a sua casa.

3. O senhor afirma repetidamente que sou pago por seu salário. Pois bem, saiba que recebi, somente no período em que estou no Senado, mais de R$ 3,6 milhões em direitos autorais. Com o desconto de 27,5% de Imposto de Renda, recolhi quase R$ 1 milhão. Isso é mais do que o meu salário de senador durante todo o mandato. Observe, portanto, que eu pago mais a sua aposentadoria do que V. Sa. paga o meu salário de senador. No entanto, lamento dizer, que é uma pena perder tempo com uma conversa tão medíocre e mesquinha.

4. Quanto à habitação, fui relator de um projeto de iniciativa popular que, embora tivesse dois milhões de assinaturas, dormitava há catorze anos no Congresso. A matéria propunha criar o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social, que é na prática o retorno do sucesso do extinto BNH.Como relator, tive de convencer os senhores senadores de que o projeto não era inconstitucional, posto que muitos defendessem que a iniciativa para tal projeto era exclusiva do Presidente da República.
Ora, foi a minha tese, se todo poder emana do povo, não pode haver restrição à iniciativa popular. E essa tese foi vitoriosa e o projeto aprovado com apoio de quase todos os partidos. Na sanção da lei, com a presença de dezenas de organizações sociais e cooperativas de habitação, o Presidente Lula elogiou e agradeceu minha atuação. Hoje, o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social tem quase R$ 1,5 bilhão de reais no orçamento da República. Portanto, mais uma vez o senhor me acusa sem a devida razão. A obra do “Cimento Social” é uma iniciativa minha que se soma a isso, pois diante de um vergonhoso déficit habitacional de sete milhões de casas, todo o esforço nesse sentido ainda é pouco.

5. Não sei também onde V. Sa. quer chegar na sua existência, com tanto ódio e preconceito. Repudia a ONG Transparência Brasil por ter considerado meus projetos entre os mais relevantes apresentados nesta Casa. Sua atitude de questionar os critérios de avaliação da ONG, de forma tão leviana, só pode ser atribuída aos maus conselhos do rancor.
Mas Isso é inútil. Não mudará a avaliação daquela respeitada ONG nem o propósito que me acalenta ou a inspiração que me anima: lutar pelos mais humildes.

6. Quanto às denúncias que o senhor diz ter me apresentado no curso da campanha eleitoral, momento em que cheguei a trabalhar 16 horas por dia, pode ser que me tenha fugido. Vou considerar sua lembrança e enviar expediente ao presidente da Light, com cópia ao secretário estadual de meio ambiente e ao governador.

Finalmente devo dizer que acredito que movido por seus ressentimentos, o senhor irá procurar rebater tudo o que acabo de dizer. Isso torna inócuo qualquer esforço para tentar esclarecer os fatos.

Algo me diz que só o tempo poderá lhe provar as minhas intenções. Por isso, democraticamente, respeitando a sua opinião, mas discordando da maneira agressiva para comigo e indiretamente com todos que me elegeram, e foram mais de três milhões de fluminenses, fica aqui consignado que considero esgotada a possibilidade de continuar me correspondendo com V. Sa.

Que Deus o abençoe,
Marcelo Crivella

________________________ resposta enviada ao e-mail abaixo ______________________

Publicado em E-mail recebidos e respostas
Publicado por: Amigos do Crivella | 02/07/2009 (editar)
E-mail enviado por Cesar Lipe ao Senador Marcelo Crivella

Prezado Excelentíssimo Sr. Senador Marcelo Crivella,

Parabéns por contestar a má informação que sujaria o seu nome, pois se
eu estivesse no seu lugar também ficaria indignado. Entretanto,
Excelentíssimo, se fosse o senhor que estivesse no meu lugar, sabemos que o senhor convive com este senado ladrão, corrupto, omisso, inépto
e mentiroso, tendo a missão de legislar e fiscalizar o erário,
acredito que pensaria que o dinheiro que lhe pago para ser senador e
de ser chamado como tal, está muito mal empregado, pois o senhor ficou
recebendo o dinheiro do povo, caladinho, sem trabalhar, sem cumprir a
sua obrigação parlamentar.

Da mesma forma que o senhor está enviando mensagem para a Ouvidoria da
Barra para tentar limpar a sua imagem, poderia ter vindo para dizer
que no senado está a maior roubalheira e provar isso, mas o senhor
nada fez. Espero que não venha fazer como o presidente Lula faz,
dizendo que não sabia de nada, pois seria um motivo que o consenaria
mais, pois o povo não quer político “desligado”…, principalmente
quando ele está sendo roubado.
Pela sua resposta vejo que é nítida a sua preocupação em induzir o
povo “todo” a pensar que o senhor está isento de alguma coisa, mas
isso é um grande engano senador Crivella, pois a sua atitude é
comparável a de uma empregada doméstica que assiste o jardineiro
roubar a despensa de nossa casa, as jóias de família, tirar o dinheiro
do cofre e ao ser arguída dos motivos do jardineiro ter tido acesso
aos cômodos da casa se defende dizendo que é limpinha, que lava as
cenouras muito bem quando faz a comida.

Se o povo brasileiro com toda essa crise se tornar mais consciente, o
senhor e todos os demais que mantêm a sua postura, desaparecerão do
cenário político do Brasil nas próximas eleições !

*QUE O POVO NÃO VOTE MAIS EM QUEM JÁ TEVE MANDATO NAS PRÓXIMAS*


*ELEIÇÕES !*

*Saudações,*

*Cezar Liper*

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A Resposta do Senador Crivella endereçada ao Cezar Liper

A Resposta do Senador Crivella endereçada ao Cezar Liper

Caro Cezar Liper,

Respeito sua indignação e a coragem de manifestá-la.

Creio que o senhor compreendeu que a imprensa, após investigação apressada e incorreta, culpou inocentes.

Isso ocorreu comigo e com vários outros senadores.

Quanto a acusação da minha omissão ante a enxurrada de denúncias, permita-me ponderar que eu próprio, em cada eleição que disputo, sou vítima de um dilúvio de injúrias e calúnias por parte do jornal O Globo que, seja por desconsiderar a igreja que pertenço, seja por temer a perda a hegemonia como grupo de mídia para a Record, já me acusou de ligação com o narcotráfico, com a milícia, de evasão de divisas, de formação de quadrilha, de sonegação fiscal e, na última eleição, por conta de conduta criminosa de um oficial do Exército, até de co-autoria de assassinato.

No entanto, passei dez anos na África com a minha família trabalhando pelos pobres.

Doei dos meus direitos autorais mais de 10 milhões de reais para construção da Fazenda Nova Canaã, no sertão da Bahia, exemplo de reforma agrária que o governo deveria adotar.

Não fui eu, foi o próprio Stédile quem declarou que não há em nenhum dos quase 6 mil assentamentos rurais da reforma agrária brasileira, qualquer escola com o padrão de qualidade da nossa.

São 500 crianças das mais porbres do Brasil, estudando em horário integral, com acessso a computador, assitência médica e dentária, piscina e transporte escolar.

Hoje, a fazenda produz 1 milhão de frutas de conde por ano, além de feijão, milho, outras frutas e hortaliças.

Desde que perdi a última eleição, no dia seguinte retomei, com recursos próprios, a obra do Cimento Social no Morro da Providência e convido você a visitar e verifcar a revolução que está ocorrendo lá.

Já reformamos e construímos uma centena de casas.

No Senado Federal fui destacado pela ONG Transparência Brasil, uma das mais exigentes na fiscalização da vida política brasileira , como o terceiro entre os 81 senadores com projetos de maior relevância para o país.

São mais de 148 projetos apresentados e bem mais de 100 milhões de reais obtidos para obras estruturantes no Rio, entre emendas parlamentares e recursos do Tesouro.

O completo saneamento básico do bairro Figueira em Caxias, a construção do entreposto pesqueiro e de um exemplar conjunto residencial em Angra dos Reis, obras em escola técnica no Noroeste Fluminense, obras de saneamento em toda Baixada e São Gonçalo, construção de um entreposto para os produtores de tomate da região do Centro-Sul fluminense, obra de saneamento completo do Bairro Santo Antonio em Barra Mansa.

Só para reforma do Tribunal de Justiça do Trabalho do Rio obtive 20 milhões do Tesouro em regime emergencial, pois como todos sabem seu prédio havia se deteriorado por conta de um grande incêndio.

Consegui recursos para colocar todo equipamento cardíaco necessário para atender crianças doentes no Hospital de Cardiologia do Humaitá, quando o presidia o iminente Dr. Jasbic. Consegui recursos extra-orçamentários para abrir uma clínica pública com diversos aparelhos de hemodiálise em Resende o que poupou a dezenas de pacientes com problemas renais de se deslocarem diariamente para Volta Redonda, Rio de Janeiro e até São Paulo, numa verdadeira marcha da insanidade e isso ocorria há anos.

Eles eram obrigados a acordar de madrugada, inclusive aos sábados e domingos e só retornavam às altas horas da noite.


Como Presidente da CPI da Emigração Ilegal fui várias vezes aos Estados Unidos e trouxe de volta milhares de brasileiros que estavam presos, em aviões fretados e pagos pelas autoridades americanas que cederam aos meus argumentos.

Veja, assim como eu, há outros deputados e senadores que embora se devotem a causa do povo são massacrados pelos preconceitos e pelos ódios e paixões de quem muitas vezes cobra dos políticos todas as mazelas da vida pública e até de suas vidas pessoais.

Portanto, não iria e não irei julgar precipitadamente e fazer que outros sofram o que eu mesmo venho sofrendo. A verdade é que também errei demais para gostar de criticar por criticar.

Prefiro aguardar as investigações do Ministério Público e da Comissão Interna da casa para me manifestar.


Nesse momento de crise mundial em que milhões de brasileiros então sem emprego, pretendo continuar preocupado em primeiro lugar em realizar obras, defender projetos e lutar pelos anseios justos e legítimos do povo do Rio, sobretudo os mais pobres.

Aliás, eu confio na Bíblia e no que Jesus ensinou.

Ele disse: “Não há nada encoberto que não venha a ser revelado.”


E quando revelado, saberemos tomar a decisão da nossa consciência.


Com respeito,
Senador Marcelo Crivella
_____________________________________________________________

Texto enviado pelo Senador Crivella para o e-mail do blog

amigosdcrivella@gmail.com

A Resposta do Senador Crivella endereçada ao Cezar Liper

A Resposta do Senador Crivella endereçada ao Cezar Liper

Caro Cezar Liper,

Respeito sua indignação e a coragem de manifestá-la.

Creio que o senhor compreendeu que a imprensa, após investigação apressada e incorreta, culpou inocentes.

Isso ocorreu comigo e com vários outros senadores.

Quanto a acusação da minha omissão ante a enxurrada de denúncias, permita-me ponderar que eu próprio, em cada eleição que disputo, sou vítima de um dilúvio de injúrias e calúnias por parte do jornal O Globo que, seja por desconsiderar a igreja que pertenço, seja por temer a perda a hegemonia como grupo de mídia para a Record, já me acusou de ligação com o narcotráfico, com a milícia, de evasão de divisas, de formação de quadrilha, de sonegação fiscal e, na última eleição, por conta de conduta criminosa de um oficial do Exército, até de co-autoria de assassinato.

No entanto, passei dez anos na África com a minha família trabalhando pelos pobres.

Doei dos meus direitos autorais mais de 10 milhões de reais para construção da Fazenda Nova Canaã, no sertão da Bahia, exemplo de reforma agrária que o governo deveria adotar.

Não fui eu, foi o próprio Stédile quem declarou que não há em nenhum dos quase 6 mil assentamentos rurais da reforma agrária brasileira, qualquer escola com o padrão de qualidade da nossa.

São 500 crianças das mais porbres do Brasil, estudando em horário integral, com acessso a computador, assitência médica e dentária, piscina e transporte escolar.

Hoje, a fazenda produz 1 milhão de frutas de conde por ano, além de feijão, milho, outras frutas e hortaliças.

Desde que perdi a última eleição, no dia seguinte retomei, com recursos próprios, a obra do Cimento Social no Morro da Providência e convido você a visitar e verifcar a revolução que está ocorrendo lá.

Já reformamos e construímos uma centena de casas.

No Senado Federal fui destacado pela ONG Transparência Brasil, uma das mais exigentes na fiscalização da vida política brasileira , como o terceiro entre os 81 senadores com projetos de maior relevância para o país.

São mais de 148 projetos apresentados e bem mais de 100 milhões de reais obtidos para obras estruturantes no Rio, entre emendas parlamentares e recursos do Tesouro.

O completo saneamento básico do bairro Figueira em Caxias, a construção do entreposto pesqueiro e de um exemplar conjunto residencial em Angra dos Reis, obras em escola técnica no Noroeste Fluminense, obras de saneamento em toda Baixada e São Gonçalo, construção de um entreposto para os produtores de tomate da região do Centro-Sul fluminense, obra de saneamento completo do Bairro Santo Antonio em Barra Mansa.

Só para reforma do Tribunal de Justiça do Trabalho do Rio obtive 20 milhões do Tesouro em regime emergencial, pois como todos sabem seu prédio havia se deteriorado por conta de um grande incêndio.

Consegui recursos para colocar todo equipamento cardíaco necessário para atender crianças doentes no Hospital de Cardiologia do Humaitá, quando o presidia o iminente Dr. Jasbic. Consegui recursos extra-orçamentários para abrir uma clínica pública com diversos aparelhos de hemodiálise em Resende o que poupou a dezenas de pacientes com problemas renais de se deslocarem diariamente para Volta Redonda, Rio de Janeiro e até São Paulo, numa verdadeira marcha da insanidade e isso ocorria há anos.

Eles eram obrigados a acordar de madrugada, inclusive aos sábados e domingos e só retornavam às altas horas da noite.


Como Presidente da CPI da Emigração Ilegal fui várias vezes aos Estados Unidos e trouxe de volta milhares de brasileiros que estavam presos, em aviões fretados e pagos pelas autoridades americanas que cederam aos meus argumentos.

Veja, assim como eu, há outros deputados e senadores que embora se devotem a causa do povo são massacrados pelos preconceitos e pelos ódios e paixões de quem muitas vezes cobra dos políticos todas as mazelas da vida pública e até de suas vidas pessoais.

Portanto, não iria e não irei julgar precipitadamente e fazer que outros sofram o que eu mesmo venho sofrendo. A verdade é que também errei demais para gostar de criticar por criticar.

Prefiro aguardar as investigações do Ministério Público e da Comissão Interna da casa para me manifestar.


Nesse momento de crise mundial em que milhões de brasileiros então sem emprego, pretendo continuar preocupado em primeiro lugar em realizar obras, defender projetos e lutar pelos anseios justos e legítimos do povo do Rio, sobretudo os mais pobres.

Aliás, eu confio na Bíblia e no que Jesus ensinou.

Ele disse: “Não há nada encoberto que não venha a ser revelado.”


E quando revelado, saberemos tomar a decisão da nossa consciência.


Com respeito,
Senador Marcelo Crivella
_____________________________________________________________

Texto enviado pelo Senador Crivella para o e-mail do blog

amigosdcrivella@gmail.com